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ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar

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  • Conhecimento parental dos pais que frequentam as consultas de saúde infantil dos cuidados de saúde primários em Portugal
    Publication . Nunes, Rita Vieira; Sousa, Pedro Emanuel Alexandre de
    O presente Mestrado em Enfermagem de Saúde Comunitária, na área de Enfermagem de Saúde Familiar, foi desenvolveu-se ao longo de um percurso formativo estruturado que integrou uma componente teórica e uma componente prática em contexto clínico, em conformidade com o Regulamento n.o 428/2018 (2018). A componente teórica permitiu aprofundar modelos e teorias fundamentais que sustentam a prática da enfermagem de saúde familiar, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento crítico, da tomada de decisão fundamentada e da prestação de cuidados baseados na evidência. Na componente prática, foi possível aplicar e consolidar os conhecimentos adquiridos, desenvolvendo competências especializadas centradas na família enquanto unidade de cuidados. Este percurso evidenciou a capacidade de estabelecer relações terapêuticas assentes na empatia, comunicação eficaz e respeito pela individualidade, promovendo a confiança e a implementação de intervenções em saúde ajustadas às necessidades da pessoa e da família. O contexto clínico possibilitou o desenvolvimento de competências na condução de entrevistas familiares estruturadas, na planificação e execução de intervenções educativas e na utilização de ferramentas de apoio à literacia em saúde, contribuindo para a capacitação das famílias e para a melhoria dos seus processos de adaptação. Adicionalmente, a possibilidade de integração de uma equipa multiprofissional favoreceu o desenvolvimento de competências colaborativas, nomeadamente na articulação interprofissional, na continuidade de cuidados e na participação em processos de melhoria da qualidade. Este ambiente permite compreender de forma detalhada o papel do enfermeiro de família na coordenação dos cuidados e na resposta às necessidades complexas das famílias. Como complemento ao percurso formativo, o desenvolvimento do projeto de investigação possibilitou o reforço das competências de análise crítica, metodologia de investigação e aplicação da evidência cientifica na prática clínica. A pesquisa centrada no conhecimento parental sobre o desenvolvimento infantil reforça a importância do envolvimento paterno na vigilância do desenvolvimento infantil, a necessidade de estratégias que envolvam o mesmo nos cuidados e a valorização do papel do enfermeiro de família. Em síntese, este percurso permitiu o desenvolvimento integrado de competências técnicas e científicas fundamentais à prática do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar, identificando-se como área de desenvolvimento futuro.
  • Crenças e atitudes dos enfermeiros dos cuidados de saúde primários sobre os cuidados centrados na família
    Publication . Rocha, Ana Patrícia Gil; Vidinha, Telma Sofia dos Santos
    Enquadramento: Desde a década de 1970 que se tem observado a evolução e a mudança de paradigmas dos cuidados de saúde primários (CSP), inicialmente focados no modelo biomédico e atualmente no foco da família como unidade de cuidados (Melo, 2021). Esta evolução foi acompanhada pelo desenvolvimento da área de enfermagem de saúde familiar (ESF), que atualmente é uma área conceituada para a promoção de saúde e acompanhamento dos sistemas familiares ao longo de todo o seu ciclo vital (Figueiredo, 2012). Torna-se, por conseguinte, importante adotar uma prática de enfermagem centrada na família, com base em modelos que considerem o indivíduo no contexto familiar e social, promovendo a participação ativa de todos os intervenientes (Oliveira et al., 2011). Vários estudos demonstram que a qualidade dos cuidados depende das atitudes dos enfermeiros face à inclusão da família. Contudo, esta não é a única variável que influencia a sua inclusão (Fernandes et al., 2015; Oliveira et al., 2011). Outros estudos apontam para a influência das crenças dos enfermeiros no seu comportamento e nas suas práticas diárias, sugerindo que estas podem afetar de forma inconsciente a integração da família nos seus cuidados (Hraunfjörd et al., 2024; Nobokuni et al., 2021). No presente relatório, será efetuada uma breve contextualização da prática clínica de ESF, do local onde decorreu o estágio, dos modelos teóricos que serviram de suporte ao estágio e ao projeto de investigação, bem como do trabalho resultante da aplicação da prática baseada em evidência durante o estágio. Objetivos: Contextualizar os CSP, focando na Unidade de Saúde Familiar (USF) onde decorreu o estágio entre 28 de abril