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ESAD.CR - Livros

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  • Plano Estratégico de Cultura de Torres Vedras 2026
    Publication . Albuquerque, Luísa Arroz; Rama, Samuel
    O Plano Estratégico em Cultura do município de Torres Vedras intenta constituir-se simultaneamente como processo e documento. Como documento almeja consubstanciar um referencial orientador das políticas culturais do município num horizonte de 5 anos. Como processo elege a participação pública e democrática como prática transversal e o diálogo civil estruturado como instrumento para a mudança, contribuindo para uma visão poliédrica do território capaz de informar as políticas públicas em cultura. No quadro da elaboração deste instrumento de planeamento estratégico, sem embargo dos condicionalismos impostos pela situação pandémica, foram convocados os diversos atores culturais, que conferem vitalidade e diversidade ao ecossistema local, e os cidadãos, quem, verdadeiramente, se encontra no centro das políticas públicas. Com verdade e liberdade, a pluralidade de olhares e de perspetivas imperou e matizou o documento que agora se leva à estampa. O foco do PEC é o concelho de Torres Vedras, a sua ambição é garantir o direito à cultura a todos e a todas independentemente da geografia, demografia, universos sociais ou identitários. Reconhece-se, por isso, que o núcleo urbano é o polo centralizador da atividade cultural, mas simultaneamente atende-se às idiossincrasias do território, expressas na dispersão dos polos residenciais pelas freguesias e o tecido associativo comunitário, assumindo que existe inequivocamente um padrão de produção e de reprodução cultural que transforma as freguesias em espaços de participação e de fruição de atividades culturais. O Plano Estratégico em Cultura encontra-se ancorado num projeto para o território que estabelece horizontes de exigência coletivos propulsores de mudança num quadro de estreita cooperação entre os poderes públicos e a sociedade civil.
  • Entre os pingos da chuva
    Publication . Anacleto, Ana; Romana, Ana João; Baraona, Isabel
    Entre os pingos da chuva, o título para a exposição de estudantes finalistas do Mestrado em Artes Plásticas, nasceu numa assembleia onde todes apresentaram as suas propostas, este título literalmente pingou do tecto. Entre os pingos da chuva é uma metáfora sobre a condição de quem atravessa o fim de um ciclo de estudos – um estado de suspensão, de tentativa constante de não se molhar, seja na escrita da dissertação, seja pela consciência de que o que vem depois por vezes é nebuloso. (...) Trabalhar entre os pingos da chuva não é apenas uma imagem poética é também colocar baldes em pontos estratégicos das salas, posicionar desenhos fora da zona de risco, desviar fios eléctricos de pequenas cascatas. (...) O conjunto de trabalhos revelam que fazer arte e concluir um mestrado é um exercício continuo de precisão instável, um gesto de avançar com cuidado entre gotas, na esperança que no fim faça sentido... e que não fique tudo encharcado. Artistas participantes: Ana Vercesi, André Gil, BErTO, Catarina Silva, Daniel Costa, Daniela Moreno, Diana Rodrigues, Luna, Madalena Aguiar, Maria Inês Lourenço, Mariana Silva, Marta Basílio Pereira, Neuza Matias, Pedro Filipe Nunes, R Tavares, Rafaela Costa, Samuel Zurrapa e Sara Dionisio.
  • Exposição do ano da ESAD.CR 2025 – Não Faço *
    Publication . Ribeiro, Luís Miguel Macedo; Cardoso, Carla M; Afonso, Lígia Filipa Dias
    “Não Faço *” é o título da exposição de finalistas de uma geração que se apresenta sem medo de afirmar o que não é. Num tempo em que tudo exige definições rápidas, posicionamentos visíveis e discursos sólidos, optamos pela abertura, pela dúvida e pela provocação. O espaço vazio do título não é um erro: é um espaço em branco para ser preenchido. Uma frase aberta, que se adapta e se transforma conforme a voz que a usa. É uma estrutura mutável que convida à afirmação ou à recusa: “Não faço puto.” “Não faço parte.” “Não faço ideia.” “Não faço guerras.” “Não faço um caralho.” Cada possibilidade é válida e faz parte da constelação de discursos que esta exposição acolhe, seja crítica, brincadeira, manifesto, resistência ou constatação honesta. Enquanto Escola de Artes e Design, enfrentamos frequentemente estereótipos que nos associam à ideia de quem nada faz. Respondemos com ironia, liberdade e criatividade. O asterisco no título “Não Faço *” é um espaço aberto à interpretação e à identidade individual. Cada um preenche com aquilo que o define ou com aquilo que recusa ser. Mais do que um jogo linguístico, “Não Faço *” reflete a essência do processo artístico e académico: trabalhar sem certezas, errar, experimentar, construir significados durante o percurso. Aqui, o estar perdido é oportunidade. Desenvolvemos pensamento crítico e capacidades que transcendem