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Entradas recentes

Alimentação sustentável, comportamentos alimentares e perceção dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável nos estudantes do ensino superior: um estudo de caso
Publication . Agostinho, Carolina Guedes; Mendes, Susana Luísa da Custódia Machado; Pinheiro , Maria Joaquina da Cunha
O aumento da população mundial e consequente aumento das práticas agrícolas intensivas, têm causado uma elevada preocupação quanto à oferta de recursos alimentares e ao impacto ambiental resultante da produção de alimentos. A alimentação sustentável surge como resposta para enfrentarmos estes desafios, envolvendo diversas áreas, tais como a nutrição, ambientais, socias e económicas. Este estudo teve como objetivo avaliar os hábitos e comportamentos alimentares de estudantes do ensino superior em Portugal, e a sua perceção sobre a alimentação sustentável e os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS). A investigação foi desenvolvida através de um inquérito online a 558 estudantes de instituições públicas e da realização de um focus group. Os resultados obtidos indicaram que a maioria dos estudantes opta por alimentos saudáveis, embora o consumo diário de frutas e legumes seja inferior às recomendações definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) através do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) (OECD, 2021). Verificou-se que existe uma adesão moderada do consumo de produtos locais e sazonais e uma redução limitada do consumo de carne. No entanto, apenas metade dos estudantes inquiridos conhece os ODS, sendo que o objetivo mais conhecido é o “Erradicar a Fome”. Observou-se ainda que as Instituições de Ensino Superior (IES) desempenham um papel importante no conhecimento e sensibilização dos ODS. Foi possível concluir que, existe uma ligação entre os hábitos alimentares, a sustentabilidade e os ODS, sendo benéfico em contexto académico, a dinamização das ações de propagação e sensibilização de um consumo responsável, da redução do desperdício alimentar e da importância dos produtos locais e sazonais, sendo estas estratégias essenciais para se atingir as metas da Agenda 2030. A presente dissertação, intitulada "Alimentação sustentável, comportamentos alimentares e perceção dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável nos estudantes do ensino superior: um estudo de caso", contribui de forma significativa para a promoção dos ODS estabelecidos pela Agenda 2030 das Nações Unidas. Ao explorar a relação entre os comportamentos alimentares dos estudantes do ensino superior e a perceção que estes têm sobre a alimentação sustentável, a investigação promove uma reflexão crítica e informada sobre práticas alimentares conscientes e sustentáveis. Além disso, ao analisar a compreensão dos próprios ODS por parte dos estudantes, a dissertação incentiva a educação para o desenvolvimento sustentável e a transformação de atitudes em prol de uma cidadania mais ativa e informada.
Fatores que mais influenciam a escolha de Fast Food numa amostra de estudantes do ensino superior em Portugal
Publication . Vieira, Inês Alexandra da Silva; Mendes, Susana Luísa da Custódia Machado; Pinheiro , Maria Joaquina da Cunha
O consumo de fast food entre estudantes do ensino superior tem aumentado de forma relevante, impulsionado principalmente pela conveniência, rápida disponibilidade e sabor apelativo. No entanto, este padrão alimentar representa um fator preocupante para a saúde pública, uma vez que esses alimentos, geralmente ricos em gorduras saturadas e sódio e pobres em nutrientes essenciais, estão associados ao desenvolvimento de doenças crónicas como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Estudantes do ensino superior constituem um grupo particularmente vulnerável devido às mudanças inerentes ao seu estilo de vida, como a saída de casa e a adaptação a novas rotinas, o que frequentemente leva a escolhas alimentares inadequadas e ao ganho de peso precoce, o que representa um fator de risco para obesidade na vida adulta. Assim, torna-se fundamental compreender os fatores que influenciam o consumo de fast food nesse público, de modo a subsidiar estratégias eficazes de intervenção, como campanhas de sensibilização, programas educacionais e melhorias nas ofertas alimentares das instituições de ensino. Neste contexto, com este estudo, pretende-se identificar e analisar os principais fatores que influenciam a escolha de fast food entre uma amostra de estudantes do ensino superior em Portugal. Inclui a caracterização da relação entre o consumo de fast food com os fatores sociais e o estado nutricional, compreender a perceção dos estudantes sobre quais são as escolhas