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Orientador(es)
Resumo(s)
Há 40 anos, Portugal era um país de emigração que tinha alguns imigrantes.
Hoje é um país de migrações. Entre o retorno ou repatriamento de muitos nacionais
portugueses e o acolhimento de centenas de milhares de estrangeiros, a demografia
nacional ganhou diversidade e complexidade. Sem a imigração seríamos menos, mais
pobres e mais velhos. Após o anunciado fim da emigração, constatamos que
atravessámos vários ciclos de emigração e retorno, mas que nunca os fluxos de saída
deixaram de ter consequências sociais e sociológicas. Afinal, a emigração é mais
estrutural do que pensáramos. A dinâmica e diversidade das origens dos migrantes para
Portugal, mas também a geografia múltipla dos destinos dos emigrantes portugueses,
representam sinais de alteração do posicionamento do país no sistema migratório global.
Portugal (ainda) não é um centro, mas (já) não é periferia (ou talvez o seja para alguns
migrantes). A lei de nacionalidade evoluiu, ao sabor de ideologias mais ou menos
inclusivas e alargou o número de cidadãos que fazem parte da comunidade nacional. Um
país em movimento, pleno de dinâmicas migratórias, é um retrato possível que permite
antever um futuro cheio de desafios de integração e de gestão da diversidade.
Descrição
Palavras-chave
emigração fronteiras imigração integração sistemas migratórios
Contexto Educativo
Citação
Editora
Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
