ESECS - Mestrado em Ciências da Educação - Gestão Escolar
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Percorrer ESECS - Mestrado em Ciências da Educação - Gestão Escolar por orientador "Barata, Clarinda Luísa Ferreira"
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- EQUIPAS EDUCATIVAS Um estudo de casoPublication . Santos, Ricardo Fernando Constâncio; Barata, Clarinda Luísa Ferreira; Rebelo, Isabel Sofia Godinho da SilvaO trabalho que aqui se apresenta insere-se no âmbito do Mestrado em Ciências da Educação - Gestão Escolar, tendo como tema as “Equipas Educativas” e por objeto de estudo a perceção que os docentes de um dado Agrupamento têm quanto à influência que estas estruturas organizativas têm no sucesso educativo dos seus alunos. A pertinência deste tema resulta da implementação do Decreto-Lei n.º 55/2018 de 6 de julho, no qual se promovem estratégias de Autonomia e Flexibilidade Curricular que permitam aos alunos não só adquirir os conhecimentos relativos às Aprendizagens Essenciais de cada disciplina, mas também as competências previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Este diploma prevê a implementação de dinâmicas de trabalho pedagógico preferencialmente por Equipas Educativas, o que foi imediatamente posto em prática no Agrupamento em estudo. No presente estudo desenvolveu-se uma investigação, por Estudo de Caso, focada no corpo docente do Agrupamento em estudo, onde se procura dar resposta à seguinte questão: Que perceção têm os professores quanto às implicações que o modelo das Equipas Educativas implementado no Agrupamento de Escolas X têm relativamente ao sucesso dos alunos? Desta forma pretende-se cumprir os seguintes objetivos: Analisar as perceções dos professores quanto à eficácia das Equipas Educativas na promoção do sucesso dos alunos e também identificar aspetos facilitadores e oportunidades de melhoria do modelo de Equipas Educativas implementado neste Agrupamento. Este é um estudo qualitativo baseado em análise documental de documentos do próprio Agrupamento, como o Regulamento Interno e o Projeto Educativo, e de onde se retiraram informações relativas à organização e estruturação do modelo de Equipas Educativas aqui implementado, assim como em entrevistas a docentes selecionados de acordo com as funções que exercem e a representatividade que têm face ao restante corpo docente, nas quais se procurou encontrar suporte para as respostas obtidas através de um questionário aplicado a todos os docentes do Agrupamento. O estudo indicia que o modelo de Equipas Educativas implementado neste Agrupamento de Escolas é bem aceite pelos docentes como potenciador do trabalho colaborativo e de articulação interdisciplinar, mas não é por si só uma ferramenta com influência direta nos resultados escolares dos alunos.
- Gestão e desenvolvimento de Projetos de Autonomia e Flexibilização Curricular (PAFC): Um estudo de caso numa Escola de Ensino Básico na zona de LeiriaPublication . Silva, Madalena Santos da; Barata, Clarinda Luísa FerreiraDesde a década de 90 que o Governo português tem buscado alternativas, por meio de alterações na Lei, para levar a autonomia para as escolas, contudo a maior alteração referente a esse objetivo foi a publicação do Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de ulho. O documento refere-se ao Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, aderido por 235 escolas que manifestaram o interesse em desenvolvê-lo como projeto piloto. O art.º 12 do decreto Decreto-Lei, em estudo, propõe que as escolas giram 25% do total da carga horária por ano de escolaridade, para turmas de início de ciclo (1.º , 5.º, 7.º e/ou 10.º anos) , a respeitar os espaços, recursos humanos e materiais. As questões levantadas por esse estudo é de como o gestor e os professores conseguiram conduzir a implementação e desenvolvimento do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular - PAFC em uma escola de 1º ciclo, na zona do concelho de Leiria, que possui alunos multicultuais, a partir do ano letivo de 2017/2018. Refletir sobre o perfil que esses profissionais devem ter para gerirem projetos com eficiência, saber quais foram as conquistas de aprendizagens e relacionais dos alunos e perceber que autonomia a flexibilização do currículo proporcionou à escola. Trata-se de um estudo de caso, elaborado através de análise e reflexão por meio de literatura e legislação sobre o tema, para finalizar e se chegar a uma possível conclusão foram realizadas duas entrevistas com membros da escola em estudo, um gestor que esteve presente no momento da implementação e uma professora titular da escola, que foi convidada para participar da implementação e gestão dos projetos, iniciado em uma turma de 1º ano, esta acompanhou o progresso dos alunos durante os anos seguintes. O gestor desempenhou o papel do líder que busca alternativas para facilitar o trabalho dos professores, embora com muitas dúvidas, auxiliou os professores com a questão burocrática e confiança nos projetos propostos pelos docentes. Enquanto a professora buscou mecanismos para adequar os projetos na realidade dos alunos. A questão da autonomia é empírica e interpretada de acordo com as expectativas de cada profissional, essa deve ser reconhecida como um movimento escolar que tem trazido experiências, em grande parte positiva, para a escola.
