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Abstract(s)
Acute bronchiolitis is the most common cause of hospitalization for lower respiratory tract infections caused by respiratory syncytial virus in children under the age of two. It is known that most parents do not seek chest physiotherapy promptly, which can lead to a worsening of the condition. This knowledge is essential to increase adherence to treatment, educate parents and encourage their active participation through knowledge of the benefits and adverse events in patients undergoing chest physiotherapy.
Aims: The primary objective of this study was to explore parents' knowledge and perception of chest physiotherapy in children diagnosed with bronchiolitis. Specifically, in the group that received chest physiotherapy sessions, we sought to determine parents' knowledge and perceived benefits. As a secondary objective, we sought to understand the potential adverse events of chest physiotherapy and relate the severity of bronchiolitis to variables related to physiotherapy. In the group that did not undergo chest physiotherapy sessions, we explored the reasons why parents did not seek chest physiotherapy sessions for their children.
Methods: An online, survey-based cross-sectional study was carried out in Portugal, involving parents of children diagnosed with bronchiolitis, divided into 2 groups: Group 1 ā those who had never undergone chest physiotherapy, and Group 2 ā those whose children had undergone chest physiotherapy at least once. Parents were recruited via social media and from the researchers' network of contacts. Data collection was conducted between March and May 2025 and included demographic and clinical characteristics. Descriptive statistics were performed to characterize the sample and describe the results, and potential- group differences between the stages of bronchiolitis as well as potential differences between groups in relation to the stages of bronchiolitis and in relation to parents' knowledge/perceptions and the chest physiotherapy techniques used in the intervention, using chi-square and Fisher's exact tests.
Results: A total of 100 participants were included: Group 1- 44% whose children did not receive chest physiotherapy (n=44) and Group 2- 56% of respondents whose children received chest physiotherapy (n=56). The majority of respondents (n=70, 70%) resided in Lisbon, were between 30 and 39 years old, and 90% were the childrenās mothers (n=90). The children diagnosed with bronchiolitis were between 7 and 9 months old (n=24, 24%), and 20% were diagnosed with mild bronchiolitis (n=20), 34% with moderate bronchiolitis (n=34), and 2% with severe bronchiolitis (n=2). Regarding Group 1, respondents reported not having chest physiotherapy due to the lack of medical recommendation (n=25, 56.8%) and lack of information about the benefits of chest physiotherapy (n=12, 25%). In Group 2, most had 1 to 2 chest physiotherapy sessions (n=33, 58.9%), reported that the sessions were held in outpatient clinics (n=31, 55.4%), and identified as benefits the reduction of pulmonary secretions (n=47, 83.9%), decreased nasal obstruction (n=39, 69.6%), and reduced coughing frequency (n=29, 51.8%). Physiotherapists advised respondents (n=36, 64.3%) to apply certain techniques at home, with nasal irrigation being the most recommended (n=32, 57.1%). Approximately 19.6% of respondents (n=11) reported adverse events, such as extreme tiredness, vomiting, petechiae, and changes in heart rate, which occurred once in most cases (n=9, 16.1%) and 2ā3 times in a few cases (n=2, 3.6%). Reported barriers included the cost of treatment (n=36, 64.3%), followed by lack of knowledge about chest physiotherapy and the absence of referral by a doctor or other healthcare professional (n=21, 37.5%). Statistically significant associations were observed between the severity of bronchiolitis and improvements in feeding, reduced hospitalization time, and parents' perception of the most relevant aspects of the session about session frequency and bronchiolitis severity (p<0.05).
Conclusion: This study showed that a significant number of parents do not pursue chest physiotherapy for their children, indicating gaps in awareness and access. The findings emphasize the necessity of enhancing communication between healthcare professionals and parents to ensure the delivery of clear, evidence-based information regarding the benefits and indications of chest physiotherapy.
