ESECS - Mestrado em Educação Especial - Domínio Cognitivo-Motor
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESECS - Mestrado em Educação Especial - Domínio Cognitivo-Motor por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais::Ciências da Educação"
A mostrar 1 - 10 de 56
Resultados por página
Opções de ordenação
- A brincar aprendemos a incluir: o papel dos Jogos motores na promoção da inclusão no pré- EscolarPublication . Oliveira, Cristiana Gameiro; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraO presente projeto aborda a inclusão de crianças em idade préescolar, com foco na implementação de um programa de intervenção baseado em jogos motores. O objetivo foi avaliar o impacto dessa intervenção (inclusão inversa) na competência motora, nas atitudes de inclusão e na perceção de competências de crianças com deficiência no contexto da educação pré-escolar. Foi desenvolvido um programa de 8 sessões (45 minutos), ao longo de 4 semanas, com a participação de 18 crianças (5 anos), pertencentes a uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) no concelho da Figueira da Foz. As crianças participaram em jogos adaptados que simulavam limitações sensoriais e motoras, promovendo assim a inclusão inversa. O projeto também utilizou quadras temáticas sobre diferentes deficiências, facilitando a compreensão das crianças sobre essas condições. Para avaliar atitudes de inclusão e perceção de competências, foi aplicado um questionário (em processo de validação), previamente utilizado para esta faixa etária (Sales et al., 2024). A competência motora foi avaliada através da bateria de testes Motor Competence Assessment MCA (Rodrigues et al., 2022). A satisfação com as atividades foi igualmente avaliada. Cada criança recebia um cartão branco para colocar numa caixa representando final do programa, o questionário inicial foi reaplicado, permitindo comparação entre os dois momentos. Os resultados revelaram melhorias significativas na perceção de competências e na competência motora, sobretudo nos testes de transferência de plataformas, saltos laterais, salto horizontal a pés juntos e shuttle run. Verificou-se também uma elevada taxa de O estudo evidencia que intervenções com jogos motores adaptados favorecem aprendizagens importantes sobre inclusão e promovem o desenvolvimento da competência motora. O jardim de infância tem um papel essencial na promoção de valores inclusivos desde cedo. Conclui-se que trabalhar o tema da inclusão de forma precoce e contínua contribui para a formação de crianças mais empáticas, conscientes e preparadas para viver em sociedade.
- A Expressão Dramática/Teatro enquanto Estratégia Pedagógica no Desenvolvimento de Competências Socioemocionais em Alunos com Perturbação do Desenvolvimento IntelectualPublication . Ruivo, Elsa Sofia Martinho; Proença, Ana Paula Coelho PinaA presente investigação insere-se no relatório de projeto do Mestrado em Educação Especial - Domínio Cognitivo e Motor e enquadra-se no âmbito da educação inclusiva, destacando desta forma, a necessidade de práticas pedagógicas que valorizem a diversidade e promovam o desenvolvimento integral de todos os alunos, em particular dos jovens com Perturbação do Desenvolvimento Intelectual (PID)*. Neste contexto, o estudo centra-se na promoção das competências socioemocionais, reconhecidas como fundamentais para a autonomia, o bem-estar e a integração social destes alunos. Partindo do enquadramento teórico do modelo de Social and Emotional Learning (SEL), que organiza as competências socioemocionais em cinco domínios — autoconsciência, autorregulação, consciência social, competências de relacionamento e tomada de decisão responsável —, esta investigação explora o potencial da Expressão Dramática/Teatro enquanto estratégia pedagógica promotora dessas competências. Considerando as dificuldades frequentemente apresentadas pelos alunos com Dificuldades Intelectuais e de Desenvolvimento (DID) ao nível da comunicação, interação social e regulação emocional, a utilização de metodologias ativas e artísticas revela-se particularmente pertinente. O estudo desenvolve-se através de uma abordagem de investigação-ação, assente num estudo de caso realizado com um grupo de jovens integrados no ensino público e abrangidos por Programas Educativos Individuais, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 54/2018. A intervenção pedagógica, implementada como área substitutiva do currículo, baseou-se em atividades de expressão dramática, incluindo jogos dramáticos, improvisação e dramatização, visando a promoção intencional das competências socioemocionais. Os resultados obtidos evidenciam contributos positivos da intervenção ao nível do desenvolvimento socioemocional dos participantes, reforçando o papel da expressão dramática como instrumento facilitador da aprendizagem e da inclusão. O estudo sublinha ainda a importância da integração das artes no currículo como estratégia para a construção de práticas educativas flexíveis e significativas. Embora se reconheçam limitações inerentes ao contexto e à natureza do estudo, conclui-se que a Expressão Dramática/Teatro enquanto estratégia educativa constitui uma ferramenta pedagógica eficaz na promoção das competências socioemocionais em alunos com Dificuldades Intelectuais e de Desenvolvimento, contribuindo para o seu desenvolvimento global e para a concretização de uma escola verdadeiramente inclusiva.
