ESECS - Comunicações em conferências e congressos internacionais
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Percorrer ESECS - Comunicações em conferências e congressos internacionais por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais"
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- Da peregrinação presencial à digital na Casa-Museu Afonso Lopes Vieira.Publication . Nobre, Cristina; ESECS | IPLeiriaEm 2005, com a inauguração da Casa-Museu Afonso Lopes Vieira (CMALV), foi criado e partilhado com o público um ‘lugar literário’ como novo território cultural. Percorre-se a história deste local e das peregrinações literárias que lhe têm sido dedicadas durante as últimas duas décadas, dando conta das dificuldades inerentes a todos os projetos de turismo cultural. Depois dos efeitos da tempestade Kristin, reflete--se sobre a inevitabilidade de abrir o espaço CMALV para uma digitalização que permita a sua efetiva partilha com as comunidades, tanto nacionais como internacionais, bem como com os investigadores, e resulte em novos e melhores investimentos culturais em rede. A ausência de um projeto de crescimento sustentado, pode levar a CMALV a soçobrar no pó dum espólio riquíssimo, mas que a ignorância e a falta de tratamento e de meios impedem de ser ativamente colocados ao serviço da memória e da cultura comunitária, como património capaz de despertar sentimentos de identidade. Requer-se uma prudência outra, que não a dos desejos humanos de poder e afirmação, porém a de um bom senso capaz de distinguir práticas turísticas enriquecedoras do património cultural das do turismo desgastante, consumista e descartável, mancha e ruína de uma clara afirmação das identidades culturais. Sem vida cultural projetada no presente e direcionada para o futuro, com ofertas culturais e educativas de qualidade, mesmo os espaços repletos de memória podem entrar em decadência acelerada. Mudam-se os tempos, sofrem-se alterações climáticas e é preciso ter coragem para mudar as vontades. Só assim a memória do passado chegará ao futuro intacta e com capacidade para gerar novas vidas no complexo processo cultural sem o qual não há humanidade.
- Ementas acessíveis multiformato : uma ferramenta para a inclusão social e a autonomia de todosPublication . Gil, H.; Saraiva, Daniela Silva; Sousa, Célia MariaDiversos estudos comprovam que a acessibilidade à informação ainda não é considerada um direito pleno e garantido nos dias de hoje para pessoas com Necessidades Específicas (NE). De forma a responder a esta necessidade procedeu-se à adaptação de ementas de restaurantes, através de um design inclusivo, em comunicação acessível e multiformato (braille, símbolos pictográficos para a comunicação, QR code com áudio e fotografias). Com o objetivo de validar este recurso enquanto instrumento de promoção da inclusão social e da autonomia de pessoas com NE, a presente investigação teve por base um estudo de casos múltiplos com o envolvimento de dois restaurantes, num contexto de educação não formal. As técnicas e instrumentos de recolha de dados utilizadas foram a entrevista semiestruturada (n=1), notas de campo, focus group com proprietários e colaboradores do restaurante (n=4) e inquérito por questionário dirigido aos clientes (n=80) dos restaurantes. Com recurso à análise de conteúdo e a uma análise estatística descritiva constata-se que todas as categorias de análise revelaram valores significativos e de interesse sobre as perceções das pessoas envolvidas no estudo. Os resultados obtidos nesta pesquisa exploratória aferiram que 97% dos inquiridos consideram que os serviços de turismo devem disponibilizar ementas acessíveis para garantir a acessibilidade e a participação de todos. Os dados revelam ainda que a adaptação de ementas em comunicação acessível pode representar uma ferramenta de promoção da inclusão (98%) e autonomia (95%) de pessoas com NE. O instrumento ainda carece de mais investigação; contudo, o estudo indica que poderá possibilitar uma participação plena e efetiva a todas as pessoas, outorgando-lhes a autonomia e independência que lhes conferem dignidade.
