ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar por assunto "Atitudes"
A mostrar 1 - 10 de 10
Resultados por página
Opções de ordenação
- A IMPORTÂNCIA DO CUIDAR: AS ATITUDES DOS ENFERMEIROS FACE ÀS FAMÍLIASPublication . Roque, Ana Margarida Gaspar; Menino, Eva Patrícia da Silva Guilherme MeninoEnquadramento: As atuais políticas de saúde reforçam a centralidade da família na prestação dos cuidados de enfermagem, reconhecendo que a saúde dos indivíduos está profundamente influenciada pelo seu contexto familiar. Neste sentido, a prática dos enfermeiros especialistas em Enfermagem de Saúde Familiar deve ser orientada por uma abordagem colaborativa, em parceria com a família, assumindo-a como unidade de cuidado. Esta forma de atuação tem-se revelado promissora, gerando ganhos significativos em saúde. Torna-se, por isso, fundamental compreender a importância que os enfermeiros atribuem à família no processo de cuidados, bem como identificar os fatores que influenciam essa perceção. Esta compreensão é essencial para promover uma prática mais consciente, eficaz e centrada na realidade familiar, contribuindo para o fortalecimento da saúde familiar como eixo estruturante dos cuidados de enfermagem. Compreender a perspetiva e as atitudes dos enfermeiros em relação à integração das famílias no processo de cuidar permitir-nos-á conhecer qual o caminho a percorrer na ciência de enfermagem para que a integração das famílias nos cuidados de enfermagem seja uma realidade efetiva em todas as áreas de intervenção do enfermeiro. (Frade et al, 2021) Objetivos: Identificar e descrever as atitudes dos enfermeiros face ao envolvimento das famílias nos cuidados, compreender qual a importância atribuída ao envolvimento da mesma e relacionar as atitudes com as características sociodemográficas e profissionais. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional e transversal. realizado a 29 enfermeiros da região norte do país. O instrumento de colheita de dados utilizado é composto por um questionário de caracterização sociodemográfica e profissional e pela escala Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem - Atitudes dos Enfermeiros (Oliveira et al.,2011). Resultados: A amostra foi composta por 29 enfermeiros, com uma média de idades de 44,45 anos. A maioria encontra-se casada ou em união de facto (82,8%) e possui, maioritariamente, o grau de licenciatura (75,9%). No que respeita ao título profissional, os enfermeiros generalistas representam a maioria (51,7%). Entre os especialistas, destacam-se as áreas de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica e Enfermagem de Reabilitação, ambas com uma representatividade de 20,7%. O contexto profissional dos participantes apresenta diversidade quanto à tipologia de unidade, sendo que a maioria exerce funções numa Unidade de Saúde Familiar, representando 55,2% da amostra. O tempo médio de exercício profissional é de 21,38 anos. Relativamente à formação em Enfermagem de Saúde Familiar, 62,1% dos enfermeiros referiram ter formação nesta área, sendo que, entre estes, a maioria realizou essa formação em contexto académico (38,9%). No que diz respeito às atitudes face à família nos cuidados de enfermagem, os resultados evidenciam uma postura de suporte e valorização da família como elemento central do processo de cuidados. A pontuação média total obtida na escala "Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros" foi de 85 pontos, com um desvio padrão de 7,85 refletindo uma atitude globalmente positiva da amostra face ao envolvimento da família nos cuidados. Conclusão: Embora não tenham sido encontradas associações estatisticamente significativas, os dados obtidos revelam que os enfermeiros inquiridos demonstram atitudes favoráveis e de apoio à família, reconhecendo e valorizando o seu papel no processo de cuidados. De forma geral, os resultados traçam um panorama encorajador quanto à integração da família nos cuidados de enfermagem, refletindo uma predisposição positiva por parte dos profissionais. Apesar da ausência de resultados com significância estatística, as tendências identificadas sugerem a importância de se reforçar estratégias formativas e institucionais que promovam práticas de enfermagem cada vez mais inclusivas e centradas na realidade familiar dos utentes. Este caminho poderá contribuir para uma maior consolidação do papel da família como parceira no processo terapêutico e para a melhoria dos resultados em saúde.
