Escola Superior de Artes e Design
URI permanente desta comunidade:
Navegar
Percorrer Escola Superior de Artes e Design por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "17:Parcerias para a Implementação dos Objetivos"
A mostrar 1 - 10 de 19
Resultados por página
Opções de ordenação
- A Obra como RastoPublication . Marques, Jorge Miguel Matias; Faria, Nuno Filipe Moreira Ribeiro; Bragança, Célia MeloO presente documento tem por objetivo refletir acerca de um conceito particular que identifiquei como sendo central à minha prática artística em gravura: o conceito de “rasto”. O termo “rasto” refere-se a um resto material deixado após uma ação. Assim, procuro estabelecer uma aproximação entre a prática da gravura e o conceito de rasto, ao delimitar um conjunto de caraterísticas comuns a ambos os processos, numa reflexão que articula os conceitos de aura e informe. Ao longo deste documento demonstrarei como rasto e gravura se assemelham nas caraterísticas materiais dos processos que englobam, bem como nos seus produtos e a forma particular como estes se significam. Em particular destacarei a forma como os seus processos compreendem a mesma conjuntura onde uma substância que agindo como matriz transfere as suas caraterísticas para uma superfície recetora.
- As presenças da máscaraPublication . Tonelo, Francisco Monteiro Gardete; Marmeleira, José Manuel Marques da SilvaNeste texto trabalho com o elemento máscara como conceito, experiência e objeto no seio do domínio artístico, servindo-me de livros de autores variados, depoimentos de artistas, entrevistas e filmes, criando assim novas ligações e oferecendo aos mesmos um toque único e pessoal. O texto é acompanhado de imagens de obras e fotografias que me interessam esteticamente e que considerei pertinentes para o trabalho desenvolvido.
- Código Postal: Planeta Terra - Desenvolvimento de um kit Pen Pal para Pequenos Defensores da Natureza, numa luta contra as alterações ClimáticasPublication . Diniz, Inês da Silva; Marques, Nuno Alexandre Fragata
- Cores que falam - Cor e narrativa num livro-poster a favor de uma mensagem de sustentabilidade para a infânciaPublication . Arriegas, Mariana Sofia Martins; Marques, Nuno Alexandre FragataNas últimas décadas, o mundo tem demonstrado uma crescente preocupação com o meio ambiente, consequência dos problemas ambientais gerados pelas atividades humanas (Dias, 2008). Por esse motivo, torna-se necessário que exista uma maior reflexão coletiva sobre práticas responsáveis, de modo a promover mudanças de comportamento que contribuam para a preservação do meio ambiente. Nesse contexto, torna-se importante educar desde cedo para a consciência ambiental. Assim, partindo da necessidade de consciencialização, esta investigação tem como foco principal explorar, de que forma o uso da cor numa narrativa ilustrada, pode desempenhar um papel relevante na comunicação de valores e na forma como as crianças percebem a temática da sustentabilidade. Será utilizada uma metodologia qualitativa, com o intuito de analisar diferentes aspetos na comunicação de conceitos sobre sustentabilidade através da cor para crianças dos 6-10 anos. Entre estes aspetos estão: a cor enquanto elemento visual que influencia a perceção da mensagem; as ilustrações e a sua capacidade de representar conceitos ambientais de forma percetível; e o livro-poster como suporte dinâmico, capaz de propor múltiplas formas de leitura e interação com o conteúdo. A análise procurará ainda explorar casos de estudo relevantes que permitam compreender o formato do livro poster; identificar padrões e estratégias do uso da cor; e de que forma os elementos como cor e ilustração interagem para transmitir uma mensagem. Após uma investigação fundamentada, serão conduzidos testes com crianças, para observar as reações emocionais e respostas que cada um terá perante o objeto gráfico, a fim de perceber se compreenderam a mensagem que se pretendia transmitir e se a cor teve influência nas respostas. Espera-se que este estudo forneça uma compreensão sobre como a cor pode ser estrategicamente utilizada para comunicar conceitos de sustentabilidade a crianças através de uma narrativa ilustrada.