alimentares mais saudáveis e sustentáveis, identificar as possíveis lacunas inerentes ao desconhecimento sobre o que são escolhas alimentares saudáveis e sustentáveis na sociedade atual e ainda averiguar se existe um padrão de consumo associado às características sociodemográficas dos estudantes. Após uma revisão de literatura sobre a temática em análise, apresenta-se a componente empírica baseada numa metodologia quantitativa, com a recolha de dados através de um inquérito por questionário a uma amostra de 780 estudantes do ensino superior em Portugal com idade superior a 18 anos e metodologia qualitativa com a realização de uma sessão de focus group. Os resultados demonstraram que a idade, a situação habitacional, o rendimento e o nível de atividade física influenciam, em diferentes graus, a frequência e o tipo de consumo de fast food. Verificou-se ainda que os estudantes que não utilizam as cantinas das instituições de ensino superior tendem a consumir fast food com maior frequência, embora a satisfação com a comida da cantina não tenha apresentado impacto significativo. Os dados qualitativos revelaram que a conveniência, o preço e a falta de tempo são os principais motivos que justificam a preferência por fast food, apesar da consciência dos impactos negativos para a saúde. O estudo conclui que o comportamento alimentar dos estudantes é multifatorial, refletindo não apenas escolhas individuais, mas também condicionantes contextuais, económicas e sociais. A investigação propõe recomendações para a promoção de hábitos alimentares mais saudáveis no contexto académico, nomeadamente através da melhoria da oferta institucional e de estratégias de educação alimentar mais eficazes. Por fim, importa referir que esta investigação contribui de forma relevante para a promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Agenda 2030 das Nações Unidas, nomeadamente erradicar a fome (ODS 2), saúde de qualidade (ODS 3), educação de qualidade (ODS 4) e produção e consumo sustentáveis (ODS 12). Ao explorar os fatores mais influentes nas opções de fast food numa amostra de estudantes do ensino superior em Portugal, promove-se uma reflexão crítica e informada sobre hábitos alimentares e inerente consciência do que é percecionado como sendo saudável (e até mesmo sustentável). Além disso, pretende-se que esta dissertação incentive a transformação de atitudes em prol de uma cidadania mais informada e consciente das suas escolhas alimentares.
Revalidação do Plano HACCP da Lusiaves
Publication . Santos, Francisco José Cruz dos; Pinheiro , Maria Joaquina da Cunha; Fernandes , Dina
Atualmente, com o mercado cada vez mais cauteloso e exigente, um bom sistema de gestão da segurança alimentar é indispensável para a competitividade, sustentabilidade e reputação das empresas do setor alimentar. A garantia de alimentos seguros e de elevada qualidade conduz ao bem-estar e saúde pública da População, reforçando a confiança dos consumidores pelo trabalho desenvolvido na Indústria Alimentar levando à prevenção de doenças com origem nos alimentos. A carne de frango é uma das principais e mais consumidas fontes de proteína animal, em todo o mundo, devido principalmente ao seu elevado valor nutricional, ao preço acessível e à versatilidade de inclusão na dieta do dia-a-dia. O aumento do consumo de carne de frango torna mais crítico o investimento em sistemas eficazes de segurança alimentar, uma vez que este alimento é muito perecível e apresenta características físico-químicas como elevado teor de água, pH favorável e elevado teor nutricional, que favorecem o crescimento microbiano. Entre os microrganismos de interesse, destacam-se Salmonella spp., Campylobacter spp., Escherichiacoli e Listeria monocytogenes, patogénicos frequentemente associados à cadeia de valor da carne de aves, incluindo o frango. O presente trabalho centrou-se na revalidação do plano HACCP da Lusiaves, uma das maiores e mais conceituadas unidades fabris de produção de carne de frango em Portugal, abordando os desafios e oportunidades inerentes a este processo num ambiente industrial dinâmico. Neste sentido, procedeu-se à descrição do conjunto de metodologias adotadas para a revisão/revalidação sistemática do HACCP, bem como a atualização dos pontos críticos de controlo (PCC) e os programas de pré-requisitos operacionais (PPRO), garantindo a conformidade com os requisitos legais, normativos e as expectativas dos clientes e organismos de certificação. Com os resultados apresentados, a importância da revalidação periódica para a segurança alimentar, a qualidade dos produtos e o sucesso a longo prazo das organizações da indústria alimentar, é reforçada, principalmente numa indústria de produção de carne de frango.