- A MATEMÁTICA E OS JOGOS TRADICIONAIS PORTUGUESES E BRASILEIROS: Uma proposta de intervenção inclusiva no 1.º CEBPublication . Barbosa, Márcio Soares; Oliveira, Ana Margarida Fernandes de; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraEste relatório de Mestrado em Educação Especial visou a apresentação de uma proposta de intervenção como ferramenta pedagógica que integra conceitos matemáticos em jogos tradicionais portugueses e brasileiros. O objetivo central deste trabalho visou estudar a adaptação desses jogos para aumentar o interesse das crianças nas aprendizagens matemáticas, trabalhando, em conjunto, elementos que possam garantir a acessibilidade de todos, independentemente de suas particularidades. Após a revisão de literatura sobre o tema, foram identificados jogos e possíveis adaptações aos mesmos, de forma a poderem trabalhar os conteúdos pretendidos e identificados. Foi levada a cabo uma Sessão Piloto com uma turma do 3º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico, com 21 alunos entre 8 e 9 anos de idade (13 meninos e 8 meninas, sendo 4 alunos com necessidades educativas específicas). A sessão piloto correu de forma muito positiva, destacando-se por validar a proposta como ferramenta pedagógica e inclusiva, adequada para agregar os jogos tradicionais ao ambiente escolar de maneira dinâmica e envolvente. Além disso, procurou-se testar a sua viabilidade e adequação para os alunos, analisando o nível de satisfação da turma com as atividades. Assim, este trabalho buscou demonstrar que a matemática pode ser ensinada de forma atrativa e acessível, desconstruindo paradigmas tradicionais de ensino, compreendendo que este pode ser algo atrativo e interessante tanto para alunos quanto para professores.
- Acompanhamento e apoio individual diário em crianças com autismo na educação pré-escolarPublication . Carreira, Adriana Maria Paulo; Fonseca, Marta Sofia Abreu daO presente relatório intitulado “Acompanhamento e apoio individual diário em crianças com autismo na educação pré-escolar” insere-se no âmbito do Mestrado de Educação Especial – Domínio Cognitivo-Motor, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria. O estudo pretende entender de que forma é que o acompanhamento e o apoio individual diário de assistentes operacionais – auxiliares de ação educativa – contribuem para o desenvolvimento nas crianças com perturbação do espetro do autismo em educação pré-escolar, de acordo com a perceção dos educadores de infância, professores de educação especial e assistentes operacionais. Os objetivos do estudo são descrever as ações de assistentes operacionais para com as crianças com autismo em salas de educação pré-escolar, identificar a necessidade de assistentes operacionais no acompanhamento e apoio para com crianças com autismo em educação pré-escolar, analisar o contributo de assistentes operacionais no desenvolvimento das crianças com autismo em educação pré-escolar, de acordo com a perceção dos educadores de infância, professores de educação especial e assistentes operacionais e valorizar a função de assistente operacional no acompanhamento e apoio individual da criança com autismo em salas de educação pré-escolar. A metodologia utilizada seguiu uma abordagem qualitativa, considerando-se um estudo de caso, em que se utilizou a pesquisa qualitativa e inquéritos por entrevista, mais especificamente, entrevistas semiestruturadas. A recolha de dados foi realizada em escolas de educação pré-escolar, ao pessoal docente e não docente, que se encontrava em interação com as crianças com perturbação do espetro do autismo, pertencentes a um agrupamento da Região Centro de Portugal. Os resultados do estudo demonstram que as assistentes operacionais - auxiliares de ação educativa -, realizam trabalho de acompanhamento e auxílio a todas as crianças numa vertente evolutiva da autonomia e independência das crianças. Quando têm o papel de assistente de acompanhamento e apoio individual a crianças com perturbação do espetro do autismo trabalham em parceria com os educadores de infância e o docente de educação especial. É analisado a necessidade destes profissionais na resposta às particularidades das crianças com autismo, principalmente quando pertencentes a grupos numerosos. Também se verificou que a presença deste profissional de apoio individual transmite segurança e confiança, é essencial em momentos do dia-a-dia, contribui na socialização e no auxílio em atividades externas. Os participantes do estudo demonstram relevância ao ter estes profissionais ao seu lado no trabalho de educação e intervenção com as crianças com perturbação do espetro doa autismo, destacando-se a importância de formação específica e perfil adequado.