de 2025 e 29 de janeiro de 2026. Refletir sobre a aquisição das competências gerais e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de ESF desenvolvidas a partir da análise críticas das atividades desenvolvidas. Evidenciar, por meio de um projeto de investigação, quais as crenças e atitudes dos enfermeiros face aos cuidados centrados na família, analisar a sua relação, bem como a se existe ligação com variáveis sociodemográficas e profissionais, e identificar crenças que funcionem como obstáculos ou facilitadores dessa abordagem. Metodologia: A análise de indicadores e dados estatísticos configura-se como um instrumento central para a caracterização e contextualização da população abrangida pela USF. Posteriormente, procede-se ao desenvolvimento das competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária, na área de ESF, sustentado numa análise crítico-reflexiva das práticas desenvolvidas ao longo do estágio. O projeto de investigação assenta num estudo de abordagem mista, de natureza descritiva, relacional e transversal, no qual foi aplicada a escala “Importância das Famílias nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros”, originalmente criada por Benzein et al. (2008) e posteriormente traduzida e adaptada para versão portuguesa por Oliveira et al. (2011), complementada por três questões abertas, a uma amostra de 49 enfermeiros dos contextos de USF e Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados da Unidade Local de Saúde onde decorreu o estágio. Este teve como objetivo geral analisar a relação entre as crenças e as atitudes dos enfermeiros face aos cuidados centrados na família em contexto de CSP e como objetivos específicos avaliar as atitudes dos enfermeiros dos CSP face aos cuidados centrados na família, analisar a relação entre as atitudes e as variáveis sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros de CSP, explorar as crenças dos enfermeiros dos CSP relativamente à família enquanto foco de cuidados e identificar quais crenças são percecionadas como obstáculos e como facilitadores dos cuidados centrados à família, por parte dos enfermeiros de CSP. Resultados: Sobre o relatório, emergem as atividades desenvolvidas para a concretização das competências gerais e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de ESF, que advêm do percurso desenvolvido ao longo do estágio. Relativamente ao projeto de investigação, a maioria dos participantes é do género feminino, com uma média de idades compreendia em 50,306 anos e tempo de experiência profissional média de 27,796 anos, são licenciados e trabalham em contexto de USF. Não se verificaram associações estatisticamente significativas entre as variáveis sociodemográficas e profissionais e as atitudes observadas na amostra em relação à família enquanto foco de cuidados. Relativamente às crenças dos participantes, foram identificados obstáculos de natureza cultural, familiar, comunicacional e ética, e como estratégias para a sua superação a adoção da prática baseada na evidência e a implementação de uma abordagem holística aos cuidados. Como consequências positivas do uso das crenças na prática clínica, destacam-se: Promoção de boas práticas em saúde; fortalecimento da comunicação e o maior envolvimento da família nos cuidados. Por fim, a conceptualização de família enquanto foco de cuidados foi categorizada em três dimensões: Família como unidade de cuidados, família como recurso e parceira no processo de cuidar e família como fonte de empoderamento. Conclusão: O presente relatório sistematiza o percurso formativo realizado na USF onde decorreu o estágio, sustentado nos objetivos gerais e específicos preconizados, evidenciando o processo de aquisição e consolidação de competências no âmbito da Enfermagem Comunitária na área da ESF. Relativamente ao projeto de investigação, os resultados indicam não existir associação entre as características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros e as atitudes face à família enquanto foco de cuidados. Simultaneamente, demonstram que a presença de crenças e atitudes favoráveis à centralidade da família favorece a adoção de práticas clínicas concordantes com as orientações normativas nacionais e internacionais, promovendo a sua integração efetiva no processo de cuidar. Implicações para a prática clínica: Face às condicionantes identificadas, os achados reforçam a necessidade de investir em estratégias formativas e de suporte à prática que facilitem a integração sistemática da família nos cuidados de enfermagem, bem como na conceção e implementação de instrumentos e indicadores específicos que permitam monitorizar e evidenciar o impacto das crenças e atitudes dos profissionais na qualidade dos cuidados, particularmente no contexto da ESF.
