Revista Portuguesa de Terapia Ocupacional (RPTO)
URI permanente desta comunidade:
Visa promover e divulgar atividades de reflexão, investigação e intervenção no domínio da Ocupação Humana, Saúde, Reabilitação, Educação e áreas afins, contribuindo, desta forma, para a consolidação e expansão do conhecimento e das práticas no espectro de atuação da Terapia Ocupacional. Procura também englobar contributos para a Formação Inicial e Contínua dos Terapeutas Ocupacionais.
Navegar
Percorrer Revista Portuguesa de Terapia Ocupacional (RPTO) por título
A mostrar 1 - 10 de 27
Resultados por página
Opções de ordenação
- Aplicação do MOHOST na Intervenção da Terapia Ocupacional em Saúde Mental no Centro Hospitalar do Baixo Vouga-PortugalPublication . Simões, Ana; Pereira, Beatriz; Filipe, Catarina; Fabião, Joana; Valente, Prazeres; Cura, Mariana; Santos, Filomena; Roldão, Elisabete; Ribeiro, JaimeIntrodução: Atualmente, verifica-se reduzida informação referente à prática dos terapeutas ocupacionais e à utilização do “Model of Human Occupation Screening Tool” (MOHOST) na avaliação de clientes psiquiátricos em Portugal. Objetivos: Delinear o perfil dos utentes do Hospital de Dia (HD) no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (DPSM-CHBV) e perceber a utilidade do MOHOST no processo da Terapia Ocupacional (TO), segundo a perceção das terapeutas ocupacionais. Material e Métodos: Foi realizado um estudo de caso exploratório-descritivo, de abordagem mista. A recolha de dados realizou-se a partir de 238 processos clínicos, dos resultados da avaliação do MOHOST e uma entrevista semiestruturada às TO do DPSM-CHBV. Posteriormente, realizou-se uma análise estatística com o software “Statistical Package for the Social Sciences” (SPSS) e a análise de conteúdo pelo software “Web Qualitative Data Analysis” (WebQDA). Resultados: Os resultados obtidos possibilitaram delinear o perfil do cliente psiquiátrico e obter a perceção das terapeutas ocupacionais sobre a utilidade do MOHOST no DPSM-CHBV. Destacam-se as limitações e potencialidades dos participantes através da avaliação do MOHOST, em linha com estudos anteriormente realizados. As TO referem alguns itens com maior dificuldade em avaliar, porém mencionam ser um instrumento útil e de fácil utilização. Conclusões: Constata-se que a aplicabilidade deste instrumento é útil na área de Psiquiatria e Saúde Mental, que indica a interferência psicopatológica nos papéis, rotinas, hábitos, participação e desempenho ocupacional do cliente, o que potencia a intervenção do terapeuta ocupacional.
- Atividade Física de Intensidade Moderada em Contexto de Pandemia por SARS-Cov-2: Estudo de PreditoresPublication . Silva, Cátia; Miranda, Leonor G.; Santos, JoãoIntrodução: A participação ocupacional na AF tem sido cada vez mais valorizada pelo impacto positivo na promoção de saúde e bem-estar. Objetivo: Verificar se a idade, sexo, hábitos tabágicos, consumo de álcool, Índice de Massa Corporal (IMC), duração do sono, patologia e medicação predizem o volume de atividade física (AF) de intensidade moderada segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), de pelo menos 150 minutos semanais, em adultos de ambos os sexos de nacionalidade portuguesa, durante a pandemia por SARS-Cov-2 em 2021, numa fase pós confinamento. Métodos: Estudo observacional analítico transversal. Recolha de dados através de questionário online contendo o IPAQ-SF e análise com regressão logística binária. Resultados: Amostra (n=216), maioritariamente feminina (67,6%), com idade compreendida entre 18 e 65 anos. A maioria dos participantes (60,2%) afirmou não cumprir o volume de AF de intensidade moderada, segundo as recomendações da OMS. A duração do sono (p=0,001), a idade (p=0,030) e os hábitos tabágicos (p=0,025) parecem predizer significativamente, em cerca de 15% (Nagelkerke R2=0,150), a prática de AF de intensidade moderada, de pelo menos 150 minutos semanais. Conclusão: Este estudo sugere que a duração do sono, a idade e os hábitos tabágicos podem ser preditores significativos da AF de intensidade moderada. Palavras-chave: “AF moderada”; “Duração do sono”; “Tabagismo”.