- Acolhimento das Famílias nos Cuidados de Enfermagem: Um Olhar Sobre as Atitudes dos Enfermeiros de Cuidados de Saúde PrimáriosPublication . Pereira, Filipa Vieira Neto; Frade, João Manuel GraçaEnquadramento: A participação da família no processo de cuidados constitui um fator potenciador de ganhos em saúde, sendo a atitude dos enfermeiros, face a esse envolvimento, influenciada por uma diversidade de fatores contextuais, profissionais e individuais (Ferreira & Kraus, 2023). Para que os cuidados de enfermagem se centrem na família, enquanto objeto de intervenção, é fundamental o reconhecimento da sua multidimensionalidade e das suas competências como unidade auto-organizada, face aos processos de transição (Oliveira et al. 2011). Compreender a perspetiva dos enfermeiros relativamente à inclusão das famílias nos cuidados de enfermagem permitirá identificar os principais desafios e progressos requeridos no âmbito da ciência de enfermagem. Nesse sentido, pretende-se assegurar que a participação ativa das famílias se constitua como uma prática efetiva e transversal, em todas as áreas de intervenção do enfermeiro, independentemente da sua área de especialidade (Frade et al. 2021). Objetivo: Compreender as atitudes dos enfermeiros de cuidados de saúde primários, no acolhimento familiar nos cuidados de enfermagem e entender a relação entre as variáveis sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros e as essas atitudes. Metodologia: Foi realizado um estudo inserido no projeto CuidarFam, de natureza quantitativa, com abordagem observacional, descritiva, analítica e transversal, implementado de forma pública, a 30 enfermeiros, através das redes digitais, direcionado aos enfermeiros de cuidados de saúde primários, das unidades locais de saúde da região centro (exceto a ULS Região de Leiria) e sul. Foi utilizado um instrumento de colheita de dados composto por um questionário de caraterização sociodemográfica e profissional e pela escala da Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros (Oliveira et al. 2011). Resultados: A maioria dos enfermeiros participantes é do género feminino, com média de idade de 43,17 anos, casados ou em união de facto, licenciados ou com grau de mestre e, em grande parte, com especialização em enfermagem. Têm, em média, 19,77 anos de exercício profissional, trabalham predominantemente em Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados e possuem formação em Enfermagem de Família. Conclusões: Os enfermeiros apresentam atitudes de acolhimento à família nos cuidados de enfermagem, avaliado através da escala da Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros. Verificou-se que a idade e o tempo de exercício profissional dos enfermeiros têm impacto na atitude de acolhimento da família nos cuidados de enfermagem.
- Atitudes dos enfermeiros face à importância da família no processo de cuidarPublication . Feliciano, Silvina Pereira; Frade, João Manuel GraçaOs cuidados de saúde primários são para a sociedade a pedra basilar de uma equidade social em saúde para a promoção e prevenção centrados nas necessidades, preferências e bem-estar das populações. Abordam as determinantes da saúde ao longo do ciclo vital da pessoa, nos mais vastos aspetos, para o equilíbrio da sua saúde física, social e o seu bem-estar e a maioria das necessidades da saúde da pessoa, o que inclui a prevenção, tratamento, reabilitação e os cuidados paliativos. A intervenção da enfermagem centrada na família é uma abordagem do cuidar; fundamentada na relação colaborativa entre enfermeiro e família. A criação da especialidade de Especialista de Família, com as suas competências comuns e específicas, que segundo a Ordem dos Enfermeiros a cada família o seu enfermeiro. É premente que famílias tenham enfermeiro, tendo em vista a promoção e manutenção da saúde da família ao longo do ciclo vital, a nível dos diferentes níveis. O enfermeiro deve juntamente com a família procurar a melhor forma de integrar as intervenções de enfermagem, num processo decorrente de uma transição na família, a intervenção de enfermagem deve ser no sentido de trabalhar com a família, respeitando a sua autonomia, crenças valores e capacidade de decisão As atitudes dos enfermeiros dos cuidados da enfermagem perante a família são avaliados através de um estudo com duas partes, a primeira parte apresenta os dados sociodemográficos e a segunda parte é a aplicação da escala IFCE - AE (importância das famílias nos cuidados de enfermagem - as atitudes dos enfermeiros); foi utilizada uma metodologia quantitativa, descritiva, analítica