  • ATITUDE DOS ENFERMEIROS PERANTE A FAMÍLIA NOS CUIDADOS DE SAÚDE
    Publication . Travassos, Inês Filipa Freitas; Frade, João Manuel Graça
    Enquadramento: A família assume um papel essencial na vida de cada individuo nas diversas fases de vida, sendo a base nos momentos de crise, transição ou no processo de saúde-doença. Os desenvolvimentos da ciência e da profissão de enfermagem tem demonstrado que o enfermeiro deve reconhecer a família como unidade de cuidados e como elemento ativo nesse processo sendo parte integrante dos cuidados de enfermagem. (Oliveira et al,2011). As atitudes dos enfermeiros afetam a disposição de interagir e envolver as famílias nos cuidados em enfermagem e o conhecimento das atitudes dos enfermeiros face à família ajuda-nos a compreender de que forma os enfermeiros contextualizam o individuo e os seus processos de saúde ou doença, no seu contexto familiar (Frade et al, 2021). Benzei et al (2008) definiu determinadas atitudes agrupadas em dimensões podendo ser positivas: (família como parceiro dialogante e recurso de coping e famílias como recurso nos cuidados de enfermagem) ou negativas (família como um fardo). Objetivos: Identificar a importância atribuída à família pelos enfermeiros no processo de cuidar; conhecer as atitudes que os enfermeiros adotam face à importância da família no processo de cuidar e associar as variáveis sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros com a prática de cuidados centrados na família. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo, analítico e correlacional que integrou uma amostra de 72 enfermeiros. O instrumento utilizado no questionário constituído por questões sociodemográficas e profissionais e a escala “Importância das Famílias nos Cuidados de Enfermagem-Atitude dos Enfermeiros” (IFCE-AE), validada para a população portuguesa por Oliveira, et al em 2009. Resultados: As atitudes de suporte positivas apresentaram médias superiores à atitude negativa, sendo que na “Família como parceiro dialogante e recurso de coping”, obteve-se uma média de 37,86, na dimensão “Família: recuso nos cuidados de enfermagem” a média foi de 32,68 e na dimensão “Família como um fardo” a média obtida foi de 8,694. As variáveis sociodemográficas e profissionais não são estatisticamente significativas para definir as atitudes dos enfermeiros perante a família, sendo que na sua maioria os valores de p eram superiores a 0,05. Conclusão: De forma geral os enfermeiros apresentam atitudes favoráveis ao envolvimento das famílias nos cuidados de enfermagem e atribuem elevada importância às mesmas no processo de cuidar.
