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ESECS - Mestrado em Educação Especial - Domínio Cognitivo-Motor

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  • O livro multiformato em contexto escolar: contributos para a inclusão de crianças com necessidades específicas
    Publication . Ribeiro, Lúcia Dias; Sousa, Célia Maria Adão de Oliveira Aguiar de
    A construção do conhecimento é influenciada desde a infância pelo meio familiar, social e escolar, sendo a escola um espaço determinante para o desenvolvimento de competências. Contudo, nem todas as crianças aprendem da mesma forma, em particular as que apresentam necessidades educativas específicas, como Dislexia ou Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção. Surge assim a necessidade de disponibilizar recursos diversificados e acessíveis a todos. O problema central deste estudo centra-se na dificuldade de acesso equitativo aos conteúdos da língua portuguesa por parte destes alunos. O principal objetivo consiste em analisar de que modo o livro multiformato pode contribuir para a inclusão e para a melhoria das aprendizagens. A questão de investigação formulada é: Qual o contributo do livro multiformato para a aprendizagem e inclusão escolar de crianças com necessidades educativas específicas? Recorrendo a um estudo descritivo de natureza qualitativa, a investigação incide sobre uma turma do 4.º ano composta por dezassete alunos, incluindo dois com diagnóstico de dislexia e um com PHDA. O instrumento principal é o livro multiformato, concebido segundo os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem e integrando escrita fácil, pictogramas, braille, QR Codes com audiodescrição, narração oral, Língua Gestual Portuguesa e, por vezes, imagens em relevo. Espera-se que a utilização deste recurso promova maior acessibilidade aos conteúdos, favoreça o envolvimento dos alunos com necessidades específicas e contribua para práticas pedagógicas mais inclusivas. O estudo procura, assim, evidenciar o potencial do livro multiformato como ferramenta de apoio à aprendizagem e à inclusão em sala de aula. Este estudo pretende verificar o impacto que a utilização deste instrumento, que é o livro multiformato, tem em contexto escolar.
  • Autoconceito e competência motora em crianças do 1ºciclo do Ensino Básico
    Publication . Santos, Catarina João Monteiro Lousada; Antunes, Raúl de Sousa Nogueira
    Este estudo teve como principal objetivo, caraterizar o autoconceito e competência motora de crianças do 1.º CEB, incluindo uma análise das diferenças em função do sexo e ainda uma análise das associações entre as variáveis. Participaram no estudo 49 crianças (28 rapazes e 21 raparigas), com idades entre os 7 e os 10 anos, frequentadoras de uma escola pública no concelho de Leiria, incluindo um subgrupo de 9 crianças com necessidades específicas, mais propriamente a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção. A metodologia envolveu a aplicação da versão reduzida da Piers-Harris Children’s Self-Concept Scale, adaptada por Veiga (2006), para avaliar o autoconceito e da bateria Motor Competence Assessment (MCA), (Rodrigues et al., 2022) para a competência motora. Os resultados revelaram que a amostra global apresenta valores elevados no autoconceito emocional (ansiedade) e na aparência física. No que concerne ao género, verificaram-se diferenças significativas apenas no teste de agilidade (Shuttle run), com desempenho superior dos rapazes. Relativamente ao autoconceito, não houve diferenças em nenhumas das dimensões. No grupo com PHDA, observou-se valores mais elevados do autoconceito académico. Verificam-se associações positivas entre a aparência física e os testes motores de saltos laterais e shuttle run. Em conclusão, a competência motora poderá estar associada a uma perceção mais favorável do próprio corpo, reforçando o papel crucial da Educação Física na promoção da saúde física, psicológica e social dos alunos.