- ADAPTAÇÃO DE RECURSOS EDUCATIVOS DE CIÊNCIAS PARA CRIANÇAS SURDAS DO 1.º CEBPublication . Batista, Carolina Beatriz Santos Carvalho; Oliveira, Ana Margarida FernandesO ensino das Ciências, desde os primeiros anos de escolaridade, deve assumir características particulares capazes de contribuir para o desenvolvimento da literacia científica de todas as crianças. Esta necessidade é extensível também às crianças surdas, para as quais é fundamental adaptar recursos educativos. É neste sentido que surge o presente estudo, em colaboração com o projeto “Programa de Ensino Experimental das Ciências” para o 1.º Ciclo do Ensino Básico. Definiu-se como objetivo principal adaptar, testar e avaliar recursos educativos de ciências com Língua Gestual Portuguesa. Através do método Educational Design Research, constituiu-se uma equipa multidisciplinar, nomeadamente, um biólogo, uma professora surda de Língua Gestual Portuguesa, uma investigadora de Didática das Ciências, as professoras em contexto escolar (a professora titular de turma, a professora de Língua Gestual Portuguesa e professora de Educação Especial) e as respetivas crianças, que colaboraram no desenvolvimento e implementação destes recursos, através de ciclos iterativos. Este estudo contou com a participação de três crianças do 1.º Ciclo de uma Escola de Referência para a Educação Bilingue de Alunos Surdos da rede pública do Ministério da Educação. Adaptaram-se recursos educativos de sete atividades de ciências biológicas, nomeadamente, 220 cartas, 35 bases, 35 cartazes, 8 propostas de registo e ainda se criou um dicionário de ciências ilustrado e gestuado, com mais de 250 cartões. A intervenção ocorreu ao longo de cinco semanas, com sessões com duração de duas horas e 30 minutos. Para efeitos da monitorização das aprendizagens das crianças, registaram-se as suas ideias prévias relativas aos temas abordados e preencheram-se os instrumentos de registo de avaliação. Também se utilizou o inquérito por questionário para averiguar a opinião das crianças e professoras participantes. Os resultados revelam que as crianças participantes aprenderam ciências e Língua Gestual Portuguesa com as sessões dinamizadas e através dos recursos criados e adaptados. Quanto à opinião das crianças participantes, estas referem que se sentiram alegres após cada sessão. As professoras cooperantes admitiram as possibilidades educativas destes recursos para o ensino inclusivo, referindo serem um auxílio importante para as suas práticas neste contexto. Desta forma, entende-se que este estudo é um contributo importante para um ensino inclusivo, em particular na área das ciências, disponibilizando-se recursos validados e de livre acesso com o objetivo de assegurar uma aprendizagem de ciências com qualidade e acessível a todas as crianças.
- Adaptação e Inclusão Académica de Alunos Estrangeiros Hispano-falantes: para além da (Inter)compreensão de LínguasPublication . Araya, Esteban Adrian Cáceres; Santos, Maria João Sousa Pinto dos; Barbeiro, Luís Filipe TomásA presente investigação incide nas experiências de estudantes hispano-falantes, em relação à sua adaptação e inclusão numa instituição do ensino superior portuguesa, no quadro da intercompreensão linguística (IC) entre espanhol e português. Quando as línguas em contacto são bastante semelhantes, como é o caso do espanhol e do português, a proximidade linguística constitui um fator que potencia a (inter)compreensão. Contudo, ainda há outros fatores fulcrais que podem favorecer ou dificultar o processo de adaptação durante o percurso académico. Fatores psicológicos, sociais e afetivos tornam-se relevantes quando surgem dificuldades durante o processo de aprendizagem e inclusão, quer considerando quer o contexto académico, quer o contexto social. Este estudo teve como objetivos caracterizar o processo de adaptação e inclusão dos estudantes hispano-falantes, identificar dificuldades e estratégias ativadas para as superar e caracterizar do grau de consecução comunicativa percecionado pelos próprios, tendo por base a intercompreensão entre o espanhol e o português. A amostra não probabilística, sendo constituída por seis estudantes do Equador, que frequentam cursos de licenciatura na instituição portuguesa e já têm um ano de experiência neste contexto académico. Anteriormente, tinham conhecimentos da língua portuguesa. A investigação apresenta um caráter qualitativo, sob um paradigma descritivo-interpretativo, concretizado através de um estudo de casos múltiplos, por meio de entrevistas individuais semiestruturadas. Os resultados da análise colocam em relevo a existência de dificuldades de adaptação ao contexto académico e a perceção de pouca ou nenhuma inclusão fora do contexto curricular, tanto por parte dos colegas como dos professores. Também salientam a realização de conquistas no plano pessoais, designadamente maior independência, autodisciplina, auto-organização e regulação emocional. No domínio linguístico, a pronúncia e a gramática emergem como os domínios em que os sujeitos percecionam maiores dificuldades.
