ESSLei - Mestrado em Intervenção para um Envelhecimento Ativo
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- Promoção da autonomia e independência em idosos: influência da prática da atividade física nas atividades de vida diárias e na capacidade funcionalPublication . Lopes, Suse Cláudia Carreira; Pereira, Maria Isabel Varregoso RebetimO presente estudo pretendeu verificar se os idosos com mais de 65 anos de idade, independentes e praticantes de atividade física formal apresentam melhores resultados ao nível da capacidade funcional e na realização das Atividades de Vida Diárias (AVD’s), quando comparados com idosos não praticantes. A amostra foi composta por 49 indivíduos com mais de 65 anos, divididos em dois grupos, o Grupo Experimental, constituído por 27 idosos (75,1 ± 5,5 anos) praticantes de atividade física formal 2 vezes por semana e o Grupo de Controlo, que englobou 22 idosos (72,0 ± 5,3 anos) não praticantes de atividade física formal. Aplicou-se o Questionário de Baecke Modificado para Idosos (adaptado de Voorrips et al. 1991) para se conhecerem os níveis de atividade física da amostra, o Questionário de Avaliação Sócio-Funcional (Fonseca e Rizzotto, 2008) que engloba as escalas de avaliação das Atividades de Vida Diárias (Katz, 1963), Atividades Instrumentais de Vida Diárias (Lawton e Brody, 1969) e Atividades Avançadas de Vida Diárias. Avaliou-se a autonomia física e funcional com bateria de testes de Rikli e Jones (1999). As avaliações foram efetuadas em dois momentos (pré e pós teste). Os resultados obtidos, de um modo geral, demonstraram que a prática de atividade física formal contribuiu para melhorar/aumentar os níveis de aptidão física e funcional contribuindo desta forma para uma melhor realização das Atividades de Vida Diárias ajudando a, tornar os indivíduos mais autónomos e independentes no seu dia a dia.
- Retratos da velhice na freguesia de Basto: Cabeceiras de BastoPublication . Silva, Elsa Patrícia Teixeira da; Magalhães, Fernando Paulo OliveiraNesta investigação pretendeu-se estudar a existência ou não de preconceitos ou estereótipos associados à velhice, num meio rural e envelhecido, como o Concelho de Cabeceiras de Basto. Desta forma foi-se ao encontro da teoria das Representações Sociais apresentadas por Serge Moscovici, tendo em conta que a representação social é uma forma de conhecimento da atividade mental desenvolvida pelos indivíduos e pelos grupos, para fixar as suas posições relativamente a várias situações, eventos, objetos e comunicações. A investigação enquadra-se no estudo de caso, tendo-se optado por uma metodologia que cruzou dados quantitativos com dados qualitativos. Foram utilizados como elementos integrantes da amostra, 186 participantes de todos os grupos etários, pertencentes à freguesia de Basto, do Município de Cabeceiras de Basto. Os dados colhidos foram agrupados em várias categorias de análise e comparados com a literatura científica sobre o tema. O grupo pesquisado destacou-se pelas suas opiniões acerca do processo de envelhecimento, evidenciando tanto os ganhos como as perdas que dele advém.
- Hospital Termal Rainha D. Leonor : que futuro?Publication . Almeida, Rute Isabel Pedro; Monteiro, Baltazar RicardoO Hospital Termal Rainha D. Leonor nas Caldas da Rainha é uma instituição de raiz benemérita com mais de cinco séculos de história e de importância fulcral para a cidade. Numa altura em que se debate publicamente o seu futuro, em virtude das várias alterações introduzidas pelo Ministério da Saúde na reorganização da rede hospitalar, nas quais consecutivamente se ignorou o futuro desta vetusta instituição, considerámos importante colaborar com propostas pertinentes para a decisão política, em torno desta questão de: que futuro para o Hospital Termal Rainha D. Leonor? Para tal, recorremos à técnica Delphi, tendo envolvido um painel de 25 peritos numa primeira ronda e em número decrescente nas duas rondas seguintes. Ao aplicarmos uma matriz de decisão, em duas rondas sucessivas, conseguimos um conjunto de propostas que podem ajudar nas decisões políticas sobre o tema. São as seguintes: o Hospital Termal deverá evoluir no sentido do turismo de saúde e bem-estar, investindo simultaneamente na utilização plena e competitiva da água termal em tratamentos de medicina física e de reabilitação, bem como na promoção do envelhecimento ativo. Mantendo o seu carácter social, o HTRDL deveria desenvolver sinergias com o SNS, mantendo o seu caráter de hospital público especializado e constituindo-se como mais uma oferta turística da Região – com arranjos urbanísticos compatíveis - e também como parceiro preferencial na formação de base e avançada de profissionais da área termal, de acordo com os padrões europeus.
