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Como Falar do que Dói? - Três protótipos, três estados: o álbum ilustrado como linguagem do luto por animais de estimação

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“Como Falar do Que Dói?” é uma investigação em design gráfico sobre a não-neutralidade das variáveis formais do álbum ilustrado face ao estado emocional do seu autor, partindo da questão: o que pode o design gráfico fazer com a dor? Através do modelo metodológico de research through design, foram desenvolvidos três protótipos de álbuns ilustrados, todos intitulados “Meggy.”, que exploram o mesmo material autobiográfico a partir de três estados distintos de processamento do luto: rutura, reorganização e integração. Não se procura a melhor forma, mas sim perceber se há mais do que uma, e o que cada uma revela que as outras não alcançam. O material autobiográfico que sustenta a investigação é a morte da Meggy, cadela que partilhou dezassete anos de vida com a autora. Este luto insere-se no contexto do luto não reconhecido, conceito introduzido por Doka (1989) que designa perdas desprovidas de validação pública e de rituais sociais partilhados. A adultez emergente opera na investigação como ponto de vista, pois é a fase em que a perda ocorre e em que os protótipos foram produzidos. A investigação situa-se no cruzamento da psicologia do desenvolvimento, dos estudos do luto, da semiótica multimodal e do design gráfico, mobilizando o álbum ilustrado como dispositivo de mediação de experiências de perda que carecem de representação que as valide.
“Como Falar do Que Dói?” (“How to Speak of What Hurts?”) is a graphic design research project on the non-neutrality of the illustrated album’s formal variables in relation to the emotional state of its author, departing from the question: what can graphic design do with pain? Drawing on the methodological framework of research through design, three illustrated album prototypes were developed, all titled Meggy., which explore the same autobiographical material across three distinct states of grief processing: rupture, reorganisation, and integration. The aim is not to find the best form, but to establish whether there is more than one, and what each reveals that the others do not. The autobiographical material underpinning the investigation is the death of Meggy, a dog who shared seventeen years of life with the author. This grief falls within the context of disenfranchised grief, a concept introduced by Doka (1989) to designate losses deprived of public validation and of shared social rituals. Emerging adulthood functions in the investigation as a point of view: it is the phase in which the loss occurs and in which the prototypes are produced. The investigation sits at the intersection of developmental psychology, grief studies, multimodal semiotics, and graphic design, mobilising the picturebook as a device for mediating experiences of loss that lack the representation needed to validate them.

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Palavras-chave

Álbum ilustrado Design gráfico Luto por animais de estimação Adultez emergente Narrativa autobiográfica Construção de sentido

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