ESECS - Mestrado em Comunicação Acessível
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESECS - Mestrado em Comunicação Acessível por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "10:Reduzir as Desigualdades"
A mostrar 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de ordenação
- Acessibilidade comunicativa nas paróquias brasileirasPublication . Santos, Cynthia de Cassia Rocha; Freire, Carla Sofia CostaEste estudo tem como objetivo analisar a acessibilidade e a inclusão nas paróquias da Igreja Católica, com um olhar especial para as barreiras atitudinais, que podem impedir o envolvimento completo das pessoas com deficiência na vida comunitária e litúrgica. A finalidade deste estudo é analisar como as atitudes dos demais membros da paróquia podem estar associadas à inclusão ou à exclusão das pessoas com deficiência, tanto nas práticas de fé quanto na participação em atividades litúrgicas, pastorais e sociais. Para isto, utilizei uma metodologia quantitativa, com aplicação de três questionários direcionado aos grupos: paroquianos com deficiência, paroquianos sem deficiência e sacerdotes. Os dados coletados revelam barreiras arquitetónicas, comunicacionais e, principalmente, atitudinais, sendo estas últimas as que trazem maiores índices. Percebe-se que ainda falta muito investimento em recursos para inclusão, tais como intérpretes de Língua Gestual Brasileira e materiais adaptados. O estudo revela, no entanto, que, apesar de algumas ações pastorais, a verdadeira inclusão ainda está no início e demanda estudo, estratégias e ações. A pesquisa enfatiza a importância de criar uma cultura de acolhimento e respeito à diversidade, investindo na formação do clero e nos agentes pastorais, bem como a sensibilização de todos os paroquianos das comunidades. Por isso, propomos a produção de um guia com boas práticas, para ajudar na formação dos vários grupos e pastorais, e assim construir uma Igreja inclusiva de verdade, valorizando a dignidade e o protagonismo de todos os fiéis.
- Inclusão no ensino superior: uma análise dos projetos realizados nos núcleos de acessibilidade, instituídos em duas universidades federais do nordeste brasileiroPublication . Filho, Milton Pereira de Carvalho; Mangas, Catarina Frade; Heidrich, Regina de OliveiraO avanço da educação inclusiva no Brasil fomentou a criação de núcleos de acessibilidade nas universidades federais, concebidos para articular recursos humanos, tecnológicos e pedagógicos em favor de estudantes com deficiência. Inserido nesse contexto, o presente estudo avaliou os projetos desenvolvidos pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) da Universidade Federal do Vale do São Francisco e pela Secretaria de Acessibilidade UFC-Inclui, examinando suas etapas de implantação, a efetividade das ações e a abrangência em relação ao tripé universitário (ensino, pesquisa e extensão). Tratou-se de uma pesquisa de abordagem mista, quantitativa - qualitativa, de caráter exploratório, realizada pela revisão bibliográfica e documental. Foram analisados atos normativos, relatórios de gestão, planos de ação e bancos de dados produzidos entre 2017 e 2025, totalizando quinze projetos institucionais. Esses documentos foram discutidos com quatorze estudos extraídos da literatura, submetidos à análise de conteúdo temática. Os resultados revelaram que ambos os núcleos integram tecnologias assistivas, serviços especializados e apoio financeiro no escopo de seus programas, mas apresentam assimetrias estruturais. A UFC-Inclui possui cinco departamentos temáticos e quadro funcional ampliado, ao passo que o NAI opera com equipe reduzida distribuída por sete campi. No conjunto dos projetos, 100% contemplam o ensino, 73 % estendem-se à extensão e 47% alcançam iniciativas de pesquisa. Apenas 27% dispõem de indicadores padronizados de desempenho; entre estes, destacam-se o PAED, cuja taxa média de aprovação semestral de estudantes beneficiados atingiu 86,3%, e o “Circuito Anticapacitista”, que reduziu em 18% os relatos de microagressões. Persistem lacunas na coleta sistemática de dados sobre retenção e tempo de integralização, bem como na oferta de recursos humanos especializados, especialmente na UNIVASF. Conclui-se que a consolidação de painéis de indicadores e a ampliação do quadro técnico são condições indispensáveis para transformar esses núcleos em polos sustentáveis de inovação inclusiva.
- O PAPEL DA REALIDADE AUMENTADA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À CULTURA: UM ESTUDO DE CASOPublication . Alves, Evellyn Mariany Fontes; Cantú, William Afonso; Heidrich, Regina de OliveiraEste estudo teve como objetivo transformar a exposição no Instituto Branco, no Rio de Janeiro, em uma experiência mais acessível e inclusiva, utilizando tecnologias como realidade aumentada (RA), inteligência artificial (IA) e recursos de acessibilidade digital. A exposição, que narra a história do casarão e seu papel no desenvolvimento econômico do Brasil, apresentava barreiras comunicacionais, como textos longos e complexos, falta de recursos multimídia e dependência de mediação humana, que limitavam o engajamento e a compreensão dos visitantes. Para superar esses desafios, foi desenvolvido um aplicativo interativo com recursos de realidade aumentada, áudio-, tradução para Libras, legendas e comunicação alternativa e aumentativa (CAA). Além disso, os textos da exposição foram reescritos utilizando a técnica de Plain Language, simplificando a linguagem e tornando o conteúdo mais acessível. O aplicativo foi projetado seguindo as diretrizes da WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) e os princípios do Design Universal, garantindo que pessoas com diferentes deficiências pudessem acessar o conteúdo de forma autônoma. Os testes de usabilidade, realizados com 13 participantes de diversos perfis (incluindo pessoas com deficiência visual, auditiva, idosos e indivíduos com Transtorno do Espectro Autista), validaram a eficácia do aplicativo em promover uma experiência mais inclusiva. Apesar dos desafios identificados, como a necessidade de melhorias na clareza da tradução em Libras e na localização de pontos de interação para pessoas com cegueira total, os participantes relataram maior autonomia e satisfação com o uso do aplicativo. Recursos como áudio e comunicação aumentativa e alternativa foram especialmente elogiados. Os resultados do estudo estão alinhados com as discussões de autores como Sassaki (2003, 2019), Sarraf (2018) e Quinquiolo et al. (2020), que destacam a importância da acessibilidade comunicacional e das tecnologias inclusivas para a promoção da inclusão social. A pesquisa reforçou a relevância de uma abordagem centrada necessidade de ajustes contínuos para garantir que as soluções propostas atendam plenamente às necessidades de todos os públicos. Em conclusão, o estudo demonstrou que a integração de tecnologias digitais e práticas de acessibilidade pode transformar significativamente a experiência dos visitantes em exposições culturais, tornando-as mais inclusivas e democráticas. A experiência do Instituto Branco serve como um modelo para futuras iniciativas em outros contextos culturais e educacionais, reforçando a importância de um compromisso contínuo com a melhoria e a adaptação das soluções propostas. A pesquisa contribui para a literatura sobre acessibilidade em espaços culturais, destacando o potencial das tecnologias para promover a inclusão e o acesso à cultura para todos.