  • Brincar como estratégia de desenvolvimento e inclusão de crianças com perturbação do espetro de autismo em angola Perceção de educadores, terapeutas e pais
    Publication . Vilar, Maria de Fátima Rua Ribeiro; Matos, Rui Manuel Neto e
    O brincar constitui uma atividade fundamental no desenvolvimento infantil, desempenhando um papel determinante na promoção das competências cognitivas, motoras, emocionais e sociais da criança. No caso das crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA), o brincar assume uma relevância acrescida, podendo constituir uma estratégia privilegiada de intervenção e inclusão. O presente estudo teve como objetivo compreender e analisar as perceções de educadores, terapeutas e pais relativamente à utilização do brincar como ferramenta de desenvolvimento e inclusão de crianças com PEA, em contextos educativos e terapêuticos, em Luanda, Angola. Metodologicamente, o estudo empírico adotou uma abordagem de natureza qualitativa, recorrendo à aplicação de um questionário dirigido a profissionais e pais que trabalham ou contactam com crianças com PEA. Os dados recolhidos foram analisados de forma descritiva e interpretativa, permitindo identificar práticas, perceções e desafios associados à utilização do brincar no desenvolvimento destas crianças. Os resultados evidenciam que o brincar é amplamente reconhecido como uma ferramenta essencial para promover a comunicação, a interação social e a aprendizagem de crianças com PEA. Contudo, os participantes destacam também desafios significativos, nomeadamente a escassez de formação especializada, a falta de recursos e a necessidade de maior sensibilização social para o autismo. Conclui-se que a valorização do brincar, associada à capacitação de profissionais e famílias e ao reforço de políticas inclusivas, poderá contribuir significativamente para o desenvolvimento e inclusão de crianças com PEA em Luanda, Angola.
  • O livro adaptado como recurso facilitador na Aprendizagem das pessoas com deficiência Intelectual e no espetro do autismo
    Publication . Cunha, Carliane Barros da; Sousa, Célia Maria Adão de Oliveira Aguiar de
    Este estudo destaca a importância da adaptação curricular como estratégia fundamental para assegurar a equidade no acesso à aprendizagem em contextos de educação inclusiva. No âmbito do projeto, procedeu-se à adaptação da lenda tradicional amazônica da Cobra Honorato para um formato acessível, com recurso a pictogramas e a princípios de comunicação visual, com o objetivo de facilitar a compreensão textual e narrativa. A proposta visa promover a participação e a inclusão de alunos com Deficiência Intelectual e no Espetro do Autismo, através de materiais pedagógicos adaptados. A investigação, de natureza qualitativa, fundamenta-se na análise documental e na revisão bibliográfica, abordando o enquadramento legal da educação inclusiva, os fundamentos da Comunicação Aumentativa e Alternativa e o contributo das Tecnologias de Apoio para a aprendizagem. Os resultados evidenciam que a adaptação de narrativas tradicionais em livros com suporte pictográfico favorece a compreensão de conteúdos, apoia o desenvolvimento da linguagem e a apreensão de conceitos abstratos. Adicionalmente, valoriza a identidade cultural regional e configura-se como uma estratégia pedagógica consistente para a redução de barreiras atitudinais, comunicacionais e pedagógicas no contexto escolar.
