ESECS - Mestrado em Direção e Gestão de Organizações de Intervenção Social
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Percorrer ESECS - Mestrado em Direção e Gestão de Organizações de Intervenção Social por orientador "Margarido, Emanuel João Fonseca Franco Ribeiro"
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- As Estratégias adotadas pelos Serviços de Apoio Domiciliário no combate à solidão da pessoa idosa em meio ruralPublication . Duarte, Margarida Serra; Santos, Rui Miguel Duarte; Margarido, Emanuel João Fonseca Franco RibeiroA solidão na terceira idade e o meio rural são temáticas amplamente estudadas por diversos autores no decorrer dos últimos anos. Neste sentido, este estudo prioriza a resposta social de Serviço de Apoio Domiciliário, amplamente espalhada pelo território português em Instituições do Terceiro Setor, para analisar este problema social (solidão na terceira idade). Deste modo, o objetivo deste trabalho pretende Compreender as Estratégias adotadas pelos Serviços de Apoio Domiciliário no combate à solidão da pessoa idosa em meio rural. Metodologicamente este é um estudo qualitativo, realizado a cinco Serviços de Apoio Domiciliário localizados no Pinhal Interior Norte e Pinhal Litoral, procurou identificar quais as estratégias adotadas por estas instituições e pelos seus responsáveis para minimizar a solidão na pessoa idosa em meio rural. Assim, foram realizadas entrevistas e questionados sociodemográficos como forma de fazer uma breve contextualização das respostas sociais e a caracterização do seu público-alvo, a cinco Diretores Técnicos/Responsáveis de SAD. Os resultados obtidos permitiram compreender que todos os entrevistados partilharam da perspetiva de que a solidão é uma realidade presente na pessoa idosa e que é influenciada por diversos fatores. Para além disso, os Diretores Técnicos/Responsáveis de SAD, referiram que utilizam estratégias para minimizar esta problemática e que, na sua ótica, o impacto dessas estratégias é positivo nos seus utentes. Quanto a estas estratégias, a maioria dos SAD, relataram que as estratégias estão definidas no plano anual de atividades e que é necessário uma gestão do tempo e de recursos humanos. Por fim, salientaram como desafios no combate à solidão na pessoa idosa em meio rural, a reestruturação das respostas sociais e das de proximidade, a falta de recursos financeiros e profissionais, o envelhecimento precoce da população e a necessidade de responsabilizar os atos de abandono para com esta população.
- DESAFIOS DO SERVIÇO DE APOIO DOMICILIÁRIOPublication . Mendes, Francisca Isabel Silva; Santos, Rui Miguel Duarte; Margarido, Emanuel João Fonseca Franco RibeiroNos últimos anos, a mudança de paradigma no envelhecimento tem sido um tópico de crescente relevância, impulsionado por alterações demográficas e pela necessidade de repensar as estratégias de cuidados a idosos. A pesquisa destaca como a mudança de foco de uma abordagem institucionalizada para uma baseada no apoio domiciliário afeta a prestação de serviços e a qualidade de vida dos idosos. Este estudo procura compreender os desafios do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) para responder às atuais e novas necessidades das pessoas idosas. Inicialmente, o estudo, através de revisão bibliográfica, explora as transformações demográficas e sociais que levaram ao envelhecimento populacional. A seguir, examina as práticas atuais do SAD, em Portugal e no contexto europeu. A metodologia, de caráter qualitativo, inclui uma combinação de pesquisa documental com entrevistas e questionários efetuados a profissionais da área, beneficiários dos serviços e comunidade. Os dados recolhidos foram objeto de análise coerente segundo o método em que assentou o processo de amostragem. Os resultados fizeram emergir os pontos fortes, as debilidades, as potencialidades e os riscos/desafios, dos SAD objeto do estudo. Dos resultados desta investigação, espera-se incitar à reflexão sobre a importância de uma redefinição da resposta, especialmente num contexto em que há sinais de estagnação face à diversidade das atuais necessidades da população idosa. A investigação revelou que os SAD mantêm um cariz marcadamente social, com ênfase na prestação de serviços relacionados às atividades da vida diária. Ainda assim, a maioria dos utentes demonstra satisfação com os serviços recebidos. No entanto, a análise das necessidades atuais aponta para a falta de respostas personalizadas e individualizadas. Os modelos de intervenção adotados em vários países europeus refletem uma diversidade de práticas, mas evidenciam um denominador comum: a crescente procura e preferência pelos cuidados domiciliários. As estratégias identificadas para enfrentar os desafios atuais incluem a necessidade de inovação, a expansão do uso de tecnologia, uma melhor articulação entre entidades e uma reformulação das políticas públicas. Em síntese, o estudo contribui para a compreensão da complexidade do envelhecimento no século XXI e oferece insights práticos, através da breve descrição de outros modelos, para aprimorar o SAD, promovendo um envelhecimento saudável e sustentável.
