ESECS - Mestrado em Educação Especial - Domínio Cognitivo-Motor
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- A relevância dos recursos educativos na promoção da atenção em aluno com perturbação de hiperatividade e défice de atenção: um estudo de caso na disciplina de históriaPublication . Agostinho, Susana Maria Luís; Fonseca, Marta Sofia Abreu daO presente estudo insere-se no âmbito da investigação educacional de natureza qualitativa e tem como objetivo compreender de que modo a utilização de diferentes recursos educativos — nomeadamente as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e a análise de fontes históricas escritas — contribui para a promoção da atenção de um aluno com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), em comorbilidade com Dislexia e Disortografia, na disciplina de História. A investigação desenvolveu-se segundo o paradigma qualitativo, recorrendo à metodologia de estudo de caso, por permitir uma análise aprofundada e contextualizada de uma situação educativa concreta. O participante do estudo é um aluno do sexo masculino, com 14 anos de idade, que frequenta o 8.º ano de escolaridade. A intervenção pedagógica foi organizada em dois momentos distintos: um primeiro momento centrado na utilização de recursos tecnológicos e um segundo momento baseado na análise de fontes históricas escritas. A recolha de dados integrou diversas técnicas e instrumentos, nomeadamente observação direta e sistemática, check-lists de observação, escalas de avaliação comportamental, registos narrativos das aulas, análise documental, inquéritos por questionário aplicados ao aluno e uma entrevista semiestruturada realizada no final da intervenção. A triangulação destes dados contribuiu para reforçar a validade e a credibilidade dos resultados obtidos. Os resultados evidenciam que a utilização das TIC favoreceu, de forma mais consistente, a captação e manutenção da atenção, o envolvimento ativo e a participação oral do aluno, sobretudo quando os recursos apresentavam uma forte componente multimodal, interativa e dialogada, verificando-se igualmente uma redução dos comportamentos desajustados. Por sua vez, a análise de fontes históricas escritas revelou-se mais exigente do ponto de vista cognitivo e atencional, apresentando melhores resultados quando acompanhada de mediação pedagógica estruturada e apoio individualizado, nomeadamente com a presença da professora de Educação Especial. Conclui-se que a promoção da atenção em alunos com PHDA não depende exclusivamente do tipo de recurso educativo utilizado, mas da articulação entre os recursos, as estratégias pedagógicas adotadas e a mediação do adulto. O estudo reforça a importância de práticas pedagógicas diferenciadas, flexíveis e inclusivas, ajustadas às necessidades específicas dos alunos, contribuindo para a melhoria da sua participação e envolvimento no processo de aprendizagem.
- As tecnologias digitais como ferramenta pedagógica diferenciada nas aulas de Geografia: uma proposta de planificação para alunos com PHDAPublication . Simões, Rute Sofia Alves; Oliveira, Ana Margarida Fernandes deEste projeto de investigação procura promover a inclusão dos alunos com diagnóstico de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) no contexto educativo, recorrendo, para isso, à utilização das tecnologias digitais no ensino da Geografia. Reconhecendo que a PHDA interfere de forma significativa com a atenção, com o envolvimento e com a autorregulação dos alunos com este diagnóstico, este estudo procurou analisar as perceções e as práticas dos professores relativamente às tecnologias digitais, enquanto recurso facilitador da aprendizagem e da inclusão destes alunos. Para atingir o objetivo, foi aplicado um questionário a docentes de Geografia, com o intuito de identificar os principais desafios enfrentados em sala de aula associados à PHDA, as estratégias pedagógicas utilizadas e o grau de integração das tecnologias digitais na prática docente. A análise descritiva dos dados revelou que os docentes reconhecem a hiperatividade e a desatenção como desafios frequentes e consideram que as tecnologias digitais, para além de possibilitarem o acesso aos conteúdos, promovem a motivação e o envolvimento dos alunos. No entanto, entre a perceção positiva do contributo das tecnologias e a sua utilização prática, registou-se uma discrepância, uma vez que estas são utilizadas maioritariamente em abordagens expositivas e para a avaliação formativa. A partir dos resultados obtidos, apresenta-se uma proposta de planificação pedagógica da subunidade “Riscos e catástrofes naturais” do currículo de Geografia do 9.º ano de escolaridade, fundamentada nos princípios da diferenciação pedagógica e do Desenho Universal para a Aprendizagem. Esta proposta articula intencionalmente metodologias ativas, trabalho colaborativo, tecnologias digitais e avaliação contínua, com o objetivo de promover práticas mais inclusivas e favorecer a melhoria das aprendizagens dos alunos com PHDA.
