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Percorrer ESAD.CR - Livros por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Humanidades::Artes"
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- Entre os pingos da chuvaPublication . Anacleto, Ana; Romana, Ana João; Baraona, IsabelEntre os pingos da chuva, o título para a exposição de estudantes finalistas do Mestrado em Artes Plásticas, nasceu numa assembleia onde todes apresentaram as suas propostas, este título literalmente pingou do tecto. Entre os pingos da chuva é uma metáfora sobre a condição de quem atravessa o fim de um ciclo de estudos – um estado de suspensão, de tentativa constante de não se molhar, seja na escrita da dissertação, seja pela consciência de que o que vem depois por vezes é nebuloso. (...) Trabalhar entre os pingos da chuva não é apenas uma imagem poética é também colocar baldes em pontos estratégicos das salas, posicionar desenhos fora da zona de risco, desviar fios eléctricos de pequenas cascatas. (...) O conjunto de trabalhos revelam que fazer arte e concluir um mestrado é um exercício continuo de precisão instável, um gesto de avançar com cuidado entre gotas, na esperança que no fim faça sentido... e que não fique tudo encharcado. Artistas participantes: Ana Vercesi, André Gil, BErTO, Catarina Silva, Daniel Costa, Daniela Moreno, Diana Rodrigues, Luna, Madalena Aguiar, Maria Inês Lourenço, Mariana Silva, Marta Basílio Pereira, Neuza Matias, Pedro Filipe Nunes, R Tavares, Rafaela Costa, Samuel Zurrapa e Sara Dionisio.
- Exposição do ano da ESAD.CR 2025 – Não Faço *Publication . Ribeiro, Luís Miguel Macedo; Cardoso, Carla M; Afonso, Lígia Filipa Dias“Não Faço *” é o título da exposição de finalistas de uma geração que se apresenta sem medo de afirmar o que não é. Num tempo em que tudo exige definições rápidas, posicionamentos visíveis e discursos sólidos, optamos pela abertura, pela dúvida e pela provocação. O espaço vazio do título não é um erro: é um espaço em branco para ser preenchido. Uma frase aberta, que se adapta e se transforma conforme a voz que a usa. É uma estrutura mutável que convida à afirmação ou à recusa: “Não faço puto.” “Não faço parte.” “Não faço ideia.” “Não faço guerras.” “Não faço um caralho.” Cada possibilidade é válida e faz parte da constelação de discursos que esta exposição acolhe, seja crítica, brincadeira, manifesto, resistência ou constatação honesta. Enquanto Escola de Artes e Design, enfrentamos frequentemente estereótipos que nos associam à ideia de quem nada faz. Respondemos com ironia, liberdade e criatividade. O asterisco no título “Não Faço *” é um espaço aberto à interpretação e à identidade individual. Cada um preenche com aquilo que o define ou com aquilo que recusa ser. Mais do que um jogo linguístico, “Não Faço *” reflete a essência do processo artístico e académico: trabalhar sem certezas, errar, experimentar, construir significados durante o percurso. Aqui, o estar perdido é oportunidade. Desenvolvemos pensamento crítico e capacidades que transcendem respostas definitivas. Cada trabalho é uma declaração de intenção, um posicionamento social ou existencial, uma tomada de consciência sobre o papel do criador na sociedade: sobre aquilo que se escolhe questionar, rejeitar ou transformar. O “não” é, também, palavra afirmativa. É resistência. É largar o que já nada nos diz. Fazemos o que sentimos, não porque devemos. Fazemos muito, queremos mudanças — mas o que é que não fazemos? O que não nos representa? De 4 a 7 de junho, este espaço reúne encontros. Pessoas e ideias enchem as salas, para ver o que se faz e o que foi feito. O trabalho exposto simboliza o último marco destes alunes cujo ciclo se encerra. Celebra-se o percurso académico, combatendo a pressão dos resultados imediatos com a emancipação do intangível e o ato de nos ouvirmos uns aos outros. No fim — que é sempre um novo início — há que fazer escolhas e impor limites. Olhamos adiante com mais perguntas do que certezas, mas aprendemos, pelo caminho, não só aquilo que queremos afirmar, mas também o que não nos interessa no mundo ao qual agora pomos as mãos. “Não Faço *” é, afinal, o espaço onde cada um pode ser. Ou não ser. E isso, por si só, já é fazer muito. Turma do 2º ano Licenciatura em Programação e Produção Cultural 2023/2024
- Plano Estratégico de Cultura de Torres Vedras 2026Publication . Albuquerque, Luísa Arroz; Rama, SamuelO Plano Estratégico em Cultura do município de Torres Vedras intenta constituir-se simultaneamente como processo e documento. Como documento almeja consubstanciar um referencial orientador das políticas culturais do município num horizonte de 5 anos. Como processo elege a participação pública e democrática como prática transversal e o diálogo civil estruturado como instrumento para a mudança, contribuindo para uma visão poliédrica do território capaz de informar as políticas públicas em cultura. No quadro da elaboração deste instrumento de planeamento estratégico, sem embargo dos condicionalismos impostos pela situação pandémica, foram convocados os diversos atores culturais, que conferem vitalidade e diversidade ao ecossistema local, e os cidadãos, quem, verdadeiramente, se encontra no centro das políticas públicas. Com verdade e liberdade, a pluralidade de olhares e de perspetivas imperou e matizou o documento que agora se leva à estampa. O foco do PEC é o concelho de Torres Vedras, a sua ambição é garantir o direito à cultura a todos e a todas independentemente da geografia, demografia, universos sociais ou identitários. Reconhece-se, por isso, que o núcleo urbano é o polo centralizador da atividade cultural, mas simultaneamente atende-se às idiossincrasias do território, expressas na dispersão dos polos residenciais pelas freguesias e o tecido associativo comunitário, assumindo que existe inequivocamente um padrão de produção e de reprodução cultural que transforma as freguesias em espaços de participação e de fruição de atividades culturais. O Plano Estratégico em Cultura encontra-se ancorado num projeto para o território que estabelece horizontes de exigência coletivos propulsores de mudança num quadro de estreita cooperação entre os poderes públicos e a sociedade civil.
