Browsing by Author "Rodrigues, Ana Maria Borrego"
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- Avaliação da funcionalidade das preensões da mão na Síndrome do Túnel do Carpo: eficácia e dorPublication . Rodrigues, Ana Maria Borrego; Pinto, Rui Manuel da Fonseca; Roldão, Elisabete Jorge da CostaA Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é uma das neuropatias compressivas mais prevalentes do membro superior, caracterizada por dor, dormência e fraqueza muscular, frequentemente associada a movimentos repetitivos e atividades exigentes. Esta condição compromete a funcionalidade da mão, sobretudo nas preensões necessárias para a realização das atividades significativas da pessoa. O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia e a dor durante a execução das 33 preensões descritas por Feix et al. (2016), em indivíduos com diagnóstico de STC, relacionando essas dificuldades com o impacto funcional no quotidiano. Trata-se de um estudo observacional realizado numa clínica especializada em lesões músculo-esqueléticas, com uma amostra de 31 participantes, maioritariamente do sexo feminino (80,6%) e com idade entre 45 e 70 anos. Foi aplicado um questionário estruturado e realizada a avaliação prática de todas as preensões, com análise quantitativa e qualitativa dos resultados. Os dados mostraram que todos os participantes foram capazes de realizar as preensões eficazmente, sem dor ou perda imediata de força em contexto clínico. Contudo, relataram limitações em atividades diárias, que exigem movimentos repetitivos ou força sustentada, especialmente nas ocupações Trabalho, AVDI’s e Lazer. As preensões de força (Fixed Hook, Medium Wrap) e algumas de precisão (Tip Pinch, Precision Disk) foram as mais referidas como problemáticas. Conclui-se que, apesar da execução isolada das preensões não evidenciar limitações, estas tornam-se relevantes em contextos funcionais prolongados. Assim, torna-se essencial a avaliação e intervenção da valência de terapia ocupacional, considerando não apenas a capacidade estática, mas também a aplicação prática das preensões, orientando estratégias de prevenção e compensação para manter a autonomia e participação dos indivíduos com STC.