The experiences of mothers in caring for children with complex health conditions during hospitalization in Brazil: a grounded theory analysis
Publication . Harmuch, Camila; Laranjeira, Carlos; Lima, Ana Luísa Serrano; Higarashi, Ieda Harumi; Jaques, André Estevam; Paiano, Marcelle
Purpose Children with Complex Health Conditions (CCHC) require prolonged, specialized, and multidisciplinary care, often demanding prolonged hospitalizations. In this context, mothers generally assume the role of primary caregivers, facing emotional, physical and social overload. However, their experiences during hospitalization remain little explored. This study aimed to understand the experiences and needs of mothers caring for CCHC during hospitalization. Design and methods This qualitative study used an inductive approach based on the Straussian Grounded Theory principles. Data collection took place between September 2024 and March 2025, through individual, in-person, semi-structured interviews, conducted with mothers of CCHC admitted to a Brazilian university hospital. Data analysis followed the constant comparison method, occurring simultaneously with collection, enabling the construction of categories and conceptual refinement. Results Sixteen mothers aged between 23 and 46 years (34.75 ± 7.55) were recruited. Data analysis generated the core category “Care experiences: balancing between light and shadow” around which three categories are anchored: 1) Dealing with the complexity of the disease and hospitalization; 2) Barriers to care dynamics during hospitalization; and 3) Enablers of care for children with complex health conditions. Conclusions The analysis of maternal experiences highlights the urgent need for care practices based on family-centered care models that recognize mothers as protagonists in the care process. Practice implications Findings support the implementation of institutional protocols that ensure effective communication, continuous support and qualification of professionals to promote a welcoming, safe and humanized environment, reducing the emotional and structural vulnerabilities faced by mothers who care for CCHC.
Early Post-Discharge Predictors of Sedentary Behavior Following COPD Exacerbation: An Observational Study
Publication . Coluccia, Maria Gabriela; Cruz, Joana Patrícia Dos Santos; Brusaca, Luiz Augusto; Kawakami, Débora Mayumi de Oliveira; Araujo, Gustavo Henrique Guimarães; Karloh, Manuela; Mendes, Renata Gonçalves; Lorenzo, Valéria Amorim Pires Di
Patients hospitalized due to an exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease (ECOPD) often exhibit increased sedentary behavior (SB), which may persist after discharge and negatively affect recovery. However, early determinants of SB during this period remain unclear. To identify the factors at hospital discharge that predict SB 30 days later in patients with ECOPD. This observational longitudinal study included patients hospitalized for ECOPD, assessed during the first week after discharge and reassessed 30 days later. Data collected included sociodemographic information (age, sex, name, telephone number, and address), anthropometric measurements (weight, height, and body mass index [BMI]), clinical history (previous hospitalizations, exacerbations, and smoking status), dyspnea (Medical Research Council scale, mMRC), health status (COPD Assessment Test, CAT), co-morbidities (Charlson Comorbidity Index), and exercise capacity (6-minute walk test, 6MWT). Physical activity and sedentary behavior—including SB, light (LPA), moderate (MPA), and vigorous (VPA) physical activity, step count, and sleep—were measured using a triaxial accelerometer worn for seven consecutive days. Accelerometer data were processed with ActiPASS software, and statistical analyses were performed in RStudio. Stepwise regression analysis was used to identify the discharge variables that could predict SB at 30 days. Forty-four patients (61% female; age 66 ± 8 years; FEV1 53 ± 13%; Charlson 1 [1–2]; hospital stay 5 [3–6] days) were included. At discharge, median mMRC was 3 (2–3), CAT 21 ± 8, 6MWT 274 ± 102 m, steps/day 3,148, SB 619 ± 226 min/day, and LPA 216 min/day. At 30 days, SB was 615 ± 166 min/day. Dyspnea (mMRC) and LPA at discharge explained SB at 30 days (R2 = 0.31, p < 0.001). Higher levels of dyspnea and lower levels of LPA during the first week after discharge are the significant predictors of SB 30 days after hospitalization for ECOPD.