ESSLei - Mestrado em Cuidados Paliativos
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- Fear of Death, Concept of a Good Death and Self-Compassion Among University Students in Portugal: A Cross-Sectional StudyPublication . Pereira, Marisa Amaral; Laranjeira, Carlos António Sampaio de JesusHistoricamente, a humanidade sempre considerou a morte um tema incómodo. Embora a morte e o processo de morrer sejam inevitáveis, eles são frequentemente ignorados na educação formal, pois acredita-se que discuti-los ou reconhecê-los provoca desconforto emocional ou psicológico. Tanto quanto sabemos, pouco se sabe sobre a influência do medo da morte na vida dos estudantes universitários. Para preencher esta lacuna, este estudo teve como objetivo analisar a relação entre o conceito de boa morte, o medo da morte e a autocompaixão em estudantes universitários, em Portugal. Métodos: Trata-se de estudo transversal realizado entre novembro de 2024 e janeiro de 2025. O instrumento de colheita de dados (Google Form) incluiu um questionário com dados pessoais e as versões portuguesas da Escala do Conceito de Boa Morte, da Escala de Medo da Morte de Collett-Lester e da Escala de Autocompaixão. O software estatístico JAMOVI (versão 2.7.6.) foi utilizado para a análise descritiva, testes t para amostras independentes, ANOVA unidirecional com análise post hoc e correlações de Pearson. Para identificar os fatores associados ao medo da morte, foi realizada uma regressão linear múltipla. O estudo seguiu a lista de verificação STROBE para estudos observacionais. Resultados: Foram incluídos 310 estudantes. A idade média foi de 25 ± 8,52 anos, e 75,2% eram do sexo feminino. A pontuação média total para o medo da morte foi de 99,22 ± 21,97, indicando níveis relativamente baixos de medo. No entanto, os estudantes da área da saúde apresentaram taxas mais elevadas de medo da morte em comparação com os estudantes de outras áreas de formação. Também foram encontradas diferenças de idade e género, com os estudantes do género feminino e mais jovens a relatarem níveis significativamente mais elevados de medo da morte (p < 0,01). A matriz de correlação de Pearson indicou que o medo da morte está correlacionado positivamente com o conceito de boa morte, e correlacionado negativamente com a autocompaixão (p < 0,01). Os principais fatores que influenciam o medo da morte incluem a idade, género, os domínios de encerramento e controlo, e a subescala de sobre-identificação (valor R-quadrado ajustado [R2] = 0,352). Conclusões: Os resultados sugerem que os estudantes estão mal preparados para lidar com as questões relacionadas com morte, revelando medo, pensamentos e sentimentos negativos. Neste sentido, é necessário implementar intervenções educacionais com foco na educação sobre a morte, bem como envolver ativamente os estudantes em iniciativas comunitárias compassivas, de forma a aumentar a consciencialização e autoconfiança sobre os cuidados em fim de vida.
- Seeking Something beyond Themselves: A Concept Analysis of Spiritual Awakening Experiences at the End of LifePublication . Monteiro, Maria Manuela Fonseca; Laranjeira, Carlos António Sampaio de Jesus; Vitorino, Joel VieiraContexto/Objetivos: As experiências de fim de vida (EoL) são de suma importância para todos os envolvidos, dando origem a um conjunto de necessidades que vão muito além dos aspetos biofisiológicos, abrangendo a dimensão espiritual como core do ser humano. Assim, a compreensão dos processos de despertar espiritual auxilia os profissionais de cuidados paliativos a melhorar a qualidade dos cuidados prestados a pessoas com doenças potencialmente fatais, bem como às suas famílias. O despertar espiritual surge associado à satisfação das necessidades espirituais perante uma crise existencial, como é a proximidade da morte. No entanto, os seus limites conceptuais precisam de ser clarificados para permitir a prestação de cuidados paliativos qualificados e humanizados. Assim, este estudo tem como objetivo identificar os principais atributos, antecedentes, consequentes e referentes empíricos do despertar espiritual em fim de vida, bem como clarificar as ambiguidades existentes em torno do conceito. Método: Trata-se de uma análise de conceito desenvolvida de acordo com as oito etapas proposta por Walker e Avant. A pesquisa bibliográfica foi realizada em maio de 2025 em três bases de dados (PubMed, CINAHL e Scopus). Resultados: Após a revisão, foram incluídos 21 artigos para análise. A análise revelou quatro domínios principais de atributos: (1) domínio sensório-percetivo; (2) domínio afetivo/cognitivo; (3) domínio relacional; e (4) domínio transcendental. Além disso, a consciência espiritual e a matriz existencial surgiram como antecedentes deste conceito. A reavaliação de crenças, a descoberta da serenidade espiritual e liberdade interior, a promoção do crescimento espiritual e o desejo de deixar um legado foram identificados como consequências. Conclusões: O conceito do despertar espiritual revela-se como um fenómeno complexo e multifatorial, com um impacto profundo no confronto da pessoa com a finitude. Reconhecer e integrá-lo nos cuidados paliativos permite uma compreensão mais abrangente da consciência humana. Para lidar com as experiências de despertar espiritual nos contextos de saúde, é necessária uma abordagem multifacetada. Esta deve incluir o reconhecimento da espiritualidade como determinante da saúde, a integração dos cuidados espirituais na prática clínica, bem como a oferta de formação e treino dirigida à competência em cuidado espiritual para os profissionais de saúde. Recomenda-se ainda a realização de mais investigação transdisciplinar para explorar as variações fenomenológicas do despertar espiritual, orientar intervenções clínicas e avaliar o seu impacto no bem-estar e crescimento espiritual.
