ESAD.CR - Mestrado em Artes Plásticas
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Percorrer ESAD.CR - Mestrado em Artes Plásticas por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "05:Igualdade de Género"
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- A Obra como RastoPublication . Marques, Jorge Miguel Matias; Faria, Nuno Filipe Moreira Ribeiro; Bragança, Célia MeloO presente documento tem por objetivo refletir acerca de um conceito particular que identifiquei como sendo central à minha prática artística em gravura: o conceito de “rasto”. O termo “rasto” refere-se a um resto material deixado após uma ação. Assim, procuro estabelecer uma aproximação entre a prática da gravura e o conceito de rasto, ao delimitar um conjunto de caraterísticas comuns a ambos os processos, numa reflexão que articula os conceitos de aura e informe. Ao longo deste documento demonstrarei como rasto e gravura se assemelham nas caraterísticas materiais dos processos que englobam, bem como nos seus produtos e a forma particular como estes se significam. Em particular destacarei a forma como os seus processos compreendem a mesma conjuntura onde uma substância que agindo como matriz transfere as suas caraterísticas para uma superfície recetora.
- As presenças da máscaraPublication . Tonelo, Francisco Monteiro Gardete; Marmeleira, José Manuel Marques da SilvaNeste texto trabalho com o elemento máscara como conceito, experiência e objeto no seio do domínio artístico, servindo-me de livros de autores variados, depoimentos de artistas, entrevistas e filmes, criando assim novas ligações e oferecendo aos mesmos um toque único e pessoal. O texto é acompanhado de imagens de obras e fotografias que me interessam esteticamente e que considerei pertinentes para o trabalho desenvolvido.
- Fragmentação e Multiplicidade - a construção da identidade no autorretratoPublication . Gomes, Jéssica Carolina Figueira; Silva, Rodrigo Eduardo Rebelo; Pereira, Catarina Maria Lusitano Leal da CâmaraEsta dissertação investiga o autorretrato como prática artística e como instrumento de construção e desconstrução da identidade pessoal na contemporaneidade. Parte-se da premissa de que o “eu” é um conceito fluido, fragmentado e em constante transformação, moldado pela relação com o outro, com a imagem e com o tempo. Através da análise da fragmentação da imagem como estratégia artística, explora-se a multiplicidade e a complexidade da identidade, questionando os limites entre o verdadeiro e o falso, o consciente e o inconsciente, a máscara e a essência. A investigação desenvolve-se no entrelaçamento de uma abordagem prática e teórica, integrando diferentes técnicas como a pintura a óleo, escultura e a fotografia, em diálogo com uma pesquisa e reflexão sobre o modo como alguns ensaístas pensaram a redefinição da identidade da contemporaneidade e o modo como o autorretrato permite explorar e recolher evidências sobre a condição contemporânea da identidade. A prática artística autoral centrou-se na exploração da fragmentação visual como metáfora da fragmentação interior, refletindo sobre como a identidade se revela ou se oculta na autorrepresentação. São abordados alguns conceitos fundamentais como o papel do espelho e do reflexo na construção da identidade, assim como o paradoxo da representação, como um ato simultaneamente revelador e encenado.
