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- Fear of Falling and Eye–Segmental Coordination in Portuguese Elderly Participants Enrolled in a Community Physical Exercise ProgrammePublication . Inácio Coelho, Luís Pedro; Dias, Diogo; Canhoto, Ricardo; Cruz, João; Monteiro, Diogo; Jacinto, Miguel; Antunes, RaulThe performance of 94 elderly subjects (73 women) (71.72 ± 5.64) in an eye–hand and eye–foot coordination test (TST) was correlated with fear of falling, based on the results obtained on the International Fall Efficacy Scale (FES-I), translated into Portuguese. The results revealed that, for the whole sample, there was a weak inverse association between the two (ρ = −0.54, p < 0.05). However, when analyzing the results by gender, this inverse association only remained significant for females (ρ = −0.305, p < 0.01), with no statistical significance for males. Thus, higher levels of fear of falling in the elderly female population were associated with lower levels of eye–segmental coordination. Additionally, men achieved significantly better results in TST than women (9.38 ± 4.70 vs. 4.67 ± 3.13, p < 0.001). Regarding fear of falling, women had significantly higher scores (23.51 ± 7.17 vs. 21.38 ± 7.59, p < 0.05). At the same time, elderly men had higher values of eye–segmental coordination, which may have reduced their fear of falling. Results highlight the importance of the maintenance of a healthy and active lifestyle through the lifespan and place TST as a potential proxy for detecting fear of falling in elderly populations, especially in women. Future studies would benefit from employing balanced, representative samples to validate and extend these results, particularly regarding possible sex-related patterns, as the study relied on a convenience sample that was markedly unbalanced in terms of sex.
- Conhecimento parental dos pais que frequentam as consultas de saúde infantil dos cuidados de saúde primários em PortugalPublication . Nunes, Rita Vieira; Sousa, Pedro Emanuel Alexandre deO presente Mestrado em Enfermagem de Saúde Comunitária, na área de Enfermagem de Saúde Familiar, foi desenvolveu-se ao longo de um percurso formativo estruturado que integrou uma componente teórica e uma componente prática em contexto clínico, em conformidade com o Regulamento n.o 428/2018 (2018). A componente teórica permitiu aprofundar modelos e teorias fundamentais que sustentam a prática da enfermagem de saúde familiar, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento crítico, da tomada de decisão fundamentada e da prestação de cuidados baseados na evidência. Na componente prática, foi possível aplicar e consolidar os conhecimentos adquiridos, desenvolvendo competências especializadas centradas na família enquanto unidade de cuidados. Este percurso evidenciou a capacidade de estabelecer relações terapêuticas assentes na empatia, comunicação eficaz e respeito pela individualidade, promovendo a confiança e a implementação de intervenções em saúde ajustadas às necessidades da pessoa e da família. O contexto clínico possibilitou o desenvolvimento de competências na condução de entrevistas familiares estruturadas, na planificação e execução de intervenções educativas e na utilização de ferramentas de apoio à literacia em saúde, contribuindo para a capacitação das famílias e para a melhoria dos seus processos de adaptação. Adicionalmente, a possibilidade de integração de uma equipa multiprofissional favoreceu o desenvolvimento de competências colaborativas, nomeadamente na articulação interprofissional, na continuidade de cuidados e na participação em processos de melhoria da qualidade. Este ambiente permite compreender de forma detalhada o papel do enfermeiro de família na coordenação dos cuidados e na resposta às necessidades complexas das famílias. Como complemento ao percurso formativo, o desenvolvimento do projeto de investigação possibilitou o reforço das competências de análise crítica, metodologia de investigação e aplicação da evidência cientifica na prática clínica. A pesquisa centrada no conhecimento parental sobre o desenvolvimento infantil reforça a importância do envolvimento paterno na vigilância do desenvolvimento infantil, a necessidade de estratégias que envolvam o mesmo nos cuidados e a valorização do papel do enfermeiro de família. Em síntese, este percurso permitiu o desenvolvimento integrado de competências técnicas e científicas fundamentais à prática do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar, identificando-se como área de desenvolvimento futuro.
