Escola de Artes e Design
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- 0000001Publication . Xará, João Jorge Carapinha; Pires, Fernando Alípio BrízioEste projeto especula a relação entre sujeito – objeto, abordando assim conceitos de forma e perceção. Este trabalho vem evidenciar um pensamento projetual livre e versátil. Vem trazer à ideia percetiva da concepção de objetos uma necessária alienação da própria consciência em design. Será atual admitir que os conceitos de limite e fronteira se vão desvanecendo em prol de uma atividade holística e polissémica. É então, de especial pertinência entender estes códigos operativos na reformulação de um novo pensamento percetivo e visual. Proponho então desenvolver objetos de caráter experimental e de um questionamento referente à liberdade individual do designer e do utilizador enquanto criador e emancipador de formas e de significados. Procura-se no designer a consciência de uma necessidade reformuladora que substitua um pensamento tipológico e apriorístico por um processo livre, individual e intuitivo, não anulando desta forma uma imprescindível procura histórica e referencial.
- 10 Exercícios Sobre o Corpo e o DesignPublication . Poeiras, FernandoEste conjunto de exercícios está organizado em 2 partes complementares: numa parte, através de exercícios práticos, exploram-se as várias relações entre os corpos e os objetos; e, na outra parte exercitam-se através de ensaios críticos as competências de compreensão, análise e crítica, complementares mas adequadas a uma prática (reflexiva e investigativa) do design.
- 2USE: Observação Participante num Projeto de Cocriação da InovaçãoPublication . Fernandes, Isabel; Fragata, NunoCocriar implica criar em conjunto e envolve um processo interativo de aprendizagem. Num contexto de grande complexidade ou de necessidade de planear ações futuras, trabalhar colaborativamente permite desenvolver competências e adquirir novos conhecimentos. O Design, como território onde se trabalha com o imprevisto, com uma diversidade de questões, com problemas complexos e com utilizadores de objetos e serviços, pode encontrar no trabalho colaborativo de co-criação formas criativas, eficazes e eficientes de ultrapassar as etapas do processo metodológico, sem que os intervenientes percam a sua individualidade. O valor dos inputs de cada um dos intervenientes são únicos, construtivos, integrados numa situação real e podem envolver, tanto aspetos sociais ou culturais (de identidade), como económicos, políticos, ambientais ou outros.
- A influência do Design Gráfico e da UX/UI no desenvolvimento de uma aplicação móvel para surfistasPublication . Santos, Lucas Filipe da Silva; Pernencar, Cláudia Alexandra da CunhaA presente investigação analisa a influência do Design Gráfico e dos princípios de User Experience e User Interface (UX/UI) no desenvolvimento de aplicações móveis, com particular incidência nas necessidades da comunidade surfista. O objetivo central consiste no desenvolvimento de um produto digital que, para além de apresentar uma interface intuitiva e esteticamente consistente, assegure uma experiência funcional assegure uma experiência de utilização intuitiva, eficiente e visualmente consistente, ao orientar o consumidor para a otimização do acesso e da utilização de serviços de aluguer de equipamentos de surf, em conformidade com as especificidades do público-alvo. A recolha de dados empíricos foi realizada através de um questionário online, aplicado a surfistas com diferentes níveis de prática. Este instrumento de análise permitiu identificar lacunas existentes no contexto do aluguer de material de surf, designadamente ao nível da clareza e acessibilidade da informação, da organização dos serviços disponíveis e da reduzida possibilidade de descoberta de diferentes tipos de pranchas, frequentemente condicionada por ofertas pouco diversificadas ou por processos de aluguer pouco transparentes. Este instrumento possibilitou, igualmente, o mapeamento de necessidades concretas e a identificação de potenciais inovações relevantes para a aplicação a desenvolver. Paralelamente, foi conduzido um estudo nas áreas do Design Gráfico e da User Experience/ User Interface (UX/UI), complementado por uma análise de Benchmarking, que possibilitou uma compreensão mais abrangente das motivações, expectativas e constrangimentos reais enfrentados pelos praticantes da modalidade. Os resultados evidenciaram que uma interface graficamente consistente, intuitiva e cognitivamente acessível contribui significativamente para a melhoria da experiência do utilizador, reduzindo barreiras de navegação e potenciando a interação entre utilizador, tecnologia e prática desportiva. Pretende-se, assim, que este projeto contribua para o avanço do conhecimento académico na área do design gráfico aplicado ao desporto, ao mesmo tempo que contribui para a compreensão do papel do Design Gráfico e da UX/UI na conceção de soluções digitais direcionadas ao contexto do surf.
