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Orientador(es)
Resumo(s)
As catástrofes naturais, cada vez mais frequentes e intensas, expõem não apenas a fragilidade das infraestruturas, mas também as vulnerabilidades sociais, culturais e institucionais das comunidades afetadas. Em contextos de crise como estes, a resposta não pode ser apenas técnica ou logística; exige-se também uma intervenção social sensível, inclusiva e articulada. É neste contexto que a mediação entre elas a comunitária se afirma como uma ferramenta essencial para facilitar a comunicação, promover o diálogo e fortalecer os laços de confiança entre a população, os serviços e as instituições. A Depressão Atmosférica de Nível Alto – DANA, que atingiu a Comunidade Valenciana provocou sérios danos materiais, financeiros, desorganização social, mortes e impacto emocional em muitas famílias. Esta catástrofe exigiu uma resposta rápida e coordenada por parte de diferentes entidades, com destaque para o papel desempenhado pela Cruz Vermelha, que atuou não só na dimensão humanitária e logística, mas também como agente de mediação e facilitadora do apoio social à comunidade. Neste cenário, a presente investigação propõe-se estudar o papel da intervenção social mediadora em contexto de catástrofe, analisando de forma aprofundada a experiência concreta da DANA em Valência. Através de um estudo de caso, pretende-se compreender de que forma a mediação comunitária foi mobilizada durante e após o evento, quais os seus efeitos na reconstrução social e emocional da comunidade, e como a resposta institucional se articulou com as práticas de mediação e na participação nas vidas das pessoas afetadas.
Descrição
Palavras-chave
Intervenção Social Mediação Social Vulnerabilidade Social Catástrofe Exclusão Social Políticas Públicas