- Ansiedade e autoconceito em crianças com dislexiaPublication . Lourenço, Mariana Neves; Fonseca, Marta Sofia Abreu daO presente projeto parte de uma problemática designada de perturbação de aprendizagem específica ao nível da leitura, mais concretamente a dislexia. Nas últimas décadas, esta perturbação, associada ao insucesso escolar, tem sido o foco de alguns estudos derivados da controvérsia que existe sobre a sua origem e as suas causas. A literatura existente remete para valores elevados de ansiedade e um baixo autoconceito como variáveis que interferem na aprendizagem em alunos que estão inseridos num processo de ensino dito normal. Por considerar pertinente o tema, esta investigação tem como objetivo analisar as diferenças da ansiedade e do autoconceito em crianças e adolescentes com e sem perturbação de aprendizagem específica (PAE). A amostra do estudo envolve 31 crianças e adolescentes, sendo 20 raparigas (64,5%) e 11 rapazes (35,5%), com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos (M=12,55 anos; DP=1,41), das quais 22 com perturbação de aprendizagem específica (M=13,44 anos; DP=2,35) e 11 sem perturbação de aprendizagem específica (M=12,18 anos; DP=0,50). Os instrumentos de avaliação utilizados são: um Questionário Sociodemográfico; o State-Trait Anxiety Inventory for Children (STAIC, Matias, 2004) e a Escala de Autoconceito de Piers-Harris para Crianças (PHCSCS-2, Veiga, 2006). Os resultados obtidos neste estudo indicam existir diferenças estatisticamente significativas na ansiedade e no autoconceito entre os dois grupos em estudo, no entanto as crianças e adolescentes com PAE apresentam menos ansiedade-estado e um autoconceito menos elevado do que as crianças e adolescentes sem PAE. É de referir também que se verificam correlações positivas entre a ansiedade-estado e o autoconceito em ambos os grupos, podendo manifestar-se em situações consideradas como desconhecidas ou não familiares. Para além dessas, o grupo sem PAE apresenta uma correlação negativa entre a ansiedade-traço e o autoconceito, no domínio da popularidade, demonstrando assim a relevância do autoconceito na vida do sujeito. Os resultados permitem concluir que as crianças e adolescentes com PAE são mais ansiosas e têm um autoconceito mais baixo, em relação às crianças e adolescentes sem PAE. Apesar deste estudo evidenciar algumas limitações, contribui para o desenvolvimento do conhecimento sobre a ansiedade e o autoconceito em crianças e adolescentes com dislexia, comparativamente com crianças e adolescentes sem esta problemática.
- Aptidão física, competência motora e qualidade de vida em jovens com DIDPublication . Cosme, Vânia Patrícia Franco; Antunes, Raúl de Sousa Nogueira; Matos, Rui Manuel Neto eO comportamento sedentário é uma característica da população portuguesa e contribui para que seja considerada a mais sedentária da Europa, com cerca de 73% dos inquiridos a referir nunca praticarem atividade física regular. Esta realidade também se verifica em pessoas com DID e, tal como na população normativa, tem repercussões negativas na saúde física, mental, psicológica e qualidade de vida destas pessoas. Face ao exposto, o presente estudo tem como objetivo analisar o efeito de um programa de intervenção de 8 semanas, baseado na modalidade de futebol, ao nível da aptidão física, competência motora e qualidade de vida de pessoas com DID. A amostra foi constituída por 27 participantes com DID, com idades compreendidas entre os 17 e os 54 anos (M = 31,81 ± 11,50), e posteriormente dividida em grupo experimental (n = 10; M = 25,90 ± 8,02) e de controlo (n = 17; M= 31,29 ± 11,99). Todos os participantes do estudo foram avaliados antes e depois da intervenção, com o objetivo de verificar a existência alterações nas variáveis estudadas. Para o efeito foram aplicados os seguintes testes: força de preensão manual com recurso ao dinamómetro (ACSM, 2021) e teste sentar e levantar da bateria de testes de Fullerton (Rikli & Jones, 1999), para avaliar a aptidão física; Wall Drop Punt Kick & Catch - WDPK&C (Matos et al., 2021) e 3 subtestes do Motor Competence Assessment - MCA (Rodrigues et al., 2022) para avaliar a competência motora e, para avaliar a Qualidade de Vida, Escala Pessoal de Resultados (EPR) – autorrelato (Simões et al., 2017). Os resultados obtidos revelam a existência de diferenças significativas e positivas nas variáveis aptidão física - teste sentar levantar; competência motora – salto lateral; Qualidade de Vida – domínio participação social, domínio bem-estar e Índice Global Id e competência motora – saltos laterais, permitindo afirmar que o programa de intervenção de 8 semanas teve impacto nas melhorias verificadas. Concluímos por isso que o acesso à prática desportiva regular por parte de pessoas com DID, nomeadamente a prática da modalidade de futebol, parece ter um efeito positivo nas variáveis aptidão física, competência motora e qualidade de vida, e pode contribuir para a inclusão e participação destas pessoas na sociedade.