e correlacional, com uma amostra de 26 enfermeiros 19 enfermeiros da consulta da consulta externa e seis enfermeiros do centro de saúde. Nos resultados do estudo pode verificar-se que não existe diferença das atitudes entre os enfermeiros da UCSP e da CE, pode verificar-se ainda que os enfermeiros assumem atitudes positivas e de suporte face às famílias. Os cuidados de saúde devem continuar a ser centrados na família quando um dos seus elementos está em transição, interfere com toda a família. A formação em enfermagem de família é premente, em todas as unidades de saúde, a família está sempre presente. Na população da amostra, tem formação em enfermagem da família 15.4% e não têm formação em enfermagem de família 84,6%.
- Atitudes dos enfermeiros face à importância da família no processo de cuidarPublication . Duarte, Marta Isabel Rodrigues; Frade, João Manuel GraçaA relevância da família nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) tem vindo a evidenciar-se na implementação de políticas de saúde. É premente a preocupação e o compromisso de integrar as famílias nos cuidados de saúde, tendo em vista a promoção e manutenção da saúde familiar. A enfermagem familiar nos CSP tem vindo a ser valorizada e reconhecida, sendo o pilar dos cuidados de saúde ao longo do ciclo vital do ser humano (Pires, 2016). O enfermeiro de CSP surge como figura principal pela sua formação e dedicação, no estabelecimento de uma relação de proximidade, segurança e confiança entre o indivíduo/família e os serviços de saúde. Na perspetiva da continuidade de cuidados, a família surge tanto como contexto de prestação de cuidados, como fonte de suporte e recurso refletindo-se, a sua inclusão nos cuidados, na eficácia das intervenções de enfermagem (Tavares, 2017). Partindo desta premissa, considerou-se pertinente conhecer as atitudes dos enfermeiros face às famílias no processo do cuidar, o que se enquadra no domínio das funções do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde comunitária na área de enfermagem de saúde familiar, e que conduziu ao presente estudo de investigação, através dos seus objetivos e do estágio desenvolvido na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Ansião (UCSPA). Após a caracterização do contexto da prática clínica de enfermagem de família no âmbito do estágio na UCSPA, é exposto o enquadramento teórico da mesma, as atividades desenvolvidas que permitiram a aquisição de competências do enfermeiro especialista na área de enfermagem de saúde familiar, e a prática especializada baseada na evidência, com o processo de investigação propriamente dito, seguido da discussão e explanação das conclusões encontradas. Neste projeto foi utilizado o método de investigação quantitativo, sendo um estudo descritivo, analítico e correlacional e que procurou determinar quais as atitudes dos enfermeiros de CSP face à importância da família no processo do cuidar, e ao mesmo tempo inferir acerca da influência que as variáveis sociodemográficas e profissionais têm nas atitudes dos enfermeiros face à família. O mesmo foi aplicado a um total de 30 enfermeiros que desempenham funções nos CSP. O instrumento utilizado foi um questionário constituído por questões sociodemográficas e profissionais e a Escala “Importância das Famílias nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros” (IFCE-AE), validada em 2009 para a população portuguesa por Oliveira et al. (2011). Os resultados obtidos evidenciaram a não existência de relação e associação estatística relevante em nenhuma das variáveis sociodemográficas e profissionais em estudo, exceto na variável unidade funcional onde exerce funções, nomeadamente nas dimensões Família como parceiro dialogante e recurso de coping (H=7,998; p=0,018) e Família como um fardo (H=8,997; p=0,011) em que se obtiveram valores de significância p<0,05; permitindo estabelecer relação entre a atitude do enfermeiro face à família e a unidade funcional onde exerce funções, em que as atitudes de maior suporte face à família dizem respeito aos enfermeiros que exercem funções na Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC). Nas conclusões do estudo, pode verificar-se que, de uma forma geral, os enfermeiros assumiam atitudes positivas e de suporte face à família apresentando um score médio total da escala de 84.7. Os cuidados de enfermagem terão necessariamente de ser centrados na família, o que obrigará a algumas mudanças de atitude por parte dos enfermeiros e a uma alteração das políticas e filosofia das unidades de saúde (Rodrigues, 2013).
