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- Fatores fundamentais para o desempenho de incubadoras de base tecnológicaPublication . Serra, Bernardo; Serra, Fernando Ribeiro; Ferreira, Manuel Portugal; Fiates, Gabriela GonçalvesAs incubadoras de empresas têm sido apontadas como atores importantes para o desenvolvimento de empresas e até de regiões. As incubadoras são criadas para facilitar o empreendedorismo, provendo condições mais favoráveis às empresas nascentes, até que possam graduar-se. Neste artigo, examinamos a importância de fatores críticos ao processo de incubação e como estes influenciam na performance das incubadoras, a partir da proposta original de Soetanto e Van Geenhuizen (2007). Trata-se de um estudo quantitativo, numa amostra de 37 incubadoras de base tecnológica, com o uso do método de rough set, com base nos dados coletados no Sistema de Acompanhamento de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas (SAPI), fruto do Programa Nacional de Apoio a Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos (PNI). Os resultados revelam que as incubadoras localizadas em áreas metropolitanas, tipicamente com maior acesso a recursos de conhecimento e a recursos tangíveis, influenciam positivamente a relação de empresas candidatas e de vagas para incubação. Também apresentamos resultados que indicam que incubadoras que fornecem serviços agregados, além da tradicional disponibilização de infraestrutura, atraem mais empresas candidatas, e que incubadoras de maior experiência conseguem um melhor resultado na relação candidato vaga. Concluímos com uma discussão ampla de que há necessidade de melhor entender o efeito da efetividade da incubadora.
- Manual Oeiras AcessívelPublication . Barata, José Pedro Martins; Cayatte, Henrique; Gouveia, Pedro Homem de; Salgado Braz, Miguel; Bispo, Renato; Providência, Francisco; Costa, InêsO Corpus deste manual está organizado em três partes estruturantes que permitem uma clara diferenciação dos assuntos. As situações específicas de regulamentação aplicável e recomendações relativas aos Espaços de Cir- culação Pedonal, ao Mobiliário e Equipamento Urbano e à Comunicação e Sistemas de Sinalização, encontram-se organizadas em capítulos e os respectivos textos complementados com imagens que ajudam à compreensão das recomendações das boas práticas indicadas. A concepção gráfica do manual está organizada sob o ângulo facilitador da pesquisa, da leitura e da compreensão do texto, promovendo a legibilidade da informação e a interpretação dos assuntos. A bibliografia específica como a bibliografia genérica sugerem leituras complementares para um conhecimento mais abrangente na temática das acessibilidades para o espaço público urbano. Para uma consulta mais detalhada da legislação em vigor, é disponibilizado em anexo o Decreto-Lei no 163/ 2006, de 8 de Agosto.
- Motivações para a internacionalização e modos de entrada nos mercados externosPublication . Ferreira, Manuel Portugal; Serra, Fernando Ribeiro; Reis, NunoAs motivações para a internacionalização das empresas devem influenciar a seleção dos modos de entrada nos mercados externos. Neste artigo usamos a classificação de John Dunning (1993) que distingue quatro motivos - procura de mercado, de recursos, de eficiência e de recursos estratégicos – discutindo conceptualmente qual o impacto sobre os modos de entrada escolhidos. As formas e estratégias das empresas multinacionais (EMNs) são escolhidas num quadro alargado onde convergem motivações com a exploração ou prospecção de vantagens específicas à empresa. A nossa análise é suportada num conjunto de proposições teóricas. O resultado é que as EMNs precisam desenvolver a melhor combinação possível de estratégia-estrutura para as suas operações internacionais, mas fazendo uma análise casuística de cada operação individual. Contribuímos, assim, para compreender melhor a seleção dos modos de entrada como enquanto reflexo de opções ou motivações estratégicas.
- Os sistemas de comunicação educacional como sistemas híbridos : um esforço de conceptualizaçãoPublication . Faria, SusanaEmbora haja sinais de uma certa hegemonia da ideologia e das práticas managerialistas na actual gestão das escolas, o hibridismo político e institucional parece ser o traço dominante do panorama educativo em Portugal. Na sequência dos trabalhos que vários autores vêm desenvolvendo sobre o impacto da ideologia neo-conservadora na administração e na gestão pública dos estabelecimentos de ensino superior e não superior (Lima, 1997; Lima & Afonso, 2002; Barroso, 2003; Santiago, Magalhães e Carvalho, 2005), temos vindo a sustentar que as mudanças ocorridas são mais retóricas do que substantivas, sendo a nova retórica institucionalmente assumida, enquanto as práticas antigas se mantêm ou, pelo menos parcialmente, integram o novo discurso, reformulando-o e retirando-lhe alguma da força que os seus acérrimos defensores nela depositam (Santiago, Sarrico, Leite, Polidori & Leite 2003). Em termos comunicacionais, a hipótese por nós enunciada, é a de que o carácter híbrido das instituições educativas tem permitido integrar, numa perspectiva instrumental, diferentes processos, tipos e circuitos de comunicação, configurando sistemas de comunicação altamente complexos e, igualmente, híbridos. Este hibridismo comunicacional, que afasta a ideia de um plano de comunicação organizacional integrado, onde os processos comunicacionais constituiriam elementos de uma acção continuada, é tanto mais importante quanto condiciona a transformação identitária das instituições educativas. É que a comunicação parece estruturar o contexto de mudança e estar na génese de alguns dos rótulos identitários que elas atribuem a si próprias. Os dados empíricos que sustentaram este estudo, recolhidos no âmbito de um projecto de doutoramento, resultaram da observação do quotidiano de um agrupamento de escolas do ensino básico e dos testemunhos recolhidos, ao longo de três anos, nesta comunidade educativa (Faria, 2010).