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ESAD.CR - Mestrado em Artes Plásticas

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  • Processos para alcançar um manifesto do corpo a ocupar. Desdobramentos do corpo em práticas performativas.
    Publication . Rodrigues, Sofia Medeiros; Morais, Teresa Margarida Luzio
    Esta dissertação desenvolve-se em torno do cruzamento entre as linguagens da performance e das artes plásticas, com base na experiência académica que adquiri através da licenciatura em Teatro e o Mestrado em Artes Plásticas. Nestas disciplinas o corpo ocupa diversos papéis no processo criativo, desdobrando-se por lugares imaginários, em exercícios do “fazer” a partir do “não saber". Durante a performance estão implícitas proximidades físicas entre o público e a obra, dando relevância à emancipação dos corpos, transportando-os para outros lugares invisíveis. Deste modo, crio instalações, com o apoio de objetos e imagens, para revelar a participação experiencial do público para, desejavelmente, este poder ocupar outro lugar. Analiso, com o apoio de referências, de que modo os lugares podem convocar a ocupação do corpo, a partir da produção de objetos para a construção de acontecimentos. Com especial atenção no processo criativo, exponho algumas criações que considero serem estudos em torno de ocupações do meu corpo em contexto atelier e que integram esta dissertação.
  • INCISÕES DE VÁRIOS TIPOS num Percurso e Projeto de Soraia Martins
    Publication . Martins, Soraia; Marta Isabel Gonçalves , Soares
    O meu trabalho artístico, de algum modo, construiu-se desde cedo a partir de gestos de incisão de vários tipos. Foi nos primeiros trabalhos com recorte e colagem digital, que surgiram as incisões, nessa altura, sob a forma de "cortes virtuais". Do 1°ano de Licenciatura ao último ano de Mestrado, passei das incisões digitais às incisões físicas sobre papel, até chegar às incisões (simuladas) sobre o meu próprio corpo. Esta dissertação incidirá sobre este aspeto particular do meu percurso e projeto de trabalho atual. A incisão, tal como estabelecido na sua definição, designa o ato de cortar: « incisão|in·ci·são|n.f. (latim: incisio, -onis) Corte com instrumento cortante. = Golpe, Talho. (...) Palavras relacionadas: escarafunchar, escarificar, gemar, incisar, sarjar, (...) »1. A incisão é um termo transversal a várias práticas que pressupõem um corte, que pode constituir-se num atravessar do suporte pictórico ou o próprio corpo. Do Percurso até ao Projeto atual, a incisão fará a sua aparição sob formas variadas; por um lado, ela ocorrerá sobre suportes como papel e, por outro, sobre superfícies como a minha pele. Enquanto o primeiro tipo de incisão se aproximará de um ato de corte e recorte, o segundo tipo evocará um processo de corte e escarificação (a escarificação pressupõe "cicatrização" ou cura deixando uma marca). Assim sendo, a descrição dos meus processos de incisão serão, por vezes, por mim classificados/referidos enquanto processos de Recorte (no caso das incisões sobre papel) e de processos de Escarificação (no caso das incisões sobre pele, mesmo que se trate apenas de uma simulação). Estes dois tipos de incisão, que dão origem ao título desta dissertação, serão analisados tanto no contexto histórico da sua utilização em Artes Plásticas, como na sua atualidade artística contemporânea, e posteriormente irão acompanhar a reflexão sobre o meu projeto.
  • Manual do Operador_Pintura Objeto
    Publication . Barros, Neobert Vitor Laureano de; Poeiras, Fernando Manuel Penitência; Rama, Samuel José Travassos
    O presente documento consiste na dissertação do aluno Neobert Vitor Laureano de Barros para efeito de Mestrado no curso de Artes Plásticas realizado na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha. O título, Manual do Operador — Pintura Objeto, refere-se ao assunto deste texto, que por sua vez consiste na apresentação da minha prática artística, assim como na apresentação do meu trabalho realizado no dado contexto e, adicionalmente, estabelece um paralelo entre as minhas pinturas e o conceito de objeto.