- À mesaPublication . Martins, Maria Carnall Rodrigues; Pires, Fernando Alípio BrízioO desenvolvimento desta investigação tem origem no meu interesse na análise da interação do Homem para com o Outro. Esta exploração de caracter teórico e prático, visa explorar rituais de comensalidade. É desenvolvida uma primeira análise que desagua em quatro percursos que exploram, em forma de cismos1, aspetos diferentes da comensalidade: lavar, pão, etiqueta, mercados. No desenvolver da pesquisa teórica recorre-se a uma investigação descritiva e qualitativa do sujeito. É complementada com um estudo de caso. Os cismos relativos aos projetos, utilizam o método da teoria fundamentada para desenvolver argumentos autorais e os métodos de entrevista, experiência, observação do participante bem como as ferramentas da olaria, marcenaria, metalurgia e panificação para desenvolver as propostas práticas. A investigação culmina na materialização de quatro projetos e em todas as conclusões práticas que advém do desenvolvimento destes.
- A Obra como RastoPublication . Marques, Jorge Miguel Matias; Faria, Nuno Filipe Moreira Ribeiro; Bragança, Célia MeloO presente documento tem por objetivo refletir acerca de um conceito particular que identifiquei como sendo central à minha prática artística em gravura: o conceito de “rasto”. O termo “rasto” refere-se a um resto material deixado após uma ação. Assim, procuro estabelecer uma aproximação entre a prática da gravura e o conceito de rasto, ao delimitar um conjunto de caraterísticas comuns a ambos os processos, numa reflexão que articula os conceitos de aura e informe. Ao longo deste documento demonstrarei como rasto e gravura se assemelham nas caraterísticas materiais dos processos que englobam, bem como nos seus produtos e a forma particular como estes se significam. Em particular destacarei a forma como os seus processos compreendem a mesma conjuntura onde uma substância que agindo como matriz transfere as suas caraterísticas para uma superfície recetora.
- A Quem Vai - Instrumentos para quem caminha na NaturezaPublication . Calé, Gustavo Martim Cabrita de Sousa; Pires, Fernando Alípio BrízioNa cidade, os espaços verdes são habitados pela observação e manipulação dos que nela habitam, são reflexo dos nossos comportamentos para com o para-lá-de-nós: o nosso cuidado e atenção, mas também o desconhecimento. Para lá dos jardins arrumados, organizados e ornamentais, respeitáveis e úteis nas suas nobres funções de fazer a cidade “respirar”, o ambiente urbano possui muitos outros pontos de contacto com as plantas; alguns ainda por vezes desprezados ou esquecidos, como os passeios onde despontam plantas espontâneas selvagens, até terrenos baldios que a ninguém pertencem e onde se criam verdadeiros ecossistemas. Passando pela exploração da nossa relação com o meio silvestre dentro da cidade, que todos habitamos e do qual todos usufruímos, esta investigação assume a forma de uma exploração das relações de empatia e consciência que a cidade partilha, mais ou menos profundamente, com todos estes elementos, criando assim um conjunto de instrumentos destinados a atuar como meios para conhecer um lugar, de tornar evidente e realçar o que já todos vemos.
