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- Os Efeitos do Exercício Físico em doentes com DPOC: uma revisão narrativaPublication . Barroso, Aline Morais; Salvador, Rogério Paulo Joaquim; Carreira, Bruno PereiraA Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma patologia respiratória progressiva e irreversível, associada à redução da capacidade funcional, limitação das atividades de vida diária e diminuição da qualidade de vida. Globalmente, constitui uma importante causa de morbimortalidade, sendo responsável por cerca de 3,5 milhões de óbitos em 2021 e afetando aproximadamente 392 milhões de indivíduos. Neste contexto, o exercício físico tem sido amplamente recomendado como estratégia não farmacológica na reabilitação destes pacientes. O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos de programas de exercício físico na capacidade funcional, nas atividades de vida diária e na qualidade de vida em indivíduos com DPOC. Ademais, utilizou-se de estratégias PICOS e PRISMA para a busca e seleção dos artigos que foram incluídos para o presente estudo. Os resultados evidenciam que programas de exercício físico, predominantemente baseados em treino aeróbio, promovem melhorias significativas na capacidade funcional, na força muscular e no desempenho das atividades de vida diária, bem como na qualidade de vida relacionada com a saúde. A maioria dos protocolos analisados apresentou duração entre 8 e 12 semanas, com frequência de duas a três sessões semanais. Adicionalmente, intervenções estruturadas demonstraram impacto positivo na redução dos sintomas, particularmente da dispneia, e no aumento da autonomia funcional dos pacientes. Apesar dos benefícios observados, a heterogeneidade dos protocolos de intervenção, os reduzidos tamanhos amostrais e o curto período de seguimento limitam a generalização dos resultados. Em síntese, o exercício físico revela-se uma estratégia capaz para a reabilitação de pacientes com DPOC, contudo, destaca-se a necessidade de estudos futuros com maior rigor metodológico, padronização dos protocolos e acompanhamento a longo prazo, de modo a otimizar os seus benefícios clínicos.
- Autoconceito e competência motora em crianças do 1ºciclo do Ensino BásicoPublication . Santos, Catarina João Monteiro Lousada; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraEste estudo teve como principal objetivo, caraterizar o autoconceito e competência motora de crianças do 1.º CEB, incluindo uma análise das diferenças em função do sexo e ainda uma análise das associações entre as variáveis. Participaram no estudo 49 crianças (28 rapazes e 21 raparigas), com idades entre os 7 e os 10 anos, frequentadoras de uma escola pública no concelho de Leiria, incluindo um subgrupo de 9 crianças com necessidades específicas, mais propriamente a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção. A metodologia envolveu a aplicação da versão reduzida da Piers-Harris Children’s Self-Concept Scale, adaptada por Veiga (2006), para avaliar o autoconceito e da bateria Motor Competence Assessment (MCA), (Rodrigues et al., 2022) para a competência motora. Os resultados revelaram que a amostra global apresenta valores elevados no autoconceito emocional (ansiedade) e na aparência física. No que concerne ao género, verificaram-se diferenças significativas apenas no teste de agilidade (Shuttle run), com desempenho superior dos rapazes. Relativamente ao autoconceito, não houve diferenças em nenhumas das dimensões. No grupo com PHDA, observou-se valores mais elevados do autoconceito académico. Verificam-se associações positivas entre a aparência física e os testes motores de saltos laterais e shuttle run. Em conclusão, a competência motora poderá estar associada a uma perceção mais favorável do próprio corpo, reforçando o papel crucial da Educação Física na promoção da saúde física, psicológica e social dos alunos.
