Bernardo, IsabelVieira, Rui MarquesInstituto Politécnico de Leiria - Publicações IPCE2026-05-202026-05-202026-05Bernardo, I., & Vieira, R. M. (2024). Para que serve o pensamento crítico na era da inteligência artificial? Revista de Investigação, Práticas e Contextos em Educação, 71–102. https://doi.org/10.25766/pn60-7m263051-7044http://hdl.handle.net/10400.8/16311O desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial está a levantar desafiossocietais e antropológicos, pelo impacto que tem nas decisões e escolhas dos agentes. A capacidade de pensar criticamente é um ideal normativo que poderesponder ao repto humano de transformar ainformação em conhecimento e ser capaz de o usar de modo útil para a ação. Por isso, pode ser um meio essencial para que cidadãos bem informados e capacitados possam exercer, por exemplo, uma vigilância sobre o possível efeito da inteligência artificial na perda de direitos considerados fundamentais em contexto democrático. Porém, o pensar crítico, que não é uma competência natural, exige uma formação intencional e explícita, integrada no currículo. Congurando um estudo de caso exploratório, neste artigo apresentam-se duas sequências de ensino e aprendizagem implementadas com alunos do ensino secundário português na disciplina de Filosofia. Através do desenho intencional de atividades de aprendizagem que integram competências filosóficas de problematização, concetualização e argumentação com capacidades e disposições de pensamento crítico, segundo a taxionomia de Robert Ennis, investiga-se a possibilidade de os alunos aprenderem sobre e com inteligência artificial. Na conclusão são elencadas propostas curriculares e pedagógicas para investigações futuras, sobre a integração de um ensino com e sobre IA num contexto mais alargado da literacia mediática com integração de pensamento crítico.Because of its impact on agents’ decisions and choices, the development of arti!cial intelligence systems raises social and anthropological challenges. "ecapacity for critical thinking is a normative ideal that can respond to the human challenge of transforming information into knowledge and being able to use it usefully for action. It can therefore be an essential means for well-informed citizens to exercise vigilance over the possible impact of arti!cial intelligence on the loss of rights considered fundamental in a democratic context. However, deliberate and explicit training, integrated into the school curriculum, is required for critical thinking, which is not a natural ability. As an exploratory case study, this article presents two teaching and learning sequences implemented with Portuguese secondary school students in the subject of Philosophy. "e possibility of students learning about and with arti!cial intelligence is explored through the intentional design of learning activities that integrate philosophical thinking skills and dispositions according to Robert Ennis’ taxonomy. "e conclusion lists curricular and pedagogic proposals for future research into the integration of teaching with and about AI in a broader context of media literacy with the integration of critical thinking.porCompetências filosóficasPensamento críticoRobert EnnisEnsino secundárioInteligência artificialPhilosophical skillsCritical thinkingSecondary educationArtificial intelligencePara que serve o pensamento crítico na era da inteligência artificial?What is the point of critical thinking in the age of artificialcontribution to journalhttps://doi.org/10.25766/pn60-7m26