ESECS - Mestrado em Ciências da Educação - Gestão Escolar
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESECS - Mestrado em Ciências da Educação - Gestão Escolar por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "05:Igualdade de Género"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Mulheres em cargos de gestão escolar e a perceção do conflito trabalho-famíliaPublication . Rosa, Mónica Mafalda Pires Godinho Neto; Santos, Maria João Sousa Pinto dos; Sousa, Susana Manuela Franco Faria deO conflito entre as responsabilidades familiares e laborais tem vindo a ser apontado como uma barreira à liderança feminina. Em contexto escolar, não só o corpo docente apresenta uma taxa de feminização elevada, mas também os cargos de gestão escolar são desempenhados por um número significativo de mulheres. Paralelamente, as tarefas domésticas e de cuidados com a família continuam a recair maioritariamente sobre as mulheres. Neste contexto, os objetivos definidos para o presente estudo foram reconhecer a perceção do conflito trabalho-família pelas gestoras escolares, identificar as principais situações geradoras de conflito trabalho-família e assinalar as estratégias de âmbito pessoal e profissional mais valorizadas pelas gestoras escolares para promover o equilíbrio trabalho-família. Este estudo constitui-se como um estudo descritivo, integrado no paradigma interpretativo. Empregou-se a técnica de inquérito para a recolha de dados, sendo o instrumento utilizado o questionário, aplicado através de formulário eletrónico. A amostra constitui-se por participantes voluntárias dos distritos de Leiria e Lisboa, que assumem simultaneamente responsabilidades familiares e cargos de gestão escolar. Os resultados obtidos apontam para a perceção do conflito trabalho-família, relacionado maioritariamente com o tempo e a tensão, e com maior expressão no sentido do trabalho para a família do que da família para o trabalho. As situações identificadas pelas participantes como geradoras de conflito foram maioritariamente relacionadas com o tempo despendido no cumprimento das responsabilidades laborais. Também foram identificadas situações que provocavam tensão, com origem nos domínios do trabalho e da família. Relativamente às estratégias promotoras do equilíbrio trabalho-família, quer as de âmbito pessoal e familiar, como as de âmbito profissional e de políticas públicas, foram muito valorizadas pelas participantes. Os resultados apontaram para a valorização do apoio do cônjuge e do estabelecimento de uma rede de apoio ajustada às necessidades individuais. Já ao nível profissional, foram mais valorizadas as medidas de apoio à família, o suporte da liderança e dos colegas, e a existência de uma cultura organizacional que promova a participação na vida familiar e a desconexão do trabalho. Reconhecendo que o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal é uma perceção individual, ambos os tipos de estratégias são relevantes, sendo necessário articular os esforços pessoais e organizacionais, conforme as características e necessidades de cada contexto.
- Práticas de inclusão e integração na Perspetiva da mulher romani - estudo de caso -Publication . Carreira, Paulo Fernando de Sousa; Barreto, Maria Antónia Belchior Ferreira; Re, Isabel Sofia Godinho da SilvaEste estudo analisa as práticas de inclusão e integração na escola na perspetiva da mulher romani, com o objetivo de compreender as barreiras e desafios enfrentados por este grupo minoritário no contexto escolar e social. Baseado numa abordagem interseccional, explora-se como a conjugação de desigualdades de género, etnia e classe influencia a vida destas mulheres, perpetuando a exclusão e limitando o seu acesso a oportunidades educativas e sociais. Reflete sobre políticas públicas e práticas educativas, destacando a relevância da gestão escolar e de uma pedagogia multicultural e inclusiva, que respeite as especificidades culturais das comunidades romani e promova a igualdade de oportunidades. São analisados estudos de caso e iniciativas de boas práticas em Portugal e noutros países europeus, com destaque para os programas de mediação escolar, os projetos de sensibilização comunitária e as ações de empoderament feminino. Conclui-se que a inclusão plena das mulheres romani exige uma abordagem interseccional, que reconheça as múltiplas formas de exclusão que as afetam, bem como o seu potencial enquanto agentes de transformação. Apesar das barreiras culturais e institucionais persistentes, muitas mulheres demonstram estratégias de resistência e valorização da educação, sobretudo para as gerações mais jovens, apesar de subsistirem lacunas significativas nas políticas públicas, especialmente no que diz respeito à sua participação social e representatividade. O estudo reforça a necessidade de políticas inclusivas mais eficazes e culturalmente sensíveis, que promovam a equidade, o empoderamento feminino e a construção de uma sociedade verdadeiramente plural e democrática.