- Atitudes dos enfermeiros face à importância da família no processo de cuidarPublication . Carvalho, Cristina Lourenço; Frade, João Manuel GraçaCada família tem um segredo, e o segredo é o facto de não ser como as outras famílias” (Bennett, 2000, p. 38) Atualmente, os enfermeiros têm uma responsabilidade acrescida sobre a saúde das populações, nomeadamente no que concerne ao cuidado familiar, pelo que devem desenvolver competências para se poderem constituir como ajuda profissional avançada, que promova respostas adaptativas dos atores intervenientes nestas dinâmicas. A relação interpessoal tem que abranger os outros significativos do utente, nomeadamente a família (Carvalhal, 2010). A transferência do conhecimento, relativo à enfermagem de saúde familiar, para a prática clínica de enfermagem é um desafio. No processo de integrar a teoria à prática, as motivações e atitudes dos enfermeiros são fortemente influenciadas pelas suas perceções de autoeficácia (Cruz A. C., 2015), razão pela qual se entende pertinente conhecer as atitudes dos enfermeiros na abordagem à família para a sua integração no processo de cuidados. A temática das atitudes do enfermeiro para com a família, no processo de cuidado, como domínio recente e devidamente enquadrado nas funções do Enfermeiro Mestre em Saúde Familiar, norteou a tomada de decisão pelos objetivos estabelecidos e atividades desenvolvidas na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Ansião (UCSPA). A par da caracterização dos contextos da prática clínica de enfermagem de saúde familiar, é apresentada a Fundamentação Teórica, são enunciadas as atividades desenvolvidas no âmbito da aquisição de competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária-Área de Saúde Familiar, é descrita a Prática Especializada Baseada na Evidência (Investigação), complementadas por análises crítico-reflexivas dos resultados obtidos e do percurso trilhado. A evidência científica é sustentada na questão de investigação: “Quais são as atitudes que os enfermeiros, em Cuidados de Saúde Primários (CSP) e em Formação, adotam, face à importância da família no processo de cuidar?”. É usada uma metodologia quantitativa, descritiva, analítica e correlacional, numa amostra constituída por treze enfermeiros, que exercem a sua prática em diversos contextos de cuidados. Como instrumento de colheita de dados, é utilizado um questionário de caraterização sociodemográfica e a Escala “A Importância das Famílias nos cuidados de Enfermagem - Atitudes dos Enfermeiros” (Oliveira et al., 2011). O caminho percorrido, rumo à aquisição de competências em Enfermagem de Saúde Familiar, reconhecidas na integração de conhecimento apreendido e desenvolvido ao longo do período teórico e nos ensinos clínicos precedentes, numa perspetiva de compreensão da importância da Enfermagem de Saúde Familiar na obtenção de ganhos em saúde, junto dos utentes, das famílias e das comunidades, encontra-se refletido no presente relatório. Nas conclusões do estudo, é evidenciado que os enfermeiros têm, na sua maioria, atitudes positivas, face à família nos cuidados de enfermagem. Não se verificam diferenças estatisticamente significativas em relação ao título profissional, às habilitações académicas, à unidade de exercício de funções, ao tempo de exercício profissional na unidade, ao método de organização de cuidados, à formação pós-graduada e à formação em enfermagem de família. São obtidas diferenças com significado estatístico em relação ao género, à idade, ao tempo de experiência profissional, à existência de abordagem geral para o cuidado da família no local de trabalho e à experiência com familiares gravemente doentes. Toda a aprendizagem, vivenciada em contexto de estágio, permitiu essa constatação e concorreu para o enriquecimento pessoal e profissional. A abordagem da relação de enfermagem como profissionalização do cuidado humano, a mudança de paradigma no cuidar, com a transposição de um modelo assistencial tendencialmente “hospitalocêntrico” para um modelo com ênfase crescente na Família, são prementes no entendimento desta unidade, como parte do processo do cuidar, em que a figura do Enfermeiro de Família deve surgir cada vez mais creditada (Regadas & Pinto, 2010).