- Atividades de desenvolvimento pessoal em idosos institucionalizados: um processo chave no envelhecimentoPublication . Verdingola, Mariana da Silva Ferreira Barbosa Fortunato; Santos, Maria João Sousa Pinto dosNo presente estudo é feito um enquadramento teórico sobre algumas questões que envolvem o envelhecimento humano nas suas vertentes biopsicossociais, numa fase da vida em que a dependência se associou ao percurso normal do mesmo, numa visão holística do desenvolvimento. A população idosa, principalmente, a mais idosa, constitui um grupo vulnerável a estados de dependência e de falta de autonomia que interferem no seu bem-estar psicológico e naturalmente na sua qualidade de vida. A falta de apoios e condições para os idosos com doenças incapacitantes, continuarem a viver em suas casas, coloca uma maior responsabilidade nas Instituições, para que exista um acompanhamento clínico e psicossocial de acordo com as reais necessidades sentidas. As Instituições deparam-se com o desafio da mudança de paradigma da imagem da velhice, assumindo-se como promotoras de Planos de Desenvolvimento Pessoal, determinantes para um envelhecimento bem-sucedido. Para isso contribuíram os Manuais da Qualidade editados pelo Instituto da Segurança Social (2008). Este trabalho baseou-se num Estudo de Caso, mostrando que quando existe implicação do idoso no seu Projeto de Vida, acompanhado pelo envolvimento dos cuidadores e equipa técnica, é refletido um estado emocional positivo, partilhado por todos. Pretendemos conviver com idosos equilibrados, com capacidade de lidarem com as suas emoções e perdas, mas também com cuidadores empenhados num trabalho que se torna gratificante, onde todos podemos sair a ganhar, num mundo onde se vão atropelando a longevidade e as adversidades da vida.
- Ser ativo no programa IPL60+: um olhar sobre as motivações e os contributos na vida quotidiana dos estudantes senioresPublication . Paulos, Rita Catarina Mendes; Pimentel, Luísa Maria GasparAs oportunidades de aprendizagem ao longo da vida e a oferta de formação para seniores são cada vez mais frequentes, surgindo, em alguns casos, integradas em estruturas do ensino superior. O Programa IPL60+ é um exemplo da crescente abertura das universidades aos seniores. Este estudo teve como objetivo averiguar os motivos que conduziram os estudantes seniores ao Programa IPL60+ e os contributos da frequência, no seu quotidiano. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, cujo instrumento utilizado foi a entrevista a 11 seniores inscritos no Programa IPL60+, no 1.º semestre do ano letivo 2012/2013. Os motivos indicados pelos seniores foram: procura de conhecimento e atualização cultural, motivos orientados para o self, procura de contacto social, ocupação do tempo livre, compromissos com a generatividade e prática de exercício físico. Os seniores relatam contributos na vida pessoal, na vida familiar, no relacionamento com os amigos e no exercício da cidadania. Não se observou relação entre os motivos para aderir ao Programa IPL60+ e o género ou a escolaridade. Assim como não se observou relação entre os contributos do Programa IPL60+ e o género ou a escolaridade. Os relatos permitiram concluir que o Programa IPL60+ permite aos seniores ocupar o seu tempo livre com atividades educativas, culturais, desportivas e recreativas; desenvolve a formação ao longo da vida; impulsiona a intergeracionalidade; favorece o bem-estar físico e psicológico; maximiza o capital intelectual dos seniores; fortalece os laços de amizade; estimula a (re)integração social; favorece o sentimento de utilidade e a confiança dos indivíduos; diminui a solidão, potencialmente; favorece as relações familiares; ajuda a desconstruir e a reconstruir imagens sociais das diferentes gerações; promove o exercício da cidadania e o incentivo à divulgação de capacidades e concretização de ambições pessoais, dando maior visibilidade aos seniores.