  • ADESÃO AO REGIME TERAPÊUTICO EM UTENTES PORTADORES DE DIABETES TIPO2 EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS
    Publication . Canhoto, Carla Marina Serrenho; Rosa, Paulino Gomes
    Pretendeu-se neste relatório demonstrar a aquisição e consolidação da consciência profissional sobre o papel do enfermeiro especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar, assim como as competências adquiridas durante o processo de aprendizagem, visando a obtenção do exercício profissional especializado, durante a frequência dos estágios do curso de mestrado na área referida, numa unidade de saúde familiar. Em consonância com estas competências, definidas em regulamento próprio, foram estabelecidos dois objetivos gerais para o desenvolvimento da componente clínica: cuidar da família, enquanto unidade de cuidados, de cada um dos seus membros, ao longo do ciclo vital, aos diferentes níveis de prevenção, liderar e colaborar nos processos de intervenção no âmbito da enfermagem de saúde familiar. Foi ainda realizado dois processos formativos às enfermeiras da unidade do local de estágio, com a realização da ação de formação sobre “Ciclo vital da família” e “Documentação dos Cuidados, no âmbito da dimensão estrutural, no Programa de Saúde da Família do SClinico®” e com acompanhamento individualizado na documentação dos cuidados, através da supervisão clínica de pares a cada enfermeiro da equipa durante 4 semanas. Constatou-se que os enfermeiros aumentaram os seus conhecimentos, melhoraram a perceção de competência neste âmbito e mudaram as suas práticas na documentação dos cuidados. Realizou-se um estudo académico sobre a adesão ao regime medicamentoso ao utente portador de diabetes tipo 2, no sentido de promover a adesão ao regime terapêutico dos utentes desta unidade. Os objetivos do estudo são conhecer as características sociodemográficas dos utentes da amostra, caracterizar suas atitudes em relação ao regime medicamentoso e relacionar essas características com a adesão terapêutica. A metodologia envolve um estudo quantitativo, descritivo, analítico, correlacional e transversal, com uma amostra não probabilística por conveniência de utentes da unidade de saúde familiar B que são acompanhados nas consultas de diabetes. Os dados foram coletados online, aplicados online, questionários sociodemográficos e pela aplicação da escala de Medida de Adesão Terapêutica validada para a população portuguesa. Os resultados demonstram que a maioria dos utentes seguidos nas consultas de diabetes são idosos, do género feminino com baixa escolaridade e polimedicados. No entanto, existe uma melhoria significativa na adesão ao regime medicamentoso em comparação com outros estudos internacionais. Importa ainda salientar que a conjugalidade, em que ambos são portadores de diabetes mellitus tipo 2, parece contribuir positivamente para a adesão ao tratamento. A conclusão destaca a importância da educação terapêutica, formando subsídios para a prática da enfermagem familiar, promovendo a aquisição e mobilização de conhecimentos e competências resultando na melhoria da literacia em saúde e ganhos para a saúde das famílias e indivíduos. A formação proporciona uma visão mais ampla da saúde, foco na promoção de estilos de vida saudáveis e na prevenção das complicações da diabetes, com o intuito da melhoria da qualidade de vida das famílias e comunidades. Isso complementa o trabalho do enfermeiro de família, que não se limita ao tratamento, mas também à prevenção e à educação em saúde, o que é essencial para intervenções mais eficazes e para o acompanhamento contínuo da saúde dos indivíduos ao longo do ciclo de vida. As atividades desenvolvidas possibilitaram a aquisição de competências específicas do enfermeiro especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar, como a colheita de dados por meio de entrevista familiar sistémica e de instrumentos validados, o desenvolvimento de juízo crítico e da tomada de decisão, o planeamento dos cuidados em negociação com os membros das famílias, a intervenção com recurso a técnicas de intervenção sistémica e a avaliação dos cuidados.
