Percorrer por data de Publicação, começado por "2026-03-23"
A mostrar 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de ordenação
- LIBERTAR POEMAS, DESPERTAR LEITORES: UMA APROXIMAÇÃO À POESIA NUMA TURMA DO 5.º ANO DE ESCOLARIDADEPublication . Carlos, Joana Margarida Diogo; Nunes, Susana Margarida da CostaO presente relatório foi elaborado no âmbito do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Português, História e Geografia de Portugal no 2.º Ciclo do Ensino Básico e encontra-se estruturado em duas dimensões complementares: a dimensão reflexiva e a dimensão investigativa. A dimensão reflexiva apresenta uma reflexão crítica e fundamentada sobre as diversas Práticas Pedagógicas, realizadas em diferentes contextos de ensino. Nesta dimensão evidenciam-se as aprendizagens mais significativas e os principais desafios enfrentados, com particular enfoque no ciclo de observação, planificação, atuação, avaliação e reflexão. Destaca-se ainda a adoção de metodologias ativas e de estratégias diversificadas, orientadas para a promoção da participação e da motivação dos alunos no processo de ensino-aprendizagem. A dimensão investigativa centra-se numa investigação desenvolvida numa turma do 5.º ano de escolaridade, com o objetivo de compreender a relação que os alunos estabelecem com a poesia e de analisar de que forma a implementação de uma sequência de atividades didáticas pode contribuir para promover o seu interesse por este modo literário. O estudo assume a configuração de um estudo de caso de natureza mista, integrando abordagens qualitativas e quantitativas e recorrendo a diferentes técnicas e instrumentos de recolha de dados. Os resultados indicam uma evolução globalmente positiva na relação dos alunos com a poesia, traduzida no aumento do gosto, na maior frequência de leitura e escrita de poemas, bem como no envolvimento emocional e afetivo dos participantes. Embora esta evolução não tenha ocorrido de forma uniforme, os dados sugerem que a intervenção contribuiu efetivamente para aproximar a maioria dos alunos da poesia, promovendo em simultâneo o desenvolvimento da competência leitora e da dimensão socioafetiva.
- (DES)CONSTRUIR COM MATERIAIS NÃO ESTRUTURADOS: DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS MATEMÁTICAS E MOTORAS NA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLARPublication . Ferreira, Joana Margarida da Conceição; Oliveira, Ana Margarida Fernandes de; Antunes, Raúl de Sousa NogueiraO educador tem um papel fundamental na escuta atenta dos interesses, motivações e curiosidades de cada criança do grupo. No quotidiano do contexto educativo, a observação diária do envolvimento das crianças na exploração de materiais não estruturados, despertou em mim o interesse pelo possível potencial educativo desses materiais. Deste modo, o presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da aplicação de um programa de intervenção para o desenvolvimento da visualização espacial e da motricidade fina, através da exploração de materiais não estruturados, em crianças da educação pré-escolar. Participaram no estudo um grupo experimental constituído por 19 crianças (de ambos os sexos), com média de idade de 4,37 anos e um grupo de controlo com 17 crianças (de ambos os sexos), com média de idade de 4 anos. Para o efeito, foi planeado e implementado um programa de intervenção, aplicado apenas ao grupo experimental, composto por dez sessões, uma vez por semana e com duração entre 30 e 45 minutos, as quais foram estruturadas segundo os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Deste modo, todas as sessões iniciavam com o conto de uma história que servia de indutor para a proposta a realizar em seguida. Estas tinham como base a exploração de materiais não estruturados (madeiras, plásticos/acrílicos, cartão e metal) e como objetivo potenciar o desenvolvimento de competências de visualização espacial e de motricidade fina. A satisfação das crianças foi avaliada, individualmente, no final de cada sessão de intervenção. Ambos os grupos foram avaliados no momento pré-intervenção e no momento pós-intervenção, através do Teste de Desenvolvimento da Perceção Visual (Frostig, 1988) e do teste de destreza manual do MABC-2 (Matias et al., 2011). De um modo geral, verificaram-se melhorias significativas no grupo experimental em quatro dos cinco subtestes da perceção visual e em dois dos testes de destreza manual, contrastando com a estabilidade dos resultados do grupo de controlo. Observou-se ainda um elevado grau de satisfação das crianças ao longo de todas as sessões, evidenciando envolvimento, motivação e valorização das atividades propostas. Este projeto leva-nos, assim, a refletir sobre o papel dos materiais não estruturados nas idades precoces, podendo representar um recurso pedagógico que potencia aprendizagens significativas e inclusivas, favorecendo o desenvolvimento de competências essenciais na infância e, deste modo, contribuindo simultaneamente para práticas pedagógicas mais inclusivas.
- Autoperceção dos enfermeiros face à avaliação do risco de infeção no adulto hospitalizadoPublication . Faria, Beatriz; Carreira, Maria João; Figueiras, Diana; Jardim, André; Mata, Ema; Loureiro, Ricardo; Cunha, MadalenaIntrodução: As infeções associadas aos cuidados de saúde têm impacto na morbilidade, mortalidade e custos. A avaliação sistemática do risco é essencial para implementar medidas preventivas. Objetivo: Avaliar a autoperceção dos enfermeiros relativamente à avaliação e ao controlo do risco de infeção no adulto hospitalizado e analisar a relação dessa perceção com variáveis sociodemográficas e profissionais. Métodos: Estudo quantitativo, transversal e descritivo-correlacional, com amostra de mestrandos de uma Escola Superior de Saúde portuguesa, enfermeiros de um hospital da região Oeste de Portugal e enfermeiros recrutados via plataformas sociais. Os dados foram recolhidos por questionário de caracterização sociodemográfica e escala de Likert sobre práticas de prevenção e controlo de infeções. Resultados: A média global foi de 1,95 (DP=0,466), indicando integração frequente dos itens na prática. Não se verificaram diferenças significativas entre enfermeiros com/sem especialidade ou formação específica. Encontraram-se correlações fracas, mas significativas, entre idade/experiência nos itens: dias de antibioterapia (ρ = −0,294; p = 0,017), rastreio de SAMR (idade: ρ = 0,297; p = 0,026; experiência: ρ = 0,308; p = 0,021), reconhecimento de risco em doentes reoperados (ρ = −0,270; p = 0,042) e classe de antibiótico (ρ = −0,314; p = 0,013). Conclusão: Os enfermeiros valorizam a avaliação do risco de infeção referindo práticas alinhadas com as recomendações, embora passíveis de melhoria. Recomendam-se reforço formativo e uso de métodos observacionais para avaliar a prática real.