- O namoro na terceira idade: transformação de si e dos outros e envelhecimento ativoPublication . Mendes, Daniela Filipa Ferreira; Vieira, Ricardo Manuel das NevesGrosso modo, pretendemos desenvolver uma pesquisa com cinco idosos da instituição Santa Casa da Misericórdia de Soure (SCMS), todos eles viúvos, que experienciam o namoro nesta fase da vida. Tenta-se compreender a importância do namorar enquanto conversar, murmurar, ou seja, comunicar com afeto, na qualidade de vida e envelhecimento ativo dos sujeitos. Trata-se de um trabalho de natureza etnográfica, sobre o que se passa dentro de instituições de terceira idade e entre relações de enamoramento com pessoas com mais de 80 anos. Com esta investigação, pretende-se conhecer a transformação que ocorre entre os novos casais constituídos pelas relações de namoro e a importância que isso tem na sua qualidade de vida e no seu próprio envelhecimento ativo. O objetivo é perceber como o namoro emerge como um projeto que dá sentido à vida, que se torna mais ativa e com qualidade. O envelhecimento ativo e a qualidade de vida também dependem das relações sociais que os idosos estabelecem com outros, quer sejam da sua geração quer sejam de outras classes etárias. Desta forma, o namorar, enquanto prática social de estreitamento e comunicação das relações e dos afetos, pode ser entendido como via de promoção do envelhecimento ativo e com qualidade de vida. Em termos de resultados, o namoro trouxe a cada um dos indivíduos estudados a ampliação e a reconfiguração da sua identidade. Passaram a ser um “nós”, passou a existir um projeto coletivo e a identidade de cada um ampliou-se, tornando-se mais dinâmica, pois passou a integrar o outro nele, que passou a pensar coletivamente. Agora já não se pensa na comida só para si, faz-se comida para dois. Este caso é um bom exemplo da reinvenção de si entre os idosos enamorados. Neste sentido, emerge um novo projeto, reconfigura-se a identidade, reconfigura-se o projeto de vida. Quer-se viver mais, os idosos sentem-se melhor, o envelhecimento torna-se mais ativo, os idosos tornam a cozinhar, tornam a fazer a barba, a cuidar da imagem, a colocar perfume e etc. Os idosos descobriram assim, com o namoro, uma forma de combater a deterioração da identidade social porque o viúvo tem, de alguma forma, uma identidade deteriorada, está sozinho, está isolado, está mais abandonado e podemos afirmar que há uma imagem social de solidão que pode ser reconfigurada a partir do momento em que a pessoa passa a ter um companheiro ou uma companheira.
- Relações intergeracionais: a arte de envelhecer aprendendo com os jovensPublication . Vieira, Marisa de Oliveira; Pimentel, Luísa Maria GasparO aumento da longevidade da população mundial, o vertiginoso avanço dos índices de indivíduos com mais de 65 anos e o decréscimo da natalidade têm trazido novos desafios às sociedades. A passagem para a reforma impõe, portanto, a participação ativa dos seniores e a constante aquisição de conhecimentos, de forma a criar uma sociedade para todas as idades. O envolvimento das pessoas mais velhas em todos os domínios da vida potencia interações e constitui-se como uma mais-valia extremamente importante. Contudo, este potencial nem sempre é aproveitado. Com base na revisão teórica efetuada, pretendeu-se estudar as relações intergeracionais, no IPL 60+, com o objetivo de compreender as interações estabelecidas entre as duas gerações, perceber o modo como é percecionada a integração dos seniores, compreender o que ambas as gerações entendem transmitir, aprender e valorizar com a partilha de conhecimentos e a vivência quotidiana, assim como analisar a perceção que cada geração tem sobre a outra, antes e após a interação. Deste modo, foi desenvolvido um estudo qualitativo, no qual participaram 16 alunos, 8 seniores e 8 alunos jovens. Os dados foram recolhidos através da entrevista e do estudo emergiram 4 categorias: interação; integração, partilha e aprendizagem e a construção da imagem do outro. Através da análise de conteúdo, podemos concluir que a interação, na esfera educacional, torna-se facilitadora para os envolvidos neste processo, por promover encontros e novas trocas entre as gerações. Os momentos de convívio e de estudo, as atividades culturais e recreativas assim como a troca de conhecimentos nas aulas, são fundamentais para a construção de uma sociedade mais equitativa e isenta de preconceitos. Para além disso, a partilha do mesmo contexto escolar propicia a criação de novas relações interpessoais e uma visão positiva face ao processo de envelhecimento.