  • A IMPORTÂNCIA DO CUIDAR: AS ATITUDES DOS ENFERMEIROS FACE ÀS FAMÍLIAS
    Publication . Roque, Ana Margarida Gaspar; Menino, Eva Patrícia da Silva Guilherme Menino
    Enquadramento: As atuais políticas de saúde reforçam a centralidade da família na prestação dos cuidados de enfermagem, reconhecendo que a saúde dos indivíduos está profundamente influenciada pelo seu contexto familiar. Neste sentido, a prática dos enfermeiros especialistas em Enfermagem de Saúde Familiar deve ser orientada por uma abordagem colaborativa, em parceria com a família, assumindo-a como unidade de cuidado. Esta forma de atuação tem-se revelado promissora, gerando ganhos significativos em saúde. Torna-se, por isso, fundamental compreender a importância que os enfermeiros atribuem à família no processo de cuidados, bem como identificar os fatores que influenciam essa perceção. Esta compreensão é essencial para promover uma prática mais consciente, eficaz e centrada na realidade familiar, contribuindo para o fortalecimento da saúde familiar como eixo estruturante dos cuidados de enfermagem. Compreender a perspetiva e as atitudes dos enfermeiros em relação à integração das famílias no processo de cuidar permitir-nos-á conhecer qual o caminho a percorrer na ciência de enfermagem para que a integração das famílias nos cuidados de enfermagem seja uma realidade efetiva em todas as áreas de intervenção do enfermeiro. (Frade et al, 2021) Objetivos: Identificar e descrever as atitudes dos enfermeiros face ao envolvimento das famílias nos cuidados, compreender qual a importância atribuída ao envolvimento da mesma e relacionar as atitudes com as características sociodemográficas e profissionais. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional e transversal. realizado a 29 enfermeiros da região norte do país. O instrumento de colheita de dados utilizado é composto por um questionário de caracterização sociodemográfica e profissional e pela escala Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem - Atitudes dos Enfermeiros (Oliveira et al.,2011). Resultados: A amostra foi composta por 29 enfermeiros, com uma média de idades de 44,45 anos. A maioria encontra-se casada ou em união de facto (82,8%) e possui, maioritariamente, o grau de licenciatura (75,9%). No que respeita ao título profissional, os enfermeiros generalistas representam a maioria (51,7%). Entre os especialistas, destacam-se as áreas de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica e Enfermagem de Reabilitação, ambas com uma representatividade de 20,7%. O contexto profissional dos participantes apresenta diversidade quanto à tipologia de unidade, sendo que a maioria exerce funções numa Unidade de Saúde Familiar, representando 55,2% da amostra. O tempo médio de exercício profissional é de 21,38 anos. Relativamente à formação em Enfermagem de Saúde Familiar, 62,1% dos enfermeiros referiram ter formação nesta área, sendo que, entre estes, a maioria realizou essa formação em contexto académico (38,9%). No que diz respeito às atitudes face à família nos cuidados de enfermagem, os resultados evidenciam uma postura de suporte e valorização da família como elemento central do processo de cuidados. A pontuação média total obtida na escala "Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros" foi de 85 pontos, com um desvio padrão de 7,85 refletindo uma atitude globalmente positiva da amostra face ao envolvimento da família nos cuidados. Conclusão: Embora não tenham sido encontradas associações estatisticamente significativas, os dados obtidos revelam que os enfermeiros inquiridos demonstram atitudes favoráveis e de apoio à família, reconhecendo e valorizando o seu papel no processo de cuidados. De forma geral, os resultados traçam um panorama encorajador quanto à integração da família nos cuidados de enfermagem, refletindo uma predisposição positiva por parte dos profissionais. Apesar da ausência de resultados com significância estatística, as tendências identificadas sugerem a importância de se reforçar estratégias formativas e institucionais que promovam práticas de enfermagem cada vez mais inclusivas e centradas na realidade familiar dos utentes. Este caminho poderá contribuir para uma maior consolidação do papel da família como parceira no processo terapêutico e para a melhoria dos resultados em saúde.