- Enfermeiro / Família: parceiros no cuidar – Importância da FamíliaPublication . Maiorgas, Sónia Cristina Silva; Frade, João Manuel GraçaEnquadramento: As políticas de saúde evidenciam a prática dos cuidados de enfermagem centrado na família. A saúde dos indivíduos é influenciada pelo seu sistema familiar, logo a prática desenvolvida pelos enfermeiros especialistas em Enfermagem Familiar no processo de cuidados, deverá ser em parceria colaborativa com a família, sendo esta o seu foco de cuidados, com ganhos significativos em saúde. Assim, é essencial perceber qual a importância atribuída à família pelos enfermeiros no processo de cuidados e quais os fatores que podem influenciar, de modo a promover a saúde familiar. Objetivos: Compreender qual a importância atribuída à família como parte integrante nos cuidados de enfermagem e perceber se existem variáveis (sociodemográficas e profissionais) que influenciam as atitudes dos enfermeiros face à importância da família nos cuidados. Metodologia: Estudo transversal, descritivo-correlacional de cariz quantitativo, numa amostra não probabilística por conveniência, constituída por enfermeiros a exercerem funções em Cuidados de Saúde Primários. Foi aplicado um questionário para caracterização sociodemográfica e profissional e a escala “Importância das famílias nos cuidados de enfermagem – Atitudes dos enfermeiros” (IFCE-AE). Resultados: Amostra constituída por 55 enfermeiros com uma média de idades de 45,87 anos, a maioria casados/união de facto (76,4%). O nível de escolaridade predominante é o mestrado (43,6%). O título profissional que impera é o enfermeiro especialista (49,1%), sendo a área de especialização com maior predomínio a Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública. O contexto de trabalho são Cuidados de Saúde Primários (CSP), sendo que a tipologia de unidade é que difere. A maioria dos inquiridos desempenha funções na Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), com uma média de exercício profissional de 21,69 anos. 72,7% dos enfermeiros não teve formação na área da Enfermagem Saúde Familiar (ESF), sendo que os que realizaram formação foi em contexto académico (16,4%) maioritariamente. As atitudes dos enfermeiros da amostra são de suporte face à família, identificando a relevância da mesma no processo de cuidados, mostrando um score total da escala, para a totalidade da amostra, uma média de respostas de 81,5636. Conclusão: Os enfermeiros inquiridos apresentam atitudes de apoio à família, com evidência estatisticamente significativa da relação entre a importância atribuída à família no processo de cuidados e o estado civil e o título profissional do enfermeiro.
