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- SIMPLE LOG ANALYSIS AND ALARMI STIC WITH MACHINE LEARNINGPublication . Silva, Rui Pedro Lopes; Antunes, Carlos Manuel GonçalvesA monitorização e análise de logs assumem um papel fundamental na Cibersegurança, constituindo a principal fonte de informação para a deteção, investigação e prevenção de incidentes. Contudo, a crescente complexidade das infraestruturas tecnológicas, juntamente com o volume e diversidade dos registos gerados, torna esta tarefa exigente, frequentemente associada a elevados custos técnicos e financeiros. Embora existam soluções robustas no mercado, estas revelam-se por vezes desajustadas à realidade de pequenas e médias empresas, que não dispõem de equipas especializadas nem de recursos económicos para manter este tipo de plataformas. O principal objetivo deste projeto consistiu, assim, no desenvolvimento de uma solução simples em termos de funcionalidades e de fácil instalação, que permita a qualquer instituição realizar a análise de logs de forma contínua e gerar alertas automáticos de eventos alarmantes. Para isso, foi concebido um protótipo demonstrativo que integra a recolha de registos, o seu tratamento e enriquecimento com dados contextuais e a aplicação de regras de análise baseadas em frequência, semântica e correlação. Os resultados obtidos confirmaram a viabilidade do sistema, permitindo identificar comportamentos suspeitos em logs Apache e de autenticação, tais como tentativas de brute force, exploração de diretórios administrativos, acessos repetitivos e correlações entre falhas de login seguidas de autenticações bem-sucedidas. A análise de reputação e geolocalização de endereços IP contribuiu para uma contextualização mais completa, elevando a precisão na classificação de alertas.
- Espaços com Voz: A Agência das Crianças, Famílias e Comunidade Educativa na Transformação do Espaço Exterior do Jardim de InfânciaPublication . Inácio, Rui Pedro Lourenço; Oliveira, Luís Miguel Gonçalves deO presente estudo teve como objetivo acompanhar a transformação do espaço exterior de um Jardim de Infância, procurando criar um cenário de fruição e de aprendizagens significativas por meio de um processo participativo e colaborativo. Centrada na questão-problema “Como transformar e otimizar o espaço exterior de um Jardim de Infância, com a participação ativa das crianças, famílias e comunidade, de modo a criar um ambiente de bem-estar, de exploração e de aprendizagens significativas?” a investigação propõe explorar as necessidades, os interesses e as expectativas dos diferentes intervenientes, com vista a coconstruir um ambiente educativo mais rico, inclusivo e promotor do desenvolvimento e de aprendizagens. A requalificação do espaço foi entendida não apenas como uma ação física, mas como um processo pedagógico, social e relacional, marcado pela intencionalidade educativa e pela escuta ativa das crianças. Definiu-se o projeto de intervenção como “Vozes que Transformam”. As crianças desempenharam um papel central, sendo envolvidas desde o diagnóstico até à planificação e intervenção no espaço, exercendo a sua agência e protagonismo. A participação das famílias e da comunidade revelou-se determinante na consolidação da relação escola-família-comunidade, contribuindo para a valorização do espaço exterior enquanto contexto educativo. Inserido no paradigma interpretativista e sustentado na metodologia da Investigação-Ação, o estudo privilegiou uma abordagem qualitativa, recorrendo a técnicas como observação participante, entrevistas semiestruturadas, grupos focais e análise documental. Esta opção metodológica procurou compreender os significados atribuídos à vivência do espaço exterior, valorizando a perspetiva dos intervenientes e permitindo uma intervenção situada e reflexiva. A investigação assumiu, assim, um compromisso com a transformação da realidade, promovendo uma melhoria efetiva das práticas educativas e do contexto em análise. O diagnóstico inicial revelou fragilidades ao nível da segurança, da atratividade e das oportunidades que proporcionava. No entanto, evidenciou também potencialidades, como áreas naturais subvalorizadas, que foram otimizadas para acolher brincadeiras diversificadas, a interação social e o contacto com a natureza. A intervenção culminou num espaço exterior mais estruturado, acessível e, esteticamente, mais cuidado, potenciador de aprendizagens integradas e do desenvolvimento holístico das crianças. Os resultados mostram que o espaço exterior, quando concebido de forma participada, se constitui como um terceiro educador, estimulando a autonomia, a criatividade e a construção de conhecimento em interação com os outros e com o meio. Conclui-se, assim, que transformar o espaço exterior é promover um processo educativo e social intencional, capaz de fomentar aprendizagens significativas, fortalecer vínculos e consolidar práticas educativas enraizadas na participação, na escuta e no respeito pela criança.