  • Atitudes dos enfermeiros na parceria de cuidados com a família
    Publication . Barbosa, Vera Patrícia Caldeira; Frade, João Manuel Graça
    ENQUADRAMENTO: O desenvolvimento da ciência e da prática da enfermagem tem conduzido ao reconhecimento da família como um alvo central e participante ativo nos cuidados de saúde. As atitudes dos enfermeiros durante a intervenção terapêutica com as famílias refletem a sua perceção sobre a importância da integração familiar no processo de cuidar (Oliveira et al., 2011). Essas atitudes influenciam diretamente a disposição dos profissionais em envolver as famílias, sendo fundamentais para compreender como contextualizam o indivíduo no seio familiar em situações de saúde ou doença (Frade et al., 2021). Benzein et al. (2008) categorizou essas atitudes em dimensões positivas — como ver a família como parceira e recurso nos cuidados de enfermagem — e negativas, como considerar a família um fardo. Conhecer estas perspetivas é essencial para definir caminhos a seguir na enfermagem, de forma a garantir a inclusão efetiva das famílias em todas as áreas de intervenção profissional (Frade et al., 2021). OBJETIVOS: Conhecer as caraterísticas sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros, caraterizar as atitudes dos enfermeiros na abordagem à família como parte integrante no processo de cuidados e relacionar as caraterísticas sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros com as suas atitudes, no envolvimento e participação da família no processo de cuidados. METODOLOGIA: Estudo quantitativo, descritivo, analítico, correlacional e transversal, numa amostra não probabilística por conveniência. O instrumento utilizado foi um questionário constituído por questões sociodemográficas e profissionais e a escala “Importância das famílias nos cuidados de enfermagem – Atitudes dos enfermeiros” (IFCE-AE), validada em 2009 para a população portuguesa por Oliveira et al. (2011). RESULTADOS: Amostra constituída por 42 enfermeiros de CSP, distribuída pelas seguintes unidades funcionais: USF (52,4%), UCSP (33,3%) e UCC (14,3%). A maioria constituída pelo género feminino, casados e com uma média de 48 anos de idade. O tempo de exercício profissional médio é de 25 anos, 47,6% com uma especialização e 50% com formação na área de Enfermagem de Saúde Familiar. Estes enfermeiros apresentam atitudes de parceria nos cuidados com a família, com uma pontuação média total de 83,14 pontos na escala IFCEAE. CONCLUSÃO: Os enfermeiros apresentam atitudes de apoio em relação à integração da família nos cuidados de enfermagem. Em relação às caraterísticas sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros foi verificado que existe evidência estatística significativa entre atitudes mais positivas na parceria da família nos cuidados de enfermagem e a idade, o grau académico, o tempo de exercício profissional e a formação em enfermagem de saúde familiar.
  • Conhecimento sobre sexualidade e a comunicação na Família com filhos adolescentes dos 12 aos 15 anos
    Publication . Silva, Rita Menino; Menino, Eva Patrícia da Silva Guilherme
    O enfermeiro de família estabelece uma interação estruturada e dinâmica com a família, aplicando um pensamento crítico sobre a saúde familiar. Através da recolha e análise de dados, identifica problemas, formula diagnósticos de enfermagem e define objetivos, planeando a intervenção de forma colaborativa ao longo do ciclo vital da família. A adolescência caracteriza-se pela procura de identidade, aumento da independência e reorganização das relações familiares, representando momentos de vulnerabilidade, mas também de oportunidade para intervenções de enfermagem facilitadoras dessas mudanças, promovendo uma adaptação saudável, nomeadamente a nível da sexualidade. Assim, foi realizado um estudo quantitativo, com o objetivo de identificar a relação entre o nível de conhecimento sobre sexualidade e a comunicação em Educação Sexual na Família com os filhos adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos. Os resultados do estudo que ilustra a prática baseada na evidência indicam que as principais áreas em que o Enfermeiro de Família deve intervir junto das famílias são: conhecimentos sobre as temáticas “Infeções Sexualmente Transmissíveis, VIH/SIDA” e “Primeira relação sexual e preocupações sexuais”. Resulta ainda a necessidade de fortalecer o conhecimento sobre temáticas: contraceção e práticas seguras, prevenção da gravidez, sexualidade e prazer sexual; trabalhar a utilização oportuna das estratégias de comunicação manipulativa e assertiva; desmistificar mitos, preocupações sobre a sexualidade junto das famílias, mães e pais. Torna-se, assim, premente organizar a resposta no domínio dos cuidados de Enfermagem de Saúde Familiar para ir ao encontro das necessidades identificadas. Este relatório possibilitou a consolidação da perceção profissional acerca do papel do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar, assim como evidenciar as competências adquiridas ao longo dos estágios. Através de uma abordagem descritiva e crítico-reflexiva, são apresentadas as atividades desenvolvidas, bem como o desenvolvimento de competências no âmbito pessoal e profissional do Enfermeiro Especialista.