- SPIRITUAL CARE COMPETENCE IN PALLIATIVE CARE: A CONCEPT ANALYSISPublication . Coelho, Joana Rita Lucas; Laranjeira, Carlos António Sampaio de JesusO cuidado é um conceito multidimensional que inclui a espiritualidade como um elemento dinâmico e integrador da experiência humana. A integração da espiritualidade na prática clínica permite uma resposta mais abrangente às necessidades humanas, sendo, portanto, a competência em cuidado espiritual uma aptidão essencial a ser desenvolvida pelos profissionais que atuam em cuidados paliativos. No entanto, esta competência tem recebido pouca atenção, em grande parte devido à escassez de conhecimento e formação entre os profissionais. Este estudo teve como objetivos: a) definir os principais atributos do conceito de competência em cuidado espiritual nos cuidados paliativos; b) identificar os seus antecedentes e consequências; c) examinar os seus referentes empíricos; e, d) esclarecer os seus limites conceituais. Para o efeito, utilizou-se o método de análise de conceito proposto por Walker e Avant. Os atributos centrais foram organizados em três domínios principais: (1) recursos intrapessoais, os quais incluem a consciência espiritual, humildade, sensibilidade, confiança, sabedoria e intuição; (2) recursos interpessoais, tais como a presença, escuta ativa, compaixão e empatia; e (3) recursos transpessoais, os quais envolvem a capacidade de estabelecer conexões significativas, auxiliar na procura de sentido e explorar a esperança realista. Estes domínios podem ser desenvolvidos ao longo do tempo, embora envolvam maturidade e experiência profissional. Entre os antecedentes identificados estão o envolvimento ativo no cuidado, a formação específica em cuidado espiritual e o reconhecimento da dimensão espiritual do indivíduo. As consequências da competência envolvem benefícios para a pessoa, o profissional e para o ambiente de cuidados. Destaque para o alívio do sofrimento, redução do stresse e da ansiedade, melhoria do bem-estar espiritual e redução dos custos em saúde. Conclui-se através desta análise de conceito que, quando intencionalmente cultivada, a competência em cuidado espiritual contribui significativamente para a prática do cuidado humanizado e centrado na pessoa, promovendo ganhos para o doente/família e maior satisfação e realização profissionais.
