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Publicação

The role of physiotherapists in the management of pediatric asthma

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Resumo(s)

Asthma is one of the most prevalent chronic diseases in childhood, associated with variable respiratory symptoms and airflow limitation. In Portugal, uncontrolled asthma accounts for an estimated annual cost of around 40 million euros, mainly due to increased use of emergency services. Although physiotherapy may contribute to improved lung function, inspiratory muscle strength, exercise tolerance, quality of life, and disease management, its role is not yet formally recommended by GINA guidelines. Furthermore, no published studies have explored the role of physiotherapists in the management of paediatric asthma in Portugal. The main aim of this study was to characterise the role of physiotherapists working in Portugal in managing asthma in children and adolescents, describing assessment criteria, intervention techniques/strategies, and educational approaches. As a secondary aim, the study sought to explore associations between these practices and factors such as asthma severity, follow-up phase, and professional experience. Methodology: This cross-sectional observational study was based on an online questionnaire. The survey was disseminated via social media and email to educational institutions, the Portuguese Order of Physiotherapists, and interest groups from the Portuguese Association of Physiotherapists. Data analysis included descriptive statistics and association tests (chi-square or Fisher’s exact test) between clinical practices and variables such as asthma severity, follow-up phase, and professional experience. Results: A total of 103 physiotherapists participated, most of whom had complementary training in paediatric respiratory physiotherapy (81.6%). In terms of assessment, 91.3% reported evaluating asthma symptom control, although using different criteria depending on disease severity and follow-up phase. Only one participant indicated assessing quality of life, without mentioning any specific scale, and 41.7% did not use standardised tools. Regarding intervention, respiratory control exercises stood out (95.1%), being more frequently used in moderate (p = 0.016) and severe (p = 0.035) asthma; aerobic exercise was reported by 63.1%, more frequently during the maintenance phase (p = 0.035), with considerable variability in the frequency, duration and intensity prescribed; inspiratory muscle training (34.0%) was associated with mild (p = 0.007) and moderate asthma (p = 0.048). Educational strategies were mainly directed at children/adolescents (97.1%) and parents/legal guardians (95.1%), with lower inclusion of formal caregivers/educators (47.6%). The most frequently reported discharge criteria were adequate symptom control (97.1%) and achievement of the intervention goals (69.9%). Statistically significant associations were also found between symptom control assessment, discharge criteria, and variables such as asthma severity, follow-up phase, and professional experience (p<0.05). Conclusion: The study revealed heterogeneous clinical practices in paediatric respiratory physiotherapy, influenced by asthma severity, follow-up phase, and professional experience. Weaknesses were identified in the use of standardised instruments, in aerobic exercise prescription, and in the inclusion of formal caregivers in educational strategies. These findings highlight the need to standardise practices and to integrate physiotherapy more effectively into school and community settings.
A asma é uma das doenças crónicas mais prevalentes na infância, associada a sintomas respiratórios variáveis e limitação do fluxo aéreo. Em Portugal, a asma não controlada representa um custo anual de cerca de 40 milhões de euros, sobretudo devido à maior utilização dos serviços de urgência. Embora a fisioterapia possa contribuir para a melhoria da função pulmonar, força muscular inspiratória, tolerância ao exercício, qualidade de vida e gestão da doença, o seu papel ainda não é formalmente recomendado pelas diretrizes da GINA. Além disso, não existem estudos publicados sobre a prática dos fisioterapeutas na asma pediátrica em Portugal. Este estudo teve como objetivo principal caracterizar o papel dos fisioterapeutas que exercem a sua atividade em Portugal na gestão da asma em crianças e adolescentes, descrevendo critérios de avaliação, técnicas/estratégias de intervenção, bem como abordagens educativas. Como objetivo secundário, procurou-se explorar associações entre essas práticas e fatores como gravidade da asma, fase de acompanhamento e experiência profissional. Metodologia: Estudo observacional transversal, baseado num questionário eletrónico. O inquérito foi divulgado em redes sociais e por correio eletrónico a instituições de ensino, à Ordem dos Fisioterapeutas e a grupos de interesse da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas. A análise dos dados incluiu estatística descritiva e testes de associação (qui-quadrado ou teste exato de Fisher) entre práticas clínicas e variáveis como gravidade da asma, fase de seguimento e experiência profissional. Resultados: Participaram 103 fisioterapeutas, a maioria com formação complementar em fisioterapia respiratória pediátrica (81,6%). Na avaliação, 91,3% referiram avaliar o controlo dos sintomas da asma, embora com critérios distintos conforme a gravidade e fase de seguimento. Apenas um participante indicou avaliar a qualidade de vida, sem referência a escalas específicas, e 41,7% não utilizavam instrumentos padronizados. Na intervenção, destacaram-se os exercícios de controlo respiratório (95,1%), mais usados em asma moderada (p = 0,016) e grave (p = 0,035); o exercício aeróbio foi referido por 63,1%, com aplicação mais frequente na fase de manutenção (p = 0,035) e grande variabilidade na frequência, duração e intensidade prescritas; o treino dos músculos inspiratórios (34,0%), associado a asma ligeira (p = 0,007) e moderada (p = 0,048). As estratégias educativas eram direcionadas maioritariamente às crianças/adolescentes (97,1%) e pais/representantes legais (95,1%), com inclusão mais reduzida de cuidadores formais/educadores (47,6%). Os critérios de alta mais referidos foram o controlo de sintomas (97,1%) e o cumprimento dos objetivos definidos para a intervenção (69,9%). Verificaram-se também associações estatisticamente significativas entre os critérios de avaliação do controlo de sintomas, os critérios de alta e variáveis como a gravidade da asma, a fase de seguimento e a experiência profissional (p<0,05). Conclusão: O estudo revelou práticas clínicas heterogéneas na fisioterapia respiratória pediátrica, influenciadas pela gravidade da asma, fase de seguimento e experiência profissional. Foram identificadas fragilidades na utilização de instrumentos padronizados, na prescrição do exercício aeróbio e na inclusão de cuidadores formais em estratégias educativas. Estes resultados evidenciam a necessidade de padronizar práticas e integrar a fisioterapia nos contextos escolar e comunitário.

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Asma pediátrica Fisioterapia respiratória Fisioterapia pediátrica

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