  • Acolhimento das Famílias nos Cuidados de Enfermagem: Um Olhar Sobre as Atitudes dos Enfermeiros de Cuidados de Saúde Primários
    Publication . Pereira, Filipa Vieira Neto; Frade, João Manuel Graça
    Enquadramento: A participação da família no processo de cuidados constitui um fator potenciador de ganhos em saúde, sendo a atitude dos enfermeiros, face a esse envolvimento, influenciada por uma diversidade de fatores contextuais, profissionais e individuais (Ferreira & Kraus, 2023). Para que os cuidados de enfermagem se centrem na família, enquanto objeto de intervenção, é fundamental o reconhecimento da sua multidimensionalidade e das suas competências como unidade auto-organizada, face aos processos de transição (Oliveira et al. 2011). Compreender a perspetiva dos enfermeiros relativamente à inclusão das famílias nos cuidados de enfermagem permitirá identificar os principais desafios e progressos requeridos no âmbito da ciência de enfermagem. Nesse sentido, pretende-se assegurar que a participação ativa das famílias se constitua como uma prática efetiva e transversal, em todas as áreas de intervenção do enfermeiro, independentemente da sua área de especialidade (Frade et al. 2021). Objetivo: Compreender as atitudes dos enfermeiros de cuidados de saúde primários, no acolhimento familiar nos cuidados de enfermagem e entender a relação entre as variáveis sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros e as essas atitudes. Metodologia: Foi realizado um estudo inserido no projeto CuidarFam, de natureza quantitativa, com abordagem observacional, descritiva, analítica e transversal, implementado de forma pública, a 30 enfermeiros, através das redes digitais, direcionado aos enfermeiros de cuidados de saúde primários, das unidades locais de saúde da região centro (exceto a ULS Região de Leiria) e sul. Foi utilizado um instrumento de colheita de dados composto por um questionário de caraterização sociodemográfica e profissional e pela escala da Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros (Oliveira et al. 2011). Resultados: A maioria dos enfermeiros participantes é do género feminino, com média de idade de 43,17 anos, casados ou em união de facto, licenciados ou com grau de mestre e, em grande parte, com especialização em enfermagem. Têm, em média, 19,77 anos de exercício profissional, trabalham predominantemente em Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados e possuem formação em Enfermagem de Família. Conclusões: Os enfermeiros apresentam atitudes de acolhimento à família nos cuidados de enfermagem, avaliado através da escala da Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros. Verificou-se que a idade e o tempo de exercício profissional dos enfermeiros têm impacto na atitude de acolhimento da família nos cuidados de enfermagem.