- The practices of Portuguese Primary Health Care Professionals in Palliative Care Access and Referral: A Focus Group StudyJoaquim, Camila Alexandra de Perdigão; Laranjeira, Carlos António Sampaio de JesusContexto/Objetivos: A prevalência de pessoas com doenças incuráveis e progressivas nos cuidados de saúde primários (CSP) é elevada. Os médicos de família e os enfermeiros devem ser agentes ativos na identificação precoce das necessidades paliativas e na implementação de abordagens paliativas em casos de baixa a média complexidade. Embora seja necessário encaminhar precocemente os casos mais complexos para equipas especializadas em CP, frequentemente, os profissionais de CSP demonstram falta de confiança ou competência para descrever o seu papel. Com efeito, este estudo teve como objetivos descrever: a) as práticas dos profissionais de CSP na prestação de cuidados paliativos; b) as barreiras no acesso e encaminhamento de doentes para serviços especializados de CP; e c) as estratégias utilizadas ou recomendadas para mitigar as dificuldades no acesso e encaminhamento para CP especializados. Método: Foi realizado um estudo qualitativo descritivo, utilizando cinco grupos focais com profissionais de enfermagem e médicos de três Unidades Locais de Saúde da região Centro de Portugal. As entrevistas semiestruturadas foram gravadas, transcritas e analisadas com recurso à análise temática. O estudo seguiu a lista de verificação COREQ. Resultados: No total, participaram 34 profissionais de CSP neste estudo. Na sua maioria eram mulheres (n = 26) e médicos de família (n = 24). A média de idades foi de 43,8±11,9 anos (intervalo: 29 a 65 anos). Os achados foram organizados em três temas centrais: 1) Os contornos da ação paliativa desenvolvida pelas equipas de CSP; 2) Barreiras no acesso e transição segura entre os CSP e os CP especializados; e 3) Formas de mitigar as dificuldades no acesso e encaminhamento para CP especializado. Conclusões: Os achados obtidos sublinham o papel fundamental dos profissionais de CSP na prestação de CP generalistas, na identificação e encaminhamento precoce dos doentes para CP, para além de exporem os desafios sistémicos e interpessoais que dificultam estes processos. Para ultrapassar estes desafios, é essencial investir no desenvolvimento de modelos de cuidados integrados que promovam processos de encaminhamento operativos, pouco burocráticos, e que garantam os recursos humanos necessários para o adequado acompanhamento dos utentes.
- PREPAREDNESS FOR CAREGIVING ROLE AND TELEHEALTH USE TO PROVIDE INFORMAL PALLIATIVE HOME CAREPublication . Caetano, Paula Cristina Santos; Laranjeira, Carlos António Sampaio de JesusOs cuidados paliativos (CP) são cuidados ativos e integrados, prestados por equipas interdisciplinares, que se baseiam em princípios ético-morais e de planeamento antecipado de cuidados, pelo que não antecipam, nem prolongam o processo de morte. O presente relatório final resulta da experiência desenvolvida no âmbito do Mestrado em Cuidados Paliativos da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria, e pretende evidenciar o desenvolvimento de competências enquanto mestre em CP, ao longo de três ensinos clínicos, designadamente: unidade de internamento em CP; equipa comunitária e equipa intra-hospitalar de suporte em CP. Na primeira parte do relatório é efetuada a caracterização dos contextos de aprendizagem. Na segunda parte, é efetuada a análise crítico-reflexiva das competências desenvolvidas, tendo sido a sua organização orientada pelos referenciais da European Association for Palliative Care (EAPC) e pelo ciclo de Gibbs. Por fim, é apresentado um estudo qualitativo com o objetivo de descrever como os cuidadores informais se sentem preparados para prestar CP no domicílio, caracterizar as suas experiências, bem como analisar o potencial da telesaúde na gestão do cuidado diário. Os achados obtidos apontam para a importância de uma abordagem sistematizada que integre a formação, o apoio emocional e a articulação eficaz dos recursos da comunidade. Com efeito, a abordagem em CP, requer para além da competência técnica, uma consciência ético-relacional, e práticas compassivas, ajustadas à singularidade de cada pessoa. Em suma, as aprendizagens adquiridas permitiram desenvolver competências pessoais, clínicas, psicossociais e ético-deontológicas inerentes aos CP especializados. Promoveram ainda uma maior sensibilidade para a valorização da morte e do processo de morrer como partes integrantes do desenvolvimento humano.
