ESECS - Mestrado em Direção e Gestão de Organizações de Intervenção Social
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Percorrer ESECS - Mestrado em Direção e Gestão de Organizações de Intervenção Social por orientador "Margarido, Cristovão Adelino Fonseca Franco Ribeiro"
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- A importância das IPSS na economia social e no desenvolvimento local no concelho de alvaiázerePublication . Brás, Nádia Cristiana Marques; Margarido, Cristovão Adelino Fonseca Franco RibeiroA Economia Social assume, nos dias de hoje, um papel cada vez mais relevante nas sociedades contemporâneas, sendo reconhecida pelo seu contributo na promoção da coesão social, no combate às desigualdades e na criação de respostas sociais ajustadas às necessidades locais. Apesar do seu crescimento e impacto, este setor continua a enfrentar desafios significativos. Neste contexto, destaca-se a importância das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), enquanto agentes fundamentais da Economia Social em Portugal. Estas instituições, além de prestarem serviços essenciais nas áreas da infância, terceira idade, deficiência e apoio social, contribuem de forma expressiva para o desenvolvimento económico e social dos territórios onde se inserem. A presente investigação centra-se nas IPSS do concelho de Alvaiázere, pertencente ao distrito de Leiria, com o objetivo de analisar o seu papel no desenvolvimento local. Através da aplicação de questionários e entrevistas, procurou-se compreender de que forma estas organizações respondem às necessidades sociais da população, quais os impactos gerados no emprego direto e indireto, e como articulam estratégias com outras entidades locais para promover a inclusão social e combater a pobreza. Os resultados obtidos demonstram que, apesar de limitações estruturais e recursos escassos, as IPSS assumem uma função insubstituível na melhoria da qualidade de vida das comunidades. O voluntariado e a articulação com parceiros institucionais reforçam a sua ação, contribuindo para a estabilidade socioeconómica e a coesão territorial.
- A importância de um Programa de Exercício Físico na comunidade séniorPublication . Costa, Rider Filipe Rua da; Rodrigues, Filipe Fernandes; Margarido, Cristovão Adelino Fonseca Franco RibeiroO envelhecimento demográfico em Portugal coloca desafios significativos às organizações de intervenção social, em particular às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e às Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Estas entidades assumem um papel central na promoção da autonomia, da qualidade de vida e da inclusão social da população sénior, mas enfrentam constrangimentos de gestão relacionados com recursos humanos, sustentabilidade financeira e inovação organizacional. O presente estudo analisou a implementação de um programa comunitário de exercício físico numa associação de desenvolvimento local, enquadrando-o como uma estratégia de gestão organizacional orientada para a promoção da saúde, prevenção de quedas e reforço da participação social. A investigação envolveu inicialmente 23 participantes, tendo a amostra final de análise sido constituída por 19 participantes, com idades compreendidas entre 62 e 80 anos (M = 69,42; DP = 4,52), avaliados antes e após 12 semanas de intervenção. Os resultados evidenciaram melhorias significativas no equilíbrio, na força dos membros inferiores e no desempenho funcional global, indicadores diretamente associados à autonomia e à redução do risco de dependência. Estes ganhos assumem particular relevância num contexto em que 28% a 35% das pessoas com mais de 65 anos sofrem quedas anualmente, percentagem que aumenta para 32% a 42% acima dos 70 anos, e num país onde, só em 2023, foram registados 40 842 episódios de queda em pessoas idosas com recurso às urgências hospitalares. Para além dos benefícios físicos, o programa revelou-se um catalisador de dinâmicas relacionais e comunitárias, reforçando o sentimento de pertença e a autoestima dos participantes. Do ponto de vista organizacional, a experiência demonstra que programas de atividade física, quando integrados nos planos estratégicos das IPSS, podem constituir boas práticas de gestão social, contribuindo para a sustentabilidade institucional, a inovação nos serviços e a concretização das orientações do Plano de Ação para o Envelhecimento Ativo e Saudável 2023–2026. Conclui-se que a atividade física deve ser entendida não apenas como intervenção clínica, mas como um instrumento de gestão estratégica das organizações sociais, exigindo liderança, cooperação interinstitucional e mecanismos de avaliação de impacto que assegurem a sua replicabilidade e sustentabilidade.