- O ENVOLVIMENTO DA FAMÍLIA NO ATO DE CUIDAR: ATITUDES DOS ENFERMEIROS DO ACES BAIXO MONDEGOPublication . Gomes, Cristina Isabel Nunes; Frade, João Manuel GraçaNos vários sistemas de saúde da região europeia, a figura do Enfermeiro de família tem vindo a ser expandida, como pilar dos cuidados de saúde, Portugal não é exceção. Em consequência, os enfermeiros recorreram a fundamentação teórica e a abordagem sistémica e colaborativa do cuidado ao longo do ciclo vital da família, permitindo, uma mudança de paradigma: a mudança de foco de atenção, à família passa a ser unidade de cuidados. O desenvolvimento social, económico e político ocorrido permitiu esta mudança na intervenção familiar, nomeadamente, nos cuidados prestados. A prática de enfermagem centrada na família e a importância do seu envolvimento nesses cuidados, potenciam a relação e a parceria colaborativa, entre enfermeiros e família, proporcionando a identificação das suas forças e recursos no âmbito da saúde, para olhar à família, numa perspetiva inclusiva. A valorização da família é influenciada pela tomada de decisão do enfermeiro, ou seja, pela sua atitude em envolver à família, como suporte dos seus elementos, nos cuidados de enfermagem, nas situações de saúde e de doença. As atitudes determinam as decisões e as ações das pessoas, tal como, as atitudes efetivas e dirigidas dos enfermeiros determinam decisões e ações empoderadas e refletidas das famílias. Neste contexto surge este estudo, e tem como objetivo, verificar as atitudes dos enfermeiros do ACeS Baixo Mondego, face à importância de envolver a família, no ato de cuidar. Pretende identificar o perfil sociodemográfico e profissional da amostra, e consequente, relação com as atitudes analisadas. O estudo caraterizado como quantitativo, analítico e descritivo-correlacional envolveu 113 enfermeiros. Como instrumento de recolha de dados, foi utilizado um questionário de caraterização sociodemográfica e a escala “A Importância das Famílias nos cuidados de Enfermagem - Atitudes dos Enfermeiros” (Oliveira et al., 2011). A concretização deste estudo verificou que os enfermeiros do ACeS Baixo Mondego são detentores de atitudes de suporte, favoráveis e positivas, perante o envolvimento da família no ato de cuidar. A análise inferencial demonstrou a existência estatisticamente significativa nas determinantes: ser detentor de uma pós-graduação e/ou CPLE; ser detentor do título profissional de especialista; exercer segundo o método de equipa e ser da unidade UCC.
- A Família como Unidade de Cuidados: atitudes dos enfermeiros em contexto domiciliárioPublication . Silva, Júlia Maria Henriques da; Louro, Maria Clarisse Carvalho MartinsA família, enquanto unidade de cuidados, é caraterizada essencialmente pelas inter-relações estabelecidas entre os seus membros, num contexto específico de organização, estrutura e funcionalidade. A visita domiciliária assume um papel importante não só como o local alternativo de prestar cuidados, mas também como uma modalidade de intervenção. O domicílio é um local privilegiado para observar as relações sociais entre os membros da família. A enfermagem nos cuidados à família em contexto domiciliário é um dos pilares dos cuidados de saúde ao longo do ciclo vital, razão pela qual se entende ser pertinente conhecer as atitudes dos enfermeiros neste contexto. Objetivo: avaliar a importância que os enfermeiros atribuem à família quando prestam cuidados no âmbito da visitação domiciliária. Método: estudo de natureza quantitativa, descritivo, correlacional, numa amostra de 60 enfermeiros que exercem a sua prática clínica na Unidades Saúde Familiar e Unidade de cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) do ACeS Oeste Norte e que realizam visitação domiciliária. Como instrumento de colheita de dados foi utilizado um questionário de caraterização sociodemográfico seguido da escala “A Importância das Famílias nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros” (IFCE-AE), validada para a população portuguesa por Oliveira et al, 2009. Resultados: Revela que há diferenças estatisticamente significativas nas variáveis: estado civil e formação em enfermagem de família. No variável estado civil, na Família: fardo (p= 0,023) são os divorciados que evidenciam menor suporte face à importância da família nos cuidados, enquanto os casados/união de fato atribuem maior importância à família, têm mais atitudes de suporte nos cuidados de enfermagem. Na variável formação em enfermagem de família na dimensão 2, Família: Recurso nos cuidados de enfermagem (p= 0,03), quem não tem formação na área de saúde familiar, atribui maior importância à família, têm mais atitudes de suporte nos cuidados de enfermagem.
- IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM - ATITUDES DOS ENFERMEIROSPublication . Bértolo, Ana Rita; Frade, João Manuel GraçaA família assume um papel fundamental na vida de cada indivíduo nas diversas fases da vida, sendo a base nos momentos de crise, de mudança, de realização assim como na saúde e na doença. Independentemente do conceito que define família, a interpretação do mesmo aproxima-se duma visão sistémica. A família é vista como um sistema, um todo, uma globalidade que estabelece trocas com o exterior e dele recebe um conjunto de influências (sistema aberto). É composto por objetos, relações e subsistemas, fazendo simultaneamente parte integrante de outros sistemas, estando todos eles relacionados e organizados hierarquicamente (Alarcão, 2000). A evolução dos cuidados de enfermagem permitiram à enfermagem assumir e integrar a família como foco dos seus cuidados. Neste seguimento, a enfermagem de família direciona-se para respostas aos problemas reais e potenciais, englobando a parceria/interação com a família, dando destaque aos pontos fortes dos membros da família e do grupo familiar, visando apoiá-los na procura de soluções para os problemas identificados. O processo de enfermagem é o ponto de origem da prática diária dos enfermeiros nos cuidados de saúde e no desenvolvimento do trabalho com a família. Os modelos e instrumentos de avaliação familiar permitem identificar as necessidades da família bem como a sua dinâmica de forma a potenciar a intervenção do enfermeiro de família e assim, contribuir para a conceção de cuidados orientados tanto para a colheita de dados como para o planeamento das intervenções da prática de enfermagem junto das famílias. O Modelo de Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar centra-se na interação entre todos os membros da família permitindo conhecer a dinâmica familiar bem como identificar as suas necessidades estruturais, desenvolvimentais e funcionais. Baseia-se no pensamento sistémico e tem como conceito principal as intervenções de enfermagem com as famílias com o objetivo de promover, melhorar e apoiar o funcionamento familiar com o propósito de encontrar soluções alternativas de reduzir e aliviar o sofrimento dos seus membros. O desenvolvimento de competências para a prática de cuidados especializados na área de Enfermagem de Saúde Familiar tendo em conta as competências comuns do enfermeiro especialista que se encontram no Regulamento das Competências Comuns do Enfermeiro Especialista n.º 140/2019, de 6 de fevereiro, publicado em Diário da República e as Competências Específicas do Enfermeiro Especialista na área de Saúde Familiar de acordo com Regulamento n.º 428/2018, de 16 de julho de 2018 da Ordem dos Enfermeiros decorreram no Centro de Saúde de Ansião, na Unidade Cuidados de Saúde Personalizados. O enfermeiro especialista deve deter quatro domínios de competências, nomeadamente, responsabilidade profissional, ética e legal, competências no domínio da melhoria contínua da qualidade, competências do domínio da gestão dos cuidados e competências do domínio das aprendizagens profissionais. As competências do enfermeiro especialista na área de Saúde Familiar dividem-se em duas áreas: Cuida da família enquanto unidade de cuidados, e de cada um dos seus membros ao longo do ciclo vital e aos diferentes níveis de prevenção bem como lidera e colabora em processos de intervenção, no âmbito da enfermagem de saúde familiar. A enfermagem é diariamente confrontada com desafios que incentivam a reflexão e a procura de formação contínua e académica especializada de forma a oferecer um crescimento pessoal, profissional e um exercício fundamentado na evidência científica. Neste sentido, como futura Enfermeira de Família, surgiu a necessidade de conhecer a atitude dos enfermeiros quanto à importância da família no cuidar. Objetivos: Identificar a importância atribuída pelos enfermeiros à participação da família nos cuidados de enfermagem; conhecer as atitudes que os enfermeiros adotam face à importância da família no processo de cuidar e associar as variáveis sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros com a prática de cuidados centrados na família. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo, analítico, correlacional e transversal que integrou uma amostra de 13 enfermeiros. O instrumento utilizado foi o questionário constituído por questões sociodemográficas e profissionais e a escala “Importância das Famílias nos Cuidados de Enfermagem - Atitudes dos Enfermeiros” (IFCE-AE), validada para a população portuguesa por Oliveira, P., Fernandes, H., Vilar, A., Figueiredo, M., Santos, M., Andrade, L., … & Martins M., (2009). Resultados: Verificou-se a existência de associação estatística com as variáveis: “Abordagem geral para o cuidado das famílias” nas dimensões da escala “Família: parceiro dialogante e recurso de coping” (p = 0,018) e “Família: recurso nos cuidados de enfermagem” (p = 0,035) e com a variável “Experiência anterior com familiares doentes” na dimensão da escala “Família como um recurso nos cuidados de enfermagem” (p = 0,009). Nas restantes variáveis, não se verificou a existência de associação estatística nas dimensões da escala IFCE-AE. No que diz respeito à globalidade da escala IFCE-AE (p<0,05) observou-se que existe associação das variáveis “Abordagem geral para o cuidado das famílias” (p = 0,015) e “Experiências anteriores com familiares gravemente doentes” (p = 0,013), não se observando associações para as restantes variáveis sociodemográficas e profissionais. Relativamente às dimensões da escala IFCE-AE, verificou-se que a dimensão “Família como um parceiro dialogante e recurso de coping” apresentou uma média de 41,15, a dimensão “Família como recurso nos cuidados de enfermagem”, a média de 36,07 e a dimensão “Família como um fardo”, a média de 8,00. A média total da escala IFCE-AE foi de 85,23 para um score máximo de 104, o que demonstrou níveis positivos altos das atitudes dos enfermeiros do estudo em relação à participação da família nos cuidados de enfermagem.
- Integração da família no processo de cuidar - Atitudes dos enfermeiros e dos estudantes de enfermagemPublication . Vicente, Cecília de Araújo Farinha Ferreira; Frade, João Manuel GraçaEnquadramento: Na ótica da continuidade de cuidados, a família surge não só como contexto de prestação de cuidados, mas também como fonte de suporte e recurso. Atendendo a que sua inclusão nos cuidados se reflete na eficácia das intervenções de enfermagem, o enfermeiro surge como principal figura na construção de uma relação de proximidade, segurança e confiança entre a família e o sistema de saúde, sendo ele próprio, quem assegura a manutenção dos serviços. Objetivos: Identificar e compreender a atitude dos enfermeiros e dos estudantes de enfermagem acerca da importância da inclusão das famílias nos cuidados de enfermagem; identificar as relações entre as características sociodemográficas e profissionais, e a atitude perante a família. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo, correlacional e transversal, com a participação de 7 Enfermeiros que exercem funções na Unidade de Saúde Familiar MARE (USF-M) e de 22 estudantes da licenciatura de enfermagem da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria (ESSLei). O instrumento de colheita de dados adotado, foi um questionário composto por 2 partes. A primeira parte diz respeito á caracterização sociodemográfica e profissional dos sujeitos do estudo. A segunda é referente à escala Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem – Atitude dos Enfermeiros (IFCE-AE), versão adaptada para a população portuguesa da escala Families Importance in Nursing Care – Nurses Attitudes (FINC- NA). Resultados: Da análise global das respostas obtidas nas diferentes dimensões da escala, verifica-se que a dimensão Família como um parceiro dialogante e recurso de coping apresentou resultados favoráveis á inclusão e integração da família no âmbito da prestação de cuidados ao utente. Foram encontradas possíveis relações entre a atitude dos enfermeiros e as variáveis sociodemográficas e profissionais género, idade e título profissional. Por homogeneidade das respostas não foi possível determinar a relação entre as atitudes e o tempo de exercício na unidade com a formação em enfermagem da família. Foi excluída a relação entre a experiência com familiares doentes e as atitudes. Conclusão: Os enfermeiros da USF-M e os estudantes da ESSLei apresentam uma atitude favorável relativamente à inclusão da família nos cuidados. As atitudes dos enfermeiros perante a família podem ser influenciadas por alguns fatores socio demográficos e profissionais.