- O CONHECIMENTO ÚTIL DOS PROFISSIONAIS SOBRE CUIDADOS PALIATIVOS NAS ESTRUTURAS RESIDENCIAIS PARA IDOSOS (ERPI) DE UM CONCELHO DA REGIÃO CENTROPublication . Pedroso, Ana Cristina Ramos; Querido, Ana Isabel FernandesEm ERPI (Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas), os Cuidados Paliativos (CP) visam garantir qualidade de vida e dignidade aos utentes com doenças graves e progressivas, abrangendo o alívio de sintomas, suporte emocional e espiritual e o apoio familiar até ao fim da vida e no processo de luto. Neste desiderato, é imperativa a inclusão de CP em ERPI, o que reforça a importância da sua inclusão como valência. Para tal é necessário que os profissionais estejam munidos de um conjunto de conhecimentos úteis que lhes permitam avaliar as necessidades paliativas dos residentes, e estruturar uma resposta adequada em termos de ações paliativas e referenciação atempada. Este relatório de estágio reflete as competências desenvolvidas para a obtenção do grau de mestre, a partir da prática clínica realizada em dois contextos de Cuidados Paliativos: uma Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos e uma Unidade de Internamento. Nele pretende-se analisar as competências desenvolvidas no âmbito formativo, nos contextos descritos e evidenciar os resultados obtidos através da investigação empírica realizada junto de profissionais de ERPI. O relatório está estruturado em três componentes: os contextos de prática clínica, a análise reflexiva da experiência obtida através da prática realizada nos contextos e a descrição do estudo quantitativo, descritivo, observacional, sobre os conhecimentos úteis em CP dos profissionais em ERPI. Na primeira parte caracterizam-se os contextos de aprendizagem. Na segunda parte apresenta-se a análise critico-reflexiva das competências desenvolvidas e preconizadas pela European Association for Palliative Care, que se encontram alinhadas ao modelo interdisciplinar para a prática e educação em Cuidados Paliativos. A terceira parte do relatório refere-se à apresentação do estudo observacional, descritivo-correlacional e transversal realizado com o objetivo de caracterizar o conhecimento útil dos Profissionais de Saúde e outros Profissionais sobre os Cuidados Paliativos nas ERPI de um concelho da região centro de Portugal. Da análise dos resultados foi possível identificar lacunas significativas no que diz respeito ao conhecimento útil em Cuidados Paliativos dos profissionais que estavam ativamente a exercer funções em ERPI. Embora a amostra obtida tenha sido inferior ao esperado, limitando a representatividade dos resultados, os estes revelam uma necessidade clara de reforçar a formação contínua e específica nesta área. Complementarmente, a experiência em contexto de prática clínica permitiu integrar e aprofundar competências, num percurso formativo marcado por desafios, aprendizagens e crescimento profissional. Durante este período foi realizada observação e participação ativa nas atividades da equipa multidisciplinar, incluindo acompanhamento de utentes, famílias, prestação de cuidados diretos e realizadas atividades formativas à equipa. A articulação entre a prática e a investigação revelou-se fundamental para consolidar uma visão crítica e sensível, destacando a importância da presença dos CP nas ERPI como resposta estruturada e qualificada às necessidades dos utentes institucionalizados. Estes resultados sugerem a importância de implementar estratégias formativas que visem capacitar as equipas das ERPI a responder de forma mais eficaz às necessidades complexas e multidimensionais dos utentes institucionalizados. A formação deverá ser multidisciplinar, adaptada à realidade concreta das instituições, e articulada com equipas especializadas de CP, garantindo uma abordagem mais integrada, humana e centrada na pessoa.
- A REABILITAÇÃO EM CUIDADOS PALIATIVOS DE PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE PARALISIA CEREBRALPublication . Ferreira, Tásia Marina Faustino; Pedrosa, Vanda Cristina Barrocas VarelaOs Cuidados Paliativos são uma abordagem abrangente e holística, com o principal objetivo de prevenir e aliviar o sofrimento, promovendo a qualidade de vida aos doentes e às suas famílias. O presente Relatório de Estágio foi desenvolvido seguindo uma metodologia descritiva, reflexiva e crítica, suportada por evidência científica, descrevendo, o percurso realizado ao longo do percurso formativo realizado, como requisito para a, obtenção do grau de mestre em Cuidados Paliativos, no âmbito do 1.º Mestrado em Cuidados Paliativos da Escola Superior de Saúde de Leiria do Instituto Politécnico Leiria. O documento encontra-se dividido em três partes. Na Parte I, são abordados temas fundamentais sobre Cuidados Paliativos, e a caracterização dos locais de estágio. A Parte II integra a análise crítica das competências desenvolvidas ao longo dos estágios, com base nas competências que os profissionais de saúde que prestam Cuidados Paliativos devem possuir, em consonância com a European Association for Palliative Care. Na Parte III, é apresentado o projeto de investigação desenvolvido, uma Scoping Review sob o tema: A Reabilitação em Cuidados Paliativos de pessoas com diagnóstico de Paralisia Cerebral. Utilizando a metodologia proposta pelo Joanna Brigs Institute, o objetivo é mapear e identificar as intervenções não farmacológicas de reabilitação em pessoas com Paralisia Cerebral nos Cuidados Paliativos, a saber: (1) musicoterapia; (2) acupuntura; (3) fisioterapia; (4) terapia da fala e (5) ludoterapia, com benefícios na carga de sintomas e alívio do sofrimento e na qualidade de vida, bem como das suas famílias, onde o contexto domiciliário de reabilitação parece aquele mais favorável, a todos os intervenientes. Apesar das recomendações internacionais, sugerirem a incorporação da reabilitação nos Cuidados Paliativos, a revisão identificou lacunas na literatura que interliga o tema, especialmente no que diz respeito à população adulta e à transição de cuidados entre a infância e a idade adulta. Não se encontrou referência, nos CP, ao uso de intervenções não farmacológicas habitualmente usadas na reabilitação da PC, como a Terapia Ocupacional ou a Hidroterapia nem, se conheceram estudos que indicassem, o uso de tecnologias de apoio, amplamente usadas em pessoas com este diagnóstico. Os resultados, reforçam ser importante desenvolver estudos primários sobre tema, no sentido de aprofundar o conhecimento sobre as intervenções não farmacológicas de reabilitação em Cuidados Paliativos para pessoas com diagnóstico de Paralisia Cerebral, e assim preparar profissionais para atuar em conformidade. O relatório reflete a aprendizagem e as competências adquiridas ao longo do processo formativo, a investigação crucial à aprendizagem, espera-se que venha trazer à luz maior conhecimento, na interface que liga, a Reabilitação e Cuidados Paliativos, sobretudo em trajetórias longas e possíveis na Paralisia Cerebral.