- Design Gráfico no Desporto - O Design Gráfico como Ferramenta de Empoderamento no Andebol FemininoPublication . Abreu, Bruna Filipa Semedo; Pernencar, Cláudia Alexandra da CunhaEsta dissertação analisa a subvalorização e a fraca visibilidade do andebol feminino em Portugal, explorando o papel do design gráfico como ferramenta de comunicação para o seu empoderamento e crescimento. A partir da pergunta de investigação sobre como o design pode promover a modalidade, este estudo combina uma metodologia mista, com entrevistas a figuras de destaque (atleta e treinadora, capitã da Seleção Nacional e vice-presidente da Federação de Andebol de Portugal, em 2020), e um inquérito aplicado a 90 membros da comunidade, incluindo atletas, treinadores, dirigentes e adeptos. Os resultados apontam para um consenso claro sobre a falta de reconhecimento da vertente feminina face à masculina e para a ausência de campanhas visuais marcantes, apesar de quase todos os inquiridos reconhecerem a importância estratégica da comunicação visual. Face a este cenário, a investigação propõe como resposta a criação da caderneta de cromos “Lusitanas vs. ALL STARS”, um objeto gráfico pensado para valorizar as atletas de referência nacionais e internacionais, preservar a memória da modalidade e promover o envolvimento através do colecionismo. A proposta evidencia-se por uma identidade visual forte, capaz de contar histórias e de construir referências inspiradoras, reforçando a visibilidade do andebol feminino. Conclui-se, assim, que o design gráfico, aplicado de forma estratégica e consciente, se assume como uma ferramenta transformadora fundamental para combater desigualdades de género no desporto e contribuir para a construção de uma comunidade mais equitativa.
- Dicionário SonoroPublication . Tavares, Ana Lua Caiano; Alvim, Diogo D'Aguiar de SousaDicionário Sonoro é um projeto do foro artístico que começou com a intenção de criar uma linguagem musical que permitisse associar unidades sonoras a palavras. A proposta inicial rapidamente se expandiu para um dispositivo artístico interdisciplinar que estabelece relações entre palavra, som e imagem, desdobrando-se em diversos formatos como filme, instalação, performance e dicionário. O projeto Dicionário Sonoro foi criado segundo metodologias pessoais e artísticas, assentes em estratégias como tradução, aleatoriedade, indeterminação e intuição. Estas abordagens favoreceram a experimentação aberta, num projeto que pretendeu ser um terreno fértil para a construção contínua de relações de significados entre campos e linguagens artísticas diferentes.
- Entre Formas e Sons: A Poética e a Expressividade da ÁguaPublication . Morim, Sofia Craveiro; Alvim, Diogo D'Aguiar de Sousa; Duarte, Susana NascimentoEsta investigação explora a plasticidade da água nas suas dimensões visual e sonora, averiguando o seu papel na criação de ambientes envolventes que sugerem uma sensação de mergulho e imersão. A pesquisa utiliza a água como meio interativo e sensível, capaz de estabelecer um diálogo com o ser humano. Este projeto de tese propõe a hipótese, apresentada e desenvolvida pela prática artística instalativa, de que água é dotada de uma plasticidade específica que a torna um meio comunicativo. Inspirando-se nas reflexões filosóficas de Gaston Bachelard, tratar-se-á de evidenciar a água como um elemento que molda a imaginação, evoca emoções, produz diferentes sensações e afeções no espectador. Esta perspetiva sustenta a análise da água enquanto agente que participa ativamente na experiência estética e abre espaço para a criação artística.
- Exposição do ano da ESAD.CR 2025 – Não Faço *Publication . Ribeiro, Luís Miguel Macedo; Cardoso, Carla M; Afonso, Lígia Filipa Dias“Não Faço *” é o título da exposição de finalistas de uma geração que se apresenta sem medo de afirmar o que não é. Num tempo em que tudo exige definições rápidas, posicionamentos visíveis e discursos sólidos, optamos pela abertura, pela dúvida e pela provocação. O espaço vazio do título não é um erro: é um espaço em branco para ser preenchido. Uma frase aberta, que se adapta e se transforma conforme a voz que a usa. É uma estrutura mutável que convida à afirmação ou à recusa: “Não faço puto.” “Não faço parte.” “Não faço ideia.” “Não faço guerras.” “Não faço um caralho.” Cada possibilidade é válida e faz parte da constelação de discursos que esta exposição acolhe, seja crítica, brincadeira, manifesto, resistência ou constatação honesta. Enquanto Escola de Artes e Design, enfrentamos frequentemente estereótipos que nos associam à ideia de quem nada faz. Respondemos com ironia, liberdade e criatividade. O asterisco no título “Não Faço *” é um espaço aberto à interpretação e à identidade individual. Cada um preenche com aquilo que o define ou com aquilo que recusa ser. Mais do que um jogo linguístico, “Não Faço *” reflete a essência do processo artístico