- (DES)CONSTRUIR COM MATERIAIS NÃO ESTRUTURADOS: DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS MATEMÁTICAS E MOTORAS NA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLARPublication . Ferreira, Joana Margarida da Conceição; Oliveira, Ana Margarida Fernandes de; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraO educador tem um papel fundamental na escuta atenta dos interesses, motivações e curiosidades de cada criança do grupo. No quotidiano do contexto educativo, a observação diária do envolvimento das crianças na exploração de materiais não estruturados, despertou em mim o interesse pelo possível potencial educativo desses materiais. Deste modo, o presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da aplicação de um programa de intervenção para o desenvolvimento da visualização espacial e da motricidade fina, através da exploração de materiais não estruturados, em crianças da educação pré-escolar. Participaram no estudo um grupo experimental constituído por 19 crianças (de ambos os sexos), com média de idade de 4,37 anos e um grupo de controlo com 17 crianças (de ambos os sexos), com média de idade de 4 anos. Para o efeito, foi planeado e implementado um programa de intervenção, aplicado apenas ao grupo experimental, composto por dez sessões, uma vez por semana e com duração entre 30 e 45 minutos, as quais foram estruturadas segundo os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Deste modo, todas as sessões iniciavam com o conto de uma história que servia de indutor para a proposta a realizar em seguida. Estas tinham como base a exploração de materiais não estruturados (madeiras, plásticos/acrílicos, cartão e metal) e como objetivo potenciar o desenvolvimento de competências de visualização espacial e de motricidade fina. A satisfação das crianças foi avaliada, individualmente, no final de cada sessão de intervenção. Ambos os grupos foram avaliados no momento pré-intervenção e no momento pós-intervenção, através do Teste de Desenvolvimento da Perceção Visual (Frostig, 1988) e do teste de destreza manual do MABC-2 (Matias et al., 2011). De um modo geral, verificaram-se melhorias significativas no grupo experimental em quatro dos cinco subtestes da perceção visual e em dois dos testes de destreza manual, contrastando com a estabilidade dos resultados do grupo de controlo. Observou-se ainda um elevado grau de satisfação das crianças ao longo de todas as sessões, evidenciando envolvimento, motivação e valorização das atividades propostas. Este projeto leva-nos, assim, a refletir sobre o papel dos materiais não estruturados nas idades precoces, podendo representar um recurso pedagógico que potencia aprendizagens significativas e inclusivas, favorecendo o desenvolvimento de competências essenciais na infância e, deste modo, contribuindo simultaneamente para práticas pedagógicas mais inclusivas.
- Atitudes dos Professores de Educação Física face à Inclusão de alunos com deficiência motora nas suas aulasPublication . Marques, Milene Filipa dos Reis; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraIncluir alunos com deficiência na Educação Física ainda é um dos principais desafios da escola pública atual, em que o princípio da equidade frequentemente entra em conflito com limitações e preconceitos enraizados. Este estudo teve como objetivo compreender e caracterizaras as atitudes dos professores de Educação Física (dimensões cognitiva, afetiva e comportamental), em relação à inclusão de alunos com deficiência motora, numa amostra de professores de Educação Física que exercem a sua atividade profissional há pelo menos 1 ano, em Portugal. Adicionalmente foram igualmente realizadas comparações entre grupos, nomeadamente entre homens e mulheres bem como entre os que tinham até 10 anos de experiência e os que tinham mais de 10 anos de experiência profissional, relativamente às três dimensões das atitudes de inclusão dos professores. Foi aplicada a Escala de Atitudes Multidimensionais em relação à Educação Inclusiva, traduzido e validado para português por Silva , 2019 a uma amostra de 57 professores de Educação Física a lecionar em diferentes níveis de ensino, em escolas públicas portuguesas. Destes, 31 são do sexo feminino e 26 do sexo masculino, com idades entre os 26 e os 57 anos. A análise estatística envolveu procedimentos descritivos e inferenciais, permitindo identificar tendências e diferenças significativas entre grupos. Os resultados indicam, de forma geral, uma atitude positiva face à inclusão, especialmente ao nível cognitivo. Verificou-se ainda que não houve diferenças entre homens e mulheres em nenhuma das dimensões analisadas. Já no que se refere á comparação em função dos anos de experiência, verificou-se que, na dimensão cognitiva há diferenças estatisticamente significativas, com os professores mais experientes a terem valores superiores.
