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Onde fica o ócio na formação superior? Um estudo exploratório com estudantes de um instituto politécnico

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É cada vez maior a importância atribuída à formação superior, enquanto pedra angular no desenvolvimento das comunidades e das pessoas. Na verdade, não é possível pensar a sociedade atual sem ter em conta o Ensino Superior, que se constitui num campo tão complexo quanto fundamental da vida e, até, da evolução da sociedade. Se por um lado, é preocupação central das instituições de ensino superior preparar diplomados capazes para a profissão e para o mercado, com um conhecimento científico de excelência, a verdade é que o próprio discurso do mercado de trabalho já reclama profissionais com outro tipo de aptidões, isto é, com competências de cariz mais transversal. Com efeito, numa sociedade volátil e frenética, onde a imprevisibilidade e a incerteza são elementos caracterizadores do mercado de trabalho, os profissionais de hoje têm de estar apetrechados de um conjunto de competências que vão muito para além de uma racionalidade meramente técnica. Aos diplomados é exigido flexibilidade, criatividade e, acima de tudo, confiança interpessoal e compromisso cívico. Assim, cabe ao Ensino Superior ser um contexto privilegiado de desenvolvimento e aquisição de competências profissionais, mas, também, pessoais e sociais. Durante o período em que o estudante se encontra a frequentar um curso superior, este está a adquirir conhecimentos no âmbito de uma profissão – a construir a sua identidade enquanto futuro profissional –mas está, também, a construir-se enquanto pessoa e cidadão. Assim, o Ensino Superior, ao mesmo tempo que se assume enquanto contexto privilegiado de formação socioprofissional, demarca-se por ser, igualmente, um espaço/tempo de desenvolvimento pessoal. Nesta linha de pensamento, são várias as indagações que emergem: Que significados atribuem os es tudantes às distintas vivências do tempo e às experiências de ócio, enquanto espaços de desenvolvi mento pessoal e socioprofissional? Que influência terá o ócio na construção da identidade profissional e pessoal dos estudantes do ensino superior? As instituições de ensino superior podem ser locais de vivência do ócio? Neste sentido, pretendeu-se, com o presente estudo, conhecer as representações de estudantes do 2º ano das licenciaturas de Educação Social e de Serviço Social, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, relativamente ao seu tempo de ócio, e de que forma é que este se pode constituir em práticas de resistência. A presente investigação, de caráter exploratório, é realizada a partir do marco teórico dos estudos culturais, e enquadra-se no paradigma geral da investigação qualitativa, de contornos etnográficos. Como instrumentos de recolha de dados, foram utilizadas as técnicas clássicas de análise documental e a observação direta, contudo, foram os focus grup que constituíram o método principal de recolha de dados e de produção de informação. Os resultados apurados permitem perceber que os estudantes do ensino superior se encontram numa fase muito vincada de construção da identidade, quer profissional, quer pessoal. O tempo de ócio foi valorizado pelos sujeitos do estudo, enquanto tempo próprio e subjetivo, mas que necessita de ser vivenciado junto com outras pessoas, numa perspetiva de desenvolvimento da sociabilidade. Embora sintam que o sistema educativo não valoriza a vivência do ócio, reconhecem que este é extremamente importante enquanto recurso pessoal, numa ótica de autodescoberta e de construção da sua própria formação enquanto profissionais, com uma ampla influência na construção da sua identidade socioprofissional

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Palavras-chave

Identidade Pessoal e Socioprofissional Estudantes do Ensino Superior Ócio

Contexto Educativo

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