- As tecnologias digitais como ferramenta pedagógica diferenciada nas aulas de Geografia: uma proposta de planificação para alunos com PHDAPublication . Simões, Rute Sofia Alves; Oliveira, Ana Margarida Fernandes deEste projeto de investigação procura promover a inclusão dos alunos com diagnóstico de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) no contexto educativo, recorrendo, para isso, à utilização das tecnologias digitais no ensino da Geografia. Reconhecendo que a PHDA interfere de forma significativa com a atenção, com o envolvimento e com a autorregulação dos alunos com este diagnóstico, este estudo procurou analisar as perceções e as práticas dos professores relativamente às tecnologias digitais, enquanto recurso facilitador da aprendizagem e da inclusão destes alunos. Para atingir o objetivo, foi aplicado um questionário a docentes de Geografia, com o intuito de identificar os principais desafios enfrentados em sala de aula associados à PHDA, as estratégias pedagógicas utilizadas e o grau de integração das tecnologias digitais na prática docente. A análise descritiva dos dados revelou que os docentes reconhecem a hiperatividade e a desatenção como desafios frequentes e consideram que as tecnologias digitais, para além de possibilitarem o acesso aos conteúdos, promovem a motivação e o envolvimento dos alunos. No entanto, entre a perceção positiva do contributo das tecnologias e a sua utilização prática, registou-se uma discrepância, uma vez que estas são utilizadas maioritariamente em abordagens expositivas e para a avaliação formativa. A partir dos resultados obtidos, apresenta-se uma proposta de planificação pedagógica da subunidade “Riscos e catástrofes naturais” do currículo de Geografia do 9.º ano de escolaridade, fundamentada nos princípios da diferenciação pedagógica e do Desenho Universal para a Aprendizagem. Esta proposta articula intencionalmente metodologias ativas, trabalho colaborativo, tecnologias digitais e avaliação contínua, com o objetivo de promover práticas mais inclusivas e favorecer a melhoria das aprendizagens dos alunos com PHDA.
- Atitudes dos Professores de Educação Física face à Inclusão de alunos com deficiência motora nas suas aulasPublication . Marques, Milene Filipa dos Reis; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraIncluir alunos com deficiência na Educação Física ainda é um dos principais desafios da escola pública atual, em que o princípio da equidade frequentemente entra em conflito com limitações e preconceitos enraizados. Este estudo teve como objetivo compreender e caracterizaras as atitudes dos professores de Educação Física (dimensões cognitiva, afetiva e comportamental), em relação à inclusão de alunos com deficiência motora, numa amostra de professores de Educação Física que exercem a sua atividade profissional há pelo menos 1 ano, em Portugal. Adicionalmente foram igualmente realizadas comparações entre grupos, nomeadamente entre homens e mulheres bem como entre os que tinham até 10 anos de experiência e os que tinham mais de 10 anos de experiência profissional, relativamente às três dimensões das atitudes de inclusão dos professores. Foi aplicada a Escala de Atitudes Multidimensionais em relação à Educação Inclusiva, traduzido e validado para português por Silva , 2019 a uma amostra de 57 professores de Educação Física a lecionar em diferentes níveis de ensino, em escolas públicas portuguesas. Destes, 31 são do sexo feminino e 26 do sexo masculino, com idades entre os 26 e os 57 anos. A análise estatística envolveu procedimentos descritivos e inferenciais, permitindo identificar tendências e diferenças significativas entre grupos. Os resultados indicam, de forma geral, uma atitude positiva face à inclusão, especialmente ao nível cognitivo. Verificou-se ainda que não houve diferenças entre homens e mulheres em nenhuma das dimensões analisadas. Já no que se refere á comparação em função dos anos de experiência, verificou-se que, na dimensão cognitiva há diferenças estatisticamente significativas, com os professores mais experientes a terem valores superiores.
