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- Refletir, Investigar, Descobrir e (Trans)formar na Prática Pedagógica: As peças soltas como garantia do Brincar na CrechePublication . Policarpo, Carolina Alves; Luís, Joana Alexandra Soares de Freitas; Barata, Clarinda Luísa FerreiraO presente relatório foi desenvolvido no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, entre os anos letivos 2023/2024 e 2024/2025. Este encontra-se dividido em duas partes. A primeira corresponde à dimensão reflexiva, organizada em três capítulos, nos quais são analisadas as experiências vivenciadas em diferentes contextos educativos: Creche, Jardim de Infância e 1.º Ciclo do Ensino Básico. Esta contém todas as aprendizagens, desafios e contributos de cada experiência para a construção da minha identidade profissional. A segunda refere-se à dimensão investigativa e apresenta um estudo exploratório, desenvolvido em contexto de creche, a partir da questão: De que forma as peças soltas contribuem para o brincar de crianças de 2 anos pertencentes a uma creche no centro de Leiria? Este estudo tem como objetivos: i) Investigar as dinâmicas de interação que emergem entre as crianças durante o brincar com peças soltas; ii) Analisar de que forma a utilização de peças soltas contribui para a promoção do brincar; iii) Refletir sobre as potencialidades das peças soltas em creche. A investigação baseia-se na observação do brincar, procurando compreender em que medida as peças soltas podem potenciar as experiências lúdicas das crianças. A análise permitiu concluir que o brincar com peças soltas é uma experiência pedagógica rica, promotora da exploração, da imaginação e da interação social. As peças soltas, pela ausência de funções pré-definidas, favoreceram múltiplas formas de exploração que evoluíram de brincadeiras individuais para dinâmicas de partilha e cooperação. Verificou-se ainda que o potencial das peças soltas depende da intencionalidade pedagógica do educador, que organiza o ambiente e acompanha o processo, valorizando a criança como protagonista da sua aprendizagem.
- O Impacto do Papel Educativo do Fisioterapeuta no Conhecimento Parental sobre o Desenvolvimento Motor Infantil dos 0 aos 12 mesesPublication . Fernandes, Joana Alexandra Gonçalves; Moreira, Ana Maria Nunes Machado; Rocha, Andreia Sara SilvaO conhecimento dos pais sobre os marcos do desenvolvimento motor é crucial para um desenvolvimento infantil saudável, sendo a intervenção do fisioterapeuta uma oportunidade de capacitação parental e de promoção de práticas mais informadas. Este estudo investigou o impacto de uma única sessão de fisioterapia no conhecimento parental sobre o desenvolvimento motor em bebés dos 0 aos 12 meses com atraso no desenvolvimento neuromotor. Métodos: Trata-se de um estudo quase-experimental, sem grupo de controlo, que incluiu 27 pais/mães de bebés (0–12 meses) com diagnóstico de atraso no desenvolvimento neuromotor, encaminhados para fisioterapia entre novembro de 2024 e maio de 2025. A recolha de dados envolveu um questionário sociodemográfico e a avaliação do bebé através das subescalas da Schedule of Growing Skills II (SGS-II). O questionário foi reaplicado 15 dias após a realização de uma sessão única de fisioterapia. Resultados: A amostra foi constituída maioritariamente por mães (63,00%; n = 17), com média de idade de 35,19 ± 3,94 anos. Não se observaram diferenças significativas no conhecimento objetivo após a intervenção. Contudo, verificou-se uma melhoria significativa na perceção subjetiva do conhecimento parental. No momento pós-intervenção, mães e participantes com maior nível de escolaridade apresentaram pontuações superiores. Conclusão: O estudo demonstrou o contributo da fisioterapia na capacitação parental e na promoção de conhecimentos para o apoio ao desenvolvimento infantil. Apesar de não se terem verificado diferenças estatisticamente significativas no conhecimento parental, observou-se uma tendência positiva e melhoria significativa na perceção do seu conhecimento. Estes resultados apontam para a necessidade de intervenções mais prolongadas e estruturadas, de modo a maximizar o conhecimento e a capacitação parental.