  • A relevância dos recursos educativos na promoção da atenção em aluno com perturbação de hiperatividade e défice de atenção: um estudo de caso na disciplina de história
    Publication . Agostinho, Susana Maria Luís; Fonseca, Marta Sofia Abreu da
    O presente estudo insere-se no âmbito da investigação educacional de natureza qualitativa e tem como objetivo compreender de que modo a utilização de diferentes recursos educativos — nomeadamente as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e a análise de fontes históricas escritas — contribui para a promoção da atenção de um aluno com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), em comorbilidade com Dislexia e Disortografia, na disciplina de História. A investigação desenvolveu-se segundo o paradigma qualitativo, recorrendo à metodologia de estudo de caso, por permitir uma análise aprofundada e contextualizada de uma situação educativa concreta. O participante do estudo é um aluno do sexo masculino, com 14 anos de idade, que frequenta o 8.º ano de escolaridade. A intervenção pedagógica foi organizada em dois momentos distintos: um primeiro momento centrado na utilização de recursos tecnológicos e um segundo momento baseado na análise de fontes históricas escritas. A recolha de dados integrou diversas técnicas e instrumentos, nomeadamente observação direta e sistemática, check-lists de observação, escalas de avaliação comportamental, registos narrativos das aulas, análise documental, inquéritos por questionário aplicados ao aluno e uma entrevista semiestruturada realizada no final da intervenção. A triangulação destes dados contribuiu para reforçar a validade e a credibilidade dos resultados obtidos. Os resultados evidenciam que a utilização das TIC favoreceu, de forma mais consistente, a captação e manutenção da atenção, o envolvimento ativo e a participação oral do aluno, sobretudo quando os recursos apresentavam uma forte componente multimodal, interativa e dialogada, verificando-se igualmente uma redução dos comportamentos desajustados. Por sua vez, a análise de fontes históricas escritas revelou-se mais exigente do ponto de vista cognitivo e atencional, apresentando melhores resultados quando acompanhada de mediação pedagógica estruturada e apoio individualizado, nomeadamente com a presença da professora de Educação Especial. Conclui-se que a promoção da atenção em alunos com PHDA não depende exclusivamente do tipo de recurso educativo utilizado, mas da articulação entre os recursos, as estratégias pedagógicas adotadas e a mediação do adulto. O estudo reforça a importância de práticas pedagógicas diferenciadas, flexíveis e inclusivas, ajustadas às necessidades específicas dos alunos, contribuindo para a melhoria da sua participação e envolvimento no processo de aprendizagem.
  • As tecnologias digitais como ferramenta pedagógica diferenciada nas aulas de Geografia: uma proposta de planificação para alunos com PHDA
    Publication . Simões, Rute Sofia Alves; Oliveira, Ana Margarida Fernandes de
    Este projeto de investigação procura promover a inclusão dos alunos com diagnóstico de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) no contexto educativo, recorrendo, para isso, à utilização das tecnologias digitais no ensino da Geografia. Reconhecendo que a PHDA interfere de forma significativa com a atenção, com o envolvimento e com a autorregulação dos alunos com este diagnóstico, este estudo procurou analisar as perceções e as práticas dos professores relativamente às tecnologias digitais, enquanto recurso facilitador da aprendizagem e da inclusão destes alunos. Para atingir o objetivo, foi aplicado um questionário a docentes de Geografia, com o intuito de identificar os principais desafios enfrentados em sala de aula associados à PHDA, as estratégias pedagógicas utilizadas e o grau de integração das tecnologias digitais na prática docente. A análise descritiva dos dados revelou que os docentes reconhecem a hiperatividade e a desatenção como desafios frequentes e consideram que as tecnologias digitais, para além de possibilitarem o acesso aos conteúdos, promovem a motivação e o envolvimento dos alunos. No entanto, entre a perceção positiva do contributo das tecnologias e a sua utilização prática, registou-se uma discrepância, uma vez que estas são utilizadas maioritariamente em abordagens expositivas e para a avaliação formativa. A partir dos resultados obtidos, apresenta-se uma proposta de planificação pedagógica da subunidade “Riscos e catástrofes naturais” do currículo de Geografia do 9.º ano de escolaridade, fundamentada nos princípios da diferenciação pedagógica e do Desenho Universal para a Aprendizagem. Esta proposta articula intencionalmente metodologias ativas, trabalho colaborativo, tecnologias digitais e avaliação contínua, com o objetivo de promover práticas mais inclusivas e favorecer a melhoria das aprendizagens dos alunos com PHDA.