- A Gestão Humanizada na Escola como caminho para a transformação da Educação – um estudo de casoPublication . Filho, Marco Antonio Bandeira Silveira; Barata, Clarinda Luísa FerreiraA gestão humanizada na escola tem se tornado cada vez mais relevante no âmbito educacional, sendo considerada um caminho fundamental para a transformação da Educação. Nesse estudo de caso, vamos abordar a problemática existente nas instituições de ensino e destacar a pertinência e as motivações que levam à necessidade de adotar uma abordagem mais humanizada na gestão escolar. Sendo este o cenário, temos por objetivo geral analisar qual a importância da gestão humanizada para a organização escolar. Quanto à metodologia, trata-se de uma pesquisa qualitativa, com coleta de dados por meio da revisão de literatura, análise de documentos, aplicação de questionários a docentes e entrevista ao diretor de uma instituição educativa da cidade de Leiria. A análise de dados se deu baseada na Análise de Conteúdo. Pode-se concluir com este estudo, que a gestão humanizada é um caminho promissor e necessário para promover uma educação de qualidade, o desenvolvimento integral dos alunos e uma boa relação entre os alunos, profissionais, famílias e comunidade,sendo possível transformar a escola em um espaço de acolhimento, capaz de formar cidadãos autônomos, críticos e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Para futuros estudos, seria interessante uma maior participação de profissionais e a realização desse estudo em outras instituições de ensino, pois a amostra se limita unicamente a um grupo de uma instituição de ensino privada, o que leva a que as conclusões não possam ser generalizadas a outras populações. Apesar destas limitações, penso que esse é um tema super atual e de fundamental importância para o futuro de todos.
- O Projeto Mochila Leve e as práticas letivasPublication . Rosa, Vanda Cristina Antunes dos Santos Fernandes; Barata, Clarinda Luísa FerreiraO Projeto Mochila Leve, desenvolvido pela Câmara Municipal de Oeiras e aplicado em vários agrupamentos de escolas do município, foi pensado para ir ao encontro da legislação que rege o sistema de ensino português e que aponta para o sucesso de todos os alunos, sendo necessário que os mesmos se tornem o foco do processo de ensino e aprendizagem. Para que tal possa ser posto em prática, é necessário haver uma mudança na forma como os docentes encaram esse mesmo processo. Para o efeito desenvolveu-se um estudo de caso que incidiu num agrupamento de escolas do concelho, estudo esse que se insere no paradigma interpretativo de natureza mista, com o objetivo de compreender o impacto do Projeto Mochila Leve nas práticas pedagógicas dos docentes nele envolvidos. A inovação pedagógica passa por vários aspetos, como a mudança das práticas letivas, com recurso às metodologias ativas como estratégia para que o docente deixe de ser o centro do ensino e passe a ser um facilitador num processo em que o aluno passa a ser o agente da sua própria aprendizagem. A utilização de tecnologias, não sendo o cerne da inovação, é um elemento que não pode ser descurado, pois ajuda à concretização das metodologias ativas de aprendizagem. O trabalho colaborativo docente vai facilitar a implementação destas novas práticas, mas as lideranças escolares, quer as de topo, quer as intermédias, assumem um papel relevante no processo, uma vez que terão o papel de motivar a comunidade escolar para estas alterações, assim como de proporcionar na gestão curricular as medidas necessárias à sua execução. Assim, o Projeto Mochila Leve pretende impulsionar a mudança das práticas letivas, proporcionando formação docente, materiais pedagógicos e partilha de experiências. O presente trabalho pretende compreender se a mudança aconteceu, efetivamente, num agrupamento de escolas do concelho de Oeiras que tem docentes integrados no referido Projeto. Na realidade, as transformações que têm vindo a ocorrer advêm das condições proporcionadas pela edilidade, mas não só. O desejo sentido por alguns docentes que integraram o Projeto revelou ser igualmente, se não mais, importante. Contudo, a adesão a este Projeto não foi semelhante em todos os níveis de ensino e a sua implementação no ensino profissional tem vindo a apresentar uma maior resistência por parte dos seus docentes.
- Perceções dos agentes locais sobre a transferência de competências educativasPublication . Ferreira, Ana Rita de Brito; Barreto, Maria Antónia Belchior Ferreira; Barata, Clarinda Luísa FerreiraEste relatório de projeto analisa as perceções dos agentes locais de educação relativamente ao processo de transferência de competências educativas para um município do interior da região Centro, enquadrando-o no atual contexto de descentralização administrativa em Portugal, e a partir de um enquadramento teórico que aborda a centralização e a descentralização na educação, a evolução histórico-legislativa do sistema educativo, a territorialização das políticas educativas e os limites da municipalização. Caracteriza-se o concelho e a sua rede educativa, evidenciando as especificidades de um território de interior com oferta que se estende do pré-escolar ao ensino superior. Metodologicamente, recorre-se a um estudo qualitativo, baseado em entrevistas semiestruturadas a responsáveis políticos, a dirigentes escolares e a coordenadores de estabelecimento, analisadas através de análise de conteúdo categorial segundo Bardin (2013). Os resultados mostram perceções ambivalentes: por um lado, reconhece-se o potencial da proximidade, da articulação interinstitucional e da construção de um “território educativo de excelência”; por outro, enfatizam-se um modelo de transferência financeiramente deficitário, a pressão acrescida sobre os serviços municipais e a persistência de assimetrias entre responsabilidades assumidas e poder de decisão efetivo. Conclui-se que a descentralização, tal como concretizada, combina oportunidades e riscos, exigindo ajustamentos ao nível do financiamento, da clarificação de papéis e do reforço da capacidade institucional e participativa dos municípios, para que a transferência de competências se traduza em maior qualidade e equidade educativa.
