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| Texto em Word | 292.63 KB | Adobe PDF | ||
| Apresentação em Powerpoint | 2.37 MB | Adobe PDF |
Autores
Nobre, Cristina
Orientador(es)
Resumo(s)
Com o evento da trasladação de dois soldados desconhecidos para o Mosteiro da
Batalha, o governo da 1.ª República pretendeu projectar nos portugueses um sentimento de unidade
e solidariedade patrióticas, como resultante da participação de Portugal na Grande Guerra de 14-18.
Os jornais serviram este propósito, em larga medida actuando como máquinas de propaganda de
uma ideologia republicana à procura de uma base de sustentação para o longo desgaste dos vários
governos da República, nas agitadas duas décadas iniciais do século XX. Com a apreensão, em
Março de 1921, da poesia de Afonso Lopes Vieira, Ao Soldado Desconhecido (morto em França), o
poder político mostrava o receio pela capacidade de intervenção da poesia na política. Pretende
perceber-se até que ponto o discurso literário teria força para fazer perigar o discurso
governamental, sustentado e veiculado pelo conjunto da imprensa da época.
Descrição
Comunicação apresentada nas III Jornadas Internacionais de Jornalismo, Porto, 2008.
