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Estágio III – Estágio de natureza profissional em Enfermagem de Cuidados à Família em contexto de USF ou UCSP

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Resumo(s)

Enquadramento: Este relatório de estágio decorre em contexto de Cuidados de Saúde Primários, reconhecidos como base do sistema de saúde e fundamentais na promoção da saúde e prevenção da doença. É fundamentado através do olhar de um mestrando em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar. As Unidades de Saúde Familiares (USF) assumem um papel central na prestação de cuidados personalizados e contínuos às famílias, nesse contexto, a enfermagem de saúde familiar destaca-se pela abordagem sistemática da família enquanto unidade de cuidados, integrando modelos teóricos como o Modelo de Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar (MCAIF). Abordaremos todo o processo de aprendizagem adquirido através do ensino clínico, complementando com as competências de um enfermeiro especialista, tanto comuns como especificas. Falaremos ainda da prática especializada baseada na evidencia, esta fase através de dois estudos que se complementam entre si através da identificação de crianças com Necessidade de Saúde Especiais (NSE) e o estudo de uma família com uma criança com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) Objetivos: Apresentar o percurso de desenvolvimento das competências comuns e especificas de um Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar; caracterizar o contexto da prática clínica no âmbito da prática baseada na evidencia identificando crianças com necessidade saúde especiais numa USF e avaliar o funcionamento de uma família com uma criança com diagnóstico de PEA Métodos: Este relatório tem uma base maioritariamente descritiva e reflexiva do decorrer do estágio, apresenta ainda um estudo quantitativo com a aplicação do Children with Special Health Care Needs Screener (Pires et al., 2026), às crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 17 anos e 364 dias inscritas na unidade e um estudo qualitativo através da avaliação de uma família com filho com Necessidade de Saúde Especial, neste caso, PEA, recorrendo aos seguintes instrumentos: Modelo de Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar, escala de APGAR Familiar, Escala de Risco Familiar de Segovia Dreyer e Escala de Risco Familiar de García-Gonzalez. Resultados: O estágio permitiu o desenvolvimento de competências comuns e especificas do enfermeiro especialista, nomeadamente nos domínios da responsabilidade ética e legal, melhoria continua da qualidade, gestão de cuidados e liderança em processos de intervenção familiar. Destaca-se a importância da relação terapêutica com a família, da personalização dos cuidados e relação interprofissional. Foram, ainda, desenvolvidas melhorias organizacionais e de capacitação dos utentes e cuidadores. Os resultados demonstraram que 47,4% das crianças avaliadas apresentam necessidades de saúde especiais, com predominância na dependência de medicação. No estudo familiar, identificaram-se fragilidades na comunicação, sobrecarga do cuidador e ausência de rede de apoio eficaz, tendo sido delineadas intervenções dirigidas à capacitação familiar e articulação de recursos. Conclusão: A experiência no estágio reforma a prática de enfermagem de saúde familiar, centrada na família, sustentada por modelos teóricos estruturados e pela evidencia científica revelando-se essencial na identificação precoce de necessidades e na implementação de intervenções unificadas para cada família. Os resultados, ainda, evidenciam a relevância dos cuidados de proximidade e a complexidade no papel de enfermeiro especialista na capacitação familiar e na promoção de ganhos de saúde
Background: This internship report was developed in the context of Primary Health Care, recognized as the foundation of health systems and essential for health promotion and disease prevention. It is grounded in the perspective of a master's student in Community Nursing, specializing in Family Health Nursing. Family Health Units play a central role in delivering personalized and continuous care to families. In this context, Family Health Nursing stands out for its systemic approach to the family as a unit of care, integrating theoretical models such as the Calgary Family Assessment and Intervention Model (CFAIM). This work addresses the learning process acquired during clinical training, complemented by the development of both common and specific competencies of a specialist nurse. It also includes evidence-based practice, supported by two complementary studies: the identification of children with Special Health Care Needs (SHCN) and the assessment of a family with a child diagnosed with Autism Spectrum Disorder (ASD). Objectives: To show the develop of common and specific competencies of a Family Health Nursing specialist; and to characterize the clinical practice context within evidence-based practice by identifying children with special health care needs in a Family Health Unit and assessing the functioning of a family with a child diagnosed with ASD. Mehtods: This report is primarily descriptive and reflective, based on the clinical training experience. It also includes a quantitative study using the Children with Special Health Care Needs Screener (Pires et al., 2026), applied to children aged 3 to 17 years and 364 days enrolled in the unit, and a qualitative case study involving the assessment of a family with a child with special health care needs (ASD). The following instruments were used: Calgary Family Assessment and Intervention Model, Family APGAR scale, Segovia-Dreyer Family Risk Scale, and García-González Family Risk Scale. Results: The clinical training enabled the development of both common and specific competencies of the specialist nurse, particularly in the domains of ethical and legal responsibility, continuous quality improvement, care management, and leadership in family intervention processes. The importance of the therapeutic relationship with the family, individualized care, and interprofessional collaboration is highlighted. Organizational improvements and initiatives aimed at empowering patients and caregivers were also implemented. The results demonstrated that 47.4% of the children assessed present special health care needs, with a predominance of medication dependence. In the family study, significant vulnerabilities were identified in family communication, caregiver burden, and the lack of an effective support network, leading to the development of interventions focused on family empowerment and the coordination of resources. Conclusion: The clinical training experience reinforces the practice of Family Health Nursing, centered on the family and supported by structured theoretical models and scientific evidence, proving essential for the early identification of needs and the implementation of tailored interventions. The findings also highlight the relevance of proximity care and the complexity of the specialist nurse’s role in family empowerment and in promoting health gains.

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Palavras-chave

Enfermeiros de saúde da famíliar Saúde da criança Saúde da família Modelos de enfermagem Estudo de caso Modelo de Calgary Necessidade de saúde especiais

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