- A Competência Cultural na Prestação de Cuidados PaliativosPublication . Santos, Luan Elvis da Silva dos; Lopes, Maria da Saudade de Oliveira Custódio; Pedrosa, Vanda Cristina Barrocas Varela
- A INTERVENÇÃO DA FISIOTERAPIA, NO CONFORTO AO DOENTE EM CUIDADOS PALIATIVOSPublication . Domingos, Daniela Filipa dos Santos; Pedrosa, Vanda Cristina Barrocas VarelaAntecedentes/Objectivos: O envelhecimento da população e o aumento das doenças crónicas desafiam os sistemas de saúde a adotar abordagens centradas na pessoa, especialmente nos Cuidados Paliativos, onde a gestão dos sintomas permanece limitada. A Fisioterapia desempenha um papel fundamental no alívio do desconforto, mas enfrenta uma integração inconsistente em Portugal devido à falta de reconhecimento. As variações nos métodos de intervenção dificultam a prestação uniforme de cuidados, limitando o acesso atempado dos doentes a tratamentos e conhecimentos centrados no conforto. Este estudo tem como objetivo aprofundar a compreensão do papel da fisioterapia nos CP portugueses para melhorar a sua integração nas equipas e melhorar o acesso dos doentes aos métodos de cuidados de conforto: O estudo utilizou uma abordagem qualitativa descritiva com Focus Groups online, guiado pela metodologia de Krueger e Casey e aderindo à lista de verificação COREQ. Foi selecionada uma amostra de conveniência não probabilística de fisioterapeutas que trabalham em cuidados paliativos em Portugal continental e ilhas e que cumpriam os critérios de inclusão. Foram planeados três GFs com um máximo de dez participantes cada; no entanto, devido a questões de disponibilidade e assiduidade, apenas 15 fisioterapeutas participaram: cinco no GF1 em unidades hospitalares de CP, seis no GF2 em unidades de internamento e quatro no GF3 - o número mínimo adequado de unidades baseadas na comunidade. Resultados: A fisioterapia desempenha um papel crucial, mas sub-reconhecido, nos cuidados paliativos, enfatizando a necessidade da sua total integração nas equipas de cuidados em vez de depender de referências tardias e de plantão. São utilizadas técnicas como o posicionamento, a mobilização, o alívio da dor e da dispneia, exercícios adaptados, massagem, musicoterapia e apoio emocional. Os instrumentos convencionais de fisioterapia são utilizados e personalizados de acordo com o contexto, a duração, o ambiente, a dosagem e as necessidades individuais do doente. Conclusões: A fisioterapia deve ser reconhecida como uma parte fundamental dos cuidados paliativos, ajudando não só a prolongar a vida, mas também a assegurar o conforto e a dignidade dos doentes e das suas famílias. Para tal, o seu papel nas equipas multidisciplinares deve ser reforçado, apoiado por regulamentação que garanta o acesso e a integração formal dos fisioterapeutas. No entanto, existe ainda uma lacuna significativa no acesso regular dos doentes a intervenções centradas no conforto e no momento certo, talvez pelo facto de a intervenção da fisioterapia variar muito em função do doente e do contexto de prestação de cuidados, o que constitui um desafio para o conhecimento, tanto em Portugal como a nível mundial.
- Perceções e práticas sobre a atuação interdisciplinar numa Equipa Intra Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos: um estudo qualitativoPublication . Cruz, Célio Gomes Leal Pereira da; Pedrosa, Vanda Cristina Barrocas Varela
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