  • (DES)CONSTRUIR COM MATERIAIS NÃO ESTRUTURADOS: DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS MATEMÁTICAS E MOTORAS NA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR
    Publication . Ferreira, Joana Margarida da Conceição; Oliveira, Ana Margarida Fernandes de; Antunes, Raúl de Sousa Nogueira
    O educador tem um papel fundamental na escuta atenta dos interesses, motivações e curiosidades de cada criança do grupo. No quotidiano do contexto educativo, a observação diária do envolvimento das crianças na exploração de materiais não estruturados, despertou em mim o interesse pelo possível potencial educativo desses materiais. Deste modo, o presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da aplicação de um programa de intervenção para o desenvolvimento da visualização espacial e da motricidade fina, através da exploração de materiais não estruturados, em crianças da educação pré-escolar. Participaram no estudo um grupo experimental constituído por 19 crianças (de ambos os sexos), com média de idade de 4,37 anos e um grupo de controlo com 17 crianças (de ambos os sexos), com média de idade de 4 anos. Para o efeito, foi planeado e implementado um programa de intervenção, aplicado apenas ao grupo experimental, composto por dez sessões, uma vez por semana e com duração entre 30 e 45 minutos, as quais foram estruturadas segundo os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Deste modo, todas as sessões iniciavam com o conto de uma história que servia de indutor para a proposta a realizar em seguida. Estas tinham como base a exploração de materiais não estruturados (madeiras, plásticos/acrílicos, cartão e metal) e como objetivo potenciar o desenvolvimento de competências de visualização espacial e de motricidade fina. A satisfação das crianças foi avaliada, individualmente, no final de cada sessão de intervenção. Ambos os grupos foram avaliados no momento pré-intervenção e no momento pós-intervenção, através do Teste de Desenvolvimento da Perceção Visual (Frostig, 1988) e do teste de destreza manual do MABC-2 (Matias et al., 2011). De um modo geral, verificaram-se melhorias significativas no grupo experimental em quatro dos cinco subtestes da perceção visual e em dois dos testes de destreza manual, contrastando com a estabilidade dos resultados do grupo de controlo. Observou-se ainda um elevado grau de satisfação das crianças ao longo de todas as sessões, evidenciando envolvimento, motivação e valorização das atividades propostas. Este projeto leva-nos, assim, a refletir sobre o papel dos materiais não estruturados nas idades precoces, podendo representar um recurso pedagógico que potencia aprendizagens significativas e inclusivas, favorecendo o desenvolvimento de competências essenciais na infância e, deste modo, contribuindo simultaneamente para práticas pedagógicas mais inclusivas.
  • Atitudes dos Professores de Educação Física face à Inclusão de alunos com deficiência motora nas suas aulas
    Publication . Marques, Milene Filipa dos Reis; Antunes, Raúl de Sousa Nogueira
    Incluir alunos com deficiência na Educação Física ainda é um dos principais desafios da escola pública atual, em que o princípio da equidade frequentemente entra em conflito com limitações e preconceitos enraizados. Este estudo teve como objetivo compreender e caracterizaras as atitudes dos professores de Educação Física (dimensões cognitiva, afetiva e comportamental), em relação à inclusão de alunos com deficiência motora, numa amostra de professores de Educação Física que exercem a sua atividade profissional há pelo menos 1 ano, em Portugal. Adicionalmente foram igualmente realizadas comparações entre grupos, nomeadamente entre homens e mulheres bem como entre os que tinham até 10 anos de experiência e os que tinham mais de 10 anos de experiência profissional, relativamente às três dimensões das atitudes de inclusão dos professores. Foi aplicada a Escala de Atitudes Multidimensionais em relação à Educação Inclusiva, traduzido e validado para português por Silva , 2019 a uma amostra de 57 professores de Educação Física a lecionar em diferentes níveis de ensino, em escolas públicas portuguesas. Destes, 31 são do sexo feminino e 26 do sexo masculino, com idades entre os 26 e os 57 anos. A análise estatística envolveu procedimentos descritivos e inferenciais, permitindo identificar tendências e diferenças significativas entre grupos. Os resultados indicam, de forma geral, uma atitude positiva face à inclusão, especialmente ao nível cognitivo. Verificou-se ainda que não houve diferenças entre homens e mulheres em nenhuma das dimensões analisadas. Já no que se refere á comparação em função dos anos de experiência, verificou-se que, na dimensão cognitiva há diferenças estatisticamente significativas, com os professores mais experientes a terem valores superiores.