  • A Intervenção do Enfermeiro de Saúde Familiar na Promoção do Aleitamento Materno: Uma Revisão Sistemática da Literatura
    Publication . Louro, Juliana Isabel Sá Pereira; Frade, João Manuel Graça
    O presente documento apresenta o Relatório Final de Estágio realizado numa Unidade de Saúde Familiar (USF), onde tive a oportunidade de desenvolver e adquirir as competências do enfermeiro especialista em enfermagem comunitária na área de enfermagem de saúde familiar. A sua elaboração tem a finalidade de integrar o conhecimento adquirido e desenvolvido ao longo do período teórico e nos ensinos clínicos precedentes, numa perspetiva de compreensão da importância da enfermagem de saúde familiar na obtenção de ganhos em saúde junto dos utentes, das famílias e das comunidades. Engloba um estudo em forma de revisão sistemática da literatura, através do qual procurei analisar e sintetizar os resultados dos estudos mais relevantes sobre as estratégias de intervenção empregadas pelos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Familiar na promoção do aleitamento materno para uma prática baseada em evidência científica. O aleitamento materno proporciona às crianças o melhor começo de vida, pois é a melhor fonte de nutrição para o bebé e, simultaneamente, um método barato e seguro. Para além disso, traz benefícios para toda a vida: reforça o desenvolvimento do cérebro, previne vários tipos de infeção, reduz o risco de alergias, faz com que o bebé tenha uma melhor adaptação a outros alimentos e é importante para prevenir doenças como a diabetes e os linfomas. Para a mãe o aleitamento materno tem vantagens, dado que, facilita uma involução uterina mais precoce, reduz a probabilidade de contrair cancro da mama e permite sentir o prazer de amamentar. É de consenso mundial que o aleitamento materno é a melhor maneira de alimentar as crianças até aos 6 meses de vida. A amamentação deve ser iniciada na primeira hora de nascimento e continuada até aos 2 ou mais anos de idade. Compete aos profissionais de saúde promoverem ajuda às mães que querem iniciar e manter o aleitamento materno. A promoção do aleitamento materno é a intervenção de saúde pública mais eficaz, constituindo um direito humano, que deve ser protegido e promovido, das mães e dos seus bebés. Em Portugal não há total conhecimento sobre a prevalência e duração do aleitamento materno e a informação disponível estimou em 21,8% o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses. No reconhecimento do cumprimento de um conjunto de práticas favoráveis à promoção e manutenção do aleitamento materno, cabe ao Serviço Nacional de Saúde, perseguir a meta do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável de que até 2030 a taxa de aleitamento materno exclusivo seja de 50 %. (Despacho n.º 13056/2023, de 20 de dezembro).
  • Enfermeiro / Família: Parceiros no Cuidar – Importância da Família
    Publication . Martins, Olga Maria Guerreiro; Frade, João Manuel Graça
    Este relatório discute a crescente importância da enfermagem especializada em saúde familiar, reconhecendo-a como essencial nos vários contextos de cuidados de saúde. Destaca-se a necessidade de os enfermeiros adotarem uma abordagem sistémica centrada na família para promover, manter e recuperar a saúde das famílias. Os objetivos do estudo são conhecer as características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros, caracterizar suas atitudes em relação à família como parte integrante do processo de cuidados e relacionar essas características com suas atitudes. A metodologia envolve um estudo quantitativo, descritivo, analítico, correlacional e transversal, com uma amostra não probabilística por conveniência de enfermeiros em Cuidados de Saúde Primários e Cuidados de Saúde Diferenciados. Os dados foram coletados por meio de questionários sociodemográficos e da aplicação da escala "Importância das famílias nos cuidados de enfermagem - Atitudes dos enfermeiros" (IFCE-AE). Os resultados mostram que os enfermeiros têm atitudes de apoio em relação à família como parte dos cuidados de enfermagem. A conclusão destaca a importância dessas atitudes de suporte para a prática da enfermagem familiar e os ganhos em saúde das famílias e indivíduos. Acrescentar que, perante o estudo e a minha experiência profissional destaco que quanto maior a formação a nível especializado o enfermeiro tenha presente, maior a importância que este fornece à presença das famílias nos cuidados de enfermagem. O que dá significado à necessidade de maior formação nesta área e o valor que acrescenta ao desenvolvimento pessoal e profissional do formando. A formação proporciona uma visão mais ampla da saúde, focando na prevenção, promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida das famílias e comunidades. Isso complementa o trabalho do enfermeiro de família, que não se limita ao tratamento, mas também à prevenção e à educação em saúde, o que é essencial para intervenções mais eficazes e para o acompanhamento contínuo da saúde dos indivíduos ao longo do ciclo de vida.