ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública
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Browsing ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública by advisor "Menino, Eva Patrícia da Silva Guilherme"
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- Conhecimento sobre Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) dos alunos do 9º ano da Escola Básica e Secundária Quinta das Flores e Conservatório de Música de CoimbraPublication . Simões, Cátia Solange Ferreira; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeEste relatório é composto por uma caraterização dos contextos de estágio realizados na Unidade de Saúde Pública (USP) “A” e na Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) “B”, seguida de uma descrição e análise das atividades e competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista de Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública desenvolvidas nestes contextos de estágio. É constituído ainda, por uma investigação secundária com revisão integrativa da literatura de acordo com as recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute Reviewer´s Manual nas bases de dados CINAHL Complete (via EBSCOhost) e MEDLINE Complete (via PubMed), com o objetivo de responder à questão de revisão: Qual a eficácia das sessões de educação para a saúde no conhecimento sobre Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) dos alunos do 9º ao 12º ano? Elaborada de acordo com a mnemónica “PICo” – população(P), fenómeno de interesse (I) e contexto (Co). A população: alunos do 9º ao 12º ano; fenómeno de interesse: sessões de educação para a saúde sobre infeções sexualmente transmissíveis; contexto (Co): Contexto escolar. Após a aplicação de critérios de inclusão foram identificados 1814 estudos potencialmente relevantes tendo sido incluídos e analisados 20 estudos. Engloba também uma investigação primária, com elaboração e implementação do projeto de intervenção comunitária intitulado “Conhecimento sobre ISTs dos alunos do 9º ano da Escola Básica e Secundária da Quinta das Flores e Conservatório de Música de Coimbra”, tendo por base o modelo de Dahlgren e Whitehead (1991) e a metodologia do planeamento em saúde (Rodrigues, 2021). É um estudo quasi-experimental sem grupo de controlo, onde participaram 81 alunos. Tem como objetivos gerais avaliar os resultados das sessões de educação para a saúde nos conhecimentos sobre ISTs e contraceção através de estratégias educativas interativas e promover a vivência de uma sexualidade segura e responsável por parte dos adolescentes. Como instrumento para implementação do projeto foi aplicada a Escala de Avaliação de Conhecimentos dos Jovens – Adultos sobre Contraceção (Nelas, 2023) antes e após a intervenção, que consistiu em três sessões interativas de 45 minutos, abordando as temáticas ISTs, métodos contracetivos e comunicação e namoro. Os resultados demonstraram um aumento estatisticamente significativo no nível de conhecimentos dos alunos, com a pontuação média dos alunos a subir de 58,73% para 78,24%, representando um crescimento de 19,51%. Após a intervenção, verificou-se que 88,9% dos alunos aumentaram conhecimentos. Verificou-se ainda, que 65,4% dos alunos atingiram bons conhecimentos e 8,6% apresentaram conhecimentos muito bons, e nenhum aluno permaneceu com baixo conhecimento. O género não influenciou significativamente os conhecimentos acerca das ISTs e contraceção dos jovens no momento pré-intervenção, mas exerceu influência no momento pós-intervenção. Podemos afirmar que existem diferenças estatisticamente significativas de acordo com o género nos conhecimentos adquiridos, no momento pós intervenção, com as raparigas a apresentarem pontuações ligeiramente superiores em relação aos rapazes no pós-teste (80,23% vs. 75,18%, p = 0,033). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as turmas. Como principais conclusões, o estudo confirmou a eficácia das intervenções educativas interativas na promoção do conhecimento sobre ISTs e contraceção, alinhando-se com a pesquisa bibliográfica. O envolvimento dos alunos e professores foi positivo, reforçando a necessidade de integrar este tipo de projetos no programa de saúde escolar. A implementação de metodologias interativas e parcerias entre unidades de saúde e escolas tem um forte contributo para a prevenção das ISTs e adoção de comportamentos sexuais mais seguros.
