ESAD.CR - Mestrado em Artes Plásticas
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Percorrer ESAD.CR - Mestrado em Artes Plásticas por orientador "Anacleto, Ana Isabel Pinheiro Pedro"
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- CompenetrazionePublication . Valsecchi, Elena; Baraona, Maria Isabel Gallis Pereira; Anacleto, Ana Isabel Pinheiro PedroO objectivo deste texto é identificar um aspecto muito específico, e ao mesmo tempo transversal, no trabalho artístico desenvolvido ao longo destes dois anos do curso de Mestrado em Artes Plásticas. A partir de um corpo de trabalho que não estabelece limites disciplinares, e que se move nas fronteiras entre o desenho, a escultura, a instalação, a pintura e a performance, identifiquei e desenvolvi um conceito unificador: com o termo italiano Compenetrazione defino o movimento que caracteriza a minha prática artística, centrado na ambição de ultrapassar a perceção de divisão entre corpos ou elementos. Este movimento, activado e motivado pela peculiar intuição do mundo despertada pelo acto de caminhar, manifesta-se em todos os aspectos do meu fazer e pensar artísticos, tanto em termos formais como conceptuais. Determina, por um lado, uma definição da figura do artista como intermediário entre o perceber, o conhecer e o sentir, e, por outro, uma reconfiguração ou, eventualmente, uma evasão do conceito de identidade, levando-o necessariamente a uma dimensão mais alargada.
- Versus VersosPublication . Costa, Feliciano André Amador; Baraona, Maria Isabel Gallis Pereira; Anacleto, Ana Isabel Pinheiro PedroNesta investigação teórico-prática reflito sobre a linearidade do tempo e a finitude. Acreditando que tudo é efémero, escrevo na tentativa de expor e questionar a relação de escravidão com o Tempo, a partir de um conjunto de obras realizadas nos últimos dois anos – Heterocronia (2024); Gotas de Tempo (2025); e a série Jornais D’Água (2025-2026). É através de um estado de Heterocronia (2024) que emerge uma “caixa de areia”, onde a criança ingénua e inocente manuseia e constrói o seu mundo imaginário, onde procuro simular a sensação e intenção para uma consciência adulta, que enfrenta a sua finitude e deseja moldar o tempo para melhor proveito. No entanto, perdido no tempo, no escuro e sozinho, apercebo-me de um desconforto em comunicar com outros, originário de um desconforto inicial em comunicar comigo próprio. O confronto inerente a esta afasia1 provinha de uma perspetiva pessoal de um não entendimento próprio. Estes sentimentos confrontaram-me com a comunicação intra e interpessoal, que procuro resolver através da exposição dos meus pensamentos e emoções sobre colagens ou livros de artista, tal como o livro Meio Buraco (2025), que resulta de uma tentativa de criar um ponto de passagem entre um “eu” interno e privado e o mundo que me rodeia. Deambulo pelo labirinto de caminhos de desejo da floresta, guiado pelo aparecimento de Gotas de Tempo (2025) e numa corrida em busca de um tempo familiar, “tropeço” no Meio Buraco (2025), inundado de pensamentos e emoções, que me transporta de novo para o início deste loop interminável dos ponteiros do relógio que rodam e rodam sem cessar. Antes que me reduza a pó, renasço da água pura que me transforma num ser leve, presente no céu e na terra, consciente e parte de um todo.
