ESECS - Mestrado em Direção e Gestão de Organizações de Intervenção Social
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Percorrer ESECS - Mestrado em Direção e Gestão de Organizações de Intervenção Social por orientador "Lagarto, Maria Inês Lameiras Crisóstomo Pinheiro Pinto"
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- A Perceção dos Agentes de Polícia de Segurança Pública, relativamente ao Programa Apoio 65 – Idosos em SegurançaPublication . Mehnana, Nádia Filipa dos Santos; Maurício, Cezarina da Conceição Santinho; Lagarto, Maria Inês Lameiras Crisóstomo Pinheiro PintoA evolução demográfica em Portugal tem evidenciado um envelhecimento progressivo da população, caracterizado pelo aumento da esperança de vida e pela diminuição da taxa de natalidade. Este fenômeno tem levado a um aumento da proporção de idosos e do índice de dependência, frequentemente resultando em solidão e isolamento social. A presente dissertação assenta no programa Apoio 65 – Idosos em Segurança, focando na perceção dos Agentes da Polícia de Segurança Pública, da 31ª Esquadra – Praça de Espanha, situada na 5ª Divisão Policial, em Penha de França. Assim, o objetivo passa por compreender como estes profissionais entendem o programa, como é desenvolvido, identificar que desafios enfrentam e analisar a eficácia do programa. Adotou-se uma metodologia qualitativa, recorrendo a entrevistas semiestruturadas e à observação não participante como técnicas de recolha de dados. Os resultados indicam que o programa surgiu em resposta às necessidades crescentes de segurança dos idosos e ressalta a importância das visitas domiciliárias e da articulação com entidades do setor social. No entanto, foram identificados desafios como a falta de recursos humanos e a dificuldade no primeiro contacto com os idosos. Neste sentido, a existência de um leque de parcerias com diversas entidades, especialmente, com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na implementação do Projeto Radar, desempenha um papel crucial na identificação de situações vulneráveis e no acompanhamento dos idosos, contribuindo assim para a segurança e bem-estar dos mesmos. A dissertação sugere a necessidade de aumento de recursos humanos destinados ao programa, a fim de aumentar o alcance ao número de idosos existentes e a eficácia do programa, com o intuito de conseguir colmatar os desafios emergentes relacionados ao envelhecimento populacional.
- Perspetiva do profissional com formação em saúde enquanto diretor técnico de IPSS – uma análise dos desafios sentidosPublication . Rolo, Patrícia Lopes Francisco; Lagarto, Maria Inês Lameiras Crisóstomo Pinheiro PintoA direção técnica de uma resposta social não é uma categoria profissional, mas uma uma função. Ao profissional que a desempenha compete supervisionar e coordenar as atividades técnicas e operacionais de uma instituição, sendo a pessoa responsável por garantir a qualidade dos serviços prestados. Inerente às funções de diretor técnico verificam-se um conjunto de dificuldades, que vão desde a gestão financeira, gestão dos recursos humanos, formação, até ao conhecimento do enquadramento legal. No estudo, com metodologia mista, tanto se recolheram dados quantificáveis sobre os inquiridos como dados mais aprofundados para compreender as variáveis. Os objetivos da investigação consistem em caracterizar o perfil do diretor técnico de IPSS, identificar os profissionais com formação em saúde a exercer estas funções, verificar os desafios que sentem, analisar se a formação académica tem influência no desempenho de funções e nos desafios enfrentados e conhecer e compreender a perspetiva dos diretores técnicos com formação na área da saúde. Da informação recolhida pode concluir-se que os desafios sentidos pelos diretores técnicos com formação académica base na área da saúde são transversais aos profissionais que exercem estas funções e têm formação base noutra área. Dos desafios sentidos realçam-se burocracias em excesso, a gestão dos recursos humanos e financeiros, a sobrecarga de trabalho e a diversidade de tarefas, a capacidade de liderança, e a motivação e comunicação com os funcionários, sendo mesmo realçado a dificuldade de gestão do tempo e de conflitos, a motivação da equipa e a realização todas as tarefas com qualidade. Por fim, destaca-se uma ambivalência na realização profissional: se por um lado, a motivação e o gosto pelo trabalho permanecem, por outro, surgem limitações relacionadas com o cansaço, a inexistência de separação entre vida profissional e a vida pessoal, e a discrepância entre a recompensa financeira e o nível de exigência associada às funções.
