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- Valorização tecnológica de subprodutos da indústria de hortícolasPublication . Ferreira, Patrícia Isabel Dias; Silva, Maria Manuel Gil de Figueiredo Leitão eCom este trabalho pretende-se estudar o efeito de diferentes métodos de secagem (ar quente e liofilização), nas características nutricionais de subprodutos da couve coração, bem como avaliar possíveis aplicações dos subprodutos desidratados. Inicialmente, foi caracterizado nutricionalmente o subproduto de couve coração fresca (2,55% de fibra, 1,53% de proteína, 5,27% de hidratos de carbono, 93,8% de humidade, menos de 0,5% de lípidos, 0,83 de cinza e 0,640 mg de equivalentes de ácido gálico de polifenóis totais) e posteriormente procedeu-se à sua secagem por ar quente e liofilização com vista a selecionar o melhor método de secagem (em função das alterações no conteúdo nutricional). Para isso foi determinado o teor de vitamina C, cinza, humidade e polifenóis totais antes e após aplicação de cada um dos métodos de secagem. O critério de seleção do método foi a degradação de vitamina C, que devido a ser termossensível é considerada um indicador de qualidade, e a humidade por influenciar o tempo de prateleira do produto. O método de secagem por liofilização foi o que apresentou melhores resultados, para o teor de vitamina C (194,3 mg), coloração (próxima da couve coração fresca) e textura (homogénea). Relativamente aos restantes parâmetros, a secagem por ar quente apresentou um teor de humidade mais baixo que a liofilização, o teor de polifenóis totais não apresentou diferenças e o teor de cinza revelou poucas diferenças entre os diferentes métodos de secagem. Após seleção do método de secagem procedeu-se à caracterização do subproduto desidratado (7,67% de fibra, 12,4% de proteína, 74,1% de hidratos de carbono, 21,8% de humidade, 1,45% de lípidos e 10,4% cinza, que revelou ser uma boa fonte de nutrientes e vitaminas, e testou-se a sua aplicação na produção de pão.
- A gestão de risco: estudo da sua influência na competitividade dos municípios portuguesesPublication . Rodrigues, Sílvia Maria da Canhota Escudeiro; Guerra, Jaime Manuel Afonso RamosA presente dissertação analisa a temática da gestão de risco e sua influência na competitividade dos Municípios portugueses. O risco é inerente a qualquer atividade na vida pessoal, profissional ou nas organizações, sejam elas privadas ou públicas, e pode envolver perdas, bem como oportunidades. A existência de uma diversidade de riscos, internos e externos, determinantes para a sustentabilidade a longo prazo de qualquer organização, implica que estes devem ser identificados e avaliados, devendo por isso estar estabelecida uma cultura de prevenção e de deteção. A gestão de risco compreende os processos de identificação dos riscos potenciais, analisando o seu possível impacto nos objetivos estratégicos da organização e prevendo a probabilidade da sua ocorrência, de modo a determinar a melhor forma de gerir a exposição a esses riscos. A gestão de risco deve ser uma das componentes da cultura organizacional dos Municípios e estar presente em todos os processos de gestão e deve ser uma responsabilidade de todos os decisores e colaboradores, independentemente do nível hierárquico. Neste contexto, são revistos conceitos, analisados princípios fundamentais para uma gestão de risco efetiva e apresentado um estudo sobre as práticas de gestão de risco existentes nos Municípios e a sua influência na competitividade dos Municípios. O estudo baseou-se na realização de um inquérito aos Municípios localizados na Região Centro de Portugal sendo que da análise dos resultados apurados é possível concluir que a competitividade dos Municípios é influenciada pelas práticas de gestão de risco.
- Atividades enzimáticas extracelulares de microrganismos marinhos resistentes a TBTPublication . Fonseca, Kaori Levy da; Lemos, Marco Filipe LoureiroAs enzimas são as mais notáveis e altamente especializadas proteínas, apresentando na maioria das vezes eficiência catalítica superior à de catalisadores sintéticos, sendo a sua produção industrial, assegurada, maioritariamente, por algumas espécies de microrganismos. Os microrganismos provenientes de ambientes extremos desenvolvem mecanismos de adaptação, que lhes permite sobreviver em condições físico-químicas extremas, ou cenários contaminados. Podendo, portanto produzir enzimas ativos e/ou estáveis com elevado potencial biotecnológico e industrial. Apesar da recente proibição da sua utilização em tintas anti incrustantes, o tributilestanho (TBT) é um contaminante comum em sistemas aquáticos, sendo considerado uma das substâncias mais tóxicas já introduzidas no ambiente marinho. Neste sentido, microrganismos resistentes a TBT (capazes de crescer a 3mM de TBT) recolhidos de sete portos portugueses, foram isolados, caracterizados por rep-PCR e identificados por MALDI-TOF-MS. A atividade proteolítica e lipolítica extracelular destes isolados foram avaliadas. Os extratos lipolíticos foram submetidos a ensaios de otimização das condições de atividade pela metodologia de superfície de resposta e os extratos proteolíticos foram caracterizados por zimografia. A percentagem de isolados resistentes a TBT variou entre 0.08% (porto de Setúbal) e 7.67% (porto de Peniche). Por rep-PCR distinguiu-se 111 isolados diferentes, dos quais 14 produziram enzimas extracelulares. A maior parte dos extratos proteolíticos apresentaram atividade caseínolítica e gelatinolítica. Dos extratos lipolíticos testados, F3 e L2 demostraram ter atividade (8U/mL e 4 U/mL, respetivamente) a 30ºC e a pH 9, sendo lipases alcalinas. Os isolados produtores de enzimas extracelulares foram identificados como pertencendo aos géneros Serratia, Pseudomonas e Citrobacter. O nosso estudo comprovou que os isolados resistentes a TBT são capazes de produzir enzimas extracelulares com um grande potencial biotecnológico. As bactérias da Figueira e Leixões (F3 e L2) apresentaram atividade lipolítica alcalina, demostrando potencial aplicação na indústria de detergentes.