- Projeto de Intervenção “DigitalMENTE Consigo”Publication . Diogo, Ana Marques; Santos, Rui Miguel Duarte; Margarido, Emanuel João Fonseca Franco RibeiroO presente projeto de intervenção, “DigitalMente Consigo”, desenvolvido no âmbito do 2ºano do Mestrado em Direção e Gestão de Organizações de Intervenção Social do Instituto Politécnico de Leiria, tem como principal objetivo melhorar a qualidade dos serviços prestados no Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) do Centro Social Paroquial de São Tiago da Guarda (CSPSTG), através da implementação de smartwatches para a monitorização de sinais vitais, localização, deteção de quedas, botão SOS e realização de chamadas. Assente numa metodologia qualitativa e participada, o diagnóstico envolveu a realização de entrevistas semiestruturadas com utentes, familiares e profissionais da instituição, este trabalho analisa as dificuldades e desafios do envelhecimento no contexto rural, destacando questões como o isolamento social e as limitações físicas e cognitivas associadas à população idosa. A intervenção do projeto assenta num modelo integrado e personalizado, considerando as dimensões físicas, emocionais, sociais e psicológicas do envelhecimento e envolvendo as famílias, profissionais, a comunidade e parceiros no processo. Os smartwatches, monitorizados a partir da instituição de referência, são uma ferramenta que permite melhorar a comunicação e a resposta a situações de emergência, enquanto promovem a autonomia, a sensação de segurança junto dos utentes e famílias e, sendo também, uma mais-valia ao nível da saúde, pois poderá ser usado como prevenção e para controlo através da monitorização dos sinais vitais. A avaliação do projeto “DigitalMente Consigo” evidencia como a integração de tecnologia adaptada às necessidades específicas da população idosa e às características dos serviços de proximidade, representando uma mais-valia para a sustentabilidade e inovação nas respostas sociais, contribui para o bem-estar da população idosa e para a sua manutenção em segurança em meio natural de vida.
- A Resposta Social: Acolhimento Familiar de Pessoas Idosas Famílias de AcolhimentoPublication . Henriques, Joana Ferreira Gonçalves de Oliveira; Margarido, Emanuel João Fonseca Franco RibeiroO Acolhimento Familiar de Pessoas Idosas é uma resposta social, prevista na lei para acolher pessoas idosas de forma temporária ou permanente e a tempo completo ou a tempo parcial. Assim, apesar de se tratar de uma resposta há já algum tempo implementada, ainda é pouco divulgada e explorada a fim de funcionar na plenitude como previsto legislativamente. É uma resposta que, por enquanto, tem pouco impacto na sociedade, pese embora, num futuro próximo, se acredite que será vista como uma alterativa fundamental e pertinente para colmatar as dificuldades sentidas pelos nossos idosos e suas famílias, nomeadamente no que diz respeito ao fraco poder económico e à inexistência de vagas nas restantes respostas institucionais. Fruto do processo de envelhecimento, surgem necessidades e vulnerabilidades a ter em conta, e nesse sentido é fulcral que os apoios e respostas sociais se adaptem a essa faixa etária, ao longo dos tempos. Nesse sentido, o presente estudo pretende perceber o funcionamento e a respetiva necessidade e importância da existência desta resposta social. A metodologia assenta numa abordagem qualitativa, sendo um estudo de caso, em que foram aplicados métodos de investigação: pesquisa documental relativamente à informação disponibilizada que rege a resposta social; entrevista semiestruturada à diretora técnica de uma Instituição Particular de Solidariedade Social- IPSS (instituição de enquadramento); inquérito por questionário a famílias de acolhimento e a idosos. De seguida, procedeu-se ao tratamento dos dados através de uma análise de conteúdo, estruturada em categorias de análise (entrevista) e através da interpretação de gráficos e tabelas extraídos dos resultados dos inquéritos por questionário. Os resultados evidenciam que há um longo caminho a percorrer no sentido de divulgar, rever legislação e apelar ao apoio, à criação e readaptação das casas de acolhimento, integrando-as em instituições de enquadramento, de forma que possam dotar as famílias de conhecimentos, acautelando assim as necessidades dos idosos, apostando num meio familiar e personalizado. As conclusões revelam que a intervenção relativa às Famílias de Acolhimento se divide em duas perspetivas: uma atribui grande importância e necessidade da existência desta resposta social, tendo sido a escolha/preferência da população idosa. A outra intervém no sentido inverso, pelo facto de apesar de haver a necessidade desta resposta social, esta ainda não consegue satisfazer profissionalmente as famílias que acolhe, perdendo o interesse em se enquadrar legalmente, alegando não ser aliciante do ponto de vista do mercado de trabalho.