respostas definitivas. Cada trabalho é uma declaração de intenção, um posicionamento social ou existencial, uma tomada de consciência sobre o papel do criador na sociedade: sobre aquilo que se escolhe questionar, rejeitar ou transformar. O “não” é, também, palavra afirmativa. É resistência. É largar o que já nada nos diz. Fazemos o que sentimos, não porque devemos. Fazemos muito, queremos mudanças — mas o que é que não fazemos? O que não nos representa? De 4 a 7 de junho, este espaço reúne encontros. Pessoas e ideias enchem as salas, para ver o que se faz e o que foi feito. O trabalho exposto simboliza o último marco destes alunes cujo ciclo se encerra. Celebra-se o percurso académico, combatendo a pressão dos resultados imediatos com a emancipação do intangível e o ato de nos ouvirmos uns aos outros. No fim — que é sempre um novo início — há que fazer escolhas e impor limites. Olhamos adiante com mais perguntas do que certezas, mas aprendemos, pelo caminho, não só aquilo que queremos afirmar, mas também o que não nos interessa no mundo ao qual agora pomos as mãos. “Não Faço *” é, afinal, o espaço onde cada um pode ser. Ou não ser. E isso, por si só, já é fazer muito. Turma do 2º ano Licenciatura em Programação e Produção Cultural 2023/2024
  • AINDA HÁ SEMENTES PARA SEREM COLHIDAS E ESPAÇO NO SACO DE ESTRELAS
    Publication . Anacleto, Ana; Romana, Ana João; Silva, Rodrigo
    Ainda há sementes para serem colhidas e espaço no saco de estrelas é uma exposição que reúne as obras de estudantes finalistas do Mestrado em Artes Plásticas do ano lectivo 2024-25 e obras de estudantes bolseiros. É um momento para refletir e celebrar a passagem de testemunho de Luísa Soares de Oliveira, coordenadora do mestrado entre 2014 e 2025, para Ana João Romana. Juntamos nesta exposição várias gerações que têm recebido bolsas dos nossos parceiros institucionais: RAMA e Câmara Municipal de Torres Vedras, Prémio Arte Jovem – Millenium BCP, Centre d’Art Contemporain de Meymac, Oficina Bartolomeu Cid dos Santos, LiDA – Laboratório de Investigação em Arte e Design da ESAD.CR, e estudantes que receberam bolsas da Comunidade Europeia para realizar estágios em ateliers de artistas internacionais. A Safra é um espaço multidisciplinar, localizado em Lisboa, que desafiou os jovens artistas a um olhar site-specific, num percurso que se faz de espantos entre os ambientes da casa, do jardim e do armazém. Ainda há sementes para serem colhidas e espaço no saco de estrelas é uma exposição que reúne as obras de estudantes finalistas do Mestrado em Artes Plásticas do ano lectivo 2024-25 e obras de estudantes bolseiros. É um momento para refletir e celebrar a passagem de testemunho de Luísa Soares de Oliveira, coordenadora do mestrado entre 2014 e 2025, para Ana João Romana. Juntamos nesta exposição várias gerações que têm recebido bolsas dos nossos parceiros institucionais: RAMA e Câmara Municipal de Torres Vedras, Prémio Arte Jovem – Millenium BCP, Centre d’Art Contemporain de Meymac, Oficina Bartolomeu Cid dos Santos, LiDA – Laboratório de Investigação em Arte e Design da ESAD.CR, e estudantes que receberam bolsas da Comunidade Europeia para realizar estágios em ateliers de artistas internacionais. A Safra é um espaço multidisciplinar, localizado em Lisboa, que desafiou os jovens artistas a um olhar site-specific, num percurso que se faz de espantos entre os ambientes da casa, do jardim e do armazém. Sendo Safra um sinónimo de colheita, sugerimos aos artistas que propusessem um título para a exposição alinhado com a ideia de colheita, pensando o processo artístico que brota num campo fértil de experimentação. Na nossa primeira reunião e visita técnica ao espaço da Safra listámos e votámos propostas de títulos. Foi eleita a frase final do ensaio de Ursula K. Le Guin A ficção como cesta: uma teoria. Ursula K. Le Guin refere o contentor – a cesta –, como o primeiro dispositivo cultural da humanidade – uma folha, uma cabaça ou uma rede tecida de cabelos para transportar e armazenar sementes, bagas ou plantas. A autora critica a visão tradicional da primeira história da humanidade, a que nos foi contada é a história do caçador de mamute que inventou a lança, porque este é visto como um herói, enquanto colher sementes não é uma história emocionante. Mas um herói não fica bem numa cesta – Precisa de um palco, de um pedestal ou de um pináculo. Colocado num saco, parece um coelho, uma batata. Com esta metáfora a autora propõe uma teoria feminista da narrativa, a história feita de pequenos gestos, de relações, do cuidar o comum. Le Guin conclui: ... e ainda assim a história não acabou. Ainda há sementes para serem colhidas e espaço no saco de estrelas. Esta citação convoca a ideia de percurso, colheita e futuro na prática artística. Esta exposição celebra a continuidade e o processo de cada artista lançar pólen e acender novas estrelas, no saco que se expande.
