A carregar...
4 resultados
Resultados da pesquisa
A mostrar 1 - 4 de 4
- Sobre a fotografia de Fernando LemosPublication . Ferreira, Célia; Gonçalves, Maria MadalenaSublinha-se muitas vezes a dimensão representativa na fotografia, sobretudo pelo seu valor instrumental, mas a fotografia nunca se libertou da tensão existente entre representação, por um lado, e expressão na imagem, por outro, de um tempo fixado (em sentido histórico e material) e de um tempo a ser criado. Essa tensão é inerente à técnica fotográfica e aos objectos por ela produzidos e é sobre ela que se traça a divisão entre diferentes práticas fotográficas, por exemplo, a distinção entre usos artísticos e outros. As fotos de Fernando Lemos (produzidas no conjunto a que nos referimos entre 1949-1952) serão aqui analisadas como objectos para pensar esta tensão.
- This is not a protest, this is a processPublication . Baraona, Isabel; Ferreira, Célia; Poeiras, Fernando
- Antoni Muntadas : on translation : the audience : the publication + the picture collectionPublication . Ferreira, Célia; Gonçalves, Maria MadalenaO texto analisa a intervenção de Muntadas, The Picture Collection. Partindo da operacionalização de imagens de arquivo, o artista interpela o espectador na sua relação com os modos de produção/distribuição dos mass media e da arte.
- GESTO E PODER: REEL/UNREEL, DE FRANCIS ALŸSPublication . Ferreira, CéliaTomamos como objeto a obra do artista Francis Alÿs, em especial o vídeo Reel/ Unreel (Cabul, Afeganistão, 2011, 19:32min.), para ensaiar uma reflexão sobre gestos quotidianos, inscrição e biopoder. Em Reel/Unreel um grupo de crianças brinca guiando bobinas de filme por um percurso acidentado, entre as ruas de Cabul. Édocumental/ficcional o gesto com que o artista regista/imagina – em que conduz e é conduzido pelas brincadeiras das crianças – a cidade e o cinema. O jogo infantil envolvendo, ou não, um grupo, aparece em estreita relação com gestos ancestrais: esconder, arrastar, puxar, correr, esquivar-se, imobilizar. Esses gestos executados em circunstâncias variadas, são repetidos em diferentes trabalhos de Francis Alÿs e sugerem modos de inscrição no quotidiano, afirmando a sua presença numa linha, num som, num rumor. Na obra de Alÿs concretiza-se um arquivo de gestos banais em relação com poderes que perpassam cidades como Cabul, Londres ou a Cidade do México. O gesto do artista, ou das crianças, ou dos cidadãos implicados na obra, retornam na sua simplicidade em espaços e tempos que os ressignificam e possuem uma dimensão estética que interessa compreender na sua articulação ética e (bio)política.