- Avaliação e intervenção nas Perturbações do Estado de Consciência em PortugalPublication . Soares, Ana Beatriz; Gaspar, Ana Catarina; Silva, Andreia Dias da; Teixeira, Liliana da ConceiçãoIntrodução: As perturbações de estado de consciência podem ser classificadas como coma, estado vegetativo ou estado de consciência mínima. Determinar o diagnóstico correto é de extrema importância de modo a definir o tipo de tratamento mais adequado à situação de cada cliente, bem como melhorar a gestão do caso e respetiva referenciação para a unidade de cuidados mais indicada; Objetivos: Compreender quais os métodos de avaliação e de intervenção utilizados pelos profissionais de saúde em casos de indivíduos em estado vegetativo e estado de consciência mínima, na população portuguesa; Métodos: O presente estudo é observacional descritivo com uma metodologia quantitativa. A seleção da amostra foi intencional, correspondendo a profissionais de saúde das áreas de Terapia Ocupacional, Terapia da Fala, Psicologia, Fisioterapia, Medicina e Enfermagem que trabalham ou tenham trabalhado com indivíduos com este quadro patológico. O instrumento utilizado foi um questionário desenvolvido pelas autoras; Resultados: Foram eleitos 47 participantes. Ao nível da avaliação, verificou-se que a Glasgow Outcome Scale é/foi a mais utilizada por 66.0% dos participantes. Constatou-se que 25.5% dos participantes não recorrem a métodos de avaliação. Quanto ao tratamento, os posicionamentos, o tratamento farmacológico e as mobilizações corresponderam aos tipos de tratamento mais mencionados; Conclusões: A avaliação realizada pelos profissionais de saúde em Portugal não está de acordo com as guidelines internacionais, evidenciando-se a necessidade de tradução e validação de instrumentos. Ao nível do tratamento, verificou-se que apesar do esforço por parte dos profissionais, este fica aquém do que está descrito nas guidelines internacionais e devia ser melhorado.
- (CICAc): Um estudo nas Universidades Sénior do Baixo-AlentejoPublication . Duarte, António; Gancinho, Luís; Rodrigues, Paulo; Batista, João; Germano, Rodrigo; Martins, Ana PaulaIntrodução A promoção da participação ocupacional e a solidariedade entre gerações, podem criar oportunidades às pessoas idosas para participarem ativamente e de forma produtiva na sociedade em que estão inseridas. As Universidades da Terceira Idade podem ser um recurso para potenciar este envelhecimento ativo; Objetivos: Avaliar o nível de autocuidados da população idosa pertencente às Universidades Seniores do Baixo Alentejo, recorrendo à escala “Classificação de Idosos quanto à Capacidade para o Autocuidado” (CICAc). Métodos: Estudo descritivo, transversal, de análise quantitativa. Participaram no estudo 35 de idosos portugueses com uma média de idade de 74A, sem alterações cognitivas, residentes no Baixo-Alentejo e a frequentar as Universidades Seniores de Beja, Serpa e Vidigueira. Para a recolha de dados usou-se escala “Classificação de Idosos quanto à Capacidade para o Autocuidado” (CICAc) Resultados Nas suas rotinas diárias, identificam-se como frequentes as atividades de Tomar banho; Vestir; Utilização da Casa de Banho; Alimentação; Higiene Pessoal; Comunicação; Utilização do telefone; Tomar medicamentos e Lazer Social. Destas, o Tomar Banho e o Tratamento de Roupas, são atividades desempenhadas pontualmente durante a semana, já Tomar Banho e Preparar as refeições, são atividades que consideravam mais significativas para si. As atividades que menos gostam de fazer são as Tarefas Domésticas e Tratamento de Roupa. Funcionalmente são independentes e encontram-se satisfeitos coma sua rede de suporte familiar e social. Conclusões. Globalmente a amostra deste estudo, tem uma boa rede de suporte familiar e social, tanto formal como informal, que lhes permite satisfazer as suas necessidades globais de autocuidado.