- A Expressão Dramática/Teatro enquanto Estratégia Pedagógica no Desenvolvimento de Competências Socioemocionais em Alunos com Perturbação do Desenvolvimento IntelectualPublication . Ruivo, Elsa Sofia Martinho; Proença, Ana Paula Coelho PinaA presente investigação insere-se no relatório de projeto do Mestrado em Educação Especial - Domínio Cognitivo e Motor e enquadra-se no âmbito da educação inclusiva, destacando desta forma, a necessidade de práticas pedagógicas que valorizem a diversidade e promovam o desenvolvimento integral de todos os alunos, em particular dos jovens com Perturbação do Desenvolvimento Intelectual (PID)*. Neste contexto, o estudo centra-se na promoção das competências socioemocionais, reconhecidas como fundamentais para a autonomia, o bem-estar e a integração social destes alunos. Partindo do enquadramento teórico do modelo de Social and Emotional Learning (SEL), que organiza as competências socioemocionais em cinco domínios — autoconsciência, autorregulação, consciência social, competências de relacionamento e tomada de decisão responsável —, esta investigação explora o potencial da Expressão Dramática/Teatro enquanto estratégia pedagógica promotora dessas competências. Considerando as dificuldades frequentemente apresentadas pelos alunos com Dificuldades Intelectuais e de Desenvolvimento (DID) ao nível da comunicação, interação social e regulação emocional, a utilização de metodologias ativas e artísticas revela-se particularmente pertinente. O estudo desenvolve-se através de uma abordagem de investigação-ação, assente num estudo de caso realizado com um grupo de jovens integrados no ensino público e abrangidos por Programas Educativos Individuais, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 54/2018. A intervenção pedagógica, implementada como área substitutiva do currículo, baseou-se em atividades de expressão dramática, incluindo jogos dramáticos, improvisação e dramatização, visando a promoção intencional das competências socioemocionais. Os resultados obtidos evidenciam contributos positivos da intervenção ao nível do desenvolvimento socioemocional dos participantes, reforçando o papel da expressão dramática como instrumento facilitador da aprendizagem e da inclusão. O estudo sublinha ainda a importância da integração das artes no currículo como estratégia para a construção de práticas educativas flexíveis e significativas. Embora se reconheçam limitações inerentes ao contexto e à natureza do estudo, conclui-se que a Expressão Dramática/Teatro enquanto estratégia educativa constitui uma ferramenta pedagógica eficaz na promoção das competências socioemocionais em alunos com Dificuldades Intelectuais e de Desenvolvimento, contribuindo para o seu desenvolvimento global e para a concretização de uma escola verdadeiramente inclusiva.
- Letra Química - Explorações Tipográficas através de Processos Fotográficos AnalógicosPublication . Pombo, Inês do Vale Hipólito; Morgado, Aprígio Luís Moreira; Santos, Ricardo Rodrigues dosO presente estudo na área do Design Gráfico propõe investigar e explorar a forma da letra tipográfica através de métodos de fotografia sem lente. O seu objetivo é compreender como estes métodos podem ser utilizados como ferramentas de exploração e experimentação tipográfica. Posteriormente, os resultados foram digitalizados e editados de forma a melhor aproveitá-los, culminando na criação de uma publicação em formato de catálogo. Através do fotograma e quimigrama, foi possível observar de que modo a interação entre luz, agentes químicos, tempo e suporte atua diretamente na transformação da forma tipográfica, evidenciando efeitos de distorção, textura e plasticidade. Estes resultados articularam-se com o objetivo central da investigação, que consiste em explorar a letra através de processos de fotografia sem lente, analisando o seu impacto na morfologia e na expressividade tipográfica. A natureza experimental destes processos, assente numa metodologia iterativa de manipulação de variáveis e valorização do erro, permitiu compreender como a tensão entre controlo e aleatoriedade contribui para a geração de formas híbridas e instáveis. Neste contexto, a legibilidade deixa de ser um critério fixo, sendo expandida para um campo mais amplo de interpretação, onde a letra oscila entre signo e imagem. Esta desconstrução aproxima a tipografia de uma linguagem visual mais abstrata e sensorial, em linha com a proposta da investigação de desenvolver uma prática tipográfica experimental que ultrapassa os paradigmas exclusivamente digitais e afirma a materialidade e o processo como elementos centrais na construção de significado.
- Como Falar do que Dói? - Três protótipos, três estados: o álbum ilustrado como linguagem do luto por animais de estimaçãoPublication . Machado, Beatriz Pires de Sousa; Barreto, Luísa Maria Pires; Marques, Nuno Alexandre Fragata“Como Falar do Que Dói?” é uma investigação em design gráfico sobre a não-neutralidade das variáveis formais do álbum ilustrado face ao estado emocional do seu autor, partindo da questão: o que pode o design gráfico fazer com a dor? Através do modelo metodológico de research through design, foram desenvolvidos três protótipos de álbuns ilustrados, todos intitulados “Meggy.”, que exploram o mesmo material autobiográfico a partir de três estados distintos de processamento do luto: rutura, reorganização e integração. Não se procura a melhor forma, mas sim perceber se há mais do que uma, e o que cada uma revela que as outras não alcançam. O material autobiográfico que sustenta a investigação é a morte da Meggy, cadela que partilhou dezassete anos de vida com a autora. Este luto insere-se no contexto do luto não reconhecido, conceito introduzido por Doka (1989) que designa perdas desprovidas de validação pública e de rituais sociais partilhados. A adultez emergente opera na investigação como ponto de vista, pois é a fase em que a perda ocorre e em que os protótipos foram produzidos. A investigação situa-se no cruzamento da psicologia do desenvolvimento, dos estudos do luto, da semiótica multimodal e do design gráfico, mobilizando o álbum ilustrado como dispositivo de mediação de experiências de perda que carecem de representação que as valide.
