ESECS - Mestrado em Mediação Intercultural e Intervenção Social
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Browsing ESECS - Mestrado em Mediação Intercultural e Intervenção Social by advisor "Pimentel, Luísa Maria Gaspar"
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- A verdade de muitos coraçõesPublication . Silva, Marina Goulart da; Pimentel, Luísa Maria GasparNos últimos dez anos, houve uma diminuição de 25% no sistema de acolhimento para jovens. Estes dados referem-se ao período anterior a 1 de novembro de 2020 e registam que 6706 crianças e jovens estão a ser acolhidos em abrigos residenciais e familiares entre várias outras respostas sociais como orfanatos (LIJ) e centros de acolhimento temporário (CAT) (CASA de 2020). Embora o número de crianças abrigadas tenha diminuído, existem estudos (Júlio, 2021) que indicam que o acolhimento não se traduz em uma trajetória positiva na vida de jovens acolhidos. A falta de preparação destas instituições traduz-se numa deficiência de competências para a integração social no momento em que o indivíduo sai do sistema (Carneiro, 2005). Relativamente às crianças e jovens acolhidos, a intervenção visa o desenvolvimento das competências sociais e quotidianas através de uma abordagem individualizada que orienta para a autonomização. O objetivo do estudo é analisar a perceção dos jovens acolhidos sobre o acompanhamento que lhes é proporcionado pelos agentes institucionais no sentido de promover a sua autonomização. O estudo consiste em 10 entrevistas com 5 jovens do sexo feminino e 5 jovens do sexo masculino que residem em unidades de acolhimento residencial. Os resultados mostram a conexão da autonomia com a execução das tarefas domésticas e diárias. Constatou-se também que os agentes institucionais tendem a ter uma abordagem de distanciamento em questões emocionais que as crianças necessitam. Vários outros estudos devem ser realizados para analisar outras unidades de acolhimento residencial com jovens de várias idades, a fim de conhecer o trabalho realizado para facilitar o desenvolvimento de capacidades de adaptação a uma nova realidade e às mudanças quotidianas, bem como, comparar as perspetivas dos jovens com as dos agentes institucionais, com o objetivo de obter resultados mais coerentes.
- Violência contra as pessoas idosasPublication . Silva, José Adelino; Pimentel, Luísa Maria GasparA presente dissertação tem como tema central a “Violência familiar contra as pessoas idosas”. O envelhecimento e a longevidade da população estão a suscitar novos problemas sociais, dos quais a violência contra as pessoas idosas é apenas um de muitos. Este facto-problema tornou-se um caso grave de saúde pública, numa sociedade envelhecida. A dimensão desta problemática requer a realização de estudos que proporcionem dela um maior conhecimento, mormente na sociedade portuguesa. Pretendemos, assim, contribuir para a pesquisa e reflexão em torno de um tema que nem sempre tem merecido a devida atenção da sociedade civil. O objetivo central deste estudo consiste em perceber “de que forma é que as pessoas idosas acolhidas em Estruturas Residenciais, percecionam a violência familiar contra pessoas da sua faixa etária”. Este estudo, enquadrado no paradigma interpretativo, teve por base a realização de oito entrevistas a pessoas idosas, de ambos os sexos, acolhidas em duas estruturas residenciais (Associação de Assistência S. Vicente de Paulo e Resisenior). As limitações ao contacto com as pessoas idosas institucionalizadas, por força do confinamento a que ficaram sujeitas, devido à pandemia por SARS-CoV-2, refletiram-se, profundamente no processo de recolha de dados, obrigando a uma redefinição de alguns objetivos do estudo. Assim, optámos por realizar duas entrevistas complementares aos técnicos das duas referidas instituições, que tiveram como objetivo perceber o modo como a realidade de confinamento afeta as pessoas idosas, as relações com as suas famílias e quais as estratégias adotadas para atenuar os impactos negativos desta nova realidade. Dada a escassez dos dados recolhidos junto das pessoas idosas, não foi possível responder a todos os objetivos delineados inicialmente. Contudo, foi possível descobrir uma nova realidade, a partir do discurso das pessoas idosas e dos técnicos, que pode ser equacionada como uma nova forma de violência, pela privação de contactos sociais e pelo isolamento a que as pessoas estão obrigadas. A perda de liberdade em prol da segurança está a deixar as pessoas isoladas do mundo exterior, com graves consequências para o seu equilíbrio emocional e para o agravamento das múltiplas morbilidades de que padecem, como tivemos oportunidade de verificar nas entrevistas aos idosos e aos técnicos das instituições.
