Percorrer por autor "Martins, Pedro André Jesus"
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- Jovens e a construção de projetos de vidaPublication . Martins, Pedro André Jesus; Vieira, Ricardo Manuel das NevesA presente investigação debruça-se sobre jovens e a construção de projetos de vida. Procura-se saber se os jovens que se encontram em fase de conclusão do ensino obrigatório mostram consciência e maturidade relativamente ao seu futuro e às escolhas que tomam, e se tal resulta de um projeto autoconstruído e hétero-construído, na interação com os seus pares, adultos, familiares e professores, ou se o projeto de vida é fundamentalmente instituído pelos outros, designadamente através de sugestões do sistema escolar, e também familiar, com base em expectativas pré-definidas. O objetivo fundamental é, assim, compreender o processo de construção do projeto de vida dos jovens que se encontram a terminar o ensino obrigatório. Ao nível dos sujeitos a estudar, seguindo a questão base apresentada na introdução, definimos um grupo de seis jovens, provenientes tanto do ensino regular como do profissional, com um intervalo de idades entre os 17 e os 18 anos, em fase de término do ensino obrigatório, com quem realizámos diversas entrevistas informais e, particularmente, entrevistas em grupo, vulgo focus-group. A investigação mostra que a escola, e o seu currículo de ensino regular, é apontada pelos jovens como um sistema de uniformização na formação dos seus alunos. Quanto aos professores, estes são vistos como atores limitados pelo tipo de ensino, apresentando-se, na voz dos sujeitos investigados, com falta de interesse sobre o futuro dos seus alunos e respetivas escolhas. Finalmente, esta dissertação aponta a mediação intercultural como uma ferramenta fundamental para o trabalho social com jovens, na ótica da transformação identitária e da capacitação na tomada de escolhas. Denotámos que os contributos dados pelos jovens ao longo da investigação dão-nos acesso a um olhar sobre a escola, mas também sobre elementos constituintes da sua vida, como a família e o mercado de trabalho, o que constitui um quadro de uma problemática bastante complexa que se apresenta como inesgotável no estudo do campo da juventude nos dias de hoje. Acreditamos que a posição de escuta-ativa e emancipadora na revelação dos jovens como atores principais das suas decisões é fundamental nesta filosofia transformadora no trabalho da educação social. Para mais, num mundo em constante mudança que se apresenta cada vez mais inconstante no traçar de projetos de vida.
