Coelho, Luís Pedro InácioCardoso, Nelson Cândido Pedrosa MarquesRosa, Luís Filipe Rodrigues2026-01-202026-01-202025-12-16http://hdl.handle.net/10400.8/15418A escola contemporânea enfrenta desafios crescentes e diversificados, cada vez mais complexos, exigindo modelos de gestão flexíveis, inclusivos e colaborativos. No contexto do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), a Educação Física (EF) desempenha um papel estruturante no desenvolvimento integral das crianças, abrangendo as dimensões cognitivas, motoras, sociais e emocionais. Segundo Neto (2020), o ato de brincar é uma ferramenta fundamental nesse processo formativo e a Educação Física emerge, por isso, como espaço privilegiado para a construção de uma escola mais humana, inclusiva e ativa. A presente investigação centra-se na análise da prática de coadjuvação nas aulas de EF no 1.º CEB, entendida como uma abordagem pedagógica colaborativa entre o professor titular de turma (PTT) e o professor especialista de Educação Física PEEF). Este modelo visa promover práticas pedagógicas diferenciadas, alinhadas com os princípios da gestão curricular e com os desígnios da inclusão educativa, conforme estabelecido no Decreto-Lei n.º 54/2018. O estudo adota uma abordagem qualitativa interpretativa, baseada num estudo de caso desenvolvido num Centro Escolar, integrado num Agrupamento de Escolas. A recolha de dados foi efetuada mediante inquérito por questionário aplicado a professores com diferentes níveis de experiência em coadjuvação, complementado por análise documental de orientações institucionais e projetos pedagógicos locais. Os resultados evidenciam uma perceção globalmente positiva relativamente à prática da coadjuvação no 1.º CEB. Os docentes titulares de turma e especialistas destacam a melhoria da articulação curricular e do trabalho colaborativo, enquanto os diretores sublinham a importância desta prática para a gestão eficaz dos recursos humanos e a inovação pedagógica. Encarregados de educação e alunos valorizam as aulas de Educação Física, manifestando maior motivação e participação ativa nas mesmas. Estes dados reforçam a pertinência da coadjuvação como uma estratégia promotora da qualidade e da equidade no ensino básico.porGestão escolarEducação físicaCoadjuvação1.º ciclo do ensino básicoCoadjuvação na disciplina de educação física no 1.º ciclo do ensino básico: práticas e perceçõesmaster thesis204154537