A bronquiolite aguda Ć© a causa mais comum de hospitalização por infeƧƵes do trato respiratório inferior causadas pelo vĆrus sincicial respiratório em crianƧas com menos de dois anos de idade. Sabe-se que a maioria dos pais nĆ£o procura prontamente fisioterapia respiratória, o que pode levar a um agravamento do quadro. Este conhecimento Ć© essencial para aumentar a adesĆ£o ao tratamento, educar os pais e encorajar a sua participação ativa atravĆ©s do conhecimento dos benefĆcios e efeitos adversos nos doentes que recorrem Ć fisioterapia respiratória. Objetivo: Este estudo teve como objetivo primĆ”rio explorar o conhecimento e a perceção dos pais acerca da fisioterapia respiratória em crianƧas com diagnóstico de bronquiolite. Especificamente, no grupo que recebeu sessƵes de fisioterapia procurou-se determinar o conhecimento dos pais e os benefĆcios percebidos. Como objetivo secundĆ”rio procurou-se identificar os potenciais eventos adversos da fisioterapia respiratória e relacionar a gravidade da bronquiolite com as variĆ”veis relacionadas com a fisioterapia. No grupo que nĆ£o recorreu a sessƵes de fisioterapia respiratória, exploraram-se os motivos pelos quais os pais nĆ£o procuraram sessƵes de fisioterapia torĆ”cica para os seus filhos. Metodologia: Foi realizado em Portugal um estudo transversal online, baseado em inquĆ©ritos, que envolveu pais de crianƧas com diagnóstico de bronquiolite. Os pais foram recrutados atravĆ©s de escolas e redes sociais e da rede de contactos dos investigadores. A recolha de dados foi efetuada entre marƧo e maio de 2025, e incluiu caraterĆsticas demogrĆ”ficas e clĆnicas. Foi dividida em 2 grupos: Grupo 1 - Para os participantes que nunca tinham recorrido a fisioterapia respiratória e Grupo 2 - Cujos filhos tinham recorrido a fisioterapia respiratória pelo menos uma vez. Foi realizada a anĆ”lise de estatĆstica descritiva para caraterizar a amostra, descrever os resultados, bem como as potenciais diferenƧas entre os grupos em relação aos estadios da bronquiolite e em relação ao conhecimento/perceƧƵes dos pais e Ć s tĆ©cnicas de fisioterapia torĆ”cica utilizadas na intervenção, utilizando os testes qui-quadrado e exato de Fisher. Resultados: Foram incluĆdos um total de 100 participantes: 44% cujos filhos nĆ£o receberam fisioterapia torĆ”cica (Grupo 1, n=44) e 56% dos inquiridos cujos filhos receberam fisioterapia torĆ”cica (Grupo 2, n=56). A maioria dos inquiridos (70%, n=70) residia em Lisboa e tinha entre 30 e 39 anos e 90% eram as mĆ£es dos filhos (n=90). As crianƧas diagnosticadas com bronquiolite tinham entre 7 e 9 meses (n=24, 24%) e 20% foram diagnosticadas com bronquiolite ligeira (n=20), 34% bronquiolite moderada (n=34) e 2% com bronquiolite grave (n=2). Em relação ao grupo 1, os respondentes relataram nĆ£o ter feito fisioterapia respiratória devido Ć falta de recomendação mĆ©dica (n=25, 56,8%) e falta de informação sobre os benefĆcios da fisioterapia respiratória (n=12, 25%). Relativamente ao grupo 2, a maioria teve 1 a 2 sessƵes de fisioterapia respiratória (n = 33, 58,9%), relataram que as sessƵes foram realizadas em contexto de clĆnica (n = 31, 55,4%) e consideraram como benefĆcios a redução das secreƧƵes pulmonares (n = 47, 83,9%), a redução da obstrução nasal (n=39, 69,6%) e a diminuição da frequĆŖncia da tosse (n=29, 51,8%). Os fisioterapeutas aconselharam os inquiridos (n=36, 64,3%) a aplicar determinadas tĆ©cnicas em casa, tendo sido a lavagem nasal a mais recomendada (n=32, 57,1%). Cerca de 19.6% dos inquiridos (n=11) relataram efeitos adversos, ocorrendo uma vez na maioria dos casos (n=9, 16,1%) e 2-3 vezes em alguns casos (n=2, 3,6%). As barreiras relatadas foram o custo do tratamento (n=36, 64,3%), seguido pela falta de conhecimento sobre fisioterapia respiratória e ausĆŖncia de encaminhamento mĆ©dico ou de outro profissional de saĆŗde (n=21, 37,5%). Foram observadas associaƧƵes estatisticamente significativas entre a severidade da bronquiolite e a melhoria da alimentação, a redução do tempo de hospitalização e a perceção dos pais sobre os aspetos mais relevantes da sessĆ£o sobre a frequĆŖncia das sessƵes e a gravidade da bronquiolite como um dos aspetos mais relevantes das sessƵes como a frequĆŖncia das sessƵes (p<0,05). ConclusƵes: Este estudo identificou um nĆŗmero significativo de pais que nĆ£o procura fisioterapia respiratória para os seus filhos, indicando lacunas na consciencialização e acesso Ć s sessƵes. Os resultados revelam a necessidade em melhorar a comunicação entre profissionais de saĆŗde e cuidadores para garantir o fornecimento de informaƧƵes claras e baseadas em evidĆŖncias sobre os benefĆcios e as indicaƧƵes da fisioterapia respiratória.
