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Resumo(s)
Vários estudos revelam que fatores relacionadas com o estilo de vida, como os
hábitos alimentares inadequadas e o sedentarismo, contribuem para o aumento de
número de casos da obesidade infanto-juvenil. O tema em estudo nesta investigação
são os hábitos alimentares dos jovens portugueses associadas à influência que os
media e redes sociais poderão ter. Estes são o segmento da população mais suscetível
de não ter um comportamento alimentar correto. A importância de perceber de que
forma os seus hábitos alimentares podem ser alterados e/ou influenciados pelos media
e redes sociais, deriva da existência de poucos estudos que aprofundam esta temática.
Assim, os objetivos desta dissertação consiste em compreender os hábitos dos
adolescentes e relacioná-los com as campanhas de marketing efetuadas pelas
empresas alimentares utilizando como veículo os media e redes sociais. Desta forma,
participaram neste estudo 246 estudantes do 7º ano ao 12º ano de escolaridade de duas
escolas, Agrupamento Vertical de Escolas de Peniche e Agrupamento da Escola D.
Luís Ataíde, no Cacém.
A investigação consistiu na aplicação de um questionário (com caráter
confidencial), que permitiu conhecer os hábitos alimentares dos adolescentes, calcular
o IMC e percecionar o conhecimento que os jovens têm do seu corpo, bem como do
que é ou não saudável. A caracterização resultante proporcionou assim inormação
atual, permitindo avaliar de que forma os media e as redes sociais influenciam a
alimentação destes jovens.
Os resultados globais revelaram que a amostra é maioritariamente constituída
por adolescentes do género feminino (53,%). Notar que na sua maioria, os pais têm
um nível de escolaridade de ensino básico (44,3%). Em termos de comportamentos
alimentares, os hábitos detetados apontam para uma alimentação rica em gorduras e
açúcar. Em termos de atividade física, apenas metade dos inquiridos afirma realizar
desporto com alguma regularidade. Verificou-se ainda que os jovens em estudo
passam cerca de 2 a 4 horas na internet, e cerca de 3 horas a ver televisão,
confirmando hábitos de sedentarismo.
A maioria dos adolescentes refere fazer as três refeições principais (pequeno almoço,
almoço e jantar), mas uma grande parte continua sem o hábito de merendar
entre as refeições, prolongando assim os períodos de jejum para além do aconselhado.Os resultados obtidos nesta investigação tornam-se relevantes e reveladores,
dado que permitem compreender (ainda que empiricamente) como os media e redes
sociais facilitam a acessibilidade do conhecimento sobre produtos alimentares, pouco
sadáveis, mas apelativos o suficiente para impulsionar o consumo imediato desses ou
outros produtos similares. Cientes da dificuldade que pode haver, estamos em crer que
deveriam ser tomadas medidas preventivas relativas aos comportamentos alimentares,
as quais deveriam ser integradas no plano de atividades das escolas e ações de
sensibilização. Para além disso, estas deveriam incidir junto dos pais e empresas do
setor alimentar, uma vez que os seus papéis perante os adolescentes assumem uma
preponderância vital para o bem estar dos nossos adolescentes.
Descrição
Palavras-chave
adolescente hábitos alimentares media redes sociais obesidade
