Percorrer por autor "Rufino, Sabrina Santos"
A mostrar 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de ordenação
- A digitalização corporal integrada no design de ortótesesPublication . Rufino, Sabrina Santos; Mateus, João Vasco de OliveiraO presente trabalho visa explorar como a aplicação da digitalização corporal no design de ortóteses permite capturar com precisão a anatomia, facilitando o ajuste das ortóteses criando soluções mais personalizadas e eficazes para os pacientes. Combinou-se o Human-Centered Design com exemplos de estudos de caso, analisando os processos empregues por empresas que utilizam scanners 3D e aplicando esses princípios a um caso prático, desde a captura de dados anatómicos até a modelação e prototipagem. Os resultados indicam que a digitalização 3D é eficaz para capturar a morfologia do paciente, embora a qualidade do processo dependa da precisão dos scanners e da habilidade do operador. A integração da digitalização associada a tecnologias de fabricação aditiva pode reduzir custos e acelerar a produção, no entanto, ainda existem desafios a serem superados, como a posição do paciente durante a digitalização. Assim, a digitalização corporal, junto com a impressão 3D, pode transformar o desenvolvimento de ortóteses, democratizar o acesso, tornando- as mais acessíveis e personalizadas.
- INFO-tátil. objetos de comunicação para a deficiência visualPublication . Rufino, Sabrina Santos; Bispo, Renato Jorge Costa LopesEsta investigação pretende, através da criação de objetos, mitigar o estigma associado às pessoas com deficiência visual, promover a sua independência e acesso à informação. Como base de trabalho, realizou-se um estudo junto com a comunidade cega e de baixa visão através de entrevistas com pessoas com deficiência visual, familiares, técnicos de mobilidade e a direção da Associação de cegos e amblíopes de Portugal (ACAPO) de Aveiro, de modo a recolher as suas experiências e desenvolver os projetos de acordo com as suas necessidades. Criaram-se três projetos: um jogo de palavras, que leva ao contacto entre pessoas normovisuais e pessoas cegas ou com baixa visão, estimulando a descoberta sobre o universo das pessoas com deficiência visual através partilha de experiências e da reflexão sobre as barreiras do quotidiano; Um conjunto de seringas táteis, que permitem medir pequenas quantidades de líquidos, permitindo a autonomia e autodeterminação no cuidado com a saúde assim como no cuidado dos outros; Um estudo exploratório de etiquetas táteis para identificação de alergénicos de uso abrangente não recorrendo ao braille. Os resultados alcançados permitiram confirmar a importância de incluir as pessoas no processo de design de forma a gerar soluções que vão de encontro às suas necessidades reais.
- Por outras palavras – ferramenta de combate ao estigma da deficiência visualPublication . Rufino, Sabrina Santos; Bispo, Renato Jorge Costa LopesNesta comunicação será apresentado processo de desenvolvimento e resultados alcançados de um jogo de cartas, como forma de contacto entre a pessoa com deficiência visual e normovisual de forma a desmistificar ideias pré-concebidas e educar a população não só sobre as capacidades das pessoas com deficiência visual mas também o seu empoderamento. Entendeu-se que uma forma lúdica poderia ser uma maneira de expor o estigma, e de contribuir para a inclusão das pessoas com deficiência visual, não obstante da sua literacia em braille ou capacidade de leitura e criando um momento de reflexão. Tendo em conta a população com deficiência visual e de forma a garantir uma maior distribuição do jogo, procurou-se também que este pudesse ser facilmente produzido e acessível ao maior número de pessoas. Procurou-se que, através do ato de jogar, se pudesse desconstruir o estigma em volta das pessoas com deficiência visual, levando a uma reflexão e diálogo sobre a deficiência, procurando que os intervenientes falassem sobre as suas vivências e se questionassem. O jogo pode ser jogado por pessoas com e sem deficiência visual, procurando que as segundas se coloquem no lugar da pessoa com deficiência criando laços com estas. Tal como um dos princípios de design contra o estigma, Bispo (2018) defende que o contacto é uma estratégia importante para combater o estigma na medida em que coloca as pessoas estigmatizadas com a população em geral em situações que procuram criar uma relação de igualdade.