- A importância da memória e da animação no envelhecimento ativoPublication . Luís, Inês Nazaré; Vieira, Ricardo Manuel das NevesSegundo Óscar Ribeiro, o envelhecimento enfatiza a importância de as pessoas perceberem o seu potencial para promover o seu bem-estar e, sobretudo, a sua qualidade de vida (Ribeiro & Paúl, 2011, p. 2). A qualidade de vida é um processo complexo e abstrato que contém vários critérios biológicos, sociais e psicológicos que devem estar em equilíbrio entre si e com o meio ambiente (Serafim, 2007) e se devem ligar a um projeto de vida (Vieira, 2012a). É importante que a pessoa idosa seja ativa nesta etapa e tenha uma participação constante, contribuindo, assim, para o seu desenvolvimento pessoal e comunitário. Neste âmbito surge a animação sociocultural, conceito que exploraremos particularmente, distinguindo-o do da animação cultural clássica, em que o animador possui conhecimentos de formação cultural mas não está tão preocupado com a promoção do convívio e das relações interpessoais (Lopes, 2011). Como poderá então o animador contribuir para o desenvolvimento da pessoa idosa e da comunidade e vice-versa? As histórias de vida são um caminho que o animador sociocultural poderá utilizar para intervir e promover o desenvolvimento comunitário duma forma humana, isto é, com sentido para os animandos. A pessoa tem de tomar a seu cargo o seu próprio projeto, se quer estar ativa. Assim, ter um projeto comunitário, ao domingo, que é reunir-se com os outros, é abraçar um projeto social que é, simultaneamente, um projeto de animação e de envelhecimento ativo. Assim sendo, aliar a animação sociocultural e ao desenvolvimento do património cultural e imaterial poderá permitir que as pessoas idosas valorizem a sua memória e identidade, sentindo-se úteis e ativas (Neri, 2001). Neste sentido, a animação sociocultural “situa o idoso num contexto comunitário amplo e diversificado, em que o sentido de «animar» se identifica com «dar vida social»” (Pinto, 2007, p. 65), contribuindo, assim, para o seu envelhecimento ativo.
- Atividade física na pessoa idosaPublication . Monteiro, Rute Marina Fernandes; Monteiro, Baltazar RicardoA atividade física encerra vários objetivos aos níveis físico, social e psicológico que se resumem num propósito principal – a melhoria do bem-estar e o aumento da longevidade, através da manutenção da capacidade funcional dos idosos. A imobilização e o sedentarismo são as principais causas do envelhecimento acelerado, cujos efeitos podem ser parcialmente anulados pela prática regular de atividade física. Diante disto, os objetivos deste estudo resumem-se a avaliar os níveis de atividade física dos idosos da Santa Casa da Misericórdia e da Universidade Sénior concelho de Porto de Mós e analisar quais os fatores que lhe poderão estar associados. Realizou-se um estudo não experimental do tipo quantitativo correlacional de natureza transversal. Para tal, procedeu-se à aplicação de um Questionário de Identificação Geral, a Bateria de Aptidão Física Funcional de Fullerton e o Questionário de Baecke Modificado, à população-alvo. Neste estudo foi utilizado o programa SPSS, versão 20.0 for Windows. Concluiu-se que idosos com níveis médio-alto de AF apresentam uma aptidão física funcional saudável, não correndo o risco de perda de independência funcional.
- “Antes de morrer, eu quero…” : o envelhecimento como um processo ativo, onde os sujeitos escolhem e participam nas políticas que afetam o seu bem-estarPublication . Neves, Alexandra Maria Ferreira Batista; Santos, Maria João Sousa Pinto dosNas sociedades atuais, a institucionalização dos adultos idosos é a opção mais recorrente, quando os filhos deste grupo etário não têm condições de cuidar a tempo inteiro dos seus pais. Esta institucionalização nem sempre é feita por forma a envolver a vontade e o desejo do idoso, revestindo-se esta mudança de uma perda de identidade e de pertença que lança o idoso num processo doloroso. O presente estudo propõe identificar e compreender os desejos que um grupo de 11 idosos, utilizadores do Centro Social e Paroquial dos Pousos, pretendem realizar antes de morrerem. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado a partir das narrativas dos idosos entrevistados. Os resultados (desejos) são muito semelhantes dentro do grupo analisado, refletindo uma homogeneidade cuja explicação pode estar relacionada com o facto de todos partilharem os mesmos contextos e trajetórias de vida semelhantes. Os desejos mais expressos encontram-se relacionados com a família e algumas visitas a determinados locais, apontando estes para atividades de lazer e atividades com a família. Com este estudo identificam-se e quantificam-se atividades com base nas motivações de cada sujeito, tanto através de um Plano de Atividades como através de um Plano Ocupacional.