- A brincar aprendemos a incluir: o papel dos Jogos motores na promoção da inclusão no pré- EscolarPublication . Oliveira, Cristiana Gameiro; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraO presente projeto aborda a inclusão de crianças em idade préescolar, com foco na implementação de um programa de intervenção baseado em jogos motores. O objetivo foi avaliar o impacto dessa intervenção (inclusão inversa) na competência motora, nas atitudes de inclusão e na perceção de competências de crianças com deficiência no contexto da educação pré-escolar. Foi desenvolvido um programa de 8 sessões (45 minutos), ao longo de 4 semanas, com a participação de 18 crianças (5 anos), pertencentes a uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) no concelho da Figueira da Foz. As crianças participaram em jogos adaptados que simulavam limitações sensoriais e motoras, promovendo assim a inclusão inversa. O projeto também utilizou quadras temáticas sobre diferentes deficiências, facilitando a compreensão das crianças sobre essas condições. Para avaliar atitudes de inclusão e perceção de competências, foi aplicado um questionário (em processo de validação), previamente utilizado para esta faixa etária (Sales et al., 2024). A competência motora foi avaliada através da bateria de testes Motor Competence Assessment MCA (Rodrigues et al., 2022). A satisfação com as atividades foi igualmente avaliada. Cada criança recebia um cartão branco para colocar numa caixa representando final do programa, o questionário inicial foi reaplicado, permitindo comparação entre os dois momentos. Os resultados revelaram melhorias significativas na perceção de competências e na competência motora, sobretudo nos testes de transferência de plataformas, saltos laterais, salto horizontal a pés juntos e shuttle run. Verificou-se também uma elevada taxa de O estudo evidencia que intervenções com jogos motores adaptados favorecem aprendizagens importantes sobre inclusão e promovem o desenvolvimento da competência motora. O jardim de infância tem um papel essencial na promoção de valores inclusivos desde cedo. Conclui-se que trabalhar o tema da inclusão de forma precoce e contínua contribui para a formação de crianças mais empáticas, conscientes e preparadas para viver em sociedade.
- O potencial das atividades artísticas no Desenvolvimento da autodeterminação e Autonomia com jovens com necessidades Educativas específicasPublication . Luís, Alice Anastácio; Proença, Ana Paula Coelho Pina; Rodrigues, Filipa Alexandra dos Reis MachadoO presente estudo pretendeu conhecer o potencial das artes no desenvolvimento da autodeterminação e da autonomia em adolescentes com necessidades educativas específicas. A investigação foi feita no contexto de sala de aula numa Instituição da região Centro, na zona Oeste de Portugal, na qual foi possível organizar um grupo de 4 alunos jovens entre os 13 e os 19 anos, frequentando o mesmo ano de escolaridade, que demonstravam pouca autonomia e poucas experiências em educação artística . Desta forma, delineou-se uma intervenção e a sua implementação, articulando propostas nas diferentes linguagens: plástica, musical e dramática . Recorreu-se a uma metodologia de carácter qualitativo de investigação-ação com recurso a estudo de caso, com o objetivo de verificar os processos de envolvimento e o nível da autonomia dos jovens bem como verificar as mudanças geradas pela intervenção. Este estudo de carácter exploratório procurou utilizar uma diversidade de estratégias por forma a motivar os alunos, promover a sua participação e envolvimento nas propostas, a fim de proporcionar aprendizagens significativas. As técnicas de registo e de recolha de dados como etapa fundamental da construção da investigação foram a observação participante e o diário de bordo da investigadora, as sessões implementadas, a análise documental, as respostas dos alunos e as entrevistas aplicadas à professora titular e à professora do ensino especial. Os resultados demonstram que os jovens procuraram soluções criativas para as questões que surgiram em grupo, alteraram o seu percurso escolar com a envolvência nas atividades artísticas e demonstraram capacidade de tomar decisões individualmente e em grupo . O interesse deste estudo situa-se ao nível da promoção da educação artística na sala de aula com jovens adolescentes com NEE, e da consolidação do potencial das áreas artísticas como contributo para a sua a u tonomi a e autodeterminação.