- A(s) acessibilidade(s) nas atividades culturais em Portugal – Os desafios da parceria entre o Festival Iminente e a Access LabPublication . Branco, Catarina Alexandra Brilha Jacob; Afonso, Lígia Filipa DiasO presente relatório é o resultado da reflexão acerca do planeamento e implementação de um plano de acessibilidade no Festival Iminente, em parceria com a Access Lab, planeamento que foi objeto do estágio que ali desenvolvi em 2022, e que surgiu da necessidade em enfrentar e resolver uma série de adversidades de acessibilidade(s) no território físico que o festival ocupa: um espaço abandonado. O propósito do relatório é fazer o enquadramento da questão no âmbito disciplinar da gestão cultural, primeiro identificando momentos chave do século XX e XXI que permitam compreender a evolução do entendimento dos conceitos de deficiência e incapacidade; depois contextualizando a palavra acessibilidade em Portugal, através de uma retrospetiva temporal, considerando ainda a complexidade da linguagem que utilizamos; e, finalmente, apresentando como estudo de caso o Festival Iminente. O relatório implica a análise dos objetivos e metas atuais do Festival Iminente, bem como da sua relação com a questão da acessibilidade, tendo em conta as suas características temporais e físicas específicas: efemeridade, ocupação de ruínas e natureza improvisada. Estes foram os pontos de partida para o desenvolvimento do presente relatório e, ao mesmo tempo, os grandes desafios na implementação efetiva do plano no terreno. De que forma é possível tornar o terreno inóspito da Matinha acessível? Em torno desta questão surgiram várias reflexões e procura de soluções e, no final, várias conclusões.
- Abaladiça - Exposição do Ano - ESAD.CR - Exhibition of the year 2024Publication . Macedo, Miguel; Cardoso, Carla M; Afonso, Lígia; Santos, JoãoPartindo do regionalismo alentejano, “abaladiça” era a última bebida que se tomava antes de sair de um bar ou de um a festa. Uma para o caminho, consumida na despedida, marca um momento especial: a derradeira ronda de um percurso, seja este um regresso a casa ou o início de uma nova jornada. ABALADIÇA, a exposição dos finalistas da ESAD.CR em 2024, foi uma imersão na longa partilha realizada entre estudantes dos diferentes cursos da escola, nas suas experiências e expectativas individuais e coletivas, onde o último gole doi metáfora de conexão, impermanência e transição. De 8 a 12 de maio de 2024, convidámos os visitantes a testemunharem o ato final destes alunos, atravessando corredores, átrios, salas de aula, ateliers, questionando as obras e os processos, desconstruindo padrões e propondo novas questões ao mundo contemporâneo. Cada obra, cada objeto, abriu perspetivas para uma narrativa, para uma expressão única e singular que convidou os visitantes à reflexão.
- Accessible Font. A typeface for teaching strategies of autistic individuals based on latin scriptPublication . Serin, Efecan; Morgado, Aprígio Luís Moreira; Santos, Ricardo Rodrigues dosThe present research is based on studies in the areas of psychology, pedagogy and design. It was investigated the reading process and reading education strategies of individuals with autism spectrum disorders (ASD) with the purpose of developing a typographic system to assist pedagogues and to develop educational aids appropriate for child's reading problems. It was used interdisciplinary research methodology in this thesis with literature study, interviews with experts and a survey study. The survey was based on the opinions and experiences of special education teachers and the following findings were presented: • The student with autism may have difficulties learning to read. • They may mistake similar letters with each other, for example b and p, due to the similarity in letter shape. • Their reading pattern may be characterized by impaired or normal delayed reading pattern. According to the combined results of special education teachers’ common opinions, legibility studies and literature study, the prototype of a typeface for individuals with autism, learning disabilities was developed. The Accessible Typeface v.1, v.2, v.3, v.4, v.5 family has been developed with the intention to ease individuals ability to learn reading and minimize mistakes in reading. However, before being implemented, this font family should be tested to conclude whether it is beneficial or not to teach an individual who has an autism or learning disabilities in reading.