  • A brincar aprendemos a incluir: o papel dos Jogos motores na promoção da inclusão no pré- Escolar
    Publication . Oliveira, Cristiana Gameiro; Antunes, Raúl de Sousa Nogueira
    O presente projeto aborda a inclusão de crianças em idade préescolar, com foco na implementação de um programa de intervenção baseado em jogos motores. O objetivo foi avaliar o impacto dessa intervenção (inclusão inversa) na competência motora, nas atitudes de inclusão e na perceção de competências de crianças com deficiência no contexto da educação pré-escolar. Foi desenvolvido um programa de 8 sessões (45 minutos), ao longo de 4 semanas, com a participação de 18 crianças (5 anos), pertencentes a uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) no concelho da Figueira da Foz. As crianças participaram em jogos adaptados que simulavam limitações sensoriais e motoras, promovendo assim a inclusão inversa. O projeto também utilizou quadras temáticas sobre diferentes deficiências, facilitando a compreensão das crianças sobre essas condições. Para avaliar atitudes de inclusão e perceção de competências, foi aplicado um questionário (em processo de validação), previamente utilizado para esta faixa etária (Sales et al., 2024). A competência motora foi avaliada através da bateria de testes Motor Competence Assessment MCA (Rodrigues et al., 2022). A satisfação com as atividades foi igualmente avaliada. Cada criança recebia um cartão branco para colocar numa caixa representando final do programa, o questionário inicial foi reaplicado, permitindo comparação entre os dois momentos. Os resultados revelaram melhorias significativas na perceção de competências e na competência motora, sobretudo nos testes de transferência de plataformas, saltos laterais, salto horizontal a pés juntos e shuttle run. Verificou-se também uma elevada taxa de O estudo evidencia que intervenções com jogos motores adaptados favorecem aprendizagens importantes sobre inclusão e promovem o desenvolvimento da competência motora. O jardim de infância tem um papel essencial na promoção de valores inclusivos desde cedo. Conclui-se que trabalhar o tema da inclusão de forma precoce e contínua contribui para a formação de crianças mais empáticas, conscientes e preparadas para viver em sociedade.
  • O potencial das atividades artísticas no Desenvolvimento da autodeterminação e Autonomia com jovens com necessidades Educativas específicas
    Publication . Luís, Alice Anastácio; Proença, Ana Paula Coelho Pina; Rodrigues, Filipa Alexandra dos Reis Machado
    O presente estudo pretendeu conhecer o potencial das artes no desenvolvimento da autodeterminação e da autonomia em adolescentes com necessidades educativas específicas. A investigação foi feita no contexto de sala de aula numa Instituição da região Centro, na zona Oeste de Portugal, na qual foi possível organizar um grupo de 4 alunos jovens entre os 13 e os 19 anos, frequentando o mesmo ano de escolaridade, que demonstravam pouca autonomia e poucas experiências em educação artística . Desta forma, delineou-se uma intervenção e a sua implementação, articulando propostas nas diferentes linguagens: plástica, musical e dramática . Recorreu-se a uma metodologia de carácter qualitativo de investigação-ação com recurso a estudo de caso, com o objetivo de verificar os processos de envolvimento e o nível da autonomia dos jovens bem como verificar as mudanças geradas pela intervenção. Este estudo de carácter exploratório procurou utilizar uma diversidade de estratégias por forma a motivar os alunos, promover a sua participação e envolvimento nas propostas, a fim de proporcionar aprendizagens significativas. As técnicas de registo e de recolha de dados como etapa fundamental da construção da investigação foram a observação participante e o diário de bordo da investigadora, as sessões implementadas, a análise documental, as respostas dos alunos e as entrevistas aplicadas à professora titular e à professora do ensino especial. Os resultados demonstram que os jovens procuraram soluções criativas para as questões que surgiram em grupo, alteraram o seu percurso escolar com a envolvência nas atividades artísticas e demonstraram capacidade de tomar decisões individualmente e em grupo . O interesse deste estudo situa-se ao nível da promoção da educação artística na sala de aula com jovens adolescentes com NEE, e da consolidação do potencial das áreas artísticas como contributo para a sua a u tonomi a e autodeterminação.