- GUIA ACESSÍVEL PARA A COMUNICAÇÃO DE JOVENS EM CONTEXTO PRISIONALPublication . Pimenta, Rute Patrícia FerreiraA comunicação permite-nos adquirir competências pessoais, sociais e educativas, ter liberdade de escolha e poder participar. No meio prisional os dados estatísticos apontam para uma grande percentagem de jovens com pouca literacia. O estudo “Guia Acessível para a comunicação de jovens em contexto prisional” surge com o desafio em aumentar os níveis de literacia dos reclusos, mas também com a necessidade de superar barreiras linguísticas ao poder mostrar a importância da transparência na comunicação de informações. A investigação permite avaliar a perceção de vinte reclusos e de treze trabalhadores de diferentes áreas de intervenção prisional sobre a utilização da Comunicação Aumentativa na adaptação de um documento interno de um Estabelecimento Prisional destinado a jovens. Este estudo é um contributo importante para a comunicação acessível e inclusiva em geral, mas também para o contexto prisional, já que a comunicação é essencial para o desenvolvimento humano, mas também para o desenvolvimento de qualquer organismo ou organização. Com o objetivo de assegurarmos a continuidade na aprendizagem de Comunicação Aumentativa com qualidade e acessível a todas as pessoas, disponibilizamos à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais o Guia Acessível do Recluso com toda a biblioteca de símbolos criados e validados pelo Centro de Recursos Para a Inclusão Digital. De igual modo, disponibilizamos esta investigação à Direção-Geral de Reeducação e Serviços Prisionais para integrar o espólio da sua biblioteca.
- Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção - Estratégias de intervenção com crianças do 1.º Ciclo do Ensino BásicoPublication . Amado, Vanessa Silva da Palma Teixeira; Oliveira, Luis Miguel Gonçalves deO presente relatório insere-se no âmbito do Mestrado em Educação Especial Domínio Cognitivo – Motor, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria. Trata-se de um estudo de caso realizado numa escola pública do 1.º CEB, com uma turma heterogénea, com o propósito de identificar e analisar estratégias pedagógicas adequadas neste ciclo de ensino, com evidências científicas, para apoiar uma criança diagnosticada com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). Este estudo segue uma abordagem qualitativa, com base na recolha de dados provenientes de múltiplas fontes, nomeadamente observações diretas, entrevistas com docentes, e análises de documentos relevantes, nomeadamente Relatório Técnico Pedagógico, Relatório de Avaliação Psicológica e Informação Terapêutica Terapia da fala. O principal objetivo deste estudo consiste na análise do percurso escolar de uma criança com PHDA, explorando o impacto desta condição no seu desempenho académico, adaptação social e dinâmica familiar. Adicionalmente, pretende-se compreender as estratégias e as intervenções implementadas para mitigar os desafios associados a esta perturbação. A questão de partida que orienta este estudo formula-se da seguinte forma: Que estratégias de trabalho podem adotar os professores titulares de turma e professores de educação especial com alunos com PHDA em contexto de 1.º CEB? Para responder a esta questão, delinearam-se os seguintes objetivos específicos: Identificar e descrever estratégias educativas utilizadas em contexto sala de aula com um aluno com PHDA; conhecer a opinião de uma professora titular de turma sobre a PHDA e estratégias a mobilizar no contexto de turma; conhecer a opinião de uma professora de educação especial sobre a PHDA e as estratégias que mobiliza; perceber o papel da família no processo de aprendizagem do aluno com PHDA. As intervenções analisadas no presente estudo incluíram estratégias pedagógicas diferenciadas e adaptações curriculares, complementadas por uma estreita abordagem colaborativa entre escola, família e especialistas. Os resultados indicam melhorias na capacidade de autorregulação emocional e no desempenho escolar, ainda que persistam desafios significativos relacionados com a consistência das intervenções e a gestão de expectativas de pais e docentes. Conclui-se que a compreensão aprofundada das necessidades individuais da criança, aliada a uma abordagem interdisciplinar e colaborativa, é fundamental para a promoção da sua aprendizagem e do seu desenvolvimento integral. Este estudo contribui para a literatura existente ao fornecer um exemplo prático da aplicação de estratégias educativas ajustadas às especificidades da PHDA, oferecendo recomendações úteis para profissionais da educação e famílias envolvidas no acompanhamento de crianças com estas características.
- PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA INCLUSÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO BRASIL E EM PORTUGAL – Revisão TeóricaPublication . Saldanha, Naira Cristina Medeiros da Costa; Barata, Clarinda Luísa FerreiraO presente estudo levado a cabo pretende através do seu enquadramento teórico assente nos conceitos de inclusão, Transtorno do Espectro do Autismo , bem como de uma perspetiva histórica das políticas de inclusão tanto no Brasil como em Portugal mapear as práticas pedagógicas que promovem a inclusão escolar de alunos com TEA nos dois países, com base na literatura científica produzida nos últimos cinco anos. Nesse contexto, enveredou-se por fazer uma revisão teórica definindo os principais conceitos e teorias que possam servir para fundamentar e compreender o problema, analisar e comparar o conteúdo dos dados coletados dos documentos selecionados para identificar semelhanças e dissemelhanças entre eles. A investigação procura responder à seguinte questão: “Que práticas de inclusão escolar para alunos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) do Pré-escolar ao Ensino Básico no Brasil e em Portugal a literatura científica e académica aponta nos últimos cinco anos?” Visa-se responder aos seguintes objetivos de investigação: Mapear práticas pedagógicas inclusivas descritas na literatura científica e académica dos últimos cinco anos no Brasil e em Portugal; identificar estratégias de intervenção pedagógica que promovam a inclusão e a aprendizagem de alunos com TEA em ambientes escolares inclusivos; analisar os objetivos e intencionalidades educativas que norteiam as práticas inclusivas; compreender a aplicação da avaliação para o sucesso de práticas pedagógicas inclusivas no contexto de alunos com TEA. A trajetória das práticas de inclusão escolar para alunos com TEA no Brasil e em Portugal aqui analisada resulta em factos que ainda precisam de muitos estudos a respeito da necessidade de uma prática docente eficaz para o sucesso na inclusão escolar e no desenvolvimento educacional desses alunos devido a mudanças no quadro do TEA, novas leis de inclusão e mudanças no paradigma escolar.
- A MATEMÁTICA E OS JOGOS TRADICIONAIS PORTUGUESES E BRASILEIROS: Uma proposta de intervenção inclusiva no 1.º CEBPublication . Barbosa, Márcio Soares; Oliveira, Ana Margarida Fernandes de; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraEste relatório de Mestrado em Educação Especial visou a apresentação de uma proposta de intervenção como ferramenta pedagógica que integra conceitos matemáticos em jogos tradicionais portugueses e brasileiros. O objetivo central deste trabalho visou estudar a adaptação desses jogos para aumentar o interesse das crianças nas aprendizagens matemáticas, trabalhando, em conjunto, elementos que possam garantir a acessibilidade de todos, independentemente de suas particularidades. Após a revisão de literatura sobre o tema, foram identificados jogos e possíveis adaptações aos mesmos, de forma a poderem trabalhar os conteúdos pretendidos e identificados. Foi levada a cabo uma Sessão Piloto com uma turma do 3º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico, com 21 alunos entre 8 e 9 anos de idade (13 meninos e 8 meninas, sendo 4 alunos com necessidades educativas específicas). A sessão piloto correu de forma muito positiva, destacando-se por validar a proposta como ferramenta pedagógica e inclusiva, adequada para agregar os jogos tradicionais ao ambiente escolar de maneira dinâmica e envolvente. Além disso, procurou-se testar a sua viabilidade e adequação para os alunos, analisando o nível de satisfação da turma com as atividades. Assim, este trabalho buscou demonstrar que a matemática pode ser ensinada de forma atrativa e acessível, desconstruindo paradigmas tradicionais de ensino, compreendendo que este pode ser algo atrativo e interessante tanto para alunos quanto para professores.