- Integra-TE: Projeto de Intervenção numa comunidade imigrantePublication . Caldeira, Daniela Filipa Cação; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeIntrodução: O presente trabalho relata o percurso desenvolvido durante o estágio, destacando a aquisição das competências comuns e específicas do Enfermeiro especialista em Enfermagem Comunitária, na área de Saúde Comunitária e Saúde Pública. Além disto, descreve a implementação do Projeto de Intervenção Comunitária “Integra-TE”, enquadrado na competência específica do Planeamento em Saúde. Objetivos: Demonstrar as competências desenvolvidas no âmbito da enfermagem especializada, nomeadamente as competências comuns do enfermeiro especialista e as específicas na área de saúde comunitária e saúde pública. Metodologia: O projeto “Integra-TE” seguiu a metodologia de planeamento em saúde de Imperatori & Giraldes, tendo como ponto de partida a realização de um diagnóstico de situação de saúde. O referencial teórico adotado incluiu o Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender, e o Modelo de Madeleine Leininger. O objetivo geral do projeto é, aumentar adesão à vacinação dos imigrantes a residir na USF Figueira Sul, no polo marinha das Ondas. Em termos de instrumento de recolha de dados foi elaborado e aplicado um questionário. As estratégias de intervenção utilizadas foram: intervenções educativas (esclarecimento de dúvidas sobre vacinação e reforço da importância da vacinação.); Uso de soundbites; Parcerias com stakeholders; Regularização do PNV. Resultados: A amostra foi constituída por 22 imigrantes inscritos na Unidade de Saúde Familiar Figueira Sul, no polo marinha das Ondas, que cumpriam os critérios de inclusão. Discussão: Através deste tipo de investigação/acção concluímos que a maioria dos imigrantes eram do sexo masculino (91%), com uma média de idades de 35,73 e 68 refere que não falavam nem escrevem português. Relativamente aos países de origem 73% eram oriundos do Nepal e 27% do Bangladesh e no que diz respeito as habilitações literárias 55% refere possuir o ensino secundário,36% o 3ºciclo, 5%Licenciatura/Mestrado/Doutoramento e 4% 2.º Ciclo. No inicio da nossa intervenção tínhamos 77.3 % inscritos e 22,7%, não estavam inscritos. Após a intervenção, a totalidade dos não inscritos (100%) formalizou a sua inscrição no Centro de Saúde. Cerca de 73% de imigrantes não cumpre o PNV, mas com a intervenção regularizaram as vacinas. Conclusão: O projeto “Integra-TE” permitiu desenvolver competências em Enfermagem Comunitária e promover a inclusão dos imigrantes no sistema de saúde, com impacto positivo na adesão à vacinação e no acesso aos cuidados de saúde.
- Projeto Integra-TE - Promoção do Acesso aos Cuidados de Saúde de uma Comunidade ImigrantePublication . Luís, Tânia Manuela Marques; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeO presente relatório descreve o percurso desenvolvido durante o estágio de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública. O relatório tem como objetivo desenvolver uma análise reflexiva sobre a aquisição das competências comuns e específicas do enfermeiro especialista em Enfermagem Comunitária, na área de Saúde Comunitária e Saúde Pública e descrever o projeto de intervenção comunitária Integra-TE, com base na metodologia de Planeamento em Saúde, tendo como referenciais teóricos o Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender e a Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Cultural de Madeleine Leininger, evidenciando a importância da prática especializada baseada na evidência. O fluxo migratório e a movimentação constante das pessoas são crescentes, o que exige adaptações nos sistemas de saúde para garantir acessibilidade e equidade nos serviços de saúde. Os imigrantes enfrentam barreiras que dificultam o acesso à saúde, o que pode levar ao aumento de doenças preveníveis, disseminação de doenças infeciosas e sobrecarrega dos serviços de emergência. Investir em políticas de saúde inclusivas melhora a qualidade de vida dos imigrantes e fortalece o sistema de saúde como um todo. Neste sentido, o projeto Integra-TE visa promover o acesso aos cuidados de saúde dos imigrantes a residir na Marinha das Ondas. A amostra foi constituída por 22 imigrantes que cumpriam os critérios de inclusão. Foi utilizado como instrumento de recolha de dados um questionário inicial e um questionário final para avaliar a aquisição de conhecimentos. As estratégias de intervenção utilizadas foram a promoção da saúde, através de intervenções educativas, soundbites e marketing social, e o estabelecimento de parcerias com os stakeholders. Após análise descritiva dos dados, apurou-se que os imigrantes tinham um conhecimento reduzido sobre o acesso aos cuidados de saúde, onde foi identificada como a principal barreira no acesso aos cuidados de saúde a língua. Adicionalmente, foram observados esquemas de vacinação incompletos ou ausentes. Com a implementação do projeto, verificou-se a promoção do acesso aos cuidados de saúde, aumento dos conhecimentos sobre o acesso aos cuidados de saúde, diminuíram as barreiras no acesso aos serviços de saúde e foi promovido o acesso à vacinação para a população imigrante. O projeto Integra-TE permitiu o desenvolvimento das competências em enfermagem comunitária e contribuiu para uma melhoria contínua, promoção da saúde, prevenção de doenças e naturalmente obter ganhos em saúde.
- SorriDAR – Projeto de literacia em saúde oral para os encarregados de educação doEnsino BásicoPublication . Oliveira, Ana Maria Ferreira; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeO presente trabalho relata todo o percurso desenvolvido em estágio, nomeadamente a aquisição das competências comuns e específicas do enfermeiro especialista em Enfermagem Comunitária, na área de Saúde Comunitária e Saúde Pública e a realização do projeto de intervenção comunitária “SorriDAR” incluído na competência específica do planeamento em saúde. O projeto “SorriDAR” seguiu a metodologia do planeamento em saúde de Imperatori e Giraldes (1993), tendo sido crucial a elaboração do diagnóstico de situação de saúde focado na literacia em saúde oral dos encarregados de educação das crianças do Ensino Básico. Teve como referencial teórico o Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender, o modelo de literacia em saúde e a salutogénese. Os objetivos gerais do projeto “SorriDAR” foram caraterizar a literacia em saúde oral dos encarregados de educação de crianças que frequentam o Ensino Básico e avaliar a sua perceção sobre o aumento da literacia A amostra foi constituída por 22 encarregados de educação das crianças do 1.º e 2.º ano do Ensino Básico de um Agrupamento de escolas. Em termos de instrumento de recolha de dados foi usado um questionário. As estratégias de intervenção utilizadas foram 2 sessões de educação para a saúde com duração de 45 minutos com debate de ideias, divulgação de vídeos alusivos à temática e a entrega de um folheto informativo. Através deste estudo concluímos que a maioria dos participantes eram mães (86,4%), portuguesas (72,7%) com uma média de idades de 39,5 anos. Metade dos encarregados de educação era licenciado (54,5%) e a maioria tinha formação na área de saúde oral (72,7%). A totalidade das crianças escova os dentes e a maioria pelo menos duas vezes por dia (77,3%). A maior parte das crianças nunca teve um problema de saúde oral (68,2%) e já foi à consulta com médico dentista ou higienista oral (90,9%). Os encarregados de educação consideraram ter um nível suficiente de literacia em saúde oral (95,5%) e concluíram que o projeto melhorou a sua literacia em saúde oral (90,9%). O trabalho apresenta ainda, um capítulo sobre a prática baseada na evidência que permitiu aprofundar e caraterizar o grupo comunitário que serviu de base para o planeamento em saúde.
- USO DO PRESERVATIVO: ATITUDES DOS JOVENS ATENDIDOS EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS NA REGIÃO CENTRO DE PORTUGALPublication . Mendes, Ensa; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeIntrodução: O sexo desprotegido representa um problema de saúde pública, contribuindo para morbidade e mortalidade. Diariamente, mais de 1 milhão de pessoas adquirem Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Embora todas as pessoas sexualmente ativas estejam em risco, os jovens são particularmente vulneráveis devido às altas taxas de prevalência e comportamentos sexuais de risco. Para mitigar a transmissão, os preservativos são essenciais nessa faixa etária, sendo crucial promover a sua correta utilização como método contracetivo eficaz na redução do risco de ISTs. Métodos: É um estudo, quantitativo, transversal, observacional e descritivo, que utilizará uma amostragem não probabilística intencional para recrutar todos os jovens (16-25 anos) que frequentam as consultas do Centro de Atendimento a Jovens (CAJ) na região central de Portugal, que aceitem voluntariamente participar. A recolha de dados será feita através de um questionário online, utilizando a escala "Condon Use Self Efficacy Scale (CUSES)", validada para a população portuguesa. O tratamento de dados ocorrerá no programa informático Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) Statistics Base versão 29. Resultados: O estudo envolveu 77 participantes jovens, sendo a maioria do sexo feminino (96,1%). A idade mediana foi de 20 anos, embora os rapazes tenham apresentado uma mediana ligeiramente superior (22 anos) em comparação com as raparigas (20 anos), sem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. A maioria dos participantes era de nacionalidade portuguesa (75,3%), estudantes (70,1%) e frequentava o ensino secundário (45,5%). Quanto à autoeficácia no uso do preservativo, a média na escala CUSES foi de 53,29, com pontuações mais altas entre os participantes do sexo feminino. A faixa etária de 20 a 25 anos demonstrou uma maior autoeficácia, e embora tenha sido observada uma maior autoeficácia entre os participantes do ensino básico, não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos. Na análise por nacionalidade, os participantes portugueses apresentaram maior autoeficácia. Conclusão: Com base nos resultados e discussão apresentados, é possível inferir importantes conclusões e sugerir estratégias para promover uma maior autoeficácia no uso do preservativo entre os jovens em Portugal. A autoeficácia moderada revelada sugere uma perceção equilibrada entre capacidade e confiança, embora momentos de insegurança ainda sejam evidentes. Isso indica a necessidade de abordagens sensíveis e abrangentes na promoção da saúde sexual, oferecendo tanto informações sobre o uso correto do preservativo quanto estratégias para lidar com a insegurança.
