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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em 2015, apresentei em Paris, na exposição coletiva Le lynx ne connaît pas de
frontières, comissariada por Joana Neves na Fondation d’entreprise Pernod
Ricard, um vídeo intitulado O Meu Pai Morreu no Ano em que eu Nasci (2014),
produzido enquanto ainda era aluno de escultura nas Belas-Artes de Lisboa.
O vídeo refere-se ao facto do meu pai ter morrido um mês antes de eu nascer,
razão pela qual nunca existiu a possibilidade de estabelecermos um diálogo.
Nessa altura estava muito interessado num “efeito marioneta”, ou seja, numa
substância ou matéria física que pudesse ser controlada por uma substância
ou energia espectral.
A minha ideia passava por viabilizar esse diálogo, o que implicava que me
cruzasse com o meu pai no mesmo espaço. Procurei uma série de médiuns que
aceitassem ser filmados e que alegavam ter a capacidade de o proporcionar,
possibilidade que encarei com algum ceticismo — o meu trabalho funciona
sempre entre o ceticismo e a credulidade. Uma das pessoas que encontrei dizia
que conseguia fazer descer o meu pai e incorporá-lo para que esse diálogo se
iniciasse. O que vemos no vídeo é a médium a contorcer-se, o meu pai desce e
o diálogo não se chega a iniciar. Isso manifesta-se através das velas colocadas
entre mim e a médium, que se apagam quando o meu pai desce, deixando-nos
novamente às escuras.
Descrição
Escritas : Manifestos principiou, em 2022, por uma colecção de
cadernos compilando a tradução de entrevistas e escritos de artista,
documentos actualmente em depósito no acervo da biblioteca da
ESAD.CR. Nesse mesmo ano lançamos o primeiro caderno com texto
original Poesia para uma Revolução (im)possível (fragmentos sobre os
tempos múltiplos do Manifesto), de Rodrigo Silva. Em 2025, retomamos
estes cadernos que se organizam em duas linhas editoriais: a transcrição
e edição de aulas abertas ministradas por convidadas.os e a publicação
de textos-manifestos originais redigidos por colegas de variadas áreas
de estudo e cursos leccionados pela ESAD.CR.
Documentamos o dinâmico programa de aulas abertas onde se abordam aspetos conceptuais, formais, sociais e históricos das práticas artísticas contemporâneas. O testemunho directo, um discurso complexo e informado, revela-se um instrumento na atualização dos programas formativos e no fortalecimento das relações entre a escola, o meio cultural e profissional.
Coordenação editorial Isabel Baraona e Miguel Ferrão Design e paginação Rosa Quitério
Documentamos o dinâmico programa de aulas abertas onde se abordam aspetos conceptuais, formais, sociais e históricos das práticas artísticas contemporâneas. O testemunho directo, um discurso complexo e informado, revela-se um instrumento na atualização dos programas formativos e no fortalecimento das relações entre a escola, o meio cultural e profissional.
Coordenação editorial Isabel Baraona e Miguel Ferrão Design e paginação Rosa Quitério
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
LIDA - Laboratório de Investigação em Design e Artes, Politécnico de Leiria
Licença CC
Sem licença CC