- A Empregabilidade de Pessoas com Deficiência: Um estudo de casoPublication . Ruivo, Irina Filipa Dias; Margarido, Cristovão Adelino Fonseca Franco Ribeiro; Nogueira, Marta Alexandra GonçalvesA inclusão social e laboral de pessoas com deficiência ocupa uma grande parte dos problemas sociais presentes na nossa sociedade. Nos dias de hoje, as questões de desigualdade face a pessoas com deficiência, levam à exclusão social das mesmas. A deficiência, é vista com base numa construção social, com costume a ser desvalorizada e discriminada, o que tem uma influência negativa na sua inserção laboral, dessa forma, a inclusão de pessoas com deficiência (PcD) no mundo do trabalho, constitui um grande pilar no processo de inclusão social (Calhoa, 2017). O presente trabalho, teve como objetivo primordial, desenvolver um estudo de caso sobre a Empregabilidade de Pessoas com Deficiência, deste modo, a investigação foi elaborada de acordo com os seguintes objetivos específicos: Identificar os desafios com os quais se deparam as PcD na sua integração laboral; refletir sobre as perspetivas futuras das pessoas com deficiência a nível laboral; analisar a perceção dos colaboradores da entidade empregadora enquanto colegas de trabalho destes indivíduos e conhecer o processo de integração na entidade empregadora. Foi utilizada uma metodologia qualitativa na medida em que foram elaboradas entrevistas semiestruturadas contando com cinco participantes. Estas entrevistas foram realizadas no Mercado e Sabores do CRIT (Centro de Reabilitação e Integração Torrejano), sendo o mesmo, um projeto de inclusão social e laboral da Instituição. Entre outros, foi possível compreender através dos resultados, que as pessoas com deficiência reconhecem que integrar o mercado de trabalho é um processo difícil e que o problema surge da não contratação por parte das entidades empregadoras. Quanto às colegas de trabalho, foi unânime a opinião de que se existir compreensão face às limitações das pessoas com deficiência estas são mais facilmente integradas no local de trabalho e que todos deveriam ter o mesmo direito em trabalhar.
- Serviços Partilhados, um caminho para a sustentabilidade das organizações de economia socialPublication . Costa, Nelson Vieira da; Margarido, Cristovão Adelino Fonseca Franco RibeiroA crescente pressão sobre as organizações da Economia Social para responderem a necessidades sociais complexas, num contexto marcado pela escassez de recursos e pela exigência crescente de profissionalização, tem conduzido à procura de modelos de gestão mais eficientes, colaborativos e sustentáveis. Neste enquadramento, os Serviços Partilhados assumem-se como uma estratégia inovadora, permitindo centralizar funções comuns, otimizar recursos e reforçar a capacidade de resposta das instituições sem fins lucrativos. O presente estudo tem como objetivo analisar a aplicabilidade do modelo de Serviços Partilhados no setor da Economia Social em Portugal, identificando potenciais benefícios, limitações e condições críticas para a sua implementação. A investigação recorreu a uma revisão de literatura nacional e internacional, que permitiu compreender a evolução do conceito e os diferentes modelos existentes, bem como a exemplos de adoção em contexto português, com destaque para a UDIPSS-Porto e a Social Shop. Os resultados obtidos evidenciam que, quando adequadamente estruturados e acompanhados por mecanismos de confiança interinstitucional, os Serviços Partilhados podem promover ganhos significativos de eficiência, redução de custos e melhoria da qualidade técnica dos serviços prestados, contribuindo de forma decisiva para a sustentabilidade financeira e organizacional. Contudo, a sua generalização enfrenta barreiras relevantes, como resistências culturais, receio de perda de autonomia e constrangimentos de natureza legal ou fiscal. Em termos académicos, esta investigação contribui para colmatar a escassez de estudos sobre Serviços Partilhados aplicados à Economia Social em Portugal. Em termos práticos, oferece pistas para reforçar a cooperação interinstitucional, fomentar a inovação organizacional e potenciar a capacidade de resposta das organizações sociais perante os atuais desafios económicos e sociais.