  • Big bang
    Publication . Ricardo Castro
    Julga-se que o Big Bang foi a expansão de um estado concentrado inicial, do nosso universo em galáxias e que toda esta matéria continua ainda hoje em expansão. Tentar pensar num ponto inicial é infrutífero: a lógica torna-o absurdo. O que terá começado primeiro: o movimento ou o vácuo? a palavra ou a dança? o vento ou o tempo? a cova ou o covil? O fim é sempre mais certo certo do que o início. Medir grandezas são piruetas infindáveis para encontrar soluções. O paradoxo é mais divertido: estar em frente ao abismo e dar um passo em frente. Consideramos os nossos actos com melodias expansíveis, pistas de som sem início nem fim. Apreciar os movimentos e não os seus fins. Subir a escala e agarrar a sequóia pelos ramos. Aproveitantando a prensa de metal de grande formato da Esad.Cr, convidamos artistas gráficos a fazer esta escalada em contexto oficinal, trabalhando matrizes para impressão in loco em duas sessões de um dia cada. A única regra conductora era respeitar o formato único de impressão de 100cm x 70cm. Em cada sessão tivemos dois artistas gráficos a trabalhar ao mesmo tempo, elucidando os presentes (com sessões abertas a alunos e comunidade escolar em geral) sobre os seus métodos, imprimindo as suas matrizes, gerando uma série de vinte provas - cartazes que se transformam em livros, livros que se transformam em cartazes. Trabalhar e olhar para esta escala esgotará ligeiramente essa ideia de finitude: esgotando um limite, abrirão outros.
  • Profs - Autores contemporâneos nos 30 anos da ESAD.CR
    Publication . Cardoso, Carla; Galrito, Fernando; Afonso, Lígia
    Na preparação do ano 2020, foi assumido pela ESAD.CR o compromisso para a realização de uma exposição relevante no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha. Pudemos fazê-lo por que temos 30 anos e, como tal, ainda temos alguma agilidade. Mas não só, uma Escola como a nossa deve abrir-se à comunidade, e tentamos fazê-lo de diversas formas, envolvendo-nos com o município – como agora – com agrupamentos de escolas, museus, associações, parques e edifícios a precisar de ocupação: com exposições, concertos, palestras, workshops e outras formas de contribuir para o desenvolvimento social da cidade e da região. O caráter da Escola está associado ao local onde existe, que se transforma com a Escola, atraindo mais e melhores estudantes. Para que esta transformação seja sustentável, precisamos de uma cidade capaz de receber estudantes e de fixar os diplomados: agentes culturais, artistas, designers, atores, técnicos de áreas criativas mais ou menos digitais.
  • Abaladiça - Exposição do Ano - ESAD.CR - Exhibition of the year 2024
    Publication . Macedo, Miguel; Cardoso, Carla M; Afonso, Lígia; Santos, João
    Partindo do regionalismo alentejano, “abaladiça” era a última bebida que se tomava antes de sair de um bar ou de um a festa. Uma para o caminho, consumida na despedida, marca um momento especial: a derradeira ronda de um percurso, seja este um regresso a casa ou o início de uma nova jornada. ABALADIÇA, a exposição dos finalistas da ESAD.CR em 2024, foi uma imersão na longa partilha realizada entre estudantes dos diferentes cursos da escola, nas suas experiências e expectativas individuais e coletivas, onde o último gole doi metáfora de conexão, impermanência e transição. De 8 a 12 de maio de 2024, convidámos os visitantes a testemunharem o ato final destes alunos, atravessando corredores, átrios, salas de aula, ateliers, questionando as obras e os processos, desconstruindo padrões e propondo novas questões ao mundo contemporâneo. Cada obra, cada objeto, abriu perspetivas para uma narrativa, para uma expressão única e singular que convidou os visitantes à reflexão.
  • Sobre a natureza e as causas da autonomia dos artistas - 2ª sessão
    Publication . Vieira, Flávia; Baraona, Isabel; Afonso, Lígia; Gaudêncio, Susana
    A presente publicação é resultante do evento “Sobre a natureza e as causas da autonomia dos artistas – 2ª Edição” realizado na Escola Superior de Arte e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR) no Instituto Politécnico de Leiria e na Escola de Arquitetura, Arte e Design (EAAD) da Universidade do Minho. O evento teve como parceiros institucionais os grupos de investigação LIDA – Laboratório de Investigação em Design e Artes da ESAD.CR do Politécnico de Leiria, e Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território da EAAD da Universidade do Minho, e foi organizado por Flávia Vieira, Isabel Baraona, Lígia Afonso e Susana Gaudêncio.
  • ERA UMA VEZ
    Publication . Fragata, Nuno
    Livro ilustrado desenvolvido para o Centro de Apoio a Deficientes João Paulo II, em contexto do Curso CET de Ilustração Gráfica, em parceria com escolas do 1º ciclo.
  • Sobre a natureza e as causas da autonomia dos artistas
    Publication . Vieira, Flávia; Baraona, Isabel; Gaudêncio, Susana
    Tem como finalidade problematizar a economia do artista visual e o modo como a sua realidade financeira determina a sua atuação e produção. Mais concretamente, visa discutir a(s) natureza(s) e a(s) causa(s) da realidade económica do artista visual no contexto português e, com isso, promover a reflexão sobre o seu poder de atuação cultural, social e político.