- INCISÕES DE VÁRIOS TIPOS num Percurso e Projeto de Soraia MartinsPublication . Martins, Soraia; Marta Isabel Gonçalves , SoaresO meu trabalho artístico, de algum modo, construiu-se desde cedo a partir de gestos de incisão de vários tipos. Foi nos primeiros trabalhos com recorte e colagem digital, que surgiram as incisões, nessa altura, sob a forma de "cortes virtuais". Do 1°ano de Licenciatura ao último ano de Mestrado, passei das incisões digitais às incisões físicas sobre papel, até chegar às incisões (simuladas) sobre o meu próprio corpo. Esta dissertação incidirá sobre este aspeto particular do meu percurso e projeto de trabalho atual. A incisão, tal como estabelecido na sua definição, designa o ato de cortar: « incisão|in·ci·são|n.f. (latim: incisio, -onis) Corte com instrumento cortante. = Golpe, Talho. (...) Palavras relacionadas: escarafunchar, escarificar, gemar, incisar, sarjar, (...) »1. A incisão é um termo transversal a várias práticas que pressupõem um corte, que pode constituir-se num atravessar do suporte pictórico ou o próprio corpo. Do Percurso até ao Projeto atual, a incisão fará a sua aparição sob formas variadas; por um lado, ela ocorrerá sobre suportes como papel e, por outro, sobre superfícies como a minha pele. Enquanto o primeiro tipo de incisão se aproximará de um ato de corte e recorte, o segundo tipo evocará um processo de corte e escarificação (a escarificação pressupõe "cicatrização" ou cura deixando uma marca). Assim sendo, a descrição dos meus processos de incisão serão, por vezes, por mim classificados/referidos enquanto processos de Recorte (no caso das incisões sobre papel) e de processos de Escarificação (no caso das incisões sobre pele, mesmo que se trate apenas de uma simulação). Estes dois tipos de incisão, que dão origem ao título desta dissertação, serão analisados tanto no contexto histórico da sua utilização em Artes Plásticas, como na sua atualidade artística contemporânea, e posteriormente irão acompanhar a reflexão sobre o meu projeto.
- Processos para alcançar um manifesto do corpo a ocupar. Desdobramentos do corpo em práticas performativas.Publication . Rodrigues, Sofia Medeiros; Morais, Teresa Margarida LuzioEsta dissertação desenvolve-se em torno do cruzamento entre as linguagens da performance e das artes plásticas, com base na experiência académica que adquiri através da licenciatura em Teatro e o Mestrado em Artes Plásticas. Nestas disciplinas o corpo ocupa diversos papéis no processo criativo, desdobrando-se por lugares imaginários, em exercícios do “fazer” a partir do “não saber". Durante a performance estão implícitas proximidades físicas entre o público e a obra, dando relevância à emancipação dos corpos, transportando-os para outros lugares invisíveis. Deste modo, crio instalações, com o apoio de objetos e imagens, para revelar a participação experiencial do público para, desejavelmente, este poder ocupar outro lugar. Analiso, com o apoio de referências, de que modo os lugares podem convocar a ocupação do corpo, a partir da produção de objetos para a construção de acontecimentos. Com especial atenção no processo criativo, exponho algumas criações que considero serem estudos em torno de ocupações do meu corpo em contexto atelier e que integram esta dissertação.
- Uma tenda desmontada é uma cama enraizadaPublication . Martins, Joana Rita Bento; Letria, Pedro Miguel Almeida; Pereira, Catarina Maria Lusitano Leal da CâmaraA nossa imagem tem o poder de nos levar até onde quisermos ir, inclusive de nos fazer pertencer a nichos que pensámos serem inatingíveis. Mas isso carrega consigo uma responsabilidade social , que é em parte descredibilizada. O querer parecer mais do que aquilo que se é , levanta o medo de poder dar um passo em falso e já não se ser aceite. Aqui, coloca-se em risco a partilha presencial e pessoal da vulnerabilidade de cada ser humano e a necessidade de se ser aceite pela comunidade. O trabalho prático desenrola-se através deste desafio, expor a minha vulnerabilidade para que o outro se possa sentir confortável em fazer o mesmo. Para isto, são exploradas várias formas de captar a atenção do outro, trabalhando a proximidade entre a peça e o espectador, a dinâmica entre imagem, texto e a poesia visual. Através de vários códigos, danças de palavras e registos fotográficos é possível ler inquietações, medos e vergonhas, que de outra forma não seriam revelados. Neste documento exploro a dimensão de vários elementos que habitam o meu trabalho, em base nas minhas experiências pessoais e reflexões de outros artistas, sendo estes o quarto enquanto habitat/espaço, cama, cadeira, tenda e o poste de alta tensão.