  • Sombra: Natureza Fiel ao Desenho
    Publication . Rôlo, Maria Manuel Calvet Ricardo Relvas; Rama, Samuel José Travassos
    A sombra alberga em si uma série de concepções simbólicas, perceptivas e sensoriais. Ela é memória, presença e ausência, efémero e eterno, espaço e tempo, matéria intangível e tangível… Segundo o mito de Plínio, foi a sombra, como imagem natural, que impulsionou o primeiro desenho. O gesto inaugural do desenho nasceu para fixar a projeção, para a materializar, para tornar presente a ausência. Ainda, este acto transformou a própria sombra e tornou-a matéria de desenho, matéria tangível e matéria a ser moldada. O meu trabalho tem-se assumido como a exploração plástica das formas que a sombra toma, articulando-a depois com os entendimentos teóricos que a sua relação com o desenho despoleta. Nesta dissertação, é explorado como a sombra é o que a natureza tem de mais próximo ao desenho. Ainda, se pensa profundamente no meu processo de desenho e no papel que a planta tem na construção do mesmo.
  • Entre Memória e Criatividade: [Re]Construções do Real no Desenho
    Publication . Gil, Margarida Branco Rodrigues de Madaíl; Rama, Samuel José Travassos; Ribeiro, Teresa Domingas Lourenço Fradique
    Sendo o desenho a área de atuação da componente prática desta investigação, é nele que (re)construo, de forma mais ou menos direta, a memória dos lugares que habito e que habitam em mim. O que apresento tem que ver com a vontade de fazer valer o que para mim é real e significativo. Represento, com isso, uma urgência de criação, que me é limitada por uma vertente racional, distanciando-me da possibilidade de um imaginário criativo. Em consonância com a parte prática, entra a pesquisa acerca da necessidade de expressão, através do desenho, e o bloqueio criativo para o fazer, levando-me a representar o que me é próximo e seguro. A representação, maioritariamente a grafite e com recurso à memória, pretende, nos meus desenhos, assumir o papel da criatividade. Desta forma, o mote para a presente pesquisa, parte essencialmente da questão do desenho do real e da sua (re)construção, como fuga à inevitabilidade de uma produção criativa, no contexto da arte contemporânea.
  • Passado Futuro
    Publication . Robens, Fredrik Christophorus; Faria, Nuno Filipe Moreira Ribeiro
    Este trabalho explora a complexidade da identidade. É uma reflexão sobre o meu percurso pessoal e criativo, reconhecendo a dificuldade de unir as diversas facetas de conceito da identidade num único ponto. Mediante uma linguagem poética, este trabalho descreve a sensação de transformação e efemeridade, comparando o processo da criação da minha linguagem artística a um Sísifo preso num ciclo de sublimação. A descoberta de uma nova fase de fluidez permite-me conectar-me mais profundamente com o mundo, inspirando-me em pensadores como Achille Mbembe, Grada Kilomba, Giorgio Agamben e muitas e muitos mais. O trabalho destaca a importância dos espaços culturais (da casa) na formação da identidade e a busca por um entendimento mais amplo da condição humana, onde a experiência terrestre se entrelaça com a cósmica. Metáforas visuais, como, por exemplo, a do triângulo, representando a intersecção de diferentes influências culturais e artísticas, são os pilares do meu método de pesquisa relativa à história da arte. É a busca e, ao mesmo tempo, a análise de um Homecoming artístico, científico e por fim individual.
