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Atividade das enzimas de defesa antioxidante do fígado de pós-larvas de robalo (Dicentrarchus labrax), alimentados com diferentes níveis de vitaminas

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Resumo(s)

Durante os estadios iniciais de desenvolvimento, as larvas de peixes marinhos exibem elevadas taxas de crescimento e de diferenciação dos seus tecidos e órgãos. Portanto, é esperado elevado metabolismo e diferenciação celular, com consequente produção de espécies reativas de oxigénio (ROS). Estes produtos do metabolismo são conhecidos por causar stress oxidativo, com efeito prejudicial no crescimento e sobrevivência das larvas de peixes. Esses organismos têm defesas antioxidantes eficazes para proteger as células do stress oxidativo, mas a eficiência desses mecanismos depende do suprimento adequado de antioxidantes na dieta, como as vitaminas. Portanto, é possível e evidente que a dieta possa ter um papel protetor contra os ROS. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade das enzimas do stress oxidativo em pós-larvas de robalo alimentadas com diferentes formulações vitamínicas. De modo a perceber se essas formulações eram favoráveis para garantirem sobrevivência a estes organismos, o desempenho do crescimento foi determinado de acordo com as medidas do peso seco e comprimento total. Além disso, para avaliar se as dietas proporcionaram defesa contra o stress oxidativo, analisou-se as respostas das enzimas relacionadas com as defesas antioxidantes (SOD, CAT e GPx). O possível dano oxidativo devido à peroxidação lipídica foi também avaliado pela formação de malondialdeído. Com base nos resultados obtidos foi possível verificar que as pós-larvas de robalo alimentadas com as diferentes dietas experimentais apresentaram crescimento similar entre os tratamentos, revelando que não afetaram o seu desempenho e sobrevivência. As dietas também não afetaram significativamente as atividades das enzimas antioxidantes entre as dietas. Relativamente aos eventuais danos oxidativos, a análise da peroxidação lipídica indicou que os níveis de produção de malondialdeído produzidos não foram também significativos. Conclui-se que as formulações vitamínicas das dietas não afetaram o sistema antioxidante nem causaram danos nos organismos em estudo, permitindo assim um melhor desempenho no crescimento. Desse modo, este tipo de formulações aqui testadas tem potencial para serem suplementos benéficos a incluir nas dietas inertes para aquacultura, mantendo ou melhorando a defesa antioxidante e reduzindo as eventuais perdas que possam surgir devido à exposição da ação dos ROS.

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Palavras-chave

Aquacultura nutrição larvas de peixes stress oxidativo enzimas antioxidantes

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