A bronquiolite aguda Ć© a causa mais comum de hospitalização por infeƧƵes do trato respiratório inferior causadas pelo vĆrus sincicial respiratório em crianƧas com menos de dois anos de idade. Sabe-se que a maioria dos pais nĆ£o procura prontamente fisioterapia respiratória, o que pode levar a um agravamento do quadro. Este conhecimento Ć© essencial para aumentar a adesĆ£o ao tratamento, educar os pais e encorajar a sua participação ativa atravĆ©s do conhecimento dos benefĆcios e efeitos adversos nos doentes que recorrem Ć fisioterapia respiratória. Objetivo: Este estudo teve como objetivo primĆ”rio explorar o conhecimento e a perceção dos pais acerca da fisioterapia respiratória em crianƧas com diagnóstico de bronquiolite. Especificamente, no grupo que recebeu sessƵes de fisioterapia procurou-se determinar o conhecimento dos pais e os benefĆcios percebidos. Como objetivo secundĆ”rio procurou-se identificar os potenciais eventos adversos da fisioterapia respiratória e relacionar a gravidade da bronquiolite com as variĆ”veis relacionadas com a fisioterapia. No grupo que nĆ£o recorreu a sessƵes de fisioterapia respiratória, exploraram-se os motivos pelos quais os pais nĆ£o procuraram sessƵes de fisioterapia torĆ”cica para os seus filhos. Metodologia: Foi realizado em Portugal um estudo transversal online, baseado em inquĆ©ritos, que envolveu pais de crianƧas com diagnóstico de bronquiolite. Os pais foram recrutados atravĆ©s de escolas e redes sociais e da rede de contactos dos investigadores. A recolha de dados foi efetuada entre marƧo e maio de 2025, e incluiu caraterĆsticas demogrĆ”ficas e clĆnicas. Foi dividida em 2 grupos: Grupo 1 - Para os participantes que nunca tinham recorrido a fisioterapia respiratória e Grupo 2 - Cujos filhos tinham recorrido a fisioterapia respiratória pelo menos uma vez. Foi realizada a anĆ”lise de estatĆstica descritiva para caraterizar a amostra, descrever os resultados, bem como as potenciais diferenƧas entre os grupos em relação aos estadios da bronquiolite e em relação ao conhecimento/perceƧƵes dos pais e Ć s tĆ©cnicas de fisioterapia torĆ”cica utilizadas na intervenção, utilizando os testes qui-quadrado e exato de Fisher. Resultados: Foram incluĆdos um total de 100 participantes: 44% cujos filhos nĆ£o receberam fisioterapia torĆ”cica (Grupo 1, n=44) e 56% dos inquiridos cujos filhos receberam fisioterapia torĆ”cica (Grupo 2, n=56). A maioria dos inquiridos (70%, n=70) residia em Lisboa e tinha entre 30 e 39 anos e 90% eram as mĆ£es dos filhos (n=90). As crianƧas diagnosticadas com bronquiolite tinham entre 7 e 9 meses (n=24, 24%) e 20% foram diagnosticadas com bronquiolite ligeira (n=20), 34% bronquiolite moderada (n=34) e 2% com bronquiolite grave (n=2). Em relação ao grupo 1, os respondentes relataram nĆ£o ter feito fisioterapia respiratória devido Ć falta de recomendação mĆ©dica (n=25, 56,8%) e falta de informação sobre os benefĆcios da fisioterapia respiratória (n=12, 25%). Relativamente ao grupo 2, a maioria teve 1 a 2 sessƵes de fisioterapia respiratória (n = 33, 58,9%), relataram que as sessƵes foram realizadas em contexto de clĆnica (n = 31, 55,4%) e consideraram como benefĆcios a redução das secreƧƵes pulmonares (n = 47, 83,9%), a redução da obstrução nasal (n=39, 69,6%) e a diminuição da frequĆŖncia da tosse (n=29, 51,8%). Os fisioterapeutas aconselharam os inquiridos (n=36, 64,3%) a aplicar determinadas tĆ©cnicas em casa, tendo sido a lavagem nasal a mais recomendada (n=32, 57,1%). Cerca de 19.6% dos inquiridos (n=11) relataram efeitos adversos, ocorrendo uma vez na maioria dos casos (n=9, 16,1%) e 2-3 vezes em alguns casos (n=2, 3,6%). As barreiras relatadas foram o custo do tratamento (n=36, 64,3%), seguido pela falta de conhecimento sobre fisioterapia respiratória e ausĆŖncia de encaminhamento mĆ©dico ou de outro profissional de saĆŗde (n=21, 37,5%). Foram observadas associaƧƵes estatisticamente significativas entre a severidade da bronquiolite e a melhoria da alimentação, a redução do tempo de hospitalização e a perceção dos pais sobre os aspetos mais relevantes da sessĆ£o sobre a frequĆŖncia das sessƵes e a gravidade da bronquiolite como um dos aspetos mais relevantes das sessƵes como a frequĆŖncia das sessƵes (p<0,05). ConclusƵes: Este estudo identificou um nĆŗmero significativo de pais que nĆ£o procura fisioterapia respiratória para os seus filhos, indicando lacunas na consciencialização e acesso Ć s sessƵes. Os resultados revelam a necessidade em melhorar a comunicação entre profissionais de saĆŗde e cuidadores para garantir o fornecimento de informaƧƵes claras e baseadas em evidĆŖncias sobre os benefĆcios e as indicaƧƵes da fisioterapia respiratória.
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Bronquiolite viral aguda Fisioterapia respiratória Perceção dos pais Pediatria Fisioterapia