  • Retratos Além do Tempo: Explorações na Sensação e Ilusão
    Publication . Anastácio, Rui Miguel Hipólito; Leitão, Catarina Pereira; Martins, Celso da Cruz
    O retrato não é uma captação do real, pois existe toda uma dimensão temporal nele, com questões que atuam na ordem da sensação, sonho, ilusão, emoções, retratos de um tempo que ainda está para vir. Um tempo fora do nosso tempo, mas presente no mesmo, a captação de algo que transcende o real e que nos questiona. Sendo a pintura um veículo que transporta a sensação e a ilusão, ela torna-se relevante para a pesquisa deste processo. A pesquisa técnica, o modo como a imagem revela: as suas subtilezas e ocultações serão amplamente exploradas nesta pequena pesquisa. Com base nesta dissertação irei explicar mais ou menos o meu trabalho artístico, não sendo por vezes fácil escrever ao invés de pintar, mas sustentarei esta pequena pesquisa com referências bibliográficas, pensamentos e pesquisas sobre os temas abordados. O primeiro capítulo representa a relação da fotografia com a pintura e o seu respetivo bastidor. O segundo irá falar da pequena história do retrato ao longo do tempo, a sua relação com o olhar, os diferentes tipos de olhar e a relação pessoal com o retrato. O terceiro e último capítulo irá abordar as questões da pintura em si, a relação com a magia, com as ocultações e manipulações, o invisível e a sensação.
  • Maria is Dead
    Publication . Santos, Inês Cristina de Oliveira; Leitão, Catarina Pereira; Martins, Celso da Cruz
    Esta dissertação insere-se na componente escrita do mestrado em Artes Plásticas e parte da hipótese que a arte é uma ferramenta de preservação da memória, numa reflexão sobre a minha prática artística desenvolvida nos últimos 3 anos. Partindo de uma observação pessoal, íntima e sincera, exponho determinados acontecimentos da minha vida, em especial o luto e como este marcou a minha trajetória artística. Numa articulação com outros artistas plásticos e pensadores que se dedicaram a este mesmo tema, pretendo fazer desta dissertação a tentativa de fixar um gesto que está ancorado a uma experiência pessoal. Assim, inscrevo o meu trabalho no binómio Arte/Vida em três capítulos, que acompanham cada fase do luto, respetivamente: Primeiro capítulo- Fase inicial de choque ou negação; Segundo capítulo- Fase de confronto; Terceiro capítulo- Aceitação.
  • Compenetrazione
    Publication . Valsecchi, Elena; Baraona, Maria Isabel Gallis Pereira; Anacleto, Ana Isabel Pinheiro Pedro
    O objectivo deste texto é identificar um aspecto muito específico, e ao mesmo tempo transversal, no trabalho artístico desenvolvido ao longo destes dois anos do curso de Mestrado em Artes Plásticas. A partir de um corpo de trabalho que não estabelece limites disciplinares, e que se move nas fronteiras entre o desenho, a escultura, a instalação, a pintura e a performance, identifiquei e desenvolvi um conceito unificador: com o termo italiano Compenetrazione defino o movimento que caracteriza a minha prática artística, centrado na ambição de ultrapassar a perceção de divisão entre corpos ou elementos. Este movimento, activado e motivado pela peculiar intuição do mundo despertada pelo acto de caminhar, manifesta-se em todos os aspectos do meu fazer e pensar artísticos, tanto em termos formais como conceptuais. Determina, por um lado, uma definição da figura do artista como intermediário entre o perceber, o conhecer e o sentir, e, por outro, uma reconfiguração ou, eventualmente, uma evasão do conceito de identidade, levando-o necessariamente a uma dimensão mais alargada.
  • A Imagem da Ruína - Representação da distância na relação com espaços em dissolução
    Publication . Brum, Ema Rodrigues; Rama, Samuel José Travassos; Baptista, Luís Manuel Morgado Santiago
    A Imagem da Ruína — Representação da distância na relação com espaços em dissolução é uma proposta de investigação que reúne e expõe as ideias que definem a minha prática artística. Algumas delas foram estabelecidas autonomamente 1 mas todas foram, de alguma forma, fundamentadas em reflexões dos autores e artistas que compõem uma constelação de referências e que ajudaram a decifrar, sustentar, considerar, reconsiderar o que me propus estudar, através de perspetivas interdisciplinares, nomeadamente, no campo da arte, da estética, da fenomenologia, da filosofia, da antropologia, da psicanálise e da química. A presente investigação é uma exposição das ideias relativas às imagens que tenho vindo a criar, nas quais intento representar a minha experiência do sentir a dinâmica das distâncias na relação com espaços em dissolução espoletada pela perceção de perda e ausência inerente a essa dinâmica e à própria experiência em si.