Oliveira, Ana Margarida Fernandes deAntunes, Raúl de Sousa NogueiraFerreira, Joana Margarida da Conceição2026-05-142026-05-142026-03-23http://hdl.handle.net/10400.8/16276O educador tem um papel fundamental na escuta atenta dos interesses, motivações e curiosidades de cada criança do grupo. No quotidiano do contexto educativo, a observação diária do envolvimento das crianças na exploração de materiais não estruturados, despertou em mim o interesse pelo possível potencial educativo desses materiais. Deste modo, o presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da aplicação de um programa de intervenção para o desenvolvimento da visualização espacial e da motricidade fina, através da exploração de materiais não estruturados, em crianças da educação pré-escolar. Participaram no estudo um grupo experimental constituído por 19 crianças (de ambos os sexos), com média de idade de 4,37 anos e um grupo de controlo com 17 crianças (de ambos os sexos), com média de idade de 4 anos. Para o efeito, foi planeado e implementado um programa de intervenção, aplicado apenas ao grupo experimental, composto por dez sessões, uma vez por semana e com duração entre 30 e 45 minutos, as quais foram estruturadas segundo os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Deste modo, todas as sessões iniciavam com o conto de uma história que servia de indutor para a proposta a realizar em seguida. Estas tinham como base a exploração de materiais não estruturados (madeiras, plásticos/acrílicos, cartão e metal) e como objetivo potenciar o desenvolvimento de competências de visualização espacial e de motricidade fina. A satisfação das crianças foi avaliada, individualmente, no final de cada sessão de intervenção. Ambos os grupos foram avaliados no momento pré-intervenção e no momento pós-intervenção, através do Teste de Desenvolvimento da Perceção Visual (Frostig, 1988) e do teste de destreza manual do MABC-2 (Matias et al., 2011). De um modo geral, verificaram-se melhorias significativas no grupo experimental em quatro dos cinco subtestes da perceção visual e em dois dos testes de destreza manual, contrastando com a estabilidade dos resultados do grupo de controlo. Observou-se ainda um elevado grau de satisfação das crianças ao longo de todas as sessões, evidenciando envolvimento, motivação e valorização das atividades propostas. Este projeto leva-nos, assim, a refletir sobre o papel dos materiais não estruturados nas idades precoces, podendo representar um recurso pedagógico que potencia aprendizagens significativas e inclusivas, favorecendo o desenvolvimento de competências essenciais na infância e, deste modo, contribuindo simultaneamente para práticas pedagógicas mais inclusivas.The educator plays a fundamental role in attentively listening to the interests, motivations, and curiosities of each child in the group. In the daily educational context, the regular observation of children’s engagement in exploring unstructured materials, sparked my interest in the potential educational value of those materials. Accordingly, the present study aimed to assess the impact of implementing an intervention program for the development of spatial visualisation and fine motor skills through the exploration of unstructured materials in preschool children. The study involved an experimental group consisting of 19 children (of both genders), with an average of 4.37 years old, and a control group of 17 children (of both genders), with an average of 4 years old. For this purpose, an intervention program was planned and implemented, applied only to the experimental group, consisting of ten sessions, once a week and lasting between 30 to 45 minutes, which were structured according to the principles of Universal Desing for Learning. Thus, all sessions began with the telling of a story that served as a stimulus for the activity to be carried out subsequently. These activities were based on the exploration of unstructured materials such (wood, plastics/acrylics, cardboard and metal) and aimed to enhance the development of spatial visualisation and fine motor skills. Children’s satisfaction was assessed individually at the end of each intervention session. Both groups were evaluated at the pre-intervention and post-intervention stages using the Developmental Test of Visual Perception (Frostig, 1988) and the manual dexterity test of the MABC-2 (Matias et al., 2011). Overall, significant improvements were observed in the experimental group, in four of the five visual perception subtests, and in two of the manual dexterity tests, contrasting with the stability of the control group’s results. A high level of children’s satisfaction was also observed throughout all sessions, reflecting engagement, motivation, and appreciation of the proposed activities. Therefore, this project leads us to reflect on the role of unstructured materials in early childhood, as they may represent a pedagogical resource that fosters meaningful and inclusive learning, enabling the development of essential skills in childhood and, in doing so, simultaneously contributing to more inclusive pedagogical practices.porInclusãoMatemáticaMateriais não estruturadosMotricidade finaPré-escolarVisualização espacialFine motor skillsInclusionMathematicsPreschoolSpatial visualisationUnstructured materials(DES)CONSTRUIR COM MATERIAIS NÃO ESTRUTURADOS: DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS MATEMÁTICAS E MOTORAS NA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLARmaster thesis204304520