- Comportamento em crianças do 1.º ciclo: relação com o processamento sensorial e o tempo de exposição a ecrãsPublication . Alves, Anabela Oliveira; Trigueiro, Maria João Ribeiro Fernandes; Pinto, Élia Maria Carvalho Pinheiro da SilvaIntrodução: As alterações do comportamento podem estar associadas tanto com disfunções do processamento sensorial, como com o tempo de exposição a ecrãs. Objetivo: Verificar se o processamento sensorial e o tempo de exposição a ecrãs em crianças em idade escolar do 1.º ciclo influenciam os seus comportamentos. Método: Utilizou-se um questionário sociodemográfico, a Medida do Processamento Sensorial e o Questionário de Capacidades e Dificuldades. A amostra foi composta por 183 crianças entre os seis e os 10 anos. Para o tratamento de dados utilizou-se medidas de estatística descritiva para caraterizar a amostra e descrever as frequências das variáveis, para relacionar o processamento sensorial com o comportamento, e o tempo de exposição a ecrãs com o comportamento utilizou-se a correlação não paramétrica de Spearman, e para verificar se o tempo de exposição a ecrãs e o processamento sensorial são preditores do comportamento realizou-se uma regressão linear múltipla. Resultados: As variáveis que se revelaram preditoras do comportamento foram ao nível do processamento sensorial, a participação social (Beta = 0,255, p < 0,001), a consciência do corpo (Beta = 0,324, p < 0,001) e a audição (Beta = 0,164, p = 0,018), tendo sido apurada a tendência para quanto mais os problemas no processamento sensorial mais os problemas de comportamento. Da análise entre as variáveis, tempo de exposição a ecrãs e comportamento não se verificou nenhuma correlação significativa. Conclusão: Conclui-se que dificuldades no processamento sensorial estão associadas a uma maior prevalência de problemas de comportamento, em crianças com desenvolvimento típico.
- Contributo para a tradução e validação da Catherine Bergego Scale (CBS)Publication . Santos, Patrícia; Antão, Catarina; Carvalho, Ana Margarida; Pinto, Rosa; Guerreiro, Susana; Martins, Ana PaulaA Catherine Bergego Scale (CBS) é uma escala cujo objetivo passa por identificar a presença de síndrome de Negligência Unilateral (NU) em clientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), através da observação direta do desempenho nas atividades de vida diária (AVDs). A identificação de NU, o mais precocemente possível é um fator determinante para o processo de reabilitação. Para tal, é fundamental a existência de instrumentos de avaliação traduzidos e validados para a população portuguesa, que identifiquem eficazmente a NU nos seus vários graus e subtipos. Este estudo tem como objetivo dar um contributo para a tradução e validação da CBS e averiguar a sensibilidade da escala para avaliar precocemente os clientes com NU. Este é um estudo transversal, descritivo-correlacional de metodologia mista. Segue assim as fases de tradução para um novo idioma, síntese das versões traduzidas, avaliação da síntese pelos peritos, aplicação pelo público alvo e tradução reversa. Os resultados demonstram que a tradução da CBS, apresenta uma boa concordância inter-juízes, que o questionário relativo à perceção do desempenho do cliente pelo terapeuta e o questionário relativo à autoavaliação do desempenho do cliente apresentam uma boa consistência interna, bem como uma correlação muito forte entre si.
- Contributo para a validação da escala The Perceived Efficacy and Goal Setting System para a População PortuguesaPublication . Ferreira, Ana Isabel; Matos, Ana; Lança, Joana; Martins, Ana PaulaO Perceived Efficacy and Goal Setting (PEGS) é uma escala que identifica a percepção da criança sobre a sua eficácia em várias atividades do quotidiano (autocuidados, produtividade e atividades de lazer) comparando-a com a perceção dos seus cuidadores e educadores. Anteriormente, foi iniciada a contribuição para a tradução e adaptação cultural da escala PEGS (2ª edição) para a língua portuguesa, havendo necessidade de contribuir para a validação da PEGS para a População Portuguesa. Para tal, foi recrutada uma amostra de conveniência de 93 crianças (N=44; 47,3% do género masculino e N=49; 52,7% do género feminino), com idades compreendidas entre os 5 e 9 anos. Após a aplicação da escala, foram analisados e interpretados os dados obtidos e, através do cálculo do Alfa de Cronbach, foi possível aferir que a totalidade dos itens do questionário do cuidador e do educador revelam uma consistência muito forte (valor ≥ 0.9) e o da criança, uma boa fiabilidade (valor ≥ 0,7). Durante a aplicação da escala, verificou-se que a extensão da mesma poderá influenciar a atenção das crianças mais novas, assim como a complexidade da linguagem utilizada. Contudo, o sistema pictográfico, facilitou e motivou o envolvimento das crianças no decorrer da aplicação da PEGS. As investigadoras propõem a continuidade da validação da escala, nomeadamente através da recolha de dados normativos em diferentes regiões do país, uma vez que na prática da terapia ocupacional existe a necessidade de maior investimento em escalas de avaliação validadas para a população portuguesa.
- Contributo para Tradução e Validação da escala KidsLife para prática da Terapia Ocupacional em PortugalPublication . Santana, Maria Raquel; Pestana, Francisca; Cabecinha, Ana; Gomes, Inês; Martins, Ana PaulaConsiderando o número reduzido de instrumentos traduzidos e validados em Portugal e sendo estes uma mais-valia para a prática clínica, o presente estudo tem como objetivo efetuar todo o processo de tradução e adaptação transcultural da escala KidsLife. Trata-se de um estudo descritivo, de metodologia de análise mista (qualitativo e quantitativo). Esta escala, de origem espanhola, criada em 2016, avalia a qualidade de vida (QV) de crianças e adolescentes com perturbação intelectual. É preenchida por um observador externo, que conheça o indivíduo há pelo menos 6 meses, e que tenha oportunidade de conviver com o sujeito em vários contextos. A escala está dividida em oito domínios que determinam, em conjunto, a QV da pessoa com perturbação intelectual: bem-estar emocional, relações interpessoais, bem-estar material, desenvolvimento pessoal, bem-estar físico, autodeterminação, inclusão social e direitos. Após autorização dos autores da escala, obedeceu-se a todos os passos para a adaptação transcultural da mesma. Realizaram-se duas traduções e respetiva síntese das traduções. Seguiu-se a avaliação por um grupo de peritos, onde se obteve, após a segunda avaliação, valores de concordância entre peritos perfeita (k=1). Após finalizar a tradução, a escala foi aplicada a crianças e adolescentes de um Centro de Paralisia Cerebral do Alentejo. A consistência interna da escala foi avaliada, obtendo-se um Alfa de Cronbach de 0.953, ou seja uma consistência interna excelente. Prosseguiu-se para as duas retroversões, para o idioma de origem. A respetiva síntese das retroversões foi apresentada aos autores para avaliação, obtendo-se a validação da tradução efetuada.
- COVID-19 Pandemic and Mental Health in People with lived experience of Mental Illness: Resilience as a Protective FactorPublication . Costa, Ana; Marques, António; Almeida, Raquel Simões deIntrodução O impacto da pandemia COVID-19 na saúde mental de pessoas com experiência de doença mental não é claro. Os confinamentos permitiram aos utilizadores continuar a aceder a Estruturas Comunitárias de Reabilitação Psicossocial através do uso da telessaúde. Contudo, com base no impacto de pandemias anteriores, é possível que a pandemia de COVID-19 possa ter um impacto elevado na saúde mental. No entanto, a literatura sugere que a resiliência pode aumentar os comportamentos de promoção da saúde, diminuindo este impacto. Objetivos Compreender se a resiliência tem sido um fator protetor de sofrimento psicológico em pessoas com experiência de doença mental inseridas em Estruturas Comunitárias de Reabilitação Psicossocial em Portugal; Métodos 139 pessoas com experiência de doença mental integradas em estruturas comunitárias de reabilitação psicossocial em Portugal responderam a um inquérito online que incluiu dimensões relacionadas com a saúde mental, bem-estar e satisfação com a vida, durante a pandemia e o confinamento; Resultados Os resultados apontam para níveis elevados de resiliência e bem-estar mental dos indivíduos. A resiliência mostra uma correlação positiva com o bem-estar mental e a satisfação com a vida e uma correlação negativa com a pontuação da EADS-21. Conclusões A resiliência tem sido um fator protetor de sofrimento psicológico durante a pandemia. A terapia ocupacional pode desempenhar um papel fundamental na promoção da resiliência. No entanto, mais investigação neste campo deverá ser feita no futuro.
- Editorial inaugural da Revista Portuguesa de Terapia OcupacionalPublication . Gomes, Maria Dulce; Teixeira, Liliana; Ribeiro, Jaime
- «
- 1 (current)
- 2
- 3
- »