e académico: trabalhar sem certezas, errar, experimentar, construir significados durante o percurso. Aqui, o estar perdido é oportunidade. Desenvolvemos pensamento crítico e capacidades que transcendem respostas definitivas. Cada trabalho é uma declaração de intenção, um posicionamento social ou existencial, uma tomada de consciência sobre o papel do criador na sociedade: sobre aquilo que se escolhe questionar, rejeitar ou transformar. O “não” é, também, palavra afirmativa. É resistência. É largar o que já nada nos diz. Fazemos o que sentimos, não porque devemos. Fazemos muito, queremos mudanças — mas o que é que não fazemos? O que não nos representa? De 4 a 7 de junho, este espaço reúne encontros. Pessoas e ideias enchem as salas, para ver o que se faz e o que foi feito. O trabalho exposto simboliza o último marco destes alunes cujo ciclo se encerra. Celebra-se o percurso académico, combatendo a pressão dos resultados imediatos com a emancipação do intangível e o ato de nos ouvirmos uns aos outros. No fim — que é sempre um novo início — há que fazer escolhas e impor limites. Olhamos adiante com mais perguntas do que certezas, mas aprendemos, pelo caminho, não só aquilo que queremos afirmar, mas também o que não nos interessa no mundo ao qual agora pomos as mãos. “Não Faço *” é, afinal, o espaço onde cada um pode ser. Ou não ser. E isso, por si só, já é fazer muito. Turma do 2º ano Licenciatura em Programação e Produção Cultural 2023/2024
- Fragmentação e Multiplicidade - a construção da identidade no autorretratoPublication . Gomes, Jéssica Carolina Figueira; Silva, Rodrigo Eduardo Rebelo; Pereira, Catarina Maria Lusitano Leal da CâmaraEsta dissertação investiga o autorretrato como prática artística e como instrumento de construção e desconstrução da identidade pessoal na contemporaneidade. Parte-se da premissa de que o “eu” é um conceito fluido, fragmentado e em constante transformação, moldado pela relação com o outro, com a imagem e com o tempo. Através da análise da fragmentação da imagem como estratégia artística, explora-se a multiplicidade e a complexidade da identidade, questionando os limites entre o verdadeiro e o falso, o consciente e o inconsciente, a máscara e a essência. A investigação desenvolve-se no entrelaçamento de uma abordagem prática e teórica, integrando diferentes técnicas como a pintura a óleo, escultura e a fotografia, em diálogo com uma pesquisa e reflexão sobre o modo como alguns ensaístas pensaram a redefinição da identidade da contemporaneidade e o modo como o autorretrato permite explorar e recolher evidências sobre a condição contemporânea da identidade. A prática artística autoral centrou-se na exploração da fragmentação visual como metáfora da fragmentação interior, refletindo sobre como a identidade se revela ou se oculta na autorrepresentação. São abordados alguns conceitos fundamentais como o papel do espelho e do reflexo na construção da identidade, assim como o paradoxo da representação, como um ato simultaneamente revelador e encenado.
- Grafismos Subversivos: O Design Gráfico e a Pixação na Construção de Heterotopias UrbanasPublication . Ferreira, Beatriz Aires; Oliveira, Fernando Jorge Matias SanchesA paisagem urbana contemporânea é um espaço de constante transformação e interação visual e cultural, moldado tanto pelo design gráfico institucionalizado como por práticas contestatárias como a pixação, entre outras. Os dois meios emergem como formas de expressão opostas e simultaneamente, complementares na criação de significados e na configuração da paisagem urbana da cidade e parecem ter correlações visuais nos signos responsáveis pela passagem da mensagem escrita. Motivada pela relevância dessas práticas na construção de espaços que coexistem, mas operam sob lógicas distintas (Foucault,1984), esta investigação propõe-se a explorar a interação entre o design gráfico e a pixação como contribuições para a configuração do espaço e para uma interpretação alternativa e contestatória do ambiente urbano, bem como das relações formais de expressão visual entre ambas. De forma a compreender a interação entre o design gráfico e a pixação na paisagem urbana, este estudo adota uma abordagem metodológica qualitativa e o projeto, uma abordagem exploratória, apoiada pela análise literária, casos de estudo, análise iconográfica e entrevistas com designers e pixadores. Como parte do projeto, desenvolveram-se materiais gráficos para uma exposição no espaço urbano, com uma estética subversiva, que incluem o uso de tecnologias, adicionando camadas de significação e criando uma experiência imersiva para o observador. Esta combinação de técnicas visa materializar o conceito de heterotopias ao propor novas formas de interação e reflexão crítica, destacando a capacidade do design gráfico criar novas interações e leituras visuais e promover a autenticidade e a diversidade no ambiente urbano.
