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- A Quem Vai - Instrumentos para quem caminha na NaturezaPublication . Calé, Gustavo Martim Cabrita de Sousa; Pires, Fernando Alípio BrízioNa cidade, os espaços verdes são habitados pela observação e manipulação dos que nela habitam, são reflexo dos nossos comportamentos para com o para-lá-de-nós: o nosso cuidado e atenção, mas também o desconhecimento. Para lá dos jardins arrumados, organizados e ornamentais, respeitáveis e úteis nas suas nobres funções de fazer a cidade “respirar”, o ambiente urbano possui muitos outros pontos de contacto com as plantas; alguns ainda por vezes desprezados ou esquecidos, como os passeios onde despontam plantas espontâneas selvagens, até terrenos baldios que a ninguém pertencem e onde se criam verdadeiros ecossistemas. Passando pela exploração da nossa relação com o meio silvestre dentro da cidade, que todos habitamos e do qual todos usufruímos, esta investigação assume a forma de uma exploração das relações de empatia e consciência que a cidade partilha, mais ou menos profundamente, com todos estes elementos, criando assim um conjunto de instrumentos destinados a atuar como meios para conhecer um lugar, de tornar evidente e realçar o que já todos vemos.
- Otimização da colocação de cabos monocondutores nas Instalações ElétricasPublication . Ferreira, Francisco José Mendes; Marques, Pedro José FrancoO presente relatório apresenta o trabalho desenvolvido durante o estágio presencial na empresa Alferpac - Projectos, Assistência e Obras Públicas, S.A., na Benedita, no âmbito da conclusão do Mestrado em Engenharia Eletrotécnica - Energia e Automação, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria. O estágio centrou-se em duas vertentes principais: a execução de atividades de projeto de sistemas elétricos (levantamentos em obra, dimensionamento de quadros elétricos, traçado de caminhos de cabos, projetos de iluminação, cálculos de correntes e dimensionamento de cabos e respetivas proteções, ventilação de postos de transformação e aumentos de potência) e o desenvolvimento de um estudo sobre o problema das indutâncias mútuas quando são utilizados cabos monocondutores em sistemas trifásicos. O estudo analisou comparativamente oito configurações de condutores trifásicos em paralelo (cabos monocondutores), distribuídas por quatro geometrias principais (retangular, estratificada, horizontal e triangular), com o objetivo de minimizar correntes de circulação e perdas por efeito Joule. A metodologia baseou-se no desenvolvimento de um modelo computacional em Excel, fundamentado no artigo científico de S.-Y. Lee, que calcula indutâncias mútuas e quantifica o desempenho através do fator de perdas (δ𝑡). Os resultados revelaram uma hierarquia clara de desempenho: o arranjo retangular espelhado (Cenário 1-A) destacou-se como solução ótima (δ𝑡=1,00055), enquanto a disposição estratificada permutada (Cenário 2-B) registou o pior desempenho (δ𝑡=1,03264). Verificou-se ainda que a eficácia da permutação de fases depende fortemente da geometria: em arranjos compactos, a simetria estrutural é preferível; na geometria horizontal, o espelhamento revela-se vantajoso. Estes resultados constituem uma ferramenta prática para a seleção de configurações que minimizem perdas energéticas e promovam uma operação mais sustentável.
- O Impacto do Treino Multicomponente versus Dupla Tarefa no Risco e Medo de Queda em Idosos Institucionalizados: Um Estudo Clínico RandomizadoPublication . Pereira, Daniela Costa Ribeiro; Rodrigues, Filipe FernandesO envelhecimento institucionalizado está associado a níveis severos de descondicionamento físico, elevado risco de queda e ao medo de cair. O exercício físico mitiga estes fatores, mas a eficácia comparativa entre diferentes metodologias de treino nesta população específica permanece por clarificar. Comparar o impacto de um programa de exercício multicomponente versus um treino de dupla tarefa (cognitivo-motor) na redução do risco de queda, diminuição do medo de cair e capacidade funcional em idosos institucionalizados. Ensaio clínico randomizado, de grupos paralelos, envolvendo 21 idosos residentes numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (Midade = 83,67 ± 6,17 anos). Os participantes foram alocados a um Grupo Multicomponente (n = 11) ou a um Grupo de Dupla Tarefa (n=10) para uma intervenção de 12 semanas (2 sessões/semana). Avaliou-se o risco de queda, o medo de cair e a capacidade funcional nos momentos pré e pós-intervenção. Não se verificaram melhorias significativas no tempo de execução do TUG em nenhum dos grupos. O Grupo Multicomponente apresentou uma redução significativa do medo de cair (-29,1%, p = 0,025) e uma melhoria clínica e estatisticamente significativa na capacidade funcional (+40,9%, p = 0,002). O Grupo de Dupla Tarefa não obteve alterações significativas em nenhuma destas dimensões. Adicionalmente, observou-se uma tendência para a superioridade do treino multicomponente face à dupla tarefa na variável capacidade funcional (p=0,065, η²p = 0,168). O treino multicomponente revelou-se superior na melhoria da capacidade funcional e na redução do medo de queda. Numa população frágil e institucionalizada, o custo atencional exigido pelo treino de dupla tarefa parece limitar os benefícios físicos